Sam e eu estavamos correndo, feito idiotas. Nós pulamos de uma cerca de quintal para a outra ( estavamos em uma área fechada por cercas, no quintal ), até que paramos de ouvir passos seguidos de latidos. Na última cerca, nós saltamos, e de cansaço, caímos no chão, formando um pequeno barulho, porém, amortecido pela grama molhada.

– Sam... — Eu disse, quase sem fôlego — Esse Lobisomem maldito vai continuar nos perseguindo até quando...?

– Não sei... — Sam respondeu, nervoso — Trouxe as balas de prata?

– Cara, — Falei, abrindo os bolsos da minha jaqueta de couro, e tirei três balas banhadas a prata. — Estamos caçando lobisomens, acha mesmo que eu viria sem elas?

– Então, recarrega as minhas armas. — Sam pediu, com sangue escorrendo da sua boca.

– Recarrega você. — Eu dei as balas a ele.

Passos pesados ecoavam da rua, no mesmo tempo que o vento foi aumentando. Sam, que estava recarregando sua Beretta 92FS, olhou diretamente para mim, com os olhos arregalados.

– Dean... — Ele disse, terminando de recarregar sua arma, correndo novamente.

– Sam, não! — Eu tentei avisá-lo, apontando a arma para cima de Sam.

Uma sombra negra saltou por cima da cerca. Sam não teve tempo de se virar, quando o Lobisomem pulou com suas garras em cima dele.

– MERDA! — Sam ofegou, com o Lobisomem em cima do mesmo, rasgando sua camiseta xadrez antiga vermelha e branca.

– SOLTE-O, JACOB! — Xinguei o Lobisomen, ao mesmo tempo que eu o acertava seu focinho com o cano da Escopeta.

– Caaaaain! — O Lobisomem uivou de dor, sendo jogado para a calçada, acordando dois moradores. O meu plano era: Não matar ele com a Escopeta, mas ao menos tentar afastá-lo de nós, abrindo espaço para fugirmos.

Sam olhou para mim, quase desmaiado.

– Jacob? — Perguntou o mesmo, arfando, caído no chão.

– Nunca assistiu Crepúsculo? — Respondi, num tom sarcástico. -Vamos, Sam. — Chamei-o, segurando o mesmo pela camiseta xadrez rasgada e ensanguentada. — Levanta daí!

– T-tá... — Sam disse, tentando suportar a dor. — As pessoas vão ver o Lobisomem...

–Que se dane. — Respondi, com raiva. — Estamos aqui para salvar-los.

– Cadê aquele maldito do Castiel? — Eu perguntei retoricamente, levantando Sam.

– Ele ainda não voltou da procura pelo Demônio que quase extinguiu todos em Kansas? — Sam perguntou, olhando para mim quando citou a palavra '' Kansas ''.

– N-não. — Respondi, meio que com raiva.

O Lobisomem olhou diretamente para nós, algo que foi como um aviso de que era para calarmos a boca e corrermos. Sam e eu corremos pela rua asfaltada, até chegarmos em um beco sem saída, e só escutavamos pegadas rápidas. Ah, querem saber o motivo dos Winchester estarem correndo de um simples Lobisomem? Eu e Sam estavamos investigando um desaparecimento de 10 pessoas, todas com mordidas, pelo corpo todo. Nós chegamos a uma conclusão que eram no máximo... 4 Lobisomens que estavam fazendo essa baderna. O que aconteceu? Eram 10 Lobisomens. Agora, são uns 8, Sam matou um, eu matei outro.

– Mas que droga é essa...? — Perguntei, ao ouvir mais de 4 pegadas ( É o máximo que digamos, um Lobisomem pode correr por minuto ) por minuto, e agora, ele estava fazendo umas... 16 pegadas.

– Haaaaaaur... — Quatro Lobisomens apareceram, encurralando Sam e eu.

– Mas que filhos da... — Eu fui interrompido por um clarão, que quase me cegou.

– Dean. Sam. — O anjo caído, Castiel, citava nossos nomes, seriamente.

– C-Castiel? — Eu disse, gaguejando — O que aconteceu!? Você matou aquele demônio?

– Era isso sobre o que eu vim falar com vocês. — O anjo disse, seriamente.

Notas finais
vai dar o cu pra mim?