Notas iniciais
Hoje TW vai voltar!! - já? Lembra de comentar, galera, os comentários de vocês são o que me move pra escrever, e nós últimos dias as coisas se complicaram um pouco, por isso, comentários são maaais do que bem vindos!!! E, como se costume, vai lá na página do facebook - coldblueeyes - e curte, conversa comigo, aguarda as novidades que vai ter por lá! =D

“Pai?” Stiles perguntou, enquanto o pai dele comia o jantar. Stiles já havia jantando antes pois ele estava com fome e o Xerife trabalhava até tarde, então ele só acompanhava ele à mesa.

“Sim?” O Xerife respondeu, comida na boca.

“Será que vai ser pra sempre?” Stiles perguntou. Um silêncio se fez enquanto o pai dele mastigava.

“O que vai ser pra sempre?” O Xerife perguntou, esperando uma explicação maior.

“Será que o primeiro amor é pra sempre?” Stiles levantou os olhos, que estavam olhando para as próprias mãos, e olhou para os olhos verdes do homem à sua frente. Ele não estava nervoso, nem excitado. Ele só estava pensando consigo mesmo.

“Não, sim. Depende.” O homem respondeu calmamente. Stiles olhou mais fundo nos olhos dele.

“Essa foi uma resposta bastante...hum…” Stiles suspirou. “Indecisa?” Ele levantou uma sobrancelha.

“Sim.” O Xerife pegou o copo com suco à sua frente e tomou um gole.

“E?” Stiles perguntou.

“E o que?” O Xerife perguntou de volta, esperando que Stiles colocasse as palavras pra fora. Stiles bufou antes de responder.

“Tu sabe sobre o que eu tô falando.”

“Eu sei.” O Xerife disse, entre mais um gole de suco. “Mas nada me impede de te fazer falar as palavras.” Ele olhou para Stiles, um pequeno sorriso brincando nos lábios dele.

“Tá bom.” Stiles suspirou. “Eu quero saber se eu e o Derek é pra sempre. Se vale à pena tudo que eu fiz, as coisas que ele fez, se vale à pena as coisas que eu deixo de fazer, se eu não tô só me enganando…”

“Stiles, eu não posso te dizer que sim ou que não. Tu sabe disso.” O Xerife largou o copo, que ainda estava na mão dele, e colocou as duas mãos sobre a mesa, ignorando o prato de comida na frente dele. “Eu não sei o que vai acontecer, eu não sei o futuro.”

“Eu sei…”

“E mesmo assim tu perguntou pra mim?”

“É que…” Stiles mordeu o lábio. “É que tu já passou por isso, tu já encontrou o amor da tua vida e foi feliz. E eu? Será que é ele? Será que vale à pena a gente ficar assim? Será que no dia que ele voltar a gente vai…” Stiles não terminou a frase, indeciso sobre como completar o que havia começado a dizer.

“Eu não sei, Stiles. Pode ser que vocês sejam feitos um pro outro. Pode ser que não.” O Xerife disse.

“Mas e tudo que a gente fez? Um ano mandando cartas um pro outro, depois os meses em que eu fiquei sem saber de nada, eu que fui até São Francisco falar com a irmã dele e depois a gente que se comunicou por um mês, mandando vídeos, e a gente…” Ele parou de falar.

“Vocês?” O pai dele perguntou.

“A gente falou, mais ou menos, o que sente um pelo outro e tudo mais. Nada assim, Romeu e Julieta, amor à primeira vista e declarações infindáveis — tanto porque no final os os dois morreram — mas a gente sabe que tem alguma cosia. Eu sei.” Stiles disse, enquanto as mãos dele se abraçavam, entrelaçando os dedos.

“Então por que esse monte de perguntas?” O Xerife pediu.

“Por quê...eu não sei se eu tô fazendo isso certo? Ele mora do outro lado do mundo?” Stiles começou a desfiar respostas.

“Mas ele volta?” O pai dele pediu.

“Sim, no começo do ano que vem.”

“Então, um problema a menos, e os outros?” O Xerife completou.

“É que…” Stiles começou a falar, mas nada veio a mente dele. A cabeça virou para o lado, pensativa

“Stiles, filho.” O homem chamou a atenção de Stiles para ele. “Você sabe que não existe motivo pra isso que tu tá sentindo, senão a insegurança, não sabe? Não tem nada de errado em esperar por alguém, em gostar de alguém, em se apaixonar. Mesmo que tu só tenha dezoito anos. Não existe uma idade certa que, subitamente, tu vai acordar e dizer que tu tá pronto pra uma coisa ou para outra. A gente nunca sabe o que vai acontecer na nossa vida.”

“Mas… eu tenho medo de eu gostar dele e depois me machucar e nada disso dar certo…” Stiles disse, olhar meio apagado. “Eu gosto tanto dele…”

“Eu sei, filho. Só que, hum, a gente, literalmente, não faz ideia das coisas que vão acontecer. A gente não pode ficar com medo, esperando que qualquer coisa vá nos machucar, esperando que aconteça. Se a gente ficar sempre esperando por alguma coisa dar errado a gente vai ficar esperado sempre. E a vida vai passar e tu não vai fazer nada.” O Xerife disse.

Stiles assentiu com a cabeça, quieto. O Xerife continuou.

“Não faz sentido a gente ficar com medo de tudo. Insegurança é normal, em todas as idades. Mas principalmente, é mais do que normal, quando a gente realmente coloca nossa força sobre alguma coisa, quando a gente se dedica de corpo e alma por aquilo que quer fazer, ou a gente gosta muito de uma coisa. Ou de uma pessoa.” O Xerife completou.

“É, faz sentido.” Stiles suspirou. “Mas isso continua não ajudando muito.”

“Não ajuda muito pois não tem o que ajudar. Stiles, a gente tem que aprender a viver com as inseguranças e os medos. Eles vão estar sempre ao nosso lado. Sempre. E mesmo quando tu tem a pessoa do teu lado, a insegurança, o medo de perder essa pessoa, vai continuar contigo. Quando ela tá do teu lado é mais fácil a gente colocar esses sentimentos por baixo dos outros, mas eles estão lá.”

Stiles assentiu de novo.

“E você, mais do que ninguém, sabe que nada é pra sempre. Principalmente porque a sua mãe seria a pessoa perfeita pra lhe dar conselhos sobre os assuntos do coração, mas ele não está mais aqui com nós.” O Xerife olhou pra Stiles e pegou na mão dele. “Não quer dizer que as coisas vão dar errado pra você, pois pra mim elas não deram. Eu tive meu tempo para amar a sua mãe, eu tive anos felizes ao lado dela, e não me arrependo de nada que eu fiz por ela. Eu faria tudo de novo. Principalmente se eu tivesse a chance de ter você aqui comigo.”

Os dois sorriram e algumas lágrimas apareceram nos olhos deles. Nenhum iria dizer que os Stilinski eram homens de chorar, mas entre quatro paredes, nem um nem outro se importava em demonstrar os sentimentos, principalmente porque eles eram mais do que apenas pai e filho. Eles dois foram uma família toda por muito tempo.

O Xerife apertou a mão de Stiles mais forte antes de soltar.

“Não se preocupe tanto com a coisas do futuro, Stiles. Se tiver que dar certo vai, se não tiver, a gente lida mais tarde. Só não jogue fora a chance de tentar fazer dar certo, okay?” Stliles apenas murmurou a sua resposta antes de dar a volta na mesa e abraçar o pai dele.

Bem forte.