Casalzinho Meigo: Rola ou não Rola?
13 Capítulo 13
Notas iniciais
- OMFG! Não acredito! O que é isso que vocês me contaram agora?
- Sim Casey, caia dura no chão!
- Isso é informação rara! Daquelas encontradas em museus!
- Concordo. – disse Fin que estava ao lado dela.
- Vocês acham que a vida dos dois é baseada em momentos fofos como esse? – disse Huang aproximando-se deles e sentando-se na cadeira ao lado.
- O que você quer dizer com isso? – perguntou Casey.
- Simples. Os dois sofrem muito e brigam muito também. Eles não sobrevivem desses momentos meigos. Se tudo fosse flores, a história seria diferente.
- O que é? Quer contar histórias agora também é? – perguntou John, meio irritado.
- Não é isso. Eu estou querendo dizer a verdade só, se não querem enxergar, problema de vocês.
- Já que se acha tão esperto, Dr. Conte algo que você presenciou.
- Vocês realmente querem ouvir?
- Conta logo. – Casey pediu curiosa.
- O ponto não é só contar, o ponto é vocês entenderem. E eu sei o que falo, porque além de ser psicólogo, eles já vieram conversar comigo várias vezes.
Todos ficaram mais interessados no que ele tinha pra falar. Se arrumaram nas cadeiras e começaram a escutar.
- Tudo isso é muito difícil para eles, acho que não tem como classificá-los. A única certeza que podemos ter é que se amam. Mas se eles não cederem, cada um deles, um pouco, nunca dará certo. O Elliot é muito estourado, muito família, sabe ser amável, mas nem sempre sabe ser tão sensível quanto a Liv. Ele não consegue se expressar direito, e não deixa ninguém conhecer seu lado sensível, seus sentimentos.
- É bem isso mesmo. – comentou John. E Huang continuou:
- Já a Liv é muito mais emoção e ação. Geralmente é uma policial durona, mas muitas vezes deixa aparecer seu lado maternal e sensível. Ás vezes ela dá alguns sinais, mas como ninguém percebe, ela os esconde novamente. Ela é muito sozinha, por isso não é acostumada a ter alguém para dividir seus problemas e segredos, alguém com quem possa contar. E se não me engano, o único lugar onde ela se sente realmente amada é aqui, na Squad, onde é realmente o seu lar.
- Também acho. – comentou Casey, onde Fin emendou:
- E a gente faz o que então?
- Acho que a única coisa que podemos fazer, é esperar eles conversarem. Eles que tem que se entenderem.
- É. Talvez. – disse o faxineiro que continuava na porta. Todos os olhos se voltaram para ele e Casey perguntou:
- Você não tem nada melhor para fazer não?
- Ah, eu já acabei de limpar quase tudo, e eu realmente queria saber se essa história se desenrolará! Eu a acompanho a 3 anos \\o
- Olha até que ponto isso chega. – comentou John.
Enquanto isso na casa da Detetive Benson...
Liv estava sentada no banheiro, com um papel na mão. O teste havia dado negativo, para alívio e decepção. Se ficasse trancada dentro de casa mais alguns minutos enlouqueceria, então trocou de roupa e saiu. Foi andando pelas ruas de Nova Iorque. Era muito raro fazer aquilo, sair de seu auto-controle, mas ás vezes, não havia alternativa.
Andava por todas as ruas, quase que automático, querendo vagar, mas ao mesmo tempo em tudo pensar. Passou por um lugar que nunca havia visto antes, um enorme jardim com muitas pessoas por ali. Atravessou os portões e praticamente descobriu um mundo novo. No meio era asfaltado, uma enorme ladeira, e aos lados as plantas, árvores e vegetação tudo cobriam. Já era fim de tarde, e o sol só dava a tudo um toque especial, deixando tudo com aquele brilho dourado, tudo ali parecia mágico.
Ela sentou-se em um dos bancos e deixou-se levar. Viu um casal de namorados passarem de mãos dadas rindo de algo, cúmplices. Depois, um homem passeando com seu cachorro na coleira, crianças brincando de bola. Um menino andando de skate, uma menina de bicicleta.
E começou a pensar em sua vida, em quem ela queria do seu lado. Em que rumo tomaria. Não poderia mais deixar se machucar tão fácil, ninguém queria saber o que ela sentia, porque deixar transparecer então? Por que sofrer por alguém que não ligava para o que ela sentia? Que saber? Estava cansada de tentar, cansada de bater com a cabeça na parede, cansada de ser feita de palhaça. Dali para frente, ela mudaria.
No outro dia de manhã, na Squad...
Liv chegou no escritório com olheiras, mas tentava fingir que estava tudo bem. Antes de sentar-se á sua mesa, foi pegar uma caneca de café primeiro, enquanto de longe, Fin e John a observavam. Casey acabava de entrar na Squad.
- Bom dia pessoal.
- Bom dia Casey. – responderam.
- E ai? Travaram a língua de tanto falar é? – ela disse entre risos.
- Há há. E por que você está de calça hoje, e não de saia? – perguntou John.
- Porque fica mais fácil de ficar sentada por muito tempo.
- Ela já está se preparando para mais uma seção cinema!! – comentou Fin.
- Vocês repararam na Liv? – perguntou John.
- Não, por que? – Casey virou-se para fitar Liv. A detetive estava encostada perto da mesinha de café, tomando um pouco deste em uma caneca. Parecia muito cansada e triste, como se não tivesse dormido a noite toda.
- O que será que houve? – perguntou Casey. Ao qual Fin e John responderam juntos:
- Elliot.
Liv havia decidido que não demonstraria mais seus sentimentos, se fecharia para tudo e para todos. Estava cansada de tudo.
Ela andou até sua mesa com a caneca de café nas mãos, quando percebeu um pequeno papel dobrado sobre a mesma, com um botão de rosa em cima.
O abriu e havia um escrito, com uma letra muito bonita:
Fale com o autor