Notas iniciais
Ola pessoal. To meio sumida, devido a ocupações e também porque não queria fazer um capitulo as pressas e assim ficasse ruim. Nesse capitulo Annabeth vai sofrer um pouco. È narrado pelo Percy apesar de focar em Annie, pq quero narrar o começo do outro por ela. Fiz uma coisa um pouco mais cruel que o normal, mais nada muito maluco. Espero que gostem. Boa leitura.

Visão Percy:

Fui acordado por alguns raios de sol invadindo meus olhos. Direcionei meu olhar para o lado e vejo que Annie ainda está dormindo. Fico quieto com a intenção de não acordá-la. Ainda era cedo e estava apenas amanhecendo. Em seguida olho com mais cautela para Annie e percebo que uma das suas mãos estava sobre meu peito machucado. Algo involuntário eu acho. Não era nada que doesse, pelo contrário parecia mais que ela estava tentando proteger o local atingido. Talvez para que nada acontecesse novamente. Realmente tinha tirando a sorte grande de estar correndo perigo com uma pessoa tão boa e dedicada feito ela. Se fosse outra pessoa era capaz de eu ter me estapeado já.

Dou um sorriso de agradecimento e em seguida beijo de leve sua testa, porém tinha sido o suficiente para acordá-la. Ao acordar ela olha para os lados e vê a cena em que nos encontrávamos. Em seguida ela arruma os cabelos tentando parecer apresentável. Para minha surpresa dessa vez ela reagiu com mais naturalidade, mais não menos envergonhada.

–-- Me desculpe Percy, acho que dormi de mais. Ela fala meio sonolenta esfregando os olhos.

Eu sabia que ela não estava bem... se referindo ao sono, mais resolvi deixar quieto. Eu tinha gostado do que havia visto, porém não era motivo para iniciar uma discussão. Também sabia que Annie era mais de atos do que de palavras e a meu ver isso indicava que ela não me odiava. Para minha felicidade nossa amizade continuava a mesma de antes, mesmo com o meu toco. Ainda sim eu era um cara feliz.

–-- Não foi nada de mais. Você precisava descansar.

–-- Como você está se sentindo? Ela pergunta olhando para meu machucado. Eu ainda me encontrava sem camisa.

–-- Ainda sinto um pouco de dor, mais já estou bem melhor.

–-- Se precisar de alguma coisa é só falar.

–-- Bem já que você liberou. O que você acha de voltar para seu modo enfermeira de novo? Falei tentando fazer uma brincadeira com ela. Queria que ela risse, pelo menos um pouco nessa manhã.

–-- Você é um idiota sabia? Vive fazendo gracinhas. Eu não estava me referindo a isso. Ela fala em um tom reprovador, mais não conseguiu dispensar um riso.

–-- Mais eu estava. Disse mandando um sorriso para ela. Annie desvia o olhar e a vejo ficar vermelha.

–-- Bom Percy acho que temos um longo caminho a percorrer não é? Ela tenta mudar de assunto. Dou uma risada discreta e saio andando com ela.

–-- Verdade. Espero que tudo isso acabe ainda hoje.

–-- Tome aqui Percy. Sua camiseta é melhor você se vestir.

–-- Por quê? Você não gosta do que vê? Perguntei tentando provoca-la.

–-- Até gosto... Mais... A Percy deixe de piadas. Você tem que proteger a área atingida, se tiver algo mais sério vai ter que chamar outra enfermeira. Ela fala cruzando os braços. Eu me divertia a beça, Annie tinha gaguejado mais que um gago naquela frase.

–-- O que?? Nem pensar que faço isso. Digo olhando diretamente para ela com meu melhor sorriso travesso.

–-- Nem vem nós já conversamos sobre isso. Só acho melhor seguir meu conselho. Antes que algo mais sério aconteça.

–-- Você está decidida mesmo hein. Digo abaixando a cabeça. Em seguida a abraço por trás para pegar-lhe desprevenida. Ela da um pequeno salto e retira minha mão de sua cintura.

–-- Você quer me matar do coração. Não faça mais isso. Não é o fim do mundo Percy. Eu estou aqui com você não estou? Pra que todo esse drama?

–-- Não é como eu queria mais já está bom. Digo olhando fixamente para o chão.

–-- Eu te entendo, mais você sabe que não daria certo. Ela tenta se explicar. Sua cara já não esboçava o mesmo sorriso.

–-- Tudo bem Annie, agora vamos mudar de assunto.

–-- Hum?

–-- Bem sabe no hospital, quando eu falei com a Reyna?

–-- Sim, o que ela disse?

–-- Ela disse que era para você jamais se esquecer da amizade que vocês duas tiveram. Não a conheço muito, mais ela parecia dizer a verdade.

–-- Não Sei, pode ser que sim, mais nesses tempos está difícil confiar em alguém.

–-- Quando tudo isso acabar você pode ir lá falar com ela. A Reyna parecia bem arrependida, e ainda nos ajudou com seu pai.

–-- Verdade, quem sabe tudo não volta ao normal. Percy você sente saudades do seu acampamento?

–-- Sim, apesar de ter gostado do Acampamento Júpiter. Me lembro do meu chalé, da casa grande. Oferecer comida aos Deuses é tanta coisa que ficaria muito tempo só falando.

–-- Quem sabe um dia eu não vou visitar a sua casa?

–-- Seria legal, o pessoal ia gostar de você.

Fomos conversando assim o caminho inteiro. Era um papo descontraído e aconchegante. Serviu para nos aproximarmos ainda mais. Até que chegamos ao centro de Roma. Era um lugar fino e esplêndido. Parecia um lugar para poucos. Entramos pela porta do edifício principal. Em seguida entramos na segunda sala do longo corredor que tinha por lá. Assim que entramos demos de cara um cara magricelo e loiro. Ele tinha um sorriso travesso em sua face e um olhar distante e frio ao mesmo tempo. Ao dar o primeiro passo na sala percebo algumas pessoas vindo em nossa direção e nos algemando.

Nesse instante minha cabeça parecia rodar e tudo andava em câmera lenta, como se eu estivesse embriagado. O que não era o caso, eu tinha mesmo era sido nocauteado. Olho para o lado e vejo Annie, ela resistia ao máximo. Eu também tentava a todo custo me soltar das cordas, mas tinham efetuado um nó muito forte em meus braços. Logo em seguida me vejo amarrado em uma cadeira de madeira completamente desconfortável. Eu estava de frente para Annie, porém a uma certa distancia. Esticando meus pés não conseguia encostar-se a sua cadeira. Analiso a situação e percebo que as pessoas por ali sabiam de nossa chegada, de alguma forma eles estavam preparados para tudo. O cerco estava fechando e só os melhores poderiam sobreviver, a guerra esta chagando ao fim. Essa ia ser a pior parte dela. Respiro fundo e resolvo encarar a situação de frente. Fico com o rosto levantado, afim mostrar estar forte diante da situação ou pelo menos eu tentava. Tinha que fazer isso por Annie. Ela precisava do meu apoio e do resto de coragem que ainda estavam instalados em meu coração.

Tento encarar da pior forma possível esse tal de Octavian, visto que ele estava contra a pessoa mais legal e boa que havia conhecido em Nova Roma. Pelo pouco que conhecia dele, diziam ser uma pessoa sem escrúpulos e com a mente fechada apenas para seus interesses pessoais. Eu nunca fui de arrumar uma briga atoa, mais esse cara estava me tirando do sério. Nesse momento ele fazia ronda na minha cadeira e quando chegava perto dela rosnava como um cão selvagem em meus ouvidos. Era tipo uma pressão psicológica, que ainda não surtia tanto efeito. Sentia um zumbido horrível em meu ouvido esquerdo e quando ele se aproximava isso só aumentava. Era pior que uma dor de ouvido, e me incomodava bastante. Um de seus comparsas usava o mesmo artefato de pressão psicológica com Annie. Só que no caso dele era de forma um pouco diferente. Ele falava alguma coisa inaudível para mim no ouvido dela, enquanto isso acariciava seu rosto como se ela fosse um espécime de relíquia. Aquilo estava me dando nojo, ver um idiota como aquele se sujeitar a isso. Ver Annie passar por uma situação tão constrangedora como aquela me fez me sentir mal por dentro. Acredito que a pior coisa que uma mulher pode sentir, é ver que está sendo tratada como um objeto.

Eu estava com uma vontade louca de me libertar da cadeira e dar uma voadora nele. Depois de esses meus pensamentos voarem sobre minha cabeça, ouço uma voz irritante pairar sobre o ambiente. Era o maluco do Octavian o que será que ele queria?

–-- Annie minha querida, é uma surpresa te receber por aqui. Ele falou espantando seu comparsa e se aproximando dela. Dava para ver o quão apreensiva ela estava. Ela olhava com um certo desprezo para Octavian, nem com o Jason a vi agir dessa forma.

–-- Desde quando te dou toda essa intimidade Octavian? Ela fala tentando manter um tom firme na voz, mais dava para perceber que estava completamente tremula.

–-- Annie, Annie, Annie... Você não está em condições de fazer exigências não é mesmo? Ele fala com sorriso malicioso no rosto. Vejo-o estralando seus dedos calmamente. Em seguida ele coloca uma das mãos sobre seu rosto acariciando de forma um pouco bruta e com a outra apontava uma faca para seu pescoço.

–-- Tudo bem Octa, Você venceu. Ela fala em um tom de deboche. Ela da uma risada falsa, que chegou a me bater um certo medo. Annie parecia inofensiva, mais se batiam em seus calos ou feridas ela também sabia ser mortal.

–-- Quem te deu permissão para usar esse apelido brega comigo. Hum... Diga? Ninguém me chama assim a éons.

–-- Digo o mesmo quando você me chamou de Annie. Não lhe dei permissão e mesmo assim você usou. Em seguida vejo Annie cuspir no chão ao lado de onde Octavian estava.

Eu não conhecia esse lado mais brutal de Annie. Para mim ela sempre se mostrou uma pessoa meiga, carinhosa e compreensiva, mesmo sendo formal, um pouco fria e calculista. Esse lado dela parecia cheio de rancor, magoa e muito mais frio. Era como se não houvesse um coração batendo ali. Lógico que no sentido metafórico da palavra.

–- Não me faça perder a paciência. Como ousa a me confrontar desse jeito. A... Esquece, vamos ao que interessa. Quero lhe reportar uma noticia.

–-- Anda logo Octavian, para que adiar o sofrimento. Ela fala olhando fixamente para o chão, como fazia quando estava elaborando um de seus planos.

–-- Ei calminha ai Annie. Essa noticia é de abalar, mais ainda precisamos de você viva. Quanto ao seu namoradinho ai vamos entrega-lo de vez a Nova Roma. Sei lá, ele pode ser queimado vivo ou deportado para nunca mais voltar. A minha imaginação é bastante fértil sabia?

–-- Seu idiota, nojento. Você ainda insiste em alguma coisa que só faz as pessoas sofrerem.

–-- Não sei por que você ainda me contesta. Olha para você Annie, sua vida está deplorável. Perdeu o emprego, os amigos que mais amava e seu pai está morto. Agora seu namorado está na sua frente vendo sua pior humilhação pública. Resumindo está na rua da amargura. Ouço-o falar essas palavras com a maior naturalidade possível.

–-- EEE... u ouvi direito Octavian, meu pai está morto? Nessa hora vejo o rosto de Annie ficar verde. Ela paravelmente estava ficando enjoada e não demoraria muito para vomitar.

–-- Se você não estiver surda, foi isso mesmo que eu falei.

Eu penas escutava a tudo pacientemente, já que tinham amarrado um pano em volta da minha boca. O máximo que eu podia fazer era fuzilar Octavian com o meu pior olhar.

–-- É mentira, você está blefando para conseguir o que quer. Eu te conheço Octavian. Você está sempre evoluindo as custa dos outros.

–-- Você acha que eu estou mentindo. É... De uma olhada nessa foto, quem você acha que esta caído ai no chão. Hen? Ele fala de forma nervosa, segurando com força um dos braços de Annie. Dava para ver suas unhas cravando em sua fina camada de pele. Quando fixo meu olhar em seu rosto, vejo lágrimas caírem incessantemente pelo seu rosto. Eu não sabia se eram de dor pelo de Octavian estar apertando seus braços ou se era pela foto que estava vendo. Acho que as duas coisas. A Annie que eu conhecia, estava de volta. Talvez, mais frágil e carente. Porém via em seus olhos que era ela que estava lá. A Annie de alguns minutos atrás talvez nem se importasse com tal noticia.

–-- Eu não posso acreditar. Ela soluçava bastante.

–-- Annie engula o choro agora. Eu te trouxe aqui para tratarmos de negócios. Não é elegante você ficar ai em ignorando. Octavian fala dispensando o fato da noticia que tinha acabado de passar.

–-- O ...O que aconteceu eu preciso saber, eu tenho o direito. Não posso acreditar.

–-- Annabeth Chase engula o choro agora. Ele fala gritando e segura mais forte ainda seus braços, em seguida vejo algumas gotas de sangue caírem pelo chão e uma faca escorrega logo em seguida.

Octavian era maluco de pedra, como podia ele inibir o choro de alguém que só precisa viver esse momento de perda. Ele estava praticamente obrigando Annie a esquecer de tudo e fingir que nada tinha acontecido, assim como ele estava fazendo.

–--Voltando ao que interessa. Você vai me dizer onde seu pai escondeu os livros sibilinos não vai? Eu sei que ele achou. Ele devia estar escondendo na sua própria casa, mais já revistamos sua casa. E isso não foi o bastante, porque não tinha nada lá. Só para constar roubamos alguns projetos seus de arquitetura, eles estavam muito bons.

–-- Vocês o que?? Invadiram minha casa? Me roubaram? Vocês mexeram nas minhas coisas.

–-- Vamos fazer um acordo, pode ser?

–-- Depende?

–-- Como assim? Você quer colocar regras?

–-- Quer saber, diga logo Octavian. Pior que ta não fica.

–-- Você me leva até os manuscritos e eu solto esse rapaz aqui e te deixo partir desde que me garanta que esse idiota vai viver longe de Nova Roma. Se não cumprir não trato...

–-- O que acontece?? Ela fala desanimada.

–-- Eu denuncio esse rapaz aqui e você me da esse colar de coruja valiosíssimo, to precisando fazer uma grana. Ele falou pegando o colar em suas mãos o analisando, mesmo ele ainda estando no pescoço de Annie. Eu esperava que aquele otário estivesse olhando só isso, e nada que não devesse. Porque em seguida o vejo colocar o colar de volta, não se contentando colocou sua mão entre o pequeno decote da camisa de Annie de deixou que o colar caísse naturalmente.

–-- Eu ouvi direito? Você está pedindo o meu colar como pena se eu não te obedecer?

Acho que Annie estava tão nervosa com o calor da situação que nem percebera o ato anterior de Octavian. O que ele tinha feito era digno de um homem sádico, sujo e traiçoeiro. Nem eu que era amigo de Annie e que tinha tido uma ligação com ela, tinha tido tanta intimidade assim com ela para realizar tal ato. Annie era bem tímida fiquei imaginando o que se passava pela cabeça dela naquele momento. Sendo praticamente humilhada. Ela estava com as bochechas levemente rosadas e não sabia onde enfiar a casa. Acredito que agora a ficha dela tinha caído.

–-- Annie convenhamos isso vale uma fortuna para ficar penduro em um pescoço. Não acha?

–-- Já chega Octavian, aturei de mais por hoje. Se quiser pode me humilhar o quanto quiser, mais eu não vou mais retrucar as suas provocações. Eu cansei você não vale a saliva que gasto para falar.

Ficamos em silencio por alguns segundos, até que começo a ouvir alguns ruídos longe de onde estávamos. Eu não sábia o que era nem quem era, mais estava torcendo para entrem na sala em que estava. Isso podia acabar o showzinho particular de Octavian. Eu estava com o coração a mil por hora. Tinha passado toda essa conversa programando uma fuga, entretanto nada me vinha à mente e agora me parecia ocasião perfeita. Alguém estava por vir e podia por os planos do Octavian a perder. Nesse instante uns olhavam para a cara dos outros em busca de respostas, porém parecia que ninguém de dentro estava sabendo o que acontecia.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Quem será que invadir o momento mano louco de Octavian? Até a próxima pessoal. Adicione aos favoritos, e se puderem comentem por que ajuda bastante. Vlw.