Canção do Infinito
30 Respiro/ Cisne viajante
Respiro
Olhos que se fecham com um último suspiro
No momento derradeiro
Ouço a vida passar ao meu lado
Respiro
O sopro da morte espirala ao meu redor
Enquanto rezo por uma partida indolor
O tempo passa até desacelerar
No momento em que tudo o que é bom apodrece
Respiro
Enquanto o ar pela última vez deixa meus pulmões
E tudo desaparece
Cisne viajante
Na brisa da noite
Que sopra doce e gelada
Viaja em silêncio, invisível
O cisne em suas enormes asas
A brisa que sopra em silêncio
E faz cada estrela dançar
O cisne negro se junta ao baile
Marcando o ritmo ao cantar
O frio que também queima
Num incêndio de chamas cerúleas
Entre elas o cisne levanta voo
Em seu invisível balé pelo céu noturno
E nas horas solitárias da madrugada seu canto ecoa
Embalando o mundo em seu misterioso abraço
Trazendo a paz e o sono
A todas as almas perturbadas.
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