Cartas Jogadas
4 Capítulo 4 - Vamos Entrar Num Acordo
Notas iniciais
Fomos ao pátio e o salão estava totalmente decorado. Tudo havia sido feito nos mínimos detalhes. Por mais que eu não quisesse... Tinha que admitir que Penha havia feito um bom trabalho. Andei com minha amiga e confesso que cedi e ainda provei alguns doces junto com a mesma.
Contamos as novidades e brincamos uma com a outra. Magali era minha melhor amiga, e sempre me acalmava. Andamos pelo castelo e lhe contei sobre o estranho sonho que eu havia tido. Ela, que sempre acredita nessas coisas sobrenaturais, ou do destino, pediu-me para ter cuidado com minha irmã.
Acredite Magali, eu estou tendo. Já sou uma “cobaia” no senhor Príncipe Cebola. Aquele garoto, mal passou uns segundos comigo e já me deixou totalmente nervosa. Como vou poder ficar perto dele e não destruir o reino? Preciso que Penha me entenda.
Porém eu já sei a resposta. Obviamente ela falará não, e me dirá para me virar. Sempre foi assim. Desde pequena ela faz isso comigo, cada problema que eu tenho, isso acontece. As vezes eu sinto falta de uma irmã de verdade. Se bem que Magali é minha irmã de coração. Então nessa parte, acho que não posso reclamar.
Despedi-me de Magali e fui andando em direção ao meu quarto, o mesmo que agora o Senhor Príncipe das Cebolas estava hospedado. Assim que adentrei, o quarto estava totalmente diferente. Estava com as tralhas dos garotos e já bem bagunçado.
– Eu... — Suspirei me controlando e tentando ignorar a bagunça — Não vou arrumar essa bagunça.
– Ahn, vai sim. — Disse Cebola saindo do banheiro só de toalha, o que me fez corar um pouco — Nossa... Ficou calor do nada.
E ele estava certo. Droga, não me faça ter emoções desnecessárias seu idiota! Quer que isso aqui fique um inferno de tanto calor? Me virei e me deitei na cama.
– Sai da minha cama. — Ele disse pegando a roupa e entrando no banheiro pra se trocar. Claro que eu não saí. A cama era minha. — Ainda não saiu?
– Não vou sair da minha cama, Príncipe das Cebolas.
– Agora é minha. E não me chame assim. — Falou revirando os olhos — Saia logo.
– Não. — Então ele ficou em cima de mim, com os braços apoiados na cama e me encarando com um olhar penetrante. — Ou sai, ou vou dormir aqui do seu lado.
– Então durma. — Falei com o rosto sério — Vou te chutar da cama de qualquer jeito.
– Você? Uma garota? — Ele riu baixo e logo voltou a me olhar — Não tem força.
– Então creio que não tem cérebro. — Dei uma joelhada em sua barriga e logo depois o chutei, o jogando longe — Eu disse que ia te chutar da cama.
– A-ai... — Falei se levantando devagar — Como ousa me machucar?
– Como ousa me chamar de fraca? — Falei com um sorriso entre os lábios. — Onde está seu amiguinho?
– Cascão? — Falou se sentando numa poltrona — Foi ao quarto dele. Agora me diga senhorita esperteza, onde vou dormir se aqui só tem a sua maravilhosa cama?
– Er... — Só agora que havia passado pela minha mente que não havia outra cama no quarto. Pensei em várias possibilidades, mas cheguei somente a uma resposta. — Vai ter que dormir comigo.
– Não vou dormir ao lado de uma serva.
– É isso ou dormir no chão. — Falei dando de ombros.
– Você deveria dormir no chão.
– Acho que ainda não entendeu. — Falei me levantando e o segurando pela gola da camiseta do mesmo o puxando e o encarando mortalmente — Meu quarto, minhas regras.
– Se queria um beijo era só falar. — Ele disse com um sorriso divertido, percebendo nossa proximidade — AI! — Falou se encolhendo após receber uma joelhada em seus países baixos.
– Mereceu. — Falei bufando e voltando a me sentar na cama — E aí, Príncipe das Cebolas, vai aceitar?
– Tanto faz.
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