Aqui, velada jaz sob o céu estrelado

Como a lua ilumina a face do mar

Coração aflito, rosto sereno

Assim ela esconde seu pesar.

Beleza terrível

Olhos que nada revelam

Quebrada por dentro

Por fora tão fria quanto os flocos de neve que caem

Ela foge

Faz seu caminho pela escuridão

Perdida através da névoa

Encontrar seu caminho ela não pode

Ela é poesia, é música

Seu coração é uma andorinha

Errada, invisível, diferente

Ela é aquela que sempre está sozinha

Há uma luta em seu peito

Entre a luz e a escuridão

Não há cura, não há vida

Os sonhos escapam por entre suas mãos

Suas lágrimas são quentes

Disfarçadas pela chuva fria

Sentimento de derrota queima no peito

Se ela pedisse ajuda, quem se importaria?

Um sorriso disfarça sua confusão

Sozinha, perdida em sua mente

Ninguém percebe nada

E ela se refugia na solidão

Pelo bem da verdade, uma confissão preciso fazer:

A pessoa de quem falo sou eu mesma

Por favor, não me julgue

Poderia muito bem ser você

Oh, cruel inverno

Que me obrigou a crescer

Oh, pérfido inverno!

Por que não me deixas adormecer?

Dormir para sempre

Cercada de frio e neve

Oh, sono da eterna paz

Em tuas asas me carregue!

Inverno da Alma

Minhas emoções congelam

Um lago cujas profundezas queimam

Mas sua superfície é calma

Meus dias viram noites

Lágrimas queimam nos olhos

Um grito sufoca na garganta

Não consigo respirar

Assim deve ser a morte