Canções de Westeros
16 Isolamento
Notas iniciais
"Isolamento"
Porto Real
Daena
As ruas de Porto real estavam infestadas de prostitutas, pedintes e ladrões àquela hora da noite. Franziu o nariz com nojo para o fedor que a rodeava, ponderando em voltar para trás. Voltar para a maldita torre onde vivia isolada com as suas irmãs.
Um homem encarou-a quando passou por ele, aparentemente desconfiado, e Daena puxou o capuz pra frente, certificando-se que os seus cabelos loiro-prateados estavam completamente cobertos. Não podia dar-se ao luxo de ser apanhada fora da torre.
– Quanto é que levas? – Perguntou um bêbado, puxando-lhe o braço. Indignada, puxou o braço, desejando ter consigo o seu arco e flechas. Um homem encapuzado puxou o bêbado para trás, atirando-o ao chão. Este começou a reclamar, mas calou-se assim que a ponta da lamina lhe tocou a garganta.
Estava prestes a agradecer ao seu salvador, quando ele a puxou para um beco, praticamente atirando-a contra a parede suja e a beijou ferozmente. Daena derreteu nos seus braços, reconhecendo-o e quando se separaram em busca do ar, encarou olhos violeta brilhantes, tão iguais aos seus.
– Aegon – Murmurou, sorrindo de lado.
– Começava a pensar que não viesse – Admitiu, colocando-lhe o capuz para trás e brincando com os seus cabelos ondulados. Daena deixou que ele o fizesse, sem reclamar, apesar do risco que corriam caso alguém a reconhecesse. Baelor ficaria furioso.
– Rhaena não me queria deixar sair – Disse, revirando os olhos, aborrecida – Parecia o Baelor com os seus sermões sobre os Sete e sobre o quão errado era eu fugir, quando tudo o que o nosso irmão quer era proteger-nos do pecado.
Aegon riu, antes de puxá-la para mais um beijo, e Daena deixou-se levar.
Não lhe servia de nada estar isolada numa maldita torre e rezar aos Sete pela sua alma como a sua irmã mais nova fazia, não quando preferia ser uma pecadora.
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