Casalzinho Meigo: Rola ou não Rola?
6 Capítulo 6
Notas iniciais
- Flash In –
Elliot e Olívia vinham andando pela squad, com o Cap e o Fin atrás deles, comentando as evidências sobre os casos. Um discordava do outro.
- Isso não prova que o pai esteve na casa dela... – disse Elliot andando ao lado de Liv.
- Encontramos evidências nos lugares mais comuns... Quarto, Hall, Cozinha... – disse Fin andando atrás deles enquanto olhava os papéis que tinha em mãos.
- E depois ele disse que não esteve na cada delas. – disse Liv, vitoriosa.
- Ela pode ter levado essas coisas da casa do pai. – rebateu Elliot.
- De tantos lugares? Você já está exagerando! – disse Liv, olhando nos olhos dele.
- E você está sendo Limitada. – Eles chegam perto de suas mesas, e ele continua:
- Eu sou a mais longa relação com um homem que você já teve em sua vida. Você não tem idéia de como as coisas podem acabar quando um casal fica azedo. – ele disse, parando de frente para ela.
- Jura é? – Liv rebateu, fuzilando-o com o olhar. – E oito anos nessa unidade me diz que eu não preciso me casar para saber quando um homem abusivo está surgindo!
Ela parou fuzilando-o com o olhar. Suas palavras realmente fizeram efeito nele.
Elliot parou o que fazia. Parou de andar, de se mexer, acho que até de respirar. Provavelmente ele não esperava aquelas palavras vindas diretamente dela.
- O que você quis dizer com isso?
Mas Liv não conseguiu responder, pois o Cap interveio dizendo:
- Vocês ainda acham que conseguem trabalhar juntos? Ou eu posso resignar este caso.
- Está tudo bem.
- Então, Olívia, vá atrás das evidências. – ela deu mais uma olhada mortal em Elliot, e depois saiu. Elliot balançou a cabeça e sem mais nada dizer saiu pelo lado oposto.
O Cap ficou ali parado, sem entender muito bem o porquê de tudo aquilo.
Mais tarde, ali mesmo na Squad, Liv e Elliot chegaram com o Cap com novas evidências e mais dúvidas ainda. Atrás deles ainda vinham o Huang e a Casey. Liv sentou-se em sua cadeira e Ell encostou-se na mesa.
Todos discutiam se a mulher realmente havia sido estuprada pelo marido, ou se na verdade estava mentindo. Elliot acreditava que o cara era inocente.
- Ele disse que foi até a casa dela, tirou-a do chuveiro, a sacudiu nos braços e foi embora.
Liv estava indignada:
- Esse cara é perigoso! Isso é o que você quer acreditar! Ele vai de um cara que nunca tocou na esposa, para outro que a sacode? O que vêm depois?
Huang fazia seu trabalho comentando sobre os padrões e os psíquicos dela.
- Bom, a filha nunca testemunhou nenhuma violência. – Liv continuou impassível:
- Ela já mentiu pelo pai uma vez, como saberemos que não o fez novamente?
- Isso não é parte de um padrão psicológico. Se realmente for psíquico, os meninos tendem a se colocarem em situações perigosas do que falarem com as mães. Já as meninas se apegam a elas, identificando-se como vítimas.
Casey, que já estava de saco cheio de toda essa ladainha, simplificou:
- Você está dizendo que não há abuso?
- Eu não sei o que ele fez, mas você nunca conseguirá provar um padrão de mau comportamento. Isso simplesmente não existe.
Casey deu de ombros, e resolver ser mais prática.
- Isso não importa. Ela disse que foi estuprada. O marido admite que a atacou. E, há evidências sexuais.
- Talvez ela tenha feito sexo com outra pessoa. – disse Elliot, cruzando os braços. Ele ainda tinha uma outra opinião formada, e não jogaria ela fora tão cedo. – Este é um divórcio hostil.
Liv olhou para ele sem acreditar, balançando a cabeça negativamente. Casey estava começando a perder a paciência.
- Quando você começou a trabalhar para defesa? – Elliot não se deixou intimidar.
- No momento em que você ficou mais interessada no fácil desfecho do que na verdade.
Casey perdeu toda e qualquer paciência que tinha. Quem ele era para dizer aquilo dela? Ela andou mais para frente como se o enfrentasse, e disse, com voz firme:
- Meu único interesse é defender vítimas estupradas. Agora, eu pensei que fôssemos isso que fizéssemos aqui. – Elliot murmurou um “uhum”. Mas o Cap não deixou que aquela discussão continuasse.
- Isso é o que todos nós fazemos. Olívia, você interrogará a vítima novamente. – e virando-se para Elliot. – E você tenta descobrir discretamente os motivos dela. Tenha certeza que não haja surpresas.
Liv estava indignada, e não podia deixar passar.
- Oh, agora colocamos vítimas em julgamento. Bom saber. – disse irônica. Ela estava totalmente irritada, brava com a situação.
Elliot também não deixou passar, respondendo:
- Bom, com uma declaração dessas, nenhum bom policial resistirá á isso. – ele levantou-se, e Liv fez o mesmo movimento, completando:
- Especialmente não um com um casamento morrendo e um histórico de violência. – eles se encararam por um momento, sustentando os olhares. O clima estava realmente pesado, nenhum dos dois queria dar o braço á torcer.
Elliot saiu pisando duro, enquanto Liv fitou o vazio, pensando. Ela ia sair, quando o telefone dela tocou.
- Benson. Sim, Oi. Ele acabou de sair. Nos encontrarmos? Onde? – provavelmente era alguém que ela conhecia. Logo, desligou o telefone, pegou seu casaco e sua bolsa e saiu. Casey bufou olhando para cima, ela realmente estava sem paciência. Achava tudo aquilo desnecessário. Virou para o Cap e disse:
- Eu pensei que você tivesse dito que eles estão trabalhando juntos. – e saiu da sala, toda irritada com essa situação.
– Flash Out –
- OMG! Uau! – bom, essa exclamação veio do John, mas provavelmente todos fizeram sons ou frases parecidas. Quando Casey acabou de contar, todos estavam com os olhos arregalados de surpresa.
- Pena que eu não fiquei para ver a briga! ú.ú – John manifestou-se, irritado.
- Mas não foi nada legal essa briguinha deles! Confesso que eles quase me tiraram do sério! – disse o Cap acabando com o resto do refrigerante que tinha em mãos.
- Verdade! Nesse dia, eu me lembro que o Elliot ainda trombou comigo no corredor, mas a cara dele estava tão brava, que eu resolvi nem dizer nada. Somente a Liv soltou um “sorry” que ficou no ar. – comentou dessa vez aquele mesmo faxineiro, que ainda estava presente ouvindo a história.
- E quem era no telefone? – alguém em meio á multidão perguntou. John ficou mais feliz e quando ia dizer algo, Huang o interrompeu:
- Bom, pelo jeito que a Liv falou no telefone, só podia ser a Kathy.
- Hey, da licença? Posso contar o resto? ¬¬º — John disse impaciente e irritado.
- ahauhauha Conta logo John! Se ele não contar, ainda terá um treco!
- Isso aí Casey! Uahahah Pior que uma criança!
- Cala a boca Fin ¬¬º.
- Ai como ele fica fofinho irritado!
- Eu já te mandei calar a boca! ¬¬º.
- Okay, okay! Eu fico quieto.
- Se vocês não querem ouvir a parte legal da história, ou seja, a conversa da Kathy com a Liv, eu não conto ú.ú eu sou o único que sei mesmo =P.
- Para de atiçar a nossa curiosidade! Você está louco para contar!
- Ok, vou contar! Eu fiquei sabendo dessa conversa... Porque consegui arrancar cada palavra da Liv! – todos se ajeitaram novamente. Alguns pegaram mais um pedaço de pizza e aproveitaram para encher os copos com refrigerante. Após todos prontos, John continuou:
- Bom, depois do telefonema, Kathy e Liv encontraram-se no parque, e a conversa foi mais ou menos assim...
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