Notas iniciais
Minha primeira fanfic, peguem leve comigo!
Boa leitura!

- Mas que merda! Ninguém me ouve! Parece que eu nem existo! É nessas horas que eu vejo que é melhor eu morrer! Minha existência nem vale a pena nesse inferno de casa!- eu gritava em sussurros depois de ter discutido com meus pais.

Esse era o único jeito de descarregar toda a minha raiva, dando socos no travesseiro que já era horrivelmente ferrado por causa dos meus socos.

- Mas... Que... MERDA!!!- eu falava e socava o pobre travesseiro.

Depois de uns belos socos, eu finalmente parei com a mão já doendo.

- Luiza? — minha mãe disse batendo na porta do meu quarto.
- Oi?
- Abre para mim, filha? — minha mãe tinha uma voz de arrependimento.

Lentamente levantei-me e abri a porta. Quando ela entrou me joguei na cama.

- Filha, eu quero me desculpar, não deveria ter falado com você daquela maneira.
- Eu é que peço desculpas por sair bufando pela casa.

Houve um breve silêncio.

- Me deixa ficar sozinha mãe. — pedi gentilmente.

Sem palavras, ela se retirou.

Eu estava muito brava. Pensava em me matar, pensava em beber até meu corpo não aguentar mais, pensava até em me drogar. Coisa que eu achava repugnante fazer, quase todos os meus amigos eram drogados, mas só ficavam na maconha e com umas *viagens* (Termo usado para a Droga LSD que causava alucinações).

Eu tomei coragem e liguei para meu amigo, Nicolas. Eu gostava dele, mas o consideravaum galinha.

-Oi?
-Nicolas, sou eu a Luíza.
-Eu sei que é você.
-Cara, sério, me arranja uma viagem?
-Você tá louca?! Eu nunca vou te dar uma viagem!
-Cara, por favor, quero afogar as mágoas.
-Olha Luiza, comigo você não vai conseguir. Você é minha única mina que não se droga. E não quero que você seja como eu.
-Ouça, eu tô pouco me ferrando para o que pode acontecer. Eu quero e pronto!
-Lulu, pega leve, mina, nem maconha você nunca fumou e já quer partir pras loucuras?!
-Então me arranje maconha!
-Beleza.
-Aonde você está? Tô indo ai.
-Tô aqui na Praça central.
-Me espera, tô chegando.
-Tá, tchau! — eu desliguei e sai.

Meus pais perguntaram onde eu ia mas eu nem respondi e sai sem dar mínimas satisfações. Meu pai odiava quando eu fazia essas coisas, ainda mais quando saia sem dar satisfações.

Não demorei muito e logo cheguei na praça. Nick não demorou pra me ver, e logo acenou. Fui correndo ate ele.

- Quanto você quer pela maconha? — perguntei falando baixinho em seu ouvido.
- Essa vai ser cortesia. -ele falou rindo. — Quer que eu prepare pra você?
-Faz esse favor pra mim, vai... — nós dois rimos.

Nicolas tirou a erva do pequeno saquinho e a colocou em um pedaço da seda que vem nas caixas de cigarros, a enrolou, e selou com a saliva.

Aquela cena pra mim foi engraçada. Mais engraçado ainda foi quando Nicolas olhou para mim dizendo:

- Vamos, acenda e dê o primeiro tapa.

Assim eu fiz, peguei o cigarro e o ascendi com o isqueiro que tinha na grama aonde estávamos sentados.

- Agora de seu primeiro tapa. -ele disse olhando seriamente para mim.

Em questão de segundos eu lhe dei um tapa na cara, aquele tapa foi muito bem dado, chegou ate doer minha mão!Depois do feito, Nicolas olhou para mim espantado e furioso ao mesmo tempo e disse:

- Tinha que ser uma *cabaço* mesmo!! (Gente que nunca usou drogas)
- Poxa, o que eu fiz de errado?? Eu nem comecei a fumar!!
- Tapa é modo de dizer Luiza! Isso e um paradigma! É pra você dar a primeira tragada!
- Nick, fala na minha língua, não na língua dos drogados!
- Isso são palavras normais!
- Pra mim não!
- Você tem 15 anos de idade e não sabe o que é isso!?
- Tá bom! Mas eu não sei!
-Chega de papo e fuma logo essa merda!
Assim o fiz, quando dei a primeira tragada (tapa), Nicolas ficava dizendo repetidamente.
- Engole e segura, segura mais tempo, engole e segura!

Meus olhos estavam lacrimejando e uma forte dor na cabeça me invadiu. Não aguentei mais e soltei a fumaça. No mesmo instante me engasguei e comecei a tossir, uma tosse forte que nunca tive antes, minha cabeça girava e tudo a minha volta parecia me dar medo. Pensava que a polícia iria me pegar fumando e iriam me prender!

Até parece, a polícia não fazia rondas por causa dos cafetões que praticamente moravam lá. Era impossível eles fazerem rondas.

Nicolas ficava rindo descontroladamente por conta da minha situação.

- Não tem graça, palhaço! Tô sofrendo aqui, pô!
- Tem graça sim! Ô galera, vem ver a Lulu fumando pela primeira vez.
- Nicolas disse alto para chamar os seus amigos. Lucas, Michel, Bryan, Diego e Maconha (ninguém sabia o nome desse cara).

Eles fizeram uma roda, todos riam, e eu comecei a rir também. Uma alegria tremenda veio a tona. Eu continuava a fumar, os meninos também acendera seus cigarros de maconha. Nós estávamos na maior vibe, estava tudo bem, e parecia que eu havia esquecido meus problemas.

Quando eu voltei a realidade, fiquei triste, fiquei triste pois percebi que aquilo tudo era passageiro, minha mágoa era gigante. Pedi para os meninos mais um cigarro, drogados, eles me deram um maço com vários cigarros preparados, peguei um, acendi e pirei de volta.

Todos estavam fora de si.

Maconha avistou alguns traficantes do outro lado da praça, e foi até um deles, pude ver eles conversando e depois um cara, que todos chamavam de de Vampiro, lhe entregou uma garrafa.

A galera chamava aquele cara de Vampiro por conta de sua aparência, ele era magro, alto, com os olhos e os cabelos negros. Ele era bonito no meu ponto de vista, se eu fosse amiga dele, o faria engordar, pois sua aparência magra era cabreira; Mas fora isso, ele era bonito.

Maconha voltou para a rodinha e colocou no centro uma garrafa de vinho.

- Agora é a hora de enchermos a cara! — ele disse.

Bryan e Michel logo empunharam a garrafa e abriram, na roda, eles foram passando de boca em boca, eles viravam a bebida garganta a baixo.

Quando chegou a vez de Nick, ele virou rápido e logo me entregou a garrafa. Eu estava tonta, e nem dava muita conta do que estava fazendo. Coloquei o bocal do litro em minha boca e virei, fui bebendo e bebendo.

Houve um breve silêncio.

-Tu quer ter uma overdose mina? -Diego perguntoume impedindo e Nick tirou a garrafa de minha boca.

- Bom, acho que essa não é minha intenção... — murmurei e senti uma grande tontura.

Nick viu que eu não estava bem e me puxou para perto dele. Eu apoiei minha cabeça no seu ombro e apaguei.

Notas finais
Espero que tenham gostado, não esqueçam do review para me fazer feliz que eu anseio por poder responder um. u.u
Até o próximo capítulo!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.