Caring
1 Capítulo único
Notas iniciais
Castle chegou na delegacia por volta das 9h, eles se encontrava girando procurando por sua detetive mas não estava vendo-a em lugar nenhum.
–Hey Ryan. Onde esta a Beckett? — Perguntou se aproximando da mesa do amigo.
–Não vem hoje. Doente. — Respondeu.
–Como doente? Ela já veio trabalhar doente.-Ele franziu as sobrancelhas ficando preocupado.
–Ela não parecia nada bem quando ligou. — Espo respondeu da sua mesa. — De qualquer foma a Laine foi lá levar alguns remédios e um termômetro pro caso dela piorar chamar alguém.
–Como se nós não a conhecêssemos. — Riu Ryan.
–Ela nunca vai chamar alguém se precisar. — Castle concordou.
–Quando for pra casa passo lá e vejo como ela está.- Disse Espo.
Porém Castle tinha outra ideia em mente.
–Sabe de uma coisa Espo? Não precisa ir lá. Eu mesmo vou e fico com a detetive cabeça dura.
–E você acha que ela querer? — Ryan perguntou sarcástico.
–Bom, não é como se ela tivesse escolha.
–BOA SORTE.-Espo gritou enquanto Castle já se encaminhava para o elevador.
–Eu vou precisar. — Falou baixinho.
Apartamento da Beckett:
–Castle? O que faz aqui?
Castle tinha batido muito na porta até ela abrir. E apesar da aparência de doente ela ainda estava linda.
–Gostei do seu pijama. — Ele comentou entrando no apartamento.
–Não tem nada demais no meu pijama. — Ela fechou a porta. — O que está fazendo aqui? — Repetiu a pergunta.
Mas havia sim algo a mais no seu pijama: Suas pernas estavam a mostra e um pedaço de sua barriga se revelava.
–Eu vim cuidar de você. — Ele colocou algumas bolsas no balcão da cozinha.
–Não preciso que ninguém cuide de mim. — Ela colocou as mãos na cintura e espirrou três vezes seguidas.
–Parece que precisa sim. — Ele se aproximou dela. — Está com muita febre? — Ele pois as mãos em seu pescoço e testa. — Deus você está queimando.
–Castle, eu estou bem! — Exclamou tirando as mãos dele de seu pescoço e sentindo uma fraqueza nas pernas.
–Está tonta também? — Ele a segurou pela cintura quando a viu vacilar.
–É só o remédio.
–Não é o remédio mocinha. Você comeu alguma coisa?- Ele a ajudou a sentar no sofá.
–Não tenho fome. — Ela colocou a cabeça entre os joelhos se sentindo enjoada.
Ele percebendo o que era perguntou. — Acha que vai vomitar?
Ela apenas balançou a cabeça afirmando. Ele não pensou duas vezes em pega-lá no colo e a levar para o banheiro. Ela se curvou sobre o vaso sanitário.
–Você não precisa ver isso. — Ela tentou empurra-lo.
–Não, não preciso. — E ele continuou agachado segurando seus cabelos até que ela tirasse o rosto de quase dentro do vaso.
Ela estava fraca então ele a puxou colocando-a em seu colo e sentindo ela colocar o rosto, um pouco quente demais, no vão do seu pescoço.
–Vai mesmo ficar aqui cuidando de mim?
–Vou. — Sussurrou beijando seu cabelo. — Onde está o termômetro que Laine trouxe?
–Ai em cima da pia.
Ele levantou um dos braços e tateou a superfície da pia até encontra-lo.
–Vou colocar em você tudo bem? — Ela levantou o braço e ele pois o termômetro ali.
–Você está assim faz tempo?
–Não. Fiquei mal quando fui dormir ontem a noite. — Ela passou o nariz pelo pescoço dele de leve, sentindo o cheiro, de alguma forma o perfume que emanava dele estava a fazendo se sentir melhor.
–Com certeza é uma virose, deve passar logo, talvez até o final do dia. — Ele fez um carinho nas suas costas sem perceber.
–Espero que sim. — Ela suspirou.
–Deixe eu ver. Levante o braço. — Ela o fez e ele olhou o termômetro. — 39. E temos uma detetive ardendo em febre. Acha que consegue tomar banho sozinha?
–Consigo.
–Banho frio.
–Castle...
–Frio Kate.
–Mas eu...
–Frio, ou eu mesmo te dou banho.
–Ok, ok. Frio. Tudo bem.
–Vou fazer algo pra você comer enquanto isso ok?
–Humhum.
Ele a ajudou a levantar .Deu uma conferida para ver se ela não ia cair e saiu do banheiro fechando a porta atrás de si e indo para a cozinha.Antes de ir para o apartamento ele passou em uma farmácia para comprar alguns chás e vitamina C. Iria fazer o chá para gripe e uma sopa de tomates. Ele sabia que ela iria reclamar um pouco mas no final iria comer.
Porém antes de começar a sopa ele foi até o quarto dela, abriu o closet pegou uma muda de roupas e deixou em cima da cama. Foi até o banheiro e bateu na porta.
–Kate. Tudo bem?
–Tudo Castle.
–Ajeitei uma roupa pra você ok? Esta em cima da cama.
–Você mexeu nas minhas calcinhas?-Ela quase gritou, mas a garganta inflamada a impediu.
–Não. Claro que não. Você está doente mas ainda tem uma arma.
–Ótimo.
Ele voltou para cozinha e começou a fazer a sopa. 15 minutos depois a sopa estava pronta mas ela não tinha saído do banheiro ainda. Ele foi até lá e voltou a bater na porta.
–Kate. Sua comida está pronta.
–Entre Castle.
–Sério?
–Entra logo.
Ela estava de roupão encostada no balcão da pia.- Acho que preciso de ajuda. — Ele sabe que ela odiou admitir isso. Por isso ficou mais preocupado, se ela não estivesse tão mal não pediria sua ajuda. Ele pegou pela cintura a erguendo nos braços e outra vez ela não reclamou.
–Kate, você não quer ir em um médico?
–Não precisa, é sério. Sempre que fico doente, eu fico meio mole.
Ele suspirou ficando um pouco mais tranquilo com o que ela disse.
Chegando no quarto ele perguntou. — Precisa de ajuda para se vestir também?
–Saia daqui Castle.
–Ok. — Ele rendeu as mãos saindo do quarto.
Em 5 minutos ela estava na cozinha vestida com um blusão e um shorts, a roupa que ele tinha deixado em cima da cama.
–Venha comer.
–Castle, eu realmente não estou com fome. — Ela sentou em uma cadeira.
–Mas vai tomar nem que seja metade da sopa e vai tomar o chá.- Ele colocou a sopa e o chá na sua frente.
–Só vou fazer isso pra depois você não ficar me enchendo ok?
–Ok. Agora coma.
Ele observou ela tomar a sopa devagar, quando estava quase na metade ela decidiu parar. — Não quero mais. — Fez bico.
–Vamos, só mais umas colheradas e o chá e eu deixo você se deitar.
Ela suspirou e cruzou os braços. — Você não manda em mim Castle.
–Não. Não mando, mas me preocupo com você. Então tome mais um pouco de sopa e beba o chá.
Ela o olhou e indo contra ela mesma fez o que ele mandou.
–Boa menina. Venha, vou colocar você na cama.
Ele a ajudou a ir andando até o quarto.
–Vem, deita.
Ela deitou e ele puxou a coberta por cima dela, sentiu que sua temperatura estava baixando quando tocou sua testa e deu um suspiro de alivio.
–Quer que eu conte uma historia? — Ele perguntou, mas ela já estava dormindo. Ele sorriu e passou as costas da mão em sua bochecha sentindo a maciez da sua pele. Castle sentou na cama ao lado dela e ficou ali mexendo em seu cabelo até adormecer também.
–Castle. Acorda. Castle. — Ele ouvia alguém chamar seu nome e balançar seu braço.
Abriu os olhos e viu sua detetive sorrir.
–Pensei que iria ter que te empurrar da cama. — Ela fez graça.
Mas ele não ligou. — Você está melhor. — Era uma afirmação.
–Graças a você. Estou bem melhor sim.-Ela confirmou.
–Isso é ótimo. — Ele sentou percebendo que estava deitado na cama ao lado dela.
–Desculpe por isso, peguei no sono sem querer.
–Não vou brigar com você Castle. — Ela riu.
–Agradeço. — Ele sorriu olhando para ela. — Bom, agora que você está melhor eu vou embora.
–Não. — Ela segurou seu braço enquanto ele levantava da cama. — Está tarde, é perigoso você sair essa hora, fique aqui.
–Que horas são? -Ele perguntou.
–Quase 22h.-Ela respondeu.
–Tudo bem. Eu fico. Você não se importa mesmo?
–Não. — Ela levantou da cama. — Mas eu estou com fome. Vamos comer alguma coisa?
–Vamos.
Depois de acabarem os sanduíches ela segurou a mão dele.
–Foi muito doce você ficar aqui cuidando de mim.Obrigada.-Ele beijou a mão dela.
–Sempre.
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