Careful

3 Damn, you\'ve got me feeling good


Notas iniciais
Finalmente conseguiu terminar o cap 3. =) Desculpem a demora, a escola estava me matando...
Enfim espero que gostem!

Olhei meu relógio: eram 22:30. Há 15 minutos a Katy tinha “fugido” para o saguão do hotel. Eu estava de volta à meu quarto, sentada em uma poltrona bege, apenas esperando para ver se ela voltaria logo. – Provavelmente não.

Grande ideia a minha, de deixá-la sozinha naquela hora.

Acabei pegando no sono e acordei, por volta de duas horas depois, com um par de olhos azuis me encarando. Pisquei até que o meu foco de visão estivesse normal.

“Katy...?” afastei minha franja dos olhos. Percebi que havia algo de estranho nos dela.

“Você tá brava comigo?” ela perguntou, fazendo uma carinha triste.

“Não.” Eu disse. “Olha...a gente precisa conversar.” Ela me fitou com curiosidade.

“Não minta, Hayles, eu sei que você tá brava comigo.” Ela estava falando de um jeito estranho também. Ok...definitivamente tem alguma coisa errada aqui. – Pensei.

“Já disse que não.” Protestei. Ela se ajoelhou na minha frente e colocou as mãos sobre meu colo. Naquele segundo eu percebi que o hálito dela estava com cheiro de álcool. “Katy, você andou bebendo?” Ela soltou um risinho.

“Talvez.” Levei uma mão à testa. “Você tá brava.” Desta vez era uma afirmação.

Agora sim.” Lancei-lhe um olhar de reprovação e ela fez beicinho. “Você não precisava ter ido encher a cara.”

“O que mais eu poderia ter feito?” ela franziu a testa. “...Depois do que aconteceu?”

“Poderia ter conversado comigo.” Eu disse, olhando-a nos olhos.

“Já te disse como seus olhos são lindos?” Ergui uma sobrancelha.

“Bom, não é agora que vai dar pra conversar...Você não tá em condições.”

“São verdes.” Ela disse, ainda rindo, se referindo novamente à meus olhos.

“É, são verdes.” Concordei, agora rindo também. “Vamos, você precisa dormir.” Fui tentar me levantar, mas ela tirou os braços do meu colo e segurou meus ombros, me mantendo presa entre ela e a poltrona.

“O que você tá fazendo...?!” perguntei, surpresa.

“Já que estamos aqui...sozinhas...” ela disse, aproximando o rosto do meu. “Você...quer que continuemos nos beijando?”

Você quer?” perguntei, meu tom de voz transformado em um leve sussurro. Ela me lançou um sorriso torto e começou a beijar meu pescoço. “K-katy...Katy, você tá bêbada!” Eu tenho que fazê-la parar...isso não tá certo...merda, isso é bom!

“Adimita que gostou.” Ela disse ao parar. Eu não conseguia falar nada...minha respiração estava acelerada demais; fiquei apenas olhando para ela em choque.

Mas ela estava certa...e como.

Não tive nem tempo de recuperar meu fôlego, pois no segundo seguinte ela segurou meu rosto com as duas mãos e colou os lábios nos meus. Pensei em afastá-la, mas meus instintos foram mais fortes. Ignorando o gosto de álcool, entreabri a boca, para que ela pudesse aprofundar o beijo e senti uma corrente elétrica passar pelo meu corpo quando ela o fez. Logo, não sei com que força, eu a puxei mais para perto, fazendo com que se sentasse no meu colo. Ela soltou um gemido e agarrou meu cabelo, na parte da nuca. — Era incrível como, num piscar de olhos, eu havia novamente me rendido à meus impulsos.

De repente senti suas mãos descerem até a barra da minha camiseta e , por baixo dela, seus dedos encostaram no meu abdômen, massageando-o enquanto ela me beijava com cada vez mais ansiedade. — Foi aí que me veio à cabeça que isso estava indo longe demais.

Coloquei as mãos em seus ombros e a afastei delicadamente.

“Algo errado?” ela me lançou um olhar preocupado; eu conseguia ouvir sua respiração voltando lentamente ao normal.

“Sim.” Eu disse. “Katy...eu...não...” abaixei a cabeça, tentando raciocinar. – uma parte de mim gritava que não queria ter parado.

“Ah.” Ouvi-a dizer. “Entendi.” Levantei a cabeça. Seu olhar de decepção fez com que um nó se formasse na boca do meu estômago. – era como a expressão de uma criança à quem tinham recusado um doce.

Notei que seus olhos haviam se enchido de lágrimas e que ela estava mordendo o lábio inferior, tentando segurar o choro. – ela estava mais do que sensível...e eu, me sentindo um lixo.

“Ah, Katy...” coloquei meus braços em volta de seu pescoço, abraçando-a e senti que ela soluçava em meu ombro.

Hayley, sua idiota, olha o que você fez. – pensei. Me sentia horrível por ter conseguido magoá-la mesmo sem dizer nada, mas infelizmente não havia mais nada que eu pudesse fazer naquele momento. A conversa que precisávamos ter teria que esperar pelo dia seguinte.

...

“Ah, que bonitinho.” Conseguia ouvir uma voz distante em meus sonhos, o que fez com que meus olhos se abrissem lentamente. Lá estava Josh, olhando para mim. Então percebi que estava no chão do quarto, minhas costas encostadas no pé da minha cama...e a Katy deitada, com a cabeça em meu colo, dormindo profundamente.

“Como você entrou aqui?” perguntei, sonolenta, antes de soltar um bocejo.

“A porta tava destrancada. Aliás, provavelmente ficou entreaberta a noite toda.” Ele disse, apontando o dedão para trás. Me lembrei da Katy entrando bêbada no quarto na noite anterior. – fazia sentido. “Err...Hay...”

“Que?”

“O Zac viu vocês...se pegando.” Senti minhas bochechas queimando. – meu rosto deveria ter ficado vermelho. “Ele queria falar com você, sobre o show de sábado, mas aparentemente você tava meio ocupada.”

Ele estava se referindo à um festival de música que aconteceria dentro de uma semana no centro da cidade, no qual nós participaríamos, junto com a Katy e varios outros artistas.

Mas esse não era o foco da conversa.

“Não tem graça, Josh.” Reclamei ao ver o sorrisinho maroto que estava estampado na cara dele. “Você sabe que isso é um assunto sério.”

“Desculpa, Hay, é que...eu queria muito ter visto a cara dele.” Ele começou a ter um ataque de riso.

“Ora, francamente...” franzi a testa. Homens... “Cala a boca, você vai acordar a Katy.” Ouvi-a resmungar alguma coisa e notei que estava fazendo carinho em sua nuca, quase como que involuntariamente. Foi aí que ela abriu os olhos.

“Bom dia.” Seus olhos pareciam pesados de cansaço. Lancei-lhe um sorriso. – Não pude me conter: continuei passando a mão em seu cabelo preto.

“Você tá bem?” perguntei.

“Com dor de cabeça...fora isso, acho que sim.” Curiosamente, ela parecia confortável o suficiente no meu colo, para não se levantar. “Antes que você me pergunte...sim, eu lembro do que aconteceu ontem à noite. Vagamente, mas lembro.” Vi que sua expressão agora estava séria. Ela não apresentava o sentimento de mágoa que eu vira em seus olhos na noite passada. Mas, conhecendo-a, ela provavelmente estava se fazendo de forte.

“Ahn...acho melhor deixar vocês sozinhas.” Josh parecia ter percebido o clima tenso que surgira. “Estarei no saguão, se precisarem de alguma coisa.” Dizendo isso, deixou nosso quarto.

“Afinal...o que você sente por mim?” perguntei, sem perceber o quão idiota estava sendo. — Eu, pessoalmente, odiava esse tipo de pergunta.

Ela se levantou, ficando sentada ao meu lado.

“Acho que já deixei isso claro, Hayles.” Disse, fixando seus olhos nos meus. “Mas, me diz uma coisa...” Lancei-lhe um olhar de curiosidade. “...Por que você me dá esperanças?” Engoli em seco.

Isso era algo que nem eu conseguia entender.

Notas finais
Reviews? =)