Eu abri meus olhos lentamente, e tentei levantar, porém, a preguiça tomava conta do meu corpo naquele minuto. Faz tempo que eu não me deitava em uma cama macia, sem ser a de uma prisão, ou o Impala. Levantei, com uma das mãos cerradas, e a outra estava enfaixada. Para falar a verdade, quase todo meu corpo estava enfaixado. Eu levantei, lentamente, e me sentei na cama.

- Acordou, Dean? — Escutei uma voz ecoando do corredor, e levantei minha mão, procurando uma arma na cabeceira, ou algo do tipo, porém, percebi que não havia cabeceira, só uma máquina de batimentos( esqueci a porra do nome ).

- Quem é você...!? — Eu perguntei, com a voz mais rouca do que o normal, até que vi quem era. Era Ruby. — Ah, Ruby.

- Oi, Dean. — Ruby estava com o rosto baixo, como se não quisesse mostrar algo em seu rosto, porém, levantou lentamente o mesmo. — Olha o que aconteceu por causa daquela ponte maldita.

Eu arregalei os olhos. A cara de Ruby estava toda cheia de cicatrizes e curativos. Pera aí, ponte? Eta.

- Ponte? — Olhei para ela, e me lembrei. — O que aconteceu na Golden Gate!?

- Ah, é, você entrou no coma. — Eu não acreditei no que ela falava. — Tipo, o Impala caiu com a metade da ponte, e quase morremos trancados, se não fosse pelo Sam e pela Bela. Perdemos o Fred, a Anna, o Cas e o Samuel.

- Meu deus... — Eu levantei da cama, que agora percebi que era uma maca, e caiu a ficha. Eu estava em um Hospital. — Cadê o Sammy e a Bela...?

- Morreram também. — Eu caí. — Brincadeira.

- Eu quase morri agora, sua cretina.

- Dean... — Um homem alto e grande apareceu na porta, era Sam.

- Sam! — Levantei rapidamente para abraçar-lo, porém, os fios que estavam presos no meu braço me impediram. — Venha aqui, então.

- Dean! — Ele foi e me abraçou. — Você ficou tanto tempo em coma. Bela está tão animada para ver-lo.

- Espera aí, quantos anos eu fiquei em coma? — Eu perguntei.

- Dois anos. — Sam levantou a mão e a colocou no meu ombro.

- Dois!? — Eu peguei uma mochila com algumas camisetas para fora. Dei um abraço em Sam e um beijo na testa de Ruby, e parti para o banheiro.

Uma hora e meia depois, eu fui no carro de Sam para a casa da Bela, já que todos estavam morando lá.

- Toc Toc... — Eu bati na porta, e uma pessoa abriu. Sem saber quem, eu já fui abraçar, com a esperança que fosse Bela. — Bela!

- D-Dean... Essa é a faxineira da casa... — Sam olhou para mim, rindo.

- D-desculpa, senhora. Toma aqui um real. — Eu dei uma nota para ela.

- Dean! — Uma mulher saiu correndo das escadas rapidamente para perto de mim, e pulou em cima de mim, me beijando.

- Bel... GUAAH! — Olhei para baixo, e vi Bela, me dando um abraço até mais que forte. — Tá me sufocando...

- D-Dean! — Bela só falava isto, e olhou para mim, com os olhos cheios de lágrimas.

- Hey, você me adora, né? — Eu disse, sorrindo para Bela.

- Não. Eu te amo. — Ela me deu um beijo, e... Foi muito melhor que o primeiro nosso.

- WOW. — Sam, que estava com um super Pokerface, fingiu arrumar a campainha para não ter que ver a cena.

- Espera aí... Vocês já caçaram que monstros? — Eu sentei no chão, com Bela abraçada á mim.

- Dean, não caçamos mais. — Sam olhou para mim, e disse. — Somos como... Uma família normal. E estranha.

Algumas horas depois, eu xingando Sam bastante, e fomos jantar.

- Ruby, aprendeu a fazer comida boa assim aonde? — Eu dei um sorriso para a mesma.

- Bem, Sam me ensinou. — Ruby deu um riso.

- Hm, já vou dormir. — Eu levantei da mesa, e fui me deitar. Bela só ficava me beijando.

- SAIAM DA CASA!

Eu escutei uma explosão, e um cheiro estranho de queimado começou a sair da casa. Eta.