Notas iniciais
Oi gente! Muito obrigada a Scarlett_Cullen, Debora Lima, LeticiaCullen, Tininha, AnnieMikaelson, mallu272, mila baby, Ingrid Martiins, isa, FabiÂniCullen, Luana72, Danila, oi mai e gabrieli pelas reviews no ultimo capítulo! Eu li cada uma e fiquei muito feliz em saber que vocês estão interessadas na FIC! Eu vou responder assim que possível cada uma delas, tudo bem?
O nome desse capítulo foi dado a uma frase que eu coloquei no finalzinho dele, achei bem forte mas é isso aí! Haha! Espero que vocês gostem e quem comentar ganha um spoiler! Até segunda, galera!

Edward POV.

Sim, eu assinei meu atestado de loucura quando me enfiei na cama para dormir ao lado de Isabella. Com o meu gênio, era claro que eu não a deixaria ganhar aquela discussão e para isso estava valendo qualquer coisa. Mas eu também não a deixaria dormir naquele colchão frio e muito menos voltar a passar suas noites naquela casa, estava fora de cogitação deixar que os seus pais a perturbassem mais ainda, afinal era perceptível ver que ela já estava bastante desgastada. Todavia, eu não me arrependi de tê-la ao meu lado aquela noite, e o sentimento que me tomou foi melhor do que deveria realmente ser.


– Edward! – Heidi me cutucou irritada.


– Oi? – Respondi voltando a realidade.

– No que você pensando? Já é a terceira vez que te chamo.

Nós estávamos em uma mesa afastada da que costumávamos ficar todos meus almoços, essa foi uma escolha de Heidi e eu não relutei contra.

– Não é nada. – Menti.

– Sabe, eu estava pensando em agora ficar ruiva. O que você acha? Minhas amigas disseram que eu vou ficar linda. – Disse olhando para suas unhas pintadas em um tom escuro de rosa.

– É, vai ficar bonita do mesmo jeito.

Olhei para a minha mesa habitual com uma vontade absurda de correr para lá e almoçar com meus irmãos e com meus amigos. Eles pareciam estar se divertindo o bastante sem mim e decidi que não era uma boa hora para aparecer por lá, até porque Heidi ficaria irritada. Isabella estava de costas para mim e por nenhum motivo em particular eu fiquei observando seu cabelo castanho avermelhado solto sob seus ombros e escorrendo por suas costas, levemente ondulado nas pontas. Às vezes ela mexia neles e o jogava para trás com a mão, mas ele voltava a sua posição original em poucos minutos a deixando irritada e isso prendeu minha atenção, era incrivelmente fofo.

Sem avisos, Isabella olhou para trás e nossos olhares se encontraram prendendo-se por um momento ali. Ela sorriu tímida e antes que eu pudesse retribuir tal sorriso Heidi puxou meu rosto para um beijo demorado. Meus olhos ainda estavam abertos e pela minha visão periférica eu pude vê-la morder o lábio inferior e desviar seu rosto agora corado em direção aos nossos amigos. Imediatamente me senti culpado pelo seu constrangimento, desejando que Heidi não tivesse me beijado.

– Essa garota me irrita. – Heidi disse.

– Quem? – Perguntei.

– Isabella.

– Como? – Minha voz subiu um décimo.

– Edward, pelo amor de Deus, não vem me dizer que você não sabe o porquê.

– Por que?

– Eu simplesmente não gosto da amizade de vocês, nunca gostei. Vocês são próximos demais e isso me irrita muito. – Ela completou sustentando meu olhar e alisando meu queixo.

Tenho de admitir que eu até entendia o seu lado, Isabella e eu éramos muito próximos e é claro que uma pessoa na posição que Heidi se encontrava sentiria ciúmes. Porém, antes de sermos namorados eu já era amigo de Isabella e eu não iria abrir mão dela em hipótese alguma.

– Não precisa ter ciúme.

– Há! Claro que não, é claro que você nunca me trocaria por ela Edward, você não é louco o suficiente para isso. Eu disse que não gosto disso, simples.

Não gostei da forma como ela se referiu a Isabella, como se ela fosse um nada. E tal pensamento me levou a perceber que Isabella era basicamente o meu tudo; estremeci com a intensidade da palavra que ecoou pela minha mente; ela era puramente verdadeira. Por fim, Heidi sorriu tentando ser doce e deixou um selinho em meus lábios. Eu não retribui; confuso demais com a revelação que se passava em minha cabeça para ter algum tipo de reação.

– Você poderia me levar em sua casa hoje para ver sua mãe, ainda vou fazê-la gostar de mim.

– Ela gosta de você. – Eu disse sorrindo.

– Não minta Edward, ela me trata como uma estranha como se eu já não fosse de casa. – Ela rolou os olhos – Talvez se você me levasse lá mais vezes ela se acostumaria comigo.

– Tudo bem, vamos depois da aula.

Era claro que muitas das vezes Heidi passava dos limites e naquela hora estava acontecendo exatamente isso. Heidi não era de casa, nós não namorávamos nem há três meses para ela se intitular como uma Cullen, Heidi não era nada modesta. Mas, eu ainda não entendia o porquê de quase ninguém – para não dizer ninguém – da minha família não gostava dela, ou até mesmo meus amigos. Minha mãe, Alice, Emmett e até Isabella tentavam disfarçar, mas eu sabia que todo esse silêncio era somente para não me fazer sentir mal, já meu pai, mal a via. Ao contrário deles, eu a achava uma garota muito bonita e essa coisa toda, e eu estava tentando dar certo com alguém, mas não era como se eu a amasse. Eu não a amava e nunca disse as três palavras para ela.

Depois do término de nosso período fizemos conforme o combinado indo diretamente para minha casa.

– Oi pai! – Eu disse ao chegar com Heidi ao meu lado, ele estava sentando no sofá passando os canais em frente à televisão.

– Boa tarde filho! Está tudo bem?

– Sim.

– Você tem visto Bella? Há um tempo eu não a vejo.

– Ela...

– Boa tarde Sr. Cullen, lembra-se de mim? – Heidi me cortou abrindo seu melhor sorriso para Carlisle.

– Ah, claro! Namorada de Edward, certo? Como vai moça?

– Heidi, meu nome é Heidi. – Disse impaciente. – Estou bem.

– Desculpe, eu sinceramente não lembrava o seu nome, mas não me esqueci de você, de qualquer maneira.

Depois de um diálogo que pessoas estranhas entre si trocariam Esme saiu da cozinha em nossa direção.

– Oi filho! – Esme cumprimentou-me – Olá Heidi.

– Oi Sr. Cullen, tudo bem? – Disse Heidi indo de encontro a minha mãe.

– Sim querida, e você como está? – Esme forçou um sorriso.

– Tudo ótimo, não poderia estar melhor.

– Que bom! Eu vou subindo para tomar um banho, fique a vontade.

– É claro! Mas depois a Sr. Vai voltar? Gostaria de bater um papo com você – Heidi disse sorrindo.

– Oh! – Minha mãe pareceu surpresa – Claro. Carlisle você poderia me acompanhar?

Sem relutar meu pai concordou e ambos seguiram rapidamente até a escada que dava acesso ao segundo andar.

– Não força a barra. – Eu disse quando eles sumiram de vista.

– Não estou forçando, só estou caminhando ao meu objetivo, baby.

Coloquei um filme qualquer para assistir com Heidi, ele terminou e nada de Esme descer novamente, foi só quando a porta da sala se abriu revelando Alice, Emmett e Isabella que eu senti Heidi assumir uma postura defensiva logo a minha frente. Eu em minha posição de namorado deveria achar fofo de sua parte, mas a única coisa que eu achei foi a sua reação pateticamente ridícula.

– Garota, você não tem casa? – Heidi perguntou indo de encontro à Isabella.

Senti meu rosto se esquentar de vergonha na mesma hora em que Heidi soltou as palavras agressivas para minha melhor amiga. Eu não consegui ter reação alguma ainda perplexo com o ciúme de Heidi. Olhei para Bella que estava igualmente vermelha recuando para a porta totalmente sem graça.

– Olha como você fala com a Bella, você não está na sua casa! – Alice esbravejou e a potência de seu grito me assustou, ela realmente havia perdido a paciência.

– Mas é como se fosse, Edward é meu namorado, portanto eu tenho mais direito aqui do que essa amiga de vocês! – Rebateu no mesmo tom.

– O que está acontecendo aqui? – Esme apareceu arqueando as sobrancelhas diante da situação.

– É que... É que... – Heidi gaguejou.

– É que essa namoradinha do Edward está praticamente expulsando a Bella daqui, mãe! – Ralhou Emmett.

– Isso é verdade? – Esme estava incrédula.

– A senhora acha que nós iriamos brincar com uma coisa dessas? Primeiro essa garota diz para Bella procurar amigos melhores e diz que ela precisa nos excluir da vida dela, agora ela acha que manda na nossa casa? – Alice mantinha o mesmo tom alterado.

– O que você disse para a Bella? – Surpreendi-me pela minha voz saindo da minha boca sem permissão.

– Desculpa. – Isabella sussurrou antes de tentar sair.

– Ah não, Bella, você não vai. – Emmett disse puxando o seu braço de modo que ela não escapasse.

– Emm, me solta, por favor. – Ela praticamente implorou.

– Não, você fica.

– Emmett, solta ela. – Esme ordenou com a voz firme. – Mas só depois que eu esclarecer algumas coisas aqui.

– Sr. Cullen, me desculpe...

– Heidi, primeiramente você não está na sua casa, você não tem o direito de expulsar quem realmente pertence a essa família, no caso Bella. Se você ainda não percebeu durante o tempo que você frequenta essa casa, ela é o mesmo que Alice é para mim, uma filha, e você não pode interferir nisso. E por favor, tenha educação o suficiente quando resolver fazer uma visita, meu marido trabalha à noite em um hospital e tudo o que ele não precisa é de brigas dentro de sua própria casa no momento em que ele dorme.

– Des...

– Deixe que eu termine.

– Tudo b...

– Segundo. Você não pode entrar aqui e humilhar quem você bem entender! Você pode ser a namorada de Edward, porém isso não lhe dá nenhum direito. Estamos combinadas? Se você frequenta essa casa eu quero respeito com toda a família.

– Mas Isabella não é...

– É da família, e isso da no mesmo.

– Ai mãe, tá doendo até no meu coração. – Emmett disse fazendo uma careta.

– Cale a boca, Emmett. – Esme disse ainda autoritária.

– Desculpa Sr. Cullen, isso não vai se repetir novamente. – Heidi disse com a voz falha e os olhos cheios de ódio.

Eu estava mais para um espectador naquele cenário todo do que para qualquer outra coisa, minha pergunta havia sido totalmente ignorada. Eu sentia raiva de Heidi por tratar Bella daquele jeito e fiquei sem entender o que ela havia dito para Bella, mas também não gostei da lição de moral que Esme estava lhe passando; aquilo com certeza a estava constrangendo.

– Não é para mim que você deve pedir desculpas. – Esme disse agora calmamente, parecendo estar se divertindo.

– Não! Não! Eu faço o que você quiser, mas não vou pedir desculpas para ela! – Heidi parecia desesperada.

Emmett com a sua então inseparável câmera bateu uma foto de Heidi totalmente descaracterizada e eu ouvi o riso de Alice ecoar na sala.

– Então eu peço que se retire você, por favor.

Dito isso, Heidi encarou Esme furiosamente, não demoraria muito para que o fogo atingisse seus olhos verdes. Logo em seguida ela se virou para encarar Alice e Emmett, deixando por fim Isabella. Eu não pude ver o jeito que ela a olhou, mas o modo como Isabella se retraiu com os olhos marejados e Emmett se enrijecendo ao seu lado eu podia imaginar o olhar de ódio que lhe fora lançado.

– Edward, você poderia me levar embora? – Heidi perguntou formalmente como se estivesse falando com um taxista.

Como já estava agindo em meu modo automático eu acenei com a cabeça e a segui até a saída, não tendo coragem o suficiente para olhar no rosto de Isabella quando sai porta afora.


– Edward, você não está chateado comigo, não é? – Heidi me perguntou enquanto fazíamos o caminho até sua casa.


– Aquilo foi ridículo, acha que é assim que vai conquistar a minha mãe? Ela é louca pela Bella. – Minha voz foi fria e dura.

– Não aja assim comigo, eu já disse para você o que eu penso a respeito dela.

– Sim, o que você pensa é uma coisa, agora destratar a minha melhor amiga na minha casa é pedir demais, não acha?

– Você vai defendê-la? – Arregalou os olhos.

– Vou! – Minha voz soou firme.

– Você não entende! – Gritou.

– Não entendo mesmo, me explica, por favor. – Minha voz estava carregada de ironia.

– Não adianta eu explicar porque de qualquer forma você é cego e burro!

– Ótimo, ao menos eu não sou ignorante.

– Eu não acredito que nós estamos brigando por causa dela.

– Não, Heidi, estamos brigando porque você parece uma criança chata!

– Para o carro. – Ela disse firme – Eu vou descer.

– Então desça. – Meu tom foi o mesmo.

– Não vai me pedir para ficar? – Olhei em seus olhos e pude ver que eles estavam cheio de surpresa.

– Você sabe o que faz.

Sem mais avisos, Heidi abriu a porta de meu volvo e o bateu com tanta força que admirei que a porta não estivesse se separado do carro. Sendo assim, fiz o retorno e voltei para casa a fim de concertar a merda que estava feita.


–



Senti-me totalmente envergonhado quando adentrei em casa, pude perceber que todos estavam ali somente a minha espera para que a conversa se desse início.


– Cadê a Bella? – Foi a primeira coisa que eu perguntei ao sentir sua ausência.

– Você esperaria que ela ficasse aqui até que horas? – Alice me perguntou revoltada – Você saiu e nem ao menos pediu desculpas para ela pelo o que sua namoradinha disse.

– Não me trate mal porque eu estou exatamente como você agora. – Minha voz foi dura o suficiente para que ela entendesse que eu não estava brincando.

– Filho, o que foi aquilo? – Esme se manifestou.

– Eu não sei mãe, ela surtou, é a única opção.

– Saiba que eu estou muito chateada com o que aconteceu aqui e um pouco envergonhada também de ter que dizer aquelas coisas para Heidi na frente de todos, mas como ela não pensou antes de dizer aquelas coisas para Bella era necessário que eu a fizesse sentir o que ela mesma causou.

– Eu sei mãe, a senhora não tem culpa de nada.

– Escolha melhor quem você deseja que seja a sua namorada, Edward. Reveja seus conceitos.

– Exato, Ed! – Ralhou Emmett – Estou muito chateado com você.

– Sem brincadeiras por enquanto Emmett. – Dei de ombros.

Sem mais palavras eu subi diretamente para o meu quarto. Meus pensamentos giraram todos em torno de Isabella e eu não pensei nada em especial para que pudesse tirar alguma conclusão concreta. Tudo o que eu fazia era lembrar os momentos em que estávamos juntos, imaginar seu rosto, seu sorriso e mais nada, apenas pensamentos inocentes, depois me perguntando o que eu havia feito de errado para ter que presenciar aquele momento. E assim eu adormeci afundado no cheiro de morangos do meu travesseiro.


Acordei estupefato sem saber realmente o motivo, parecia mais um sonho ruim, porém não fui capaz de me lembrar de qual fora. Já estava na hora de Isabella estar aqui, mas eu fiquei realmente com medo de que depois de hoje ela não quisesse vir mais durante algum tempo, então resolvi ligar sabendo que mensagens de texto não adiantariam.


O celular chamou seis vezes até cair na caixa postal e quando ela percebeu que eu não iria desistir finalmente atendeu o celular.

Alô?

– Por favor, me diz que você vem hoje.

Não seria bom, Edward, a gente tem que parar com isso e...

– Bella, por favor, a gente precisa conversar.

Não.

– Se você não vier eu vou bater na porta da sua casa. – Minha voz se alterou.

Não traga mais problemas para mim.

– Então vem.

Eu não deveria.

– Bella, eu estou te pedindo, qual o problema nisso?

Desculpa Edward. Tchau.


Naquela noite eu não desci para jantar e também não conseguia dormir. Eu já estava tão acostumado com a presença de Isabella que não tê-la ali era uma espécie de castigo e totalmente estranho. Eu poderia dizer que meu doce fora roubado. Eu senti do falta cheiro de morangos que vinha diretamente do seu cabelo, da sua voz conversando comigo qualquer coisa que fosse durante a noite ou apenas observar seu rosto adormecido, sabendo que eu era quem poderia lhe acordar desajeitadamente pela manhã.



–



O despertador soou ao meu lado e tudo o que eu queria era poder ficar deitado na minha cama o resto do dia. Infelizmente eu tinha de ir para o colégio e a única coisa que me motivou a levantar foi pensar em Isabella, desculpar-me pelo fato ocorrido no dia anterior.


Enquanto colocava uma roupa para mais um dia de aula, eu ouvi uma batida tímida em minha porta. Sem ao menos perguntar quem era pedi que a pessoa entrasse.

– Bom dia Edward. – Alice sorriu, mas seu sorriso não chegava aos olhos.

– Bom dia. – Respondi enquanto vestia uma jaqueta.

– A gente precisa conversar. – Disse firme.

– Isso não pode esperar?

– Não, acredito que depois dessa conversa você vai ter muito em que pensar, ou em quem.

– Aonde você quer chegar Alice?

– Sente-se.

Sem questioná-la eu fiz o que ela pediu, porém Alice sentou-se na minha cama cruzando as pernas em forma de borboleta e levou meu travesseiro até seu colo o apertando fortemente, logo em seguida soltando uma grande lufada de ar. Isso significava que a conversa seria longa.

– Bem, não temos muito tempo, mas eu quero falar agora.

– Pode falar.

– Edward, pelo amor de Deus, e sério não estou citando o nome de Deus em vão. Pelo amor de Deus! Quando é que você vai perceber que a Heidi não é para você?

– Eu só estou tentando dar certo com alguém Alice, você sabe disso.

– Precisa ser com ela? – Sua expressão era de indignação.

Fiquei em silêncio, eu realmente não sabia responder essa pergunta sem pensar. Talvez, eu não saberia nem pensando a respeito.

– Você não a ama, Edward! Todo mundo sabe disso.

– Eu sei disso. Eu não a amo, só que não muda muita coisa, quem disse que para namorar hoje em dia é necessário o amor? Às vezes a companhia dela é agradável, ela é bonita, a gente aprende a gostar e eu tenho certo carinho por ela, acho que isso basta.

– Realmente não é necessário amar, mas você acha que vai ser feliz desse jeito? Com uma garota que ninguém a sua volta que você realmente se importa a suporte? Legal é namorar quando a gente gosta da pessoa e vai desenvolvendo o carinho especial até chegar ao amor, melhor ainda, quando vem da amizade e quando a gente vê já está amando, Edward. Legal é namorar alguém que tanto a sua família quanto os seus amigos gostem. Que você quer ao seu lado de verdade, que você pense vinte e quatro horas por dia, alguém que você protege com unhas e dentes e faz de tudo para ver a felicidade dessa pessoa. Você não percebe? Legal é estar com alguém que represente tudo isso para você e não ter outra pessoa totalmente aleatória do seu lado só para não se sentir sozinho, só como passatempo.

– Onde você está querendo chegar Alice?

– Até o Emmett que é Emmett sabe onde eu estou querendo chegar Edward! – Ela quase gritou. – Você é idiota ou se faz!

– Alice...

– Às vezes eu tenho uma vontade imensa de quebrar a sua cara, só que não porque você é uma versão masculina minha e poucas pessoas tem o privilégio disso.

– Alice...

– Cala a boca, Edward. Com quem você realmente se importa? Quem você realmente protege não importa os esforços que você faça? Quem sempre está ao nosso redor com amigos e família? Quem vem da amizade, Edward! Em quem você pensa sempre? Quem representa tudo o que eu acabei de falar para você, alguém que não está só por estar, mas está aqui porque é importante!

A intensidade que Alice usou em duas palavras me assustou e em todo o momento eu só conseguia pensar em apenas uma única pessoa, uma única garota. Engoli em seco.

– Onde você está querendo chegar Alice? – Eu disse novamente com medo absurdo de sua resposta, agora me fazendo de desentendido.

– Você é apaixonado pela Bella! Como você consegue não ver isso? Aliás, como vocês conseguem não ver isso? – Alice gritou jogando as mãos para cima e agora se levantando da cama.

Fiquei encarando Alice, provavelmente com cara de retardado.

– A verdade é que eu tenho certeza que vocês dois, isso mesmo, vocês dois, morrem de medo de alguma coisa dar errado e acabar perdendo um ao outro, por isso escolheram essa ideia de serem apenas “amigos”. Mas se continuarem assim problemas vão aparecer, vocês irão se desgastar e no decorrer das coisas vocês irão se perder. A Bella pode arrumar alguém legal ou até você mesmo, alguém que possa se desenvolver um carinho especial e bum! É isso que eu quero dizer com se perder.

Passou-se um minuto de silêncio e eu não conseguia pensar em nada concreto.

– Alice?

– O que você quer? – Perguntou-me com a mão na cintura.

– Pode me dar uma carona hoje para a escola? Eu acho que não estou bem o suficiente para dirigir.


Durante o caminho até a escola meus pensamentos foram inundados pelas palavras de Alice. Era verdade, não era de se admirar que todos já tivessem percebido algo de estranho na minha relação com Isabella, às vezes até eu achava tal relação estranha o suficiente para pensar a respeito sobre, porém eu nunca a encarei de verdade que eu sabia que existia. Voltando as palavras de Alice, era realmente bom e até gratificante ter alguém ao meu lado que eu realmente me importasse e quisesse ver sempre bem. Isabella se encaixava nessa categoria.


Desde que eu a conheci eu sempre tive a estranha mania de cuidar dela e a irrita-la para olhar sua face enrubescida. Também possuía certo ciúme dos seus namorados; eu lhe dizia que não queria que ela saísse de um namoro machucada. Por parte era verdade, porém no fundo eu sabia que não era apenas isso e tentava ignorar isso de qualquer forma.

Até então eu pensava que fazia o meu papel muito bem para ninguém perceber tais sentimentos que eu mesmo negava, mas meus cuidados eram excessivos, eram cuidados de melhor amigo e de algo mais, alguém que ama e que tem o sentimento de posse – sempre sufocado por mim mesmo. Minhas atitudes me entregavam.

E voltando novamente as palavras de Alice, não era saudável ter alguém aleatório ao seu lado como Heidi era para mim. O insano da coisa era ter uma garota que você faria as coisas mais patéticas somente para ver o sorriso em seus lábios, faria a coisa mais bizarra se aquilo a fizesse feliz. E esse ‘insano’ deveria ser bom, deveria conter emoção e não deveria me deixar com peso nas costas ao dizer as três palavras mágicas; eu te amo, mesmo eu nunca a tendo dito para a minha atual namorada.

Não demorou muito para eu lembrar que já havia feito coisas patéticas para Isabella sorrir, já havia feito coisas bizarras que a deixaram feliz e nossa amizade era insana. Eu já havia dito que a amava, e aquilo tirou o peso invisível das minhas costas, foi um sentimento exposto ao mundo. Naquele momento eu lamentei que o “eu te amo” não foi levado ao pé da letra, como desde o início deveria ser. Pela primeira vez aceitando o fato, eu percebi que o nosso amor fora feito para dominar o mundo. Era tão forte que nem a amizade conseguiu disfarçar os reais sentimentos. Se eu não quisesse me ver infeliz por vê-la mais cedo ou mais tarde ir embora ou se afastar, eu teria de lutar por ela e fazê-la perceber o sentimento era recíproco. Porque naquele momento eu também tive a certeza de que ela deveria me amar como eu a amava.

E pela primeira vez enxergando o fato como ele realmente era, sem medos e totalmente seguro de mim, eu teria de correr atrás do que era meu.

Notas finais
Sim gente, algumas de vocês devem estar se perguntando tipo "como o Edward de uma hora pra outra está tão determinado assim?" Acontece que eu tento dar uma personalidade determinada e firme para ele, sem inseguranças e medos. Mas é inevitável não ter medo, né? Também tento manter um lado bipolar dele, haha.
Voltando à questão, o Edward desde quando conheceu a Bella tem uma queda por ela e tal, e por 'medo' de perder ela ele optou pela amizade.
Só que como a Alice meio que abriu os olhos dele e o fez aceitar o fato de que ele é realmente apaixonado pela Bella, ele juntou todos esses fatos com a sua determinação e agora vai lutar, hehe!
Qualquer dúvida estou aberta aqui! Beijosss e até segunda ♥