Casais Improváveis
86 Amara Petrova e Damon Salvatore
Notas iniciais
Tema: The Vampire Diaries
Casal: Amara Petrova e Damon Salvatore
The Last Breath
Dizem que o sofrimento de uma viúva é o pior luto.
Até mesmo a cor mais vívida perde o tom aos olhos da pessoa que foi abandonada, e Amara já vivenciou a dor de olhar para pobres viúvas. Recorda-se da sua antiga vida, como serva de Qetsiyah, de ter inúmeras mulheres sem maridos, chorando por toda a vila. A doppelgänger se sentia triste pelas moças e sempre sonhou em nunca ter que sofrer isso na própria pele. E não sofreu.
Mesmo vendo o corpo de Silas sem vida ela se sentiu feliz. Feliz por conseguir acabar com as vozes em sua cabeça, feliz em não ter que respirar mais.
Amara tirou a adaga afundada na barriga de Silas e tão pouco a encarou. Apenas pode enxergar pela última vez seu rosto assustado, seus cabelos enrolados e suas lágrimas secas. A partir desse momento a garota não choraria mais.
A morena segurou o objeto com suas duas mãos e enfim cravou a lâmina em seu estômago.
Amara não chorou com a dor, apenas mordeu seus lábios e esperou a morte a levar. Seu corpo estava leve, porém os braços de Damon Salvatore a sustentaram, impedindo que a mesma caísse.
O vampiro mordeu seu braço e deu seu sangue a garota, porém ela o cuspiu. O vampirismo não impediria a dopplenganger de morrer.
Damon deitou o corpo de Amara no chão e pensou em algum modo de fazê-la sobreviver enquanto a morena estava observando a constelação de estrelas no céu. Sua última constelação...
Amara então fechou seus olhos, esperando seu último suspiro, mas a persistência do garoto a fez abri-los novamente. A garota via que ele dizia algo, então ela apenas focou em uma única coisa: seus olhos.
Os olhos de Damon a faziam lembrar-se do oceano de seu vilarejo. Era, inexplicavelmente, o mesmo tom de azul. Um azul limpo e claramente o mais bonito. Se esse fosse o último pensamento dela, a garota ficaria ainda mais realizada, porém esses olhos estavam preocupados com ela.
– Estive no inferno por 2000 anos. – Explicou-se, tentando clarear a mente do vampiro, mas o que ela ouviu foi um pedido para ficar acordada por mais cinco minutos.
– Me deixe morrer. – disse a mesma, esperando novamente que Damon a abandonasse ali, deitada em cima de folhas acinzentadas enquanto o mesmo gritou em negação. Ele precisava dela.
O Salvatore, em estado de pânico, tentou fazer a única coisa que havia em sua mente: respiração boca-a-boca.
Damon abriu a boca da dopplengager e puxou o ar em seu pulmão, porém a língua da mesma impediu que o processo continuasse. Amara não sabia o que ele estava fazendo, então deduziu que por pena, havia beijado ela. Sem reação, o vampiro retribuiu o ato.
Quando ele se afastou, ela não respirava mais, mas os olhos castanhos ainda continuavam abertos. Damon então os fechou por ela.
– Espero que tenha encontrado a paz, Amara. – afirmou ele, segurando as próprias lágrimas. O vampiro beijou a testa da antiga âncora e a carregou em seu colo, levando-a para casa.
Fale com o autor