Caro Takao...
1 Único.
Notas iniciais
“Essa é a ressalva do dia 21 de novembro de 2014 — seu aniversário — lembro quando te vi entrar na sala após aquela conversa da quadra, antes disso sequer tinha notado que estávamos na mesma turma.
De alguma forma, você conseguia despertar minha curiosidade, fosse no jeito de jogar, ou a forma despreocupada em levar a vida.
Impossível deixar de citar aquele dia no vestiário, eu me sentia estranho com suas insinuações, e só ficava confortável quando te colocava numa posição de escravo, mas após aquele dia... Após aquele beijo. Era inútil negar qualquer coisa.
E você sempre tão bonito e popular simplesmente o oposto do constrangimento sacana que demonstrava quando estávamos sozinhos.
A luz e a sombra da Shuutoku. A sintonia nas quadras — e fora delas.
Acho que posso aproveitar e admitir que acabei mudando sim, pelo menos em algo ou pelo menos um pouco, depois que passamos a agir juntos.
Saiba que hoje Escorpião está em oitavo e Câncer em primeiro, seu item da sorte está ao lado dessa carta e recuso qualquer negação sua a utilizá-lo, sem dúvida ficar numa posição tão ruim no dia do aniversário não pode significar um bom presságio.
E me despeço assim — pelo menos da carta — desejo que apesar da má sorte, seu dia seja proveitoso.
Parabéns Takao, e realmente espero e exijo que queime essa carta após ler.
Até alguns minutos na quadra...
S. Midorima”.
Obviamente Takao não acreditava no que estava lendo, e claro que a carta que nunca seria destruída, era o melhor presente de aniversário que poderia ter recebido.
Simplesmente, o melhor de todos que viria a receber esse ano, no próximo e sempre, porque era isso que Midorima significava, sua melhor conquista.
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