Cartas Para Julieta
25 Eu Ainda Odeio Você!
Notas iniciais
Capítulo dedicado a Nanda M minha QP rsrs Adora Nicalia *-*
Espero que gostem, Boa Leitura!
-Sempre quis sentir a sensação – sua voz não era mais do que um sussurro – Não esqueça... Eu Amo você punk – falou e então seus lábios se calaram para sempre. A morena ainda sem ação viu quando seus olhos perderam a cor e sua pele ficou mais pálida que o normal.
Seu rosto fora tomando por grossas lágrimas que escorria livremente. Ao vê-lo morto a sua frente ela não sabia o que fazer. E então antes que percebesse, ela já se encontrava no chão encolhida como uma criança abraçando os joelhos.
Ela já não sabia há quanto tempo estava chorando só soube quando sentiu braços em sua volta. Não se preocupou em olhar para ver quem era. Os soluços já eram altos e a morena não tentou abafá-los.
-Thalia eu sinto muito – era a voz do seu irmão. Ela não lhe respondeu, apenas escondeu o rosto no pescoço do irmão. Não sabe por quanto tempo ficou assim. Apenas reconheceu os braços da mãe em volta da mesma a acariciando nos cabelos de forma acolhedora.
-Filha nós sentimos muito por ele – falou ela baixinho em seu ouvido e a morena sentiu alguém lhe afagar as costas. Poseidon.
Não havia mais nada a ser dito naquele momento. A morena apenas enxugou os olhos e ergueu o rosto. Poseidon fora junto com Percy falar com os médicos. E também avisar os pais do rapaz.
Thalia tinha a cabeça baixa os braços cruzados junto ao peito e o rosto um tanto vermelho. Sally tinha os braços em volta da filha e não saiu do seu lado. Minutos depois alguém se sentou ao lado da morena.
Ela ergueu a cabeça minimamente e viu Annabeth ao seu lado. Ao olhar a amiga Thalia sentiu vontade de chorar novamente mais apenas encolheu os ombros. Sally ao chamado de Poseidon levantou-se e seguiu para onde o marido se encontrava.
Um sorriso confortador veio da loira e fora o suficiente para Thalia encostar a cabeça no ombro dela e fechar os olhos. Annabeth passou o braço pelo ombro da amiga e esperou até que todos voltassem.
-Lyon e Scarlet ligaram – Disse a loira num certo momento – Disseram sinto muito e que estão voltando amanha – completou. Thalia assentiu embora não conseguisse dizer com palavras.
Alguns minutos depois Percy voltou. Ele sentou-se ao lado de Annabeth e depois de dar-lhe um beijo no rosto virou-se para a irmã.
-Quer alguma coisa para beber? – perguntou de forma doce enquanto tocava-lhe o ombro devagar, a mesma abriu os olhos e sorriu um pouco.
-Não... Eu preciso pensar um pouco, me empreste à chave do carro – disse ela esticando a mão para Percy. O irmão pensou um pouco não achava certo deixá-la dirigir e ir sozinha.
-Eu não sei – falou ele indeciso a irmã não disse nada apenas sustentou o olhar. Annabeth pensou por um momento e então pegando as chaves da mão de Percy entregou para a cunhada.
-Vejo vocês mais tarde – disse ela e seguiu para a saída sumindo da vista da loira e do moreno. Percy olhou para a namorada que deu de ombros.
-Deixe ela esfriar a cabeça um pouco – disse a loira beijando o moreno de leve nos lábios – Ela precisa de um tempo sozinha.
-Eu sei mais você não acha uma má idéia ela dirigir neste estado?- perguntou ele enquanto se levantava e segurava a mão dela.
-Não se preocupe – disse ela e então seu telefone vibrou, ela o pegou e Percy a observou atendê-lo.
-Annabeth?- a voz do outro lado da linha chamou.
-Sim Nico... Tudo bem... Avise-me depois então... Até mais – ela falou e desligou o telefone, Percy a olhou.
-O que ele queria? – perguntou enquanto andavam até onde os pais estavam porque os mesmos ainda não tinham voltado.
-Disse que encontrou Thalia lá fora, ele foi com ela – disse e Percy assentiu relaxando. Ele foi com o pai dizer sobre Thalia e depois com a mãe. Despediram-se e seguiram para a saída do hospital. Eles dirigiram-se ao carro de Annabeth.
Percy abriu a porta para ela e dando a volta, rapidamente, entrou no carro e dando a partida locomoveu o carro pelas ruas. Logo em seguida parou no sinal e vendo o cruzamento de carros abriu a janela deixando o vento frio circular no carro.
-Para onde vamos? – perguntou a loira sorrindo divertida olhando para Percy.
-Hum... Surpresa – disse ele com um sorriso de lado e beijando ela rapidamente logo em seguida dirigindo para o seu destino.
Nico estava em seu carro. Seguia um pouco de longe Thalia que dirigia para fora da cidade. Ele estava tentando entender para onde ela estava indo. Depois de alguns quilômetros ela entrou em um caminho para a esquerda.
Este revelava uma grande campina mais ela não parou ali. A morena estava tão abalada que nem viu quando Nico a seguiu. Depois de alguns metros a morena parou o carro e soltou dele. Logo atrás Nico parou logo em seguida mais poucos metros atrás.
Ela foi por um caminho de pedra que se estendia ao logo da floresta ali perto. Nico a seguiu depois que ela já estava um pouco longe. Ele colocou as mãos no bolso e seguiu a passos lentos, foi quando viu a morena sentada ao longe.
O moreno avistou uma pequena cabana. Ele se aproximou e ao passar pela porta viu que a mesma estava presa impedindo que a mesma fechasse. As janelas eram bem grandes e permitia a entrada do vento.
Era bem espaçoso, dentro as colunas eram totalmente brancas mais Nico não teve tempo de observar melhor a arquitetura do local ele dirigiu-se para onde via Thalia, esta estava de costas para ele.
Ele aproximou-se e viu que da porta dava para ver um pequeno lago. Era uma visão realmente bonita. Ele viu que tinha uma escada não muito grande. Uma altura pequena entre a casa e o chão, e ela estava sentada no primeiro degrau.
Ele desceu passando ao lado da morena e então ficou de frente para ela. Nico viu que ela estava com a cabeça entre as pernas. O cabelo preto longo caindo sobre os braços em que usava como apoio. Nico ainda tinha as mãos no bolso da calça preta e da blusa igualmente preta.
Ele limpou a garganta apenas para ela ver que ele estava lá. A morena ergueu os olhos e viu a figura de Nico a sua frente. Ele não esboçava nenhuma expressão ao vê-la. Os olhos e o nariz estavam vermelhos os lábios em uma linha fina e marcas de lagrimas marcavam seu rosto.
-O que... O que você... Você está fazendo aqui? – perguntou ela a voz um tanto tremula, Nico ergueu os ombros em um sinal de não saber realmente o que estava fazendo. Mais ao vê-la chorando alguma coisa dentro dele disse para ver pessoalmente como ela estava.
-Queria saber se você estava bem – falou ele. A voz mais baixa que o normal. Thalia fungou ao olhá-lo.
-Bom... Como você pode ver eu não estou – ela disse. Mais desta vez a voz não estava tremula e sim um pouco mais rude. Nico a olhou.
-Eu sei que não está... E que eu queria ver... – Você, completou em mente ele não terminou, pois foi logo interrompido por ela que lhe cortou.
-Você prometeu – berrou ela lhe fazendo ficar surpreso, as lagrimas novamente caindo de seus olhos. Nico ao olhar ela assim jurou que nunca mais queria ver qualquer indicio de lagrimas no seu rosto.
-Eu... Eu sinto muito – tentou falar mais ela não quis lhe ouvir.
-Você prometeu que ele ficaria bem – repetiu e colocando a cabeça entre as pernas se pôs a chorar novamente. Nico ficou sem ação alguns segundos antes de se agachar a sua frente. Devido a ser alto ele praticamente ficou da mesma altura que a mesma.
Então em um pequeno movimento do braço direito ele esticou a mão e afagou os cabelos da mesma que surpresa ergueu os olhos e o fitou. Nico não afastou a mão apenas retribuiu seu olhar.
Passaram-se segundos no que pareceram horas para os dois. Então ele, de uma forma um tanto desajeitada, aproximou-se dela olhando-a nos olhos a qualquer sinal para ele se afastar, no entanto, como ela não o fez ele a abraçou.
Thalia ficou surpresa no inicio, mais timidamente passou os braços no pescoço dele. Nico tinha suas mãos superficialmente na costa dela e o que mais estava lhe chamando a atenção era o cheiro dela.
Era cítrico, ou até mesmo floral ele não sabia dizer ao certo mais ele gostava o que foi uma grande surpresa para o moreno. Thalia por outro lado ainda tentava entender mais acabou por deixar de lado. Afinal ele não estava tirando sarro da sua cara e sim, por incrível que pareça lhe consolando.
Algumas horas depois...
Eles estavam sentados lado a lado na pequena escada. Nico tentou mudar de assunto para ver se conseguia fazê-la sorrir. Não fora muito mais em uma parte da conversa ela sorriu um pouco e isso o deixou feliz. De uma forma inexplicável.
-Vamos? – perguntou ele quando enfim se ergueu e a olhou. A mesma concordou e levantando-se o seguiu para fora, não sem antes dar uma olhada a mais para trás e então seguir para o carro.
Chegando a porta Nico a esperou pegar a chave do carro e antes que o mesmo desse a volta indo para o próprio carro a morena o parou, segurando-lhe pelo braço.
-Er... Obrigada – disse ela com um pequeno sorriso. Pequeno mesmo mais esse estava lá e que fez Nico sorrir também.
-De nada – respondeu ele e então se virando foi para o carro tirando as chaves do bolso e antes que abrisse a porta ouviu a morena o chamar novamente.
-Sim – disse ele esperando a resposta.
-Eu ainda odeio você – disse ela um pouco mais alto devido a distancia, Nico riu e balançou a cabeça entrando no carro sendo seguindo no mesmo movimento por ela.
Ele esperou que ela fosse a frente e então a seguiu pela estrada. Lembrou-se do tempo que passaram juntos e rolou os olhos. Ele pensou por um momento no que ela disse e então chegou à conclusão de que não a odiava necessariamente. Era algo diferente. E com este pensamento dirigiu para casa.
Amor a primeira vista. A frase que Nico realmente não suporta. Algo realmente irônico, pois, o que ele ira descobrir é que isso acontece, não só com muitos, mais com ele também. Só que no seu caso não a primeira vista. Por que como alguns dizem, o amor à segunda vista realmente existe.
Notas finais
Encontro vocês lá ^^
Bezúh
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