Casa, crias e outras coisas mais

6 Capítulo 6 - André: Descobrindo


Notas iniciais
Não tô bem pra escrever mais nesse capítulo, então, tá ótimo.

—I-

Pensei em tudo que Clis, a Empregada me disse: que eu não tinha que escolher imediatamente, e tudo dependia de mim. Mas a curiosidade me fazia querer saber mais sobre ele. Pesquisei, pesquisei e nada descobri, mas vi que eventos estranhos ocorreram com essa família por um longo tempo.

Com toda certeza, o que mais me intriga é Clis, a Empregada se parecer tanto com o antigo namorado transsexual de Pete, mas nada disso faz sentindo. Melhor mesmo fui eu parar de pesquisar por ali, agora é só me entrosar.

—II-

Leticia tinha voltado para Europa e Clis, a Empregada, que trabalha aqui na casa, acabara de sair com sacos de lixo cheios do quarto de Fábio, apesar de intrigante, acabei ignorando tal ocorrido.

— Olha bem para essas coisas. As pessoas dessa casa são malucas. Uma dica, tome cuidado. _ falou Michel aparecendo do nada.

— Michel... Você me pegou de surpresa. Mas por que diz isso?

— Não me diga que você não percebeu toda confusão que estava acontecendo agora pouco no quarto de Fábio? E agora, me sai Clis, a Empregada com sacos cheios sabe se lá de que.

— O que você acha que pode ter acontecido? _ odiei-me por ter feito tal pergunta.

— Não é óbvio, provavelmente sexo com algumas coisas bem estranhas no meio. Mas quer saber, agora eu vou indo. _ se despediu Michel me pegando de surpresa com um selinho que durara alguns segundos.

— Mas... mas...

— Tchau, falou ai! _ saiu Michel pela porta principal da casa.

—III-

Após me alojar em meu quarto, comecei a andar pela casa, para conhece-la melhor, e lá estava logo a minha frente, uma porta velha, cheia de cadeados porém boquiaberta. Nem se quer pensei duas vezes antes de entrar, ao cruzar a porta me deparei com uma escuridão que era ofuscada apenas por um eixo de luz que entrava pela janela do lugar. Desci as escadas e comecei a caminhar naquele local medonho até que me deparei com um freezer em pleno funcionamento...

— Mas ué, por que teria isso aqui? _ falei comigo mesmo.

Abri o freezer curiosamente, e me deparei com várias bolsas de sangue, algumas cheias e outras vazias.Lá havia um cartão escrito: "façam bom proveito, meninas".

Desde o primeiro momento em que vi aquelas bolsas, soube que não era coisa boa, o máximo que eu poderia fazer é evitar ficar próximo de isso, quanto mais distante melhor. E foi exatamente isso que me levou a sair do porão o mais rápido possível.