Notas iniciais
RESSURJO DAS CINZAS COMO A FÊNIX DE GODRIC GRYFFINDOR! Feliz Ano-Novo, Natal, Hannukah, tudo, para vocês! E aí, como estão nesse ano novo? Eu estou meio estressada por causa do Ensino Médio. Mas principalmente porque... Sabe O MAIOR DESASTRE DO MUNDO? Então, aconteceu comigo. Eu perdi TODAS AS FICHAS porque o bendito do Nyah! decidiu apagar as minhas mensagens antigas, e eu não as tenho nem no arquivo de mensagens. E antes eu não as salvava porque: a) nunca achei realmente necessário, tipo, estava sempre ali no site, né? b)o meu computador era lento, e por isso ficava difícil copiar e colar todas as fichas em um documento do Word. Tipo, ele era LITERALMENTE lento demais. Ele travou nas quatro vezes que eu tentei salvar as fichas. E agora eu estou usando um novo computador (EBA!) e por isso, terei que receber novamente as fichas! :S Dessa vez, vou colocar um número mínimo de fichas que tenho que receber para o próximo capítulo. Os personagens que já apareceram não contam, e só têm que reenviar a ficha para que eu salve aqui. Enfim, vamos logo ao capítulo. Espero que vocês gostem! ^^ Boa leitura!

5. Eu juro que não sou gay

Eric Blake

É sempre assim. As lágrimas, os gritos, a dor. Eu já estou acostumado aos humanos gritando por misericórdia e por algum milagre dos deuses. Acho que é porque eu já fui um.

O semideus luta contra o demônio de fogo o melhor que pode, mas seu feitiço já está desaparecendo. O calor está começando a alcançá-lo. Logo, logo, o fogo queimará em sua pele como se fosse algo vivo. E de fato é, nesse caso.

Sentado na viga do teto da catedral, com meus pés balançando a dez metros do chão, ninguém me vê, mas eu vejo todos. A garotinha ruiva gritando sobre o corpo de seu melhor amigo, a esposa tentando proteger o marido inconsciente o melhor que pode. Os outros cinco humanos estão desmaiados em cantos diferentes da nave da igreja: dois nos bancos da frente, um no meio do corredor e mais dois próximos a saída. Estavam tão perto da liberdade... Mas ela os pegou.

Estou curioso para saber quem fez isso. Para invocar um daqueles demônios, só poderia ser uma djinn. E sei que é uma mulher pois eu vi suas rebeldes madeixas negras e douradas voando enquanto rodopiava contra o Filho de Hécate. Ele era bom, mas não bom o bastante. Parecia um pouco enferrujado. Depois que ela desapareceu e coisa de fogo apareceu, ele concentrou-se mais na ameaça iminente e em proteger os mortais ao invés de ir atrás da bruxa.

A feiticeira havia entrado em algum corredor escondido atrás da estátua de Maria. Devia buscar algum objeto sagrado. O Filho de Hécate não saberia, mas eu conseguia ver. Quando ela reapareceu, segurando uma lança antiga de ouro escuro e um pequeno relógio que parecia ser de bolso, e definitivamente não grego. Ou romano.

Ela apareceu atrás do garoto e empurrou-o em direção ao demônio de fogo. Eu rodopiei minha faca entre meus dedos, tentado a jogá-la. Não devia... Tânatos me mataria. Ha-ha, que pensamento engraçado.

A bruxa decidiu usar a espada contra o garoto, e eu já estava bem próximo do meu limite. Ela usava algo em seu rosto, uma máscara típica dos djinn, e por isso eu não poderia reconhecê-la. A feiticeira enfia a lança no joelho do Filho de Hécate, e eu decido que já vi o suficiente.

Faço um único movimento, e lanço minha faca precisamente onde quero, com força e ângulos necessário para cortar o fio de prata que segura a máscara de raposa. A pele da djinn é dura como diamante, portanto a faca não perfura seu rosto. Apenas corta a máscara.

Quando ela se vira para me encarar, vejo que me reconheceu. Irritada, sua pele toma o tom azul-escuro de safiras. Seus olhos prateados se arregalam e os meus também. Eu a conheço.

Roxanne. A irmã. Tem o sangue completamente djinn, ao contrário da outra. Sua pele é feita de safiras, os cabelos de ônix, e os olhos de prata. Os lábios finos formam um O surpreso perfeito, e ela decide fugir. Retira a lança do joelho do Filho de Hécate e a guarda em suas costas. Ela pega uma faca menor e corta uma mecha de seu cabelo. Não consigo ouvir, mas vejo que ela murmura o feitiço e então desaparece, deixando para trás o demônio de fogo.

O Filho de Hécate está fraco demais para fazer qualquer coisa, então fica apenas deitado. Eu acho estúpido, e fico um pouco impaciente. Faça algo, imbecil. Não fique simplesmente PARADO aí..

O demônio de fogo aproxima-se de seu pescoço, está preparado para mordê-lo. A criatura sinistra, criada da mente da própria feiticeira, é imprevisível e desconhecida. Estou prestes a fazer algo quando o Filho de Hécate sussurra um feitiço, e o monstro se transforma em uma estátua de gelo.

Começo a gargalhar. O tempo para, como sempre para quando um monstro morre. Pelo menos ele pára sob a minha perspectiva. Eu me jogo da viga do teto, meus lugares preferidos para observar, e pouso suavemente no chão com a costumeira névoa negra ao redor de mim. Meus olhos queimam conforme eu me aproximo do demônio. Sei que eles estão dourados.

Ergo o braço e pego a foice em minhas costas. É minha parte favorita agora. Respiro fundo, sorrio e olho para o teto da catedral. Então, em um único e rápido movimento, puxo a foice e destruo a estátua de gelo.

A alma do monstro é uma pequena pedra. No caso, uma com todas as chamas refletidas em seu interior. Ela está presa em minha foice. Tiro o tubo de metal preso em minhas costas, abro-o e ponho a pedra ali dentro. Há várias outras lá também. Fecho-o e ponho em minhas costas de novo. Estão mais pesados, mas ainda não atrapalham o meu equilíbrio. Minha foice treme, e então uma linha vermelha está gravada em seu cabo. Uma lembrança, um troféu de batalha. Se bem que não fui eu quem batalhou, e sim o traidor.

Quando o tempo volta a funcionar, o monstro está transformado em pó, e eu decido ficar por ali ao invés de desaparecer completamente. Esse Filho de Hécate me parece ser interessante. E não, eu não sou gay.

Ele estava sentado no chão, pressionando onde a feiticeira havia enfiado a lança. Eu fiquei de pé ao lado dele. O garoto ergueu os olhos para mim, e eu perguntei:

– O que é que ela pegou?

– Quem é você?

– Não respondeu a minha pergunta.

– Você não respondeu a minha também.

Os humanos ao meu redor já começaram a fazer perguntas, acordando de seu torpor e acreditando que o garoto era algum tipo de terrorista. Eu reviro os olhos. Não tenho mais paciência com humanos.

– Meu nome é Eric Blake. O que é que a bruxa levou?

– Eu sou Ned. — ele acenou com a cabeça. Tinha olhos azuis e cabelos negros. Parecia igualzinho a qualquer outro Filho de Hécate. Só um detalhe: ele estava em Seattle. E não em Long Island.

– Vou perguntar uma última vez. O que a bruxa levou?

– Ahn... — ele franziu as sobrancelhas e gritou de dor. — Uma lança, sei lá.

– Que lança? — não tenho paciência alguma com mortais.

– Eu não sei! Você pode me ajudar aqui? Eu estou morrendo!

– Eu já morri duas vezes e não fiz a metade do escândalo que você está fazendo. Agora, se quer que eu te ajude, me diga como era a lança.

– Ela estava... pingando. Era bronze. Parecia meio derretida na ponta. — Ned rasgou parte de seu jeans.

Os humanos ao nosso redor levantaram-se e gritaram ao ver o “terrorista”. Eu me limito a revirar os olhos e estalar os dedos. Assim o tempo para novamente, mas dessa vez para Ned também.

– Caramba! Que feitiço é esse?

– Não é um feitiço. — olhando para o ferimento, percebo as veias ao redor se tornando verde, assim como o sangue que saía do corte. — Era a Lança de Hércules. A Lança daquele idiota. Merda. Merda! Só há um jeito.

Eu pego um pouco da poeira que restou do demônio e seguro-a em minha mão. O pó brilhante, em contato com a minha pele, se torna o vidro quebrado do Tártato, e faz minúsculos cortes em minha palma. Aproximo-o de minha boca e sopro. O pó pega fogo e se tranforma na água do Rio Flegetonte. Água do Tártaro.

Derramo-a sobre o joelho de Ned antes que ele possa fazer alguma coisa. Ele faz o maior escândalo, é óbvio. Reviro os olhos e espero que se recupere. Depois de um minuto respirando pesado, ele murmura:

– O que era isso?

– Água do Rio Flegetonte. Preserva os maus. E você, aparentemente, é mau. Se tivesse te matado, você era bom.

– Então você fez isso sabendo que podia me matar?

– Sim. — dei de ombros. — Mas você é grego. E está em Seattle. Provavelmente é um traidor.

– E provavelmente você é um saco de merdas.

– Provavelmente. Já ouvi isso antes. De alguém bem pior que você.

– O que é você?

– Um Ceifador de Tânatos. Eu tomo as almas dos monstros mortos em batalha e as levo ao Tártaro.

– Você é de lá?

– Sou.

– E já morreu duas vezes.

– Pare de fazer perguntas! Por Plutão, vocês mortais e suas perguntas. — ando de um lado para o outro próximo as escadas que levam ao altar, e por acaso chuto algo que tilinta, chamando a minha atenção. Abaixo-me para pegar e vejo que é o relógio que Roxanne antes segurava.

De perto, agora, sei que não é um relógio. É maior, e mais redondo. E o metal... Não é prata. É titânio. Abro-o apenas para ver que é uma bússola detalhada, com figuras em estilo artístico. A parte interior era feita em madrepérola e sua tampa era um espelho de bronze. Quando fixo os olhos nele, não parece ser tão pequeno quanto é. Parece ser tão grande quanto eu mesmo.

E lá eu a vejo. A irmã. Com os mesmos olhos em fogo, os mesmos cabelos e a pele de ônix. Ela está ferida, tropeçando em um caminho de terra. Mas a imagem acaba em um brilho tão intenso quanto o sol, que me cega e me faz jogar a bússola para longe.

O Sol.

A irmã.

A bússola.

– O que é isso, cara?

– Ned. — respondo depois de algum tempo. Estou encarando o chão com os olhos arregalados. — Se, no futuro, eu voltar para cobrar uma dívida, você a pagará?

Não te devo nada.

– Eu salvei a sua vida.

– E o que eu ganho em retorno?

– Isso não é uma brincadeira, Ned. O destino do Olimpo está envolvido. O destino de todos nós, do Acampamento Meio-Sangue.

– Não é bom o suficiente. O que eu ganho?

– Posso te dar redenção. — respondo depois de algum tempo pensando no que um traidor gostaria de ter. Isso parece chamar a sua atenção, e ela fica em silêncio por tempo suficiente para que eu possa repassar em minha mente as cenas que vi na bússola.

– E essa redenção... Pode dá-la para minha amiga também?

– Posso redimir até a sua coruja, Potter.

– Não me chame de Potter. — eu rio, seco. A piada foi uma das minhas antigas... Como chamam? “Habilidades sociais”, para fazer com que ele aceitasse.

– Se não fizer isso, eu farei as Erínias te enlouquecerem até você se esquecer o seu nome e enfeitiçar um chinchila para agir como uma cobra.

– Eu aceito. Ah, e a amiga, o nome dela é Carol. Ela é Filha de Hermes.

– Eu não perguntei. Certo? — olho para ele e para os humanos congelados ao nosso redor. Nenhum deles parece ter me ouvido perguntar. Eu também não me lembro de perguntar. — Enfim. Eu tenho que ir agora. Preciso falar com Claire.

– O que é uma Claire?

– Com certeza não é uma Julia, ou uma Carol, ou uma Gina, Potter. Treine um pouquinho. Você está enferrujado. E eu não vou salvar a sua vida mais uma vez.

– Obrigado, cara. Você é bem gentil.

– Não, eu não sou. — encaro-o um pouco, então percebo que era, na verdade, uma ironia. Rio fracamente quando percebo e uso minha foice para abrir um portal pelas sombras. Aceno para Ned e entro para dentro da escuridão.

É bom ele ser útil. Senão o mato eu mesmo.

Notas finais
E aí, o que vocês acharam? Comentem, por favor! Obrigada por tudo, e pela paciência. Eu não posso pedir desculpas o suficiente pela minha irresponsabilidade. É a minha primeira fic, e eu ainda estou pegando o jeito. Também me desculpem pela escrita não-tão-boa quanto antes. Juro que o próximo capítulo vai ser melhor. Vou tentar postar um por vez... E vocês merecem um especial por serem tão legais. Podem escolher um dos personagens a seguir: a) Tony Estevez b) Pepper c) Madelline d) Blake (esse capítulo 5 é um especial, porque o personagem é meu, e para ele eu não precisava da ficha. Por isso, Carol Valdez, que o Ned não tem um PoV ainda. Eu perdi a ficha... Se quiserem vir de novo para saber quem é Claire e o que ele planeja... Votem nele! ;P) Mais uma vez eu digo: comentem, favoritem, recomendem... Agora no Ensino Médio eu preciso do máximo possível de inspiração e força para escrever... Beijos! :*
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.