Cartas Para Alec Volturi
3 A idiota da Jane veio com Alec
Notas iniciais
O combinado agora é: 5 coments ou nada de capítulo :)
Aproveitem o/
Ella *.*
“ – Filha, eu... – papai tentou, mas não ousou terminar.
– Você não tem culpa, pai!
– Sei que não, mas... tenho uma proposta.
– Proposta?
– O que acha de eu procurar outra pessoa pra você tentar, pelo menos amar.
– Acha que vai funcionar?
– Você vai tentar? – rebateu.
– Sim, eu vou.
Soube que seria quase impossível amá-lo (esse alguém) como amava Jacob. Lutar... é o que se é possível quando você passa por algo assim...”
PDV RENESMEE CULLENAquilo que papai disse, sobre uma proposta, era um tanto... revigorante. Melhorou um pouco meu ânimo, pois eu estava tão cabisbaixa quanto.
Bom, eu sabia que podia ser impossível, que SERIA impossível encontrar alguém com quem eu me identificasse, com quem eu me importasse. E que, especialmente e acima de tudo, também se importasse comigo, que me amasse.
É, eu estava voltando ao começo de tudo, outra vez. Não, na verdade não. Se fosse lá do começo eu teria um imprinting com um lobisomem. Irônico, não?
Eu e mamãe estávamos perplexas, sem reação. Nem eu acreditava que tinha dito que tentaria amar um estranho como eu amava Jacob. Sophia também não ajudou.
Aí eu me liguei – “Foi por isso que aquela vadia não apareceu mais, não ligou, não deixou recado antes de ir — ela estava apaixonada por Jake”.
Como eu sou burra. Uma tapada.
Olhei-me no espelho. Percebi que estava fazendo isso à toa, que minha autoestima é muito mais alta que eu pensava. Peguei minha escova e comecei a desfazer os nós nos meus cabelos cor-de-cobre.
“Você nunca sabe a força que tem. Até que a sua única alternativa é ser forte.” – Johnny Depp.
Minha mãe bateu à porta em um estrondo harmonioso – nem muito alto, nem muito baixo – que me fez saber que era ela antes que pudesse dizer.
– Pode entrar, mãe! – gritei.
Ela escancarou a porta do meu quarto com força e rapidez, trazendo em mãos um suco de goiaba e biscoitos feitos pela vovó que ela trouxe de viagem.
– Ora, ora... Você parece bem melhor essa manhã – disse ela sorrindo.
– Tive uma noite ótima – respondi com desdém.
– Que bom, querida. – ela largou a bandeja na minha frente – Esme acabou de fazer. São de goiaba, assim como o suco.
– Obrigada.
– Não tem por quê. – Um meio sorriso se formou no canto de sua boca – Agora, coma.
– Onde está papai?
– Na sua obcessão de desde... hoje de manhã – ela riu – adivinhe o que é.
– A sua promessa... – falei com os olhos arregalados, num tom baixo, como um murmúrio. Nem um ser humano conseguiria ouvir. E, é, bom... Minha mãe não é um.
– Exatamente. Ele está empenhado em conseguir te fazer sorrir de novo.
Fiquei um tempo pensando nisso.
Pensando, pensando.
Até que mamãe não estava mais no andar de cima.
A pergunta que não quer calar é:
Se papai tinha tanta raiva de Jacob, se ele nunca gostou dele, por que não o matou ou não o machucou gravemente?
Meu cérebro zuniu e uma dor imensa em meu peito surgiu. Um fogo que ardia, mas não era visto.
Fez-me derrubar o suco e os biscoitos no acolchoado verde folha que ganhei de Charlie ano passado.
Um vampiro estava presente.
Um vampiro não. Uma vampira, uma Volturi. Jane.
Por que ela estava ali, por que o seu alvo era eu? Por que ela fazia isso comigo?
Uma simples resposta: Aro mandou me vigiar? Não. Ela queria? Sim.
O fogo se expandia cada vez mais, eu não estava mais aguentando.
– Está se divertindo, querida? – disse ela com sua fina voz de criança. – Bom, parece que não.
Aquela dor imensa aumentou fazendo-me gemer alto e dar uns gritos agudos.
De repente, não era mais aquilo que me mantinha acordada. Por que aquilo parou.
Mamãe estava no quarto com o restante da família em volta dela e do seu irmão, Alec Volturi.
– Ora, Edward. Você não mudou nada desde a batalha – pude ouvir o sorriso de Alec na frase. – Parece que ainda está um pouco, digamos, perplexo.
– Não fico perplexo com vocês aqui – aquilo soou falso até pra mim – Apenas um pouco... desconfortável.
– Entendo – disse ele.
Jane olhou furiosa pra minha mãe que deu aquele mesmo sorrisinho da batalha, um sorriso vitorioso.
– Bella – disse Jane – seu estilo melhorou. Está um pouco menos brega do que eu havia pensado.
– E você, Jane. Continua a mesma perua. Ops, falei. – minha mãe soube ser mais irônica que Jane.
Mas de repente, mamãe não pôde mais segurar seu escudo envolto em mim. A dor me atingiu novamente. Mamãe tentou, mas foi detido por papai.
– Chega, Jane – gritou Carlisle. – O que vocês queriam aqui, mesmo?
– Sempre direto ao ponto, Carlisle. Pena que isso não detém minha irmã. – Alec disse enquanto eu ainda me contorcia – Jane, por favor.
– Hahahahaha, eu adoro fazer isso. – Ela parou, me olhou – Tudo bem Rosalinda?
– Meu nome é Renesmee! – gritei me levantando.
– Renesmee, Rosalinda... Tudo a mesma coisa. Como os jovens de hoje em dia: “Tanto faz”.
– E isso não te faz como um deles. – disparei.
Ela me olhou furiosamente e desviou o assunto:
– Viemos aqui, agora continue a falar e conclua a discussão. – disse Alec
Papai olhou pra ele como quando eu sempre deixo escapar um segredo.
– Discussão? – falei.
– Edward me chamou aqui, Ros...
– Renesmee!
– RENESMEE, por sua causa. – falou Alec.
Por minha causa?
Será que é o que estou pensando?
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