Cartas Jogadas
1 Capítulo 1 - Onde Tudo Começou
Notas iniciais
10 anos antes...
– Filha, pode vir aqui um minuto?
– Claro mamãe, o que quer?
– Minha querida, alma de diamante, minha princesa. Você é muito importante sabia?
– Uhum... – Falei sorrindo – Sou uma princesa ué.
– Você tem uma alma diferente, uma alma um pouco perigosa...
– Como assim mamãe?
Tempo atual...
Eu estava andando pelo palácio, hoje era meu aniversário de 16 anos. Todo aniversário me vem à mente o dia em que soube que não era uma frágil princesa, sei que acham que sou assim, mas não sou. É bem difícil ter que cuidar de um reino sozinha. Nossos pais morreram e minha mãe passou a coroa de rainha para minha irmã. Tenho sempre a sensação de que ela quer me tirar do reino. Desde pequenas ela disputava tudo comigo, ou tudo q eu tinha ou fazia ela queria superar seja lá de que forma. Mas tudo bem hoje é meu aniversário e eu não posso ficar pensando besteira. Fui para a cozinha ver como os doces estavam saindo. Os empregados são tão bons comigo... Principalmente a Sandra que era muito amiga da minha mãe. Cheguei à cozinha e senti um delicioso aroma de bolo e docinhos! Como eu amo bolo!
– Oi Mônica! Feliz aniversário! – disse Sandra me abraçando.
– E-eu... Preciso... Respirar...
– Oh! Desculpe-me!
– Tudo bem! E que cheiro maravilhoso!
– Seu bolo preferido!
– Huuuuuum me da um pouco?
– Nananinanão! Vai ter que esperar!
– Está ok!
Resolvi ir para o pátio do castelo, desviando dos empregados que levavam mesas com doces pra lá e pra cá. Não estou com uma sensação boa hoje. Parece que algo de ruim vai acontecer. De repente vejo minha irmã, vindo em minha direção.
– Feliz aniversário maninha – Sua voz parecia... Que estava tramando algo. – Ohhh!
– O que você fez?
Ela tinha enfiado uma faca em sua própria barriga, quem faria alguma coisa dessas?
– GUARDAS! PEGUEM-NA! ELA ME ATACOU!
– O que? Como? Eu nunca iria fazer isso!
– Nos acompanhe senhorita!
– O que? Me larga! Eu sou dona desse reino tenho o tamanho direito de me respeitarem!
Tudo aconteceu tão rápido que eu nem pude processar a informação do que havia acontecido, e logo era tarde demais. Os guardas me jogaram no calabouço. Eu fiquei muito apavorada por estar em um lugar tão escuro, mas logo minha raiva veio á tona.
– Por que a minha irmã fez isso? Mas e agora como vou sair daqui? Justo no meu aniversário? SOCORROOO alguém tá me ouvindo? Abre a droga dessa porta!
Gritei e gritei, mas ninguém me ouviu. O chão começou a tremer, e pude perceber que minha raiva começara a fazer com que a terra se descontrolasse. Respirei fundo e me acalmei. Será mesmo que eu ficaria presa para sempre? Estava pensando até que alguém abre a porta com uma bandeja na mão. Era Sandra?
– Sandra! Não acredito! O que você tá fazendo aqui?
– Vim trazer seu alimento!
E assim passaram-se dois anos, nessa rotina de Sandra me trazer comida e novidades. Penha havia dominado outros reinos, levando-os as trevas. Agora eu era uma mulher adulta. E continuava presa naquela droga de prisão toda empoeirada. Hunf! Logo, vejo Sandra, vindo correndo para cá.
– Sandra, por que está tão agitada hoje?
– Eu vim te salvar! Anda, veste minha roupa e me da as suas!
– Mas Sandra, você vai ficar presa e se te descobrirem você vai morrer!
– Não me importo!
Dito isso nos trocamos e a última palavra que ouvi de Sandra foi “corra para o mais longe que puder”. Saí correndo feito louca. Quando estava quase saindo, um dos guardas me reconheceu e eles vieram atrás de mim. Eu estava correndo que nem uma louca. Até que os despistei.
Encontrava-me em uma floresta escura, cheia de bicho e algumas flores. Por incrível que pareça lá tinha muito sol. Eu não estava acostumada com tudo aquilo, minha vista estava embaçada, tudo girando. Até que eu apaguei de vez.
...
Acordei ainda na mesma floresta, mas não no chão, e sim no colo de alguém.
– Quem é você?
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