Canção do Infinito
21 Fragmentada/ Rainha da Noite
Fragmentada
Fragmentada
Só mais um adereço na estante
Juntando poeira
Enquanto vai observando
Olhos de vidro
Sempre sorrindo. Beleza pintada
Pura aparência, atuação perfeita
Somente fachada vazia
A beleza engana a quem a vê
E escolhe não olhar além
Um erro da mente humana
Sempre tão falha e estranha
Rainha da Noite
Nos confins da Terra
A rainha da noite dança
Com um vestido de estrelas e sapatilhas de luar
Cabelos negros e pele de pura alvura
Dançando sozinha com seu manto estrelado
Girando, recuando, avançando
Dançando para esquecer
Que a regra da Noite é sempre só aparecer
Dança e reluz sob o holofote do luar
Atrai os perdidos, os sonhadores e os de espírito solitário
Sereia da meia-noite
Sedutora e estrela, segredo e mistério em uma só pessoa
A rainha da noite dança, rodopiando lado a lado com os astros no céu
Sorri para si mesma
Seus passos acompanham o ritmo da brisa noturna
Espírito eterno feito de liberdade e bravura
Um suspiro brota no peito, perturbando a quietude do ar
O tempo, como tudo o mais, acaba
Pois mesmo a destemida rainha da noite
Teme a luz do amanhecer.
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