Canção do Infinito
14 Maravilha/Flame Burst
Maravilha
A luz fria do sol que se põe brilha sobre mim
Estou parada na borda do mundo
Céu e terra, sem começo nem fim
Aqui, tão alto, se torna difícil respirar
Mas não me importo
Pois isso é melhor do que voltar para o mundo horrível lá embaixo
Se eu cair agora
Não vou me importar
Pois prefiro cair com um estrondo
Do que viver sem nunca ter tentado voar
Mas como, eu me pergunto
Como evitar cair
Quando essas asas teimosas, tão pesadas
Recusam-se a se abrir?
Mas, um dia, eu garanto, elas se abrirão
Rápida como um relâmpago, ao céu enfim
Voando livre, sem caminho nem trilha
Até enfim me tornar ... Maravilha.
Flame Burst
Correr, correr
Sem nunca olhar para trás
Correr, correr
Até não aguentar mais
Até o fim do mundo
Que seja sem destino certo
Apenas correr até meu corpo não aguentar mais
E acabar com tudo
Eu correria, se meu corpo pudesse aguentar
Odeio, odeio essa fraqueza
Odeio ficar assim, presa
Nesse maldito rastejar
Queria correr, superar até mesmo o vento
Pois é nele que minha alma se aquieta e harmoniza
Em suas rajadas inconstantes
Encontro meu único alento
Sou uma alma alada
Presa em um corpo terreno
Sou o fulgor laranja do pôr do sol
Ofuscado por nuvens de chumbo
O fogo dentro de mim queima em milhões de graus
Mas parece que ninguém pode ver
Queria não ser tão absurdamente fraca
E ter coragem de deixa-lo sair
Queimaria tudo até as cinzas
Nada mais restaria
Provada poderosa, eu me ergueria
A última de pé, finalmente provaria
Passei tempo demais escondida, alimentando as brasas
Fugindo dela, que tem alma de água gelada
Fugindo dela, que quer me dominar
Se eu permitir, minhas chamas vai apagar
Asas quebradas, ou assim pensei
Chamas em brasas, me enganei
Asas machucadas, começando a se curar
Brasas ardendo, começando a se inflamar
Como uma faísca na floresta, as chamas vão se espalhar
Poder supremo, minha vida vai dominar
É hora de estender as mãos, pegar o que é meu por direito
Fogo arde agora, o elemento perfeito
Tenho a combinação perfeita, fogo e ar
Hora de alimentar as chamas, deixá-las rugir
Minha salvação, perfeição carmim
Como o estorvo que são, vão todos queimar enfim
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