Cartas de Amor
3 Capítulo 2: Meu gato bobo
Notas iniciais
POV Adrien
Ontem eu havia recebido uma carta da my Lady, como vocês já sabem. Mas depois disso, eu não consegui pensar em mais nada. Eu só conseguia pensar nas doces palavras escritas pela minha ladybug.
E é claro, que eu deveria dar-lhe uma resposta, certo? Então... Não sou muito bom com poemas, poesias, músicas, cartas... Resumindo, não sou bom em nada em que eu tenha que rimar ou expressar meus sentimentos por outra pessoa. Acho que esse "dom" eu herdei do meu pai.
— Plagg — Chamei o kwami preto que comia queijo camembert
— Que foi Adrien? — Ele me perguntou chegando mais perto de mim
— Eu. De.sis.to. — Digo pausadamente
— Desiste de que? — Ele questiona
— De escrever poemas... Eu claramente não nasci pra isso! — Respondo abaixando minha cabeça sobre a mesa repleta de papéis.
— Calma Adrien — Ele passa a mão pela minha cabeça tentando me acalmar — Não devem ser tão ruins assim... Vai, me deixa ler.
Eu levanto minha cabeça e forço um sorriso. Pego uma das folhas e entrego ao kwami preto
— Boom... Deixa-me ler... — Ele diz segurando a folha — "Você é uma flor, que ilumina meu caminho, e com seu amor, preciso de carinho..." — O kwami então começa a recitar meu poema. Ele solta uma risada abafada, e se segura pra não rir
— Plagg! — O repreendo — Eu disse que estava ruim...
— Ruim? Está péssimo! Não me leve a mal Adrien... Mas isso tá mais sem sentido que neve no sertão... — O kwami ri
Abaixo minha cabeça novamente
— Cara... Não fica mal — Plagg diz
— Não nasci pra isso... — Resmungo
— Olha... Eu posso te ajudar... — O kwami diz sem jeito
— Sério? — Me empolgo
— Sim, mas me deixa ler mais um? — Ele pergunta rindo
Reviro os olhos
— Fique a vontade. Vou dar uma volta. — Digo pegando meu casaco e saindo pela porta do quarto
O kwami com certeza estava se divertindo com meus poemas sem sentido...
Andei até a praça mais próxima, que no caso era Place Dauphine. Me lembrei que Marinette morava bem ali perto, e os pais dela possuíam uma padaria, e acabei de me dar conta que eu estava com fome.
Andei até a padaria dos Dupang-Cheng
— Bom dia! — Sabine, mãe de Marinette me recepcionou
— Bom dia! — Respondi de volta
— O que vai querer querido? Temos croissants fresquinhos — Ela disse enquanto eu olhava para as vitrines
— Claro. Pode ser sim — Respondo a mulher e me sento numa mesa dentro da padaria mesmo.
Não demorou muito e eu já havia terminando de comer o croissant. Andei mais um pouco pela praça, pra ver se me inspirava.
De repente escuto um barulho de explosão, e várias pessoas correndo e gritando
— Droga. Era pro Plagg tá aqui... — Resmungo
Corro até minha mansão, até de repente ser acertado por algo e cair no chão
— Hahaha — O vilão ri — Cadê Ladybug e Chat noir? Eu quero o miraculous deles!
— Você se machucou? — Ladybug me pergunta estendendo a mão
— Não... — respondo — Obrigado
— Por nada! — Ela parece ter ficado vermelha — Mas é melhor que você vá embora, pra não se machucar
— Tudo bem, My Lady — Digo correndo em direção a minha casa
POV Ladybug
Eu estava na minha casa conversando com Tikki
— Tikki... Eu realmente não achei meu poema... — Digo
— Calma Marinette... Com certeza tá em algum lugar que você não viu ou...
De repente escuto um barulho de explosão.
— Tikki! Transformar! — Digo, e ela é sugada pra dentro do meu brinco. Salto pra fora do quarto, em direção ao barulho
Vejo Adrien correndo, possivelmente pra se esconder do vilão, mas ele é atingido por algo, fazendo ele cair no chão. Escuto o vilão rindo, mas não presto atenção nas palavras ditas, corro na direção de Adrien e estendo-lhe a mão
— Você se machucou? — Pergunto-lhe
— Não... — Ele responde coçando a nuca — Obrigado — Ele acrescenta.
— Por nada! — Respondo mudando minha coloração para um avermelhado. Ele sorri. — Mas é melhor você ir embora pra não se machucar — Digo voltando ao normal
— Tudo bem, My Lady — Ele diz e sai correndo em direção a sua casa.
Para tudo! O Adrien me chamou de "My Lady"? Meu Deus, eu acho que vou morrer. Tô perdendo o fôlego — começo a respirar com dificuldade enquanto esboço um sorriso no meu rosto
— Cuidado Ladybug! — Chat me avisa me empurrando, e depois caindo em cima de mim
— Chat? — Foi a única coisa que pronunciei
Ele se levanta e diz:
— My Lady... Você está bem? Quase foi atingida — Ele mostrava preocupação no olhar. Sorrio com o pensamento
— Muito comovente... — O vilão finalmente se pronuncia — Mas quero os seus miraculous!
— Não entregaremos nunca! — Chat grita
Começamos a atacar. Jogo meu ioiô nos pés da menina. Acho que a conhecia. A menina cai, mas se levanta, e flutua no ar. Ela joga uma espécie de raio em nós. Chat gira seu bastão, nos protegendo do raio.
— Acho que o akuma está na luva! — Digo pro gato, que entende, e começa a atacar a menina.
— Lady, não sei como tirar a luva da mão dela... — Chat me fala
Boom, tento planejar um plano. Percebo que bem atrás da akumatizada tem uma corda de arame.
— Chat! — Grito — O arame! — Indico com o dedo o local que estava.
Ele entende e faz com que a mão dela fique presa no arame, fazendo com que a luva fique presa também. Jogo meu ioiô nela e capturo a luva. Rasgo-a deixando assim que a borboleta negra saísse
— Hora de aniquilar a maldade! — Meu ioiô se abre capturando a borboleta — Te peguei! Tchau tchau, borboletinha... — Digo quando a borboleta purificada sai do meu ioiô — Miraculous Ladybug! — Digo jogando o arame pra cima, fazendo tudo voltar ao normal
— O que está acontecendo? — A menina pergunta
— Zero! — Eu e o Chat fazemos nosso toque
— Marina? — Chamo a menina. Me lembrei quem era... Ela estava mais cedo na padaria do meu pai — Vai ficar tudo bem... — Estendo a mão pra ela
Ela vai embora e quando me viro Chat me fala:
— My Lady? O que aconteceu? Você estava mais distraída que nunca...
— Nada Chaton... Obrigada por me salvar mais cedo... — O abraço
— Não precisa me agradecer... Faria quantas vezes precisasse. — Ele diz. Sorrio com o comentário
— Bobo... — Deixo escapar
— Sou bobo? Eu que salvei mais cedo... Como eu posso ser — Ele pergunta
— Sim... Meu gato bobo — Digo fazendo-lhe sorrir
Salto até um prédio próximo.
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