Canção do Infinito
12 Congelando/ Anseio/ Metade
Congelando
Pássaro sem asas, presa ao chão
Olho para o céu, estendo as mãos
Anseio com todo o meu ser, mas é inútil
Algum acordo demoníaco levou minhas asas
Antes que eu tentasse vôo sequer uma vez
Anseio por tê-las novamente
Disparar para o azul do céu
Sentir o vento me envolver
A cada dia mais, anseio pela liberdade de voar
A cada hora, cada segundo presa aqui no chão
Sinto congelar minha alma e coração
Anseio
O sol se escondeu por trás das nuvens de chuva
Caminho sob um céu cinza cheio de vida
O vento sopra, me cerca
Chama meu nome, me convida
Desejo me erguer, me juntar à sua dança
Mas este corpo humano está preso ao chão
Dentro de meu peito, porém, dança uma alma alada
Nunca pertencerei a esse mundo humano, mundano
Pertenço aos céus, aos relâmpagos, às rajadas da tempestade
Sou filha do ar e anseio pela liberdade
Desejo disparar para junto das aves, minhas irmãs
E nunca mais voltar ao chão
Metade
Você é o que é
Vejo através daquilo que diz ser
Todos os segredos, os erros do passado
Os sentimentos que você mantém tão bem trancados
Eu posso ver
Através da ironia
Dessa máscara tão bem construída
Há uma pessoa completamente diferente
Gritando sem jamais ser ouvida
Um fantasma, invisível em plena vista
Escondida, esquecida
Abatida, subestimada
Essa parte de você continuará sempre lá
Não importe o que pense sobre ela
Ou o quanto a tente renegar
Baixa a guarda, princesa
Erga a cabeça, encare de frente
Pois essa pequena parte, tão bem escondida
É muito mais forte do que você pensa
E pode te conceder a vitória um dia
Aprenda a aceitar a metade imperfeita
Antes que seja tarde demais
E acabes sozinha, divida em duas
Ela não é sua inimiga, acredite
Apenas metade de você
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