Can this be real?

8 Capitulo 7 – Encontro em família


Notas iniciais
Mais um capitulo, com uma revelação bombástica, leiam e comentem, espero que gostem...

POV – Dimitri

Chegamos na mansão dos Mazur, eu estava nervoso, respirava pesadamente, era a hora de encarar minha família e pedir perdão pelo meu afastamento, Sonia estava grávida e foi violentada e eu nem sabia, elas deviam me achar igual ao nosso pai, será que se eu fosse próximo a elas isso teria acontecido? Será que se eu fosse um irmão presente minha irmã agora estaria intocada?

– Dimitri – Rose disse segurando minhas mãos – Fique calmo, vai dar tudo certo.

Eu a olhei, ela estava sorrindo cúmplice para mim, fiquei feliz por te-la como companheira, ela era uma mulher incrível, sorte era isso que eu tinha, e cada vez mais eu tinha certeza de que eu não a merecia, mas faria por merecer.

– Você fica do meu lado durante a conversa? – eu perguntei e ela sorriu docemente

– Se assim você quiser. – ela respondeu ainda sorrindo

– Eu quero, preciso do seu apoio – eu admiti ela me olhou de uma forma diferente, de um jeito que ela nunca tinha me olhado antes, havia ali um pouco de admiração, fiquei feliz com isso.

Entramos na casa de mãos dadas, todos nos olhavam espantados, afinal estávamos quase nos matando ontem mesmo, e Rose gritava a todos o quanto me odiava, agora aqui estava ela do meu lado segurando a minha mão me apoiando nesse momento delicado, ela sorriu para todos e desejou boa tarde, pediu ao seus pais que nos deixassem a sós com as mulheres de minha família.

Assim que estávamos sozinhos, elas me olhavam cada uma com uma expressão diferente, minha mãe parecia preocupada, Vika parecia me fulminar com o olhar assim como Karolina e Sonia parecia estar morrendo de medo de mim, e sua expressão foi a que mais me pertubou, as palavras estavam engasgadas em minha garganta, eu respirei fundo, Rose apertou minha mão e sorriu me incentivando.

– Você consegue camarada – ela sussurrou só para eu ouvir, suas palavras e seu incentivo me deram coragem para seguir adiante.

– Mãe – eu comecei Olena ofegou, tinha anos que eu não a chamava dessa forma – Eu quero pedir desculpa a senhora por ter sido rude durante todos esses anos, e por ter me afastado de você – eu disse, ela começou a chorar eu parei, mas Rose mandou eu continuar – Eu sinto muito por todas as grosserias que eu fiz eu não entendi o seu lado na época e eu achei que a senhora era hipócrita, mas eu sei hoje que não havia nada que a senhora pudesse fazer e eu sei que amava meu pai, eu achava que a senhora era fraca por aceitar aquilo, mas a senhora é uma mulher forte, por suportar aquilo durante tantos anos calada e continuando a mulher incrível e mãe maravilhosa que você é, por isso me perdoe por não ter visto isso antes. – eu disse.

Minha mãe se levantou chorando e me abraçou, e ficamos ali por um tempo abaraçados, eu nem me lembro a última vez que eu abracei a minha mãe, agora aqui abraçado a ela eu vejo o quanto eu senti sua falta, o quanto eu senti falta da minha mãe, por mais que vivêssemos na mesma casa, éramos distantes como se morássemos em países diferentes, agora tudo ia ser diferente, agora seriamos mãe e filho mais uma vez, nos afastamos e eu vi que meu rosto também estava cheio de lagrimas, minhas irmãs me olhavam sorrindo.

– Vik, Sonia e Karol, me perdoem por ter sido um irmão distante e rude, e principalmente me perdoem por não cuidar de vocês. –eu disse sincero

– Dimka – Vika pulou em cima de mim me abraçando e disse que amava em russo eu retribui o abraço e disse que a amava também.

Logo em seguida veio Karolina, que esbravejava que até que enfim o irmão dela tomou juízo e fez algo que descente, isso me fez rir, Sonia foi a última ela era a mais tímida, apenas me abraçou e disse que estava feliz por estarmos unidos novamente, ela era doce, senti meu peito apertar me lembrando sobre o que Rose me contou mais cedo, de fato deve ter sido fácil deixar barato.

– Bem, agora que somos uma família novamente eu quero saber de uma coisa. –eu disse e elas apenas me olharam – Quem foi o maldito que te violentou Sonia? – eu perguntei com raiva

– Dimka... Como? Rose! – ela disse olhando acusatória para Rose

– Desculpe Sonia, mas seu irmão tinha que saber, o que esse monstro fez com você não pode ficar impune, você é taxada como a moça que não aguentou esperar o casamento e se deitou com o primeiro que aparece e ainda ficou grávida, mas na verdade você foi vitima de um monstro que se aproveitou de você e te forçou, eu não posso ver isso e ficar quieta. – Rose disse de uma vez com fúria, ela odiava esse tipo de violência ainda mais depois de que quase aconteceu com ela.

– Rose está certa Sonia, eu sinto muito por não ter tomado conta de você como deveria, eu devi te proteger disso... – Eu me sentia péssimo com aquilo, estava me matando saber o que houve com a minha irmãzinha.

– Dimka, não foi sua culpa, eu fui tola em acreditar nas intenções boas dele, eu só vi o que ele queria quando ele me arrastou para um lugar cheio de meretrizes, eu tentei pedir ajuda, mas todos ali apenas riam de mim, ele me levou para um quarto e... – ela começou a chorar eu me levantei fui até ela e a abracei.

– Está tudo bem Sonia, não foi sua culpa, aquele monstro, me diga seu nome eu vou vingar sua honra – eu pedi

– Dimka, ele não foi o único ... –sua voz era apenas um fio.

– O que? Como assim Sonia – Me senti ainda pior pela minha irmã

– Quando ele terminou, vieram mais dois fizeram o mesmo que ele havia feito, eu nem conheço aqueles homens, nunca os tinha visto eu só me lembro da dor e... –ela chorou ainda mais, eu a abracei com mais força.

Meu Deus era pior do que eu imaginava, além dele abusar dela ele a dividiu com mais dois homens desconhecidos, a morte seria pouco para aquele desgaraçado.

– Sonia me fala o nome dele. –eu pedi

– Ele ficava repetindo que isso era por sua causa, por que você pegou o que era dele, então ele iria me desgraçar – a voz dela era um fiapo, seu olhar perdido, era como se ela nem tivesse aqui – Ele disse que você pegou o que era dele, ele estava com raiva, muita raiva por isso...

– Sonia, meu Deus, alguém pega água para ela pelo amor de Deus. – eu pedi desesperado, e me sentindo ainda mais culpado, como assim era por minha causa, quanto mais eu pensava, mais confuso eu ficava, eu não consegui imaginar quem tinha tanto ódio de mim a ponto de usar minha irmã como vingança.

Sonia bebeu água e se acalmou um pouco ela respirou fundo e nós ficamos esperando ela flar algo, mas ela permanecia em silencio, um silencio longo e torturante.

– Sonia querida – disse minha mãe com uma voz doce segurando as mãos de Sonia –Nos diga o nome dele, por favor.

Sonia levantou os olhos e olhou para todos nós, seu olhar se demorou em Rose que a olhava cheia de preocupação, ela respirou fundo, fechou os olhos e uma única lágrima caiu em seu rosto, ela respirou fundo mais uma vez e finalmente disse.

– O nome de é... Jesse Zecklos.

Notas finais
E aí gostaram? Comentem, beijos até breve