Calm The Storm

25 Tudo pode piorar - Part. Final


Notas iniciais
Hey povo! Como vão? Eu vou péssima ♥ mas isso n vem ao caso. Trouxe um cap pra vocês depois um mês? Ou mais? Bem, se vocês acharam que a minha demora pra postar capítulo não podia piorar!Boa notícia!Piorou! Além do meu tcc agora eu estou fazendo um mês de experiencia pra trabalhar espero que de certo pq sou pobre haha... sou mesmo Espero que tenham paciência cmg, pois como disse sim as coisas pioraram como total falta de tempo pra escrever, sem inspiração devido aos problemas familiares da minha vida e etc... Vou começar a tomar os Tic-Tacs da Juvia !! kk Esse é o último cap contando sobre o passado, não sei quando virá o próximo e nem sei quando e como, acaba a fic. Espero que gostem.

Ainda naquela noite depois de chegar em casa a pé após ter devolvido o carro, Gajeel se enfiou no chuveiro quente por meia hora, sentindo um pouco de dor ao ter os músculos relaxados. Depois de se secar e trocar, deitou-se no lado contrário da cama enquanto Rogue digitava sem parar no teclado do computador.

-Rogue... Preciso da sua ajuda.

—Ainda sobre hoje ?

—Sim.

Ele não queria atrapalhar as lições de casa do irmão, muito menos aborrecê-lo com mais daquele assunto, porém algumas coisas ainda tinha de ser ditas sobre aquela noite.

Pra ser sincero tudo estava pendente naquela noite.

Ele ainda iria atrás do Lyon de novo, Sting também, e acharia Natsu.

“Natsu!” bateu na testa. Tinha ficado tão preocupado com o rosado, será que ele estava bem?

—Eai vai falar? –Rogue chamou sua atenção.

—Temos alguns problemas ainda. Lyon ele tinha uma espécie de site pornô, e vi uma câmera no quarto onde ele estava com a Juvia.

Rogue parou instantaneamente de digitar fazendo um breve silêncio no quarto.

Achava que aquilo não podia piorar, mas podia.

—E o que quer fazer? – Rogue se virou pra ele

—O que eu faço de melhor vou atrás dele, pegar a câmera e jogar o filme fora.

—Bem. Temos que considerar a possibilidade dele já ter passado o “filme” para um computador ou qualquer outro meio, e ainda para o site já.

—Droga... – Gajeel enfiou a cara no travesseiro

—Estamos atrasados. Se ele já fez isso, algumas pessoas podem ter visto já, mas não nos impede de apagá-lo.

—Como?Ir na casa dele e quebrar o PC?

Rogue riu malicioso.

—Esqueceu com quem você está falando raposinha?

Eram seis da manhã do dia seguinte.

Natsu andava a passos largos em direção a escola. Sua pasta embaixo do braço segurando com toda a força possível.

Dentro dela encontrava-se algumas lições de casa e um papel pequeno dobrado no meio com o número do IP da casa do Sting.

Natsu sempre acompanhou todos os processos de como era usar o site, como e quando jogavam as fotos e os vídeos lá.

No último andar da escola, ficava a sala de informática, atualmente abandonada. Natsu deu dois toques na porta e a abriu entrando.

—Espero que esteja aqui realmente pra ajudar rosinha por que se Gajeel não te bate, eu bato ok?

—Eu vou ajudar. – ele entregou a pasta ao garoto sentado na mesa dos professores.

Rogue a abriu jogando o que não lhe interessava do outro lado da mesa.

—Como entrou aqui? – Natsu perguntou timidamente – Você não estuda mais e...

—Janelas.

—Ah... – coçou a cabeça – E agora o que eu faço?

—Quando sair da escola vá direto com o Gajeel pra minha casa.

—O que vai fazer?

—Você vai ver depois – ele guardou o numero do IP no bolso – Consiga o máximo de informações sobre o site, onde está o vídeo, senhas, onde mais eles possam armazenar isso, enfim. Já que eles não estão aqui, consiga o que puder com alguém.

—Ok. Na verdade, eles precisam pegar o diploma... – Natsu deu de ombros vendo que Rogue não parecia muito interessado. – É isso então.

—Só mais uma coisa. – Natsu soltou a maçaneta — Fiquei longe dela também, ela não quer falar com você.

—Eu sei.

Juvia subia os degraus da escada devagar.

Estava atenta a todos os olhares da escola, mas pra sua surpresa ninguém a encarava.

Depois que Gajeel revelou a ela sobre a câmera e o site, ela sentiu totalmente sufocada, atordoada.

Será que todos tinham visto?

Todos agora sabiam?!

Assim que pisou na escola sentiu tanto enjoou que teve de ir ao banheiro acompanhada por Levy vomitar. Sentia tanta repulsa daquele lugar que agora lhe trazia aquelas lembranças. Ainda por cima seria obrigada a ficar mais dois anos ali.

Por que tinha acontecido tudo junto?

Ela se sentia empurrada, levada por uma avalanche de problemas.

Não conseguia pensar em mais nada que não fosse aquela noite e as consequências dela.

Assim que virou a outra escada em direção a biblioteca viu Natsu parado no topo da escada.

—Você...

Se lembrou de ter escutado alguém falando sobre ele.

O que era mesmo?

Ele havia trancado-a lá dentro.

Juvia arregalou os olhos e voltou de onde veio descendo com os olhos cheios de lágrimas o mais rápido que podia pela escada.

Natsu não se lembrava o primeiro nome dela...

—Lockser!– alguém gritou seu nome – Por favor preciso falar com você.

—Não tenho nada pra falar com você. – gritou sentindo o impulso terrível de vomitar pela terceira vez. Ia ficar desidratada desse jeito.

—Eu preciso... preciso pedir desculpas.

—Não quero suas desculpas! – gritou parando repentinamente de andar fazendo o garoto, pular de susto.

“Eu podia não saber o nome... Mas lembrava do rosto infantil, sem espinhas, ingênuo até...Quem dera. ”

—Mas eu juro que não foi minha culpa.

—Você me trancou lá com aquele imundo e nojento!

—Eu juro, juro que não fui eu Juvia! A chave estava com-

—Vá a merda, eu odeio você e ele, e sempre vou odiar.

—Por favor... tem que me escutar! – Natsu começava a implorar mas ela dera as costas e entrava no banheiro feminino.

Juvia sentou-se no fundo do banheiro abraçando as pernas.

Por que...

Por que?

—Quero ir embora... – sussurrou pra si mesma soluçando.

As horas viraram eternidade, mesmo sendo chamada atenção do professor não tinha nada que a fizesse prestar atenção. Havia até mesmo sentado longe de Levy e Gajeel.

Só mais quatro dias... Pensava. Só quatro dias...

O sinal bateu avisando finalmente a hora de ir embora.

Ela arrumou as coisas tão rápido, sendo a primeira a sair. Não queria ouvir os questionamentos dos amigos de por que – mais uma vez no dia – estava chorando. Segurava o livro nas mãos caminhando pelo corredor e virando a esquina do pátio. Os dois vinham caminhando.

Lyon tinha um olhar baixo e tristonho, o rosto estava melhor. Só os olhos roxos agora o incomodavam assim como Sting que sorria olhando fixamente pra ela.

Juvia estava estática.

Sentia o coração acelerar, acelerar, acelerar...

Lyon nem ao menos olhou pra ela. Passou do outro lado do pátio sem lhe dirigi o olhar.

Como se não houvesse acontecido nada!

Como ele conseguia?!

As coisas podiam piorar?

Sting passou rente ao seu lado e passou a mãos pelos seus cabelos enquanto andava até o final, sorrindo.

—Olá Juvia.

Ela continuou parada... Não conseguia se mover.

O que eles ainda estavam fazendo aqui?

Pensou que finalmente não veria mais a cara de nenhum deles, infelizmente estava errada.

Juvia respirou fundo forçando suas pernas a darem no mínimo um passo se quer.

As coisas podiam piorar?

A sua visão estava um pouco turva, pelo leve enjoo que começara a sentir de ver aqueles dois. Mesmo assim ela sabia que aquela gazela saltitante a sua frente era Yukino, que murmurava ao lado de Hisui alguma coisa sobre pegar o histórico escolar.

Juvia planejava passar despercebida, mesmo andando devagar quando Hisui a parou.

—Me desculpe.

—O que? – ela conseguiu responder sem hesitar

—Me desculpe. Sei que isso não vai resolver nada, mas não quero sair daqui sem você saber que eu me sinto um lixo por tudo que te fiz Juvia...

—Por que está falando com ela?! – Yukino apareceu de repente com a voz gritante fazendo Juvia dar um passinho pra trás.

Depois de tudo aquilo o que ela recebia eram desculpas?

—Vai sentir nossa falta Juviazinha.

—Deixa ela. – Hisui empurrou a branquela de leve – Adeus Juvia.

—Não Hisui! É nosso fim de ano, não vai zoar ela uma ultima vez.

—Yukino chega... –Hisui pedia.

Juvia revirou os olhos e tratou de dar as costas andando em direção ao portão da escola.

Ao longe Sting via a cena sentindo a mão coçar. Queria voltar, queria tanto aborrecer a garota junto com Yukino.

Mesmo depois de tudo.

Afinal quem ligava pra ela?!

—Vamos logo. – Lyon pediu

—Não. Quero voltar lá.

—Vai se foder.

—Você também quer.

—Acha mesmo que eu quero isso? –Lyon elevou sua voz respirando fundo depois.

—Ainda não acredito que está arrependido.

—Não consigo acreditar que você é uma pessoa normal.

—Qual é? Isso é engraçado!!

Sting virou de costas olhando mais uma vez para as meninas. Yukino parecia não estar satisfeita de infernizar o ano inteiro, ainda queria mais.

—Você não me respondeu, vai sentir minha falta? – parou no meio do caminho de Juvia — Ou falta do Lyon, você gostava tanto dele. – ela fez um beicinho enquanto Juvia batia os pés ritmados impaciente – Aliás, espero que sua noite tenha sito ma-ra-vi-lho-sa. – ela disse pausadamente.

—Ele nos contou tudinho!Espero que tenha se diveti-

O som da voz dela parecia ter sido bloqueado pela sua mente, mas ela continuava a falar, falar... Juvia não sabe o que sentiu naquela hora. Não foi repulsa, pela primeira vez no seu dia.

Ela sentia ódio.

Muito ódio.

Fechou a mão com força do jeito que Gajeel ensinara e colocou sua força na perna esquerda usando a de apoio e socou com força o queixo de Yukino que mordeu a língua caindo no chão.

—JUVIA! – Levy gritou ao longe saindo correndo acompanhada por Natsu e Gajeel.

Juvia tirou a mochila determinada a terminar de socar a cara de Yukino o quanto ela conseguisse. Antes que ela pudesse levantar ou revidar, foi acertada por mais um, e mais um...

Hisui não conseguia fazer nada.

Não queria fazer nada.

Yukino merecia. Foi só o que ela pensou.

Sting foi correndo tirar Juvia de cima de Yukino.

Ela desferia tantos socos na cara da branquela, enquanto a outra se defendia arranhando seu pescoço e os braços.

Parecia que nada nem ninguém as faria parar de brigar. O aglomerado de adolescentes se formava em volta delas, deixando Juvia mais empolgada a continuar. Uma joelhada de Yukino a fez sair de cima dela. Sentiu seus fios loiros sendo puxados com força em direção ao chão, antes que ela pudesse subir em cima dela, Juvia lhe acertou dois chutes seguidos na virilha. Até que alguém a puxou do chão pedindo para ela parar.

—Me solta!! – Juvia gritou

—Sua vagabunda! – Yukino repetia devolvendo do outro lado enquanto Sting a segurava.

—Para... – era a voz de Levy abraçando Juvia com força – Para, por favor.

Juvia se assustou com a voz chorosa da amiga. Olhou as pessoas a sua volta se dispersando, se divertindo com a briga. Fitou suas mãos machucadas, avermelhadas, os arranhões do pescoço e dos braços começavam a arder.

Yukino chorava do outro lado amparada por Sting com a mão no nariz.

Hisui voltou a caminhar em direção a diretoria normalmente. Lyon estava um pouco mais perto de Levy, observando.

Gajeel vinha o mais rápido que podia e abaixou ao lado da amiga.

—Está tudo bem?Tá doendo?

—Juvia! –Levy a segurou pela mão – Juvia você...

Continuava olhando as mãos. Estavam queimando.

O diretor chegava junto com uma inspetora que havia avisado da confusão.

Era tantas coisas...

Tantas coisas...

As coisas podiam piorar?

Juvia apertou sua mãos nos ouvidos. Ouvindo a gritaria dos alunos em volta deles, o choro de Yukino, o diretor.

—Chega...

Sua cabeça dóia.

Suas mãos pareciam queimar, sujas de sangue.

Ela abriu os olhos sentindo a visão turva quando Levy a ergueu rápido demais.

Seu corpo pendeu para o lado.

Ela viu a tentativa inútil de Lyon — justo dele, de tentar segurá-la antes de cair no chão.

Como se estivesse em câmera lenta ela caiu de lado desmaiando por que sim, as coisas podiam piorar.

~~

A quem visse a escuridão daquele porão diria que eram por volta das oito da noite.

Eram apenas duas da tarde e Rogue quebrava a cabeça para fazer. um computador velho que Eric havia conseguido, funcionar pra ele usar. Depois que o Linux iniciou na tela, começou a preparar o email que mandaria ao computador de Sting.

O plano era fácil — pra ele — iria camuflar um Trojan — mais conhecido como Cavalo de tróia — em forma de e-mail. Ainda estava pensando no corpo da mensagem, um site pornográfico seria engraçado, já que era daquilo que Sting gostava.

Porém ainda havia a possibilidade dele não abrir, justamente por pensar que era vírus. Mesmo que fosse...

—Natsu? – o rosado atendeu no primeiro toque – Eai?

—Hm, consegui desinstalar o anti vírus do computador dele. Ele está nesse minuto tentando transferir os arquivos para o computador, acho melhor você ser rápido.

—Tem outra coisa que Sting goste fora pornografia?

—Cachorros.

—Tá falando sério?

—Juro, ele adora filhotes.

Rogue pegou duas ou três fotos do Google da raça Golden retriver, jogando as de qualquer jeito no photoshop criando um anúncio meia boca de doação dos cães, não tinha tempo suficiente pra criar uma coisa decente. Camuflando o cavalo de tróia no email, se concentrou em enviar agora a pornografia. Um dos dois teriam de funcionar.

—Vê se faz ele abrir o email.

—Vou tentar. – suspirou – O que vai fazer?

—Cavalo de tróia.

—Pesado...— Natsu riu – Mas isso vai roubar a senha também?

—Isso vai acabar com o computador dele. Enquanto o PC frita eu tento fazer um tipo de acesso remoto que me dá acesso ao computador dele, eu poderia ser bonzinho e apagar só os formatos jpg. Gif. vídeos e etc. Mas... – Rogue riu – Não estou a fim, então vou deletar todo o sistema operacional dele. Obviamente, depois de conseguir o tal código do site. Tem idéia de onde ele poderia guardar?

—Hm... Tem uma pasta chamada código, deve ser essa.

—Fácil demais... Já pensou que ele pode ter nomeado a pasta assim pra enganar alguém, tipo um hackear?

—Eai quando você abrir vai explodir o seu Pc e não o dele.

—Isso.Tente mantê-lo ocupado. Estou enviando os email agora.

—Sabe de uma coisa?— Natsu sussurrou mais baixo ainda – Eu não sou hackear, mas sei que tem um método por algoritmos pra hackear senhas, por que não faz isso?

—Pensei nisso já. Talvez demore mais do que nós queremos...

—Rogue...

—O que?

O telefone celular de Natsu fez um barulho esquisito, mas a ligação ainda contava. Rogue aumentou o volume do Headset – nunca usava o telefone de casa pra esse tipo de coisa – atentou os ouvidos ao outro lado da linha.

Havia alguém com ele. Uma voz feminina.

—O que está fazendo?

—Estou só no celular por que?

—Queria falar com você... – a voz não saia tão alto, mas era o suficiente pra ele escutar.

—Olha se você estiver tentando me entreter – Natsu ria

—Não, Natsu eu não faço mais nada disso. Eu não quero mais ajudar Sting, nem o Lyon. Na verdade, espero até que o Lyon pare também...

—Então, sobre o que quer falar?

—Eu queria sua ajuda. Queria que os videos não fossem pro ar, sabe? Sei lá não tem nenhum jeito que possa apagar aquilo?

—Está falando sério?

—Claro, olha o que ele fez com a Juvia... Isso não tem perdão entendeu? Não sei o que Sting falou pra Levy, mas eu não consigo acreditar que ela fizera por querer... Ainda sim, não quero que esses videos vão pro ar.

Natsu riu alegre confundindo a garota. Ativou o viva voz do celular.

—Rogue? Está é sua nova parceira, Hisui diga oi.

—Rogue? Ele não é irmão do Gajeel?

—Sim, na verdade estamos com os mesmo pensamentos que você. Apagar os vídeos.

—Como posso ajudar? – os olhinhos de Hisui quase brilhavam

—Rogue? – Natsu questionou já que o moreno continuava quieto.

—Login e senha do site?Como funciona?

—Ah bem, — Hisui coçou a cabeça – Vamos do começo – Rogue escutou um barulho dela se sentando no chão – para ser membro desta porcaria primeiro tem que ser convidado por um de nós pessoalmente. Então Sting entrega o login e a senha, depois você cria uma conta sua, mas para acessar os videos toda vez precisa do login e senha que eles dão.

—E por acaso você saberia?

—Vai facilitar. Não vamos precisar fuçar o computador todo atrás dela, nem criar os algorítimos pra tentar as combinações.

—Só ele e Lyon tem a senha... Mas um dia eu os vi colocando, só que foi muito rápido...

—Qualquer coisa ajuda Hisui.

—A senha é curta até, pelo que eu me lembro... – Hisui estalou a língua lembrando-se de um detalhe importante — Você não pode errar a senha mais de uma vez, o site trava por meia hora.

—Ótimo. – Rogue bufou

—O login eu lembro era Eucliffe_09.

—Não tem nada que possa ser a senha?Datas de aniversário?Alguém?

Um silêncio propagou do outro lado da linha enquanto eles pensavam. Hisui buscava em sua memória qualquer coisa que pudesse estar ligada a senha. Algo que ele gostava muito...

Era uma idéia bem boba. Mas não custava tentar.

—Acho que é o aniversário da Yukino.

—Mas é algo tão... besta.

—Eu sei, mas não passa mas nada pela minha cabeça. Ele gosta dela, de cachorros e Senhor dos Anéis.

—Melhor não arriscarmos. – Rogue entrou na conversa – Sem contar que fora a senha temos que ver a combinação das letras maiúsculas e minúsculas. Eu tento achar no computador dele mesmo-

—Tem alguém vindo!

—Droga! – Natsu rosnou — Ele vai perguntar o que nós dois...

—Me beija!

—O que?!! – um coro de meninos assustados se fez no minúsculo banheiro.

—Me beija logo!

Hisui colou seus lábios no do rosado. Rogue começou a ouvir barulhos de beijos que preferia ter ficado sem ouvir, sentindo vontade de vomitar.

—O que os dois pombinhos estão fazendo ai?

Rogue apertou o botão mudo do fone imediatamente, reconhecendo uma terceira voz. Qualquer barulho agora denunciaria que eles estavam no telefone.

Sting?Lyon?Quem seria agora?

—Ah, desculpe atrapalhar... – a voz riu com desgosto — Natsu seu viadinho não pensa que porquê nós lhe demos um miséria de chance que você vai voltar a me irritar.

Chance?

—Não estou fazendo nada. – ele se defendeu – Na verdade, não estamos...

—Não quero você perto da Hisui.

—E desde quando você manda em mim? – a garota riu – Eu disse que não faço mais parte de nada. Só vim me d-despedir do Natsu.

—Sei... Enfim você ja descobriu o que eu quero Natsu?

—Não... Não consegui falar com ela na escola depois de toda aquela confusão.

—Tá ve se descobre logo.

—Já passou o vídeo?

—Pra que quer saber?

—Ah... É meu... dinheiros oras!.

—Acha mesmo que eu ainda vou te dar alguma coisa?

—Claro!Ou eu mesmo denuncio você por... cúmplice de estupro...

Isso existe?! Rogue se perguntou do outro lado.

—Isso nem existe!

—Que se foda, quero meu dinheiro!

—Tá! Não, eu ainda vou passar... preciso checar meus emails.

Droga!

—Cheque logo então.

Outro barulho de porta agora fechando. Natsu suspirou e voltou ao telefone.

—Rogue caralho faz logo isso!

—Já programei, to enviando...

—Qual deles?

—Os dois ué. Faça ele abrir qualquer um. – suspirou — Hisui?Esse é seu nome certo?

—S-sim. – Hisui ficou um pouco corada ao ouvir Rogue falando diretamente com ela. A voz dele era bem bonita.

—Demostre interesse por algum email se conseguir. Apenas faça ele abrir.

—T-tá vou fazer.

—Natsu?

—Que?

—Deixe o celular ligado ainda.

—E se acabar meus créditos?!

—Eu coloco mais.

Os dois respiraram fundo antes de sair do banheiro. Natsu fingia limpar a boca de batom pra ninguém precisar perguntar o que os dois estavam fazendo lá dentro. Mas na verdade, ele estava sujo mesmo.

Sting estava de costas sentado na cadeira giratória observando seus email carregarem na tela.

Hisui se apoiou nos ombros dele, deixando o loiro irritado, enquanto Natsu ficava meio próximo deles de olho na tela do computador.

—Olha! – Rogue pode ouvir Hisui do celular conversar com Sting – Cachorrinhos!

—D-deve ser vírus... – ouviu a voz de Sting meio falhada.

—Ah não, abre por favor, são cachorrinhos! Você adoro cachorrinhos.

Natsu riu fazendo o loiro ficar vermelho de vergonha.

—Podia até adotar um. – Hisui incentivava. – Ah, então além de fazer você também assiste além de produzir? – ela apontou o email denominado como “Coelhinhas assanhadas”.

—Que bosta de nome Rogue... – sussurrou Natsu quase inaudível.

—Nada a ver sua idiota. Vou apagar.

—Não apaga! — Hisui pediu quase gritando. Natsu começou a roer suas unhas de preocupação.

—Por que não?Se quiser encaminho os cachorrinhos pra você Hisui.

—Eu queria ver agora...

Sting suspirou longamente olhando a tela do computador.

Hisui batias as unhas na cadeira deixando Natsu mais nervoso agora, Sting ficava parado na frente da tela sem fazer nada.

Será que ele estava suspeitando?

O silêncio do outro lado da linha deixava Rogue louco até que...

—Tá abre logo. Eles são realmente fofos!

Ele deu um clique no mouse.

O email carregava, carregava...

Pareciam décadas!

Hisui continuava a bater as benditas unhas verdes ritmadas na mesa no computador observado a mensagem carregar. Até que Natsu segurou sua mão com um olhar que pedia encarecidamente que ela parasse com aquela agonia.

Natsu olhava pro celular checando se a ligação ainda estava em andamento

Assim que a mensagem carregou, a tela do computador ficou preta.

No computador de Rogue aparecia o acesso remoto foi conectado.

—ISSO!!! — comemorou Rogue alto demais se arrependendo minutos depois de gritar na ligação.

Imediantamente começou a abrir todas as pastas. Nomeadas com os meses do ano. Abriu cada uma delas de uma vez e se assustou com a quantidade de mulheres peladas e videos.

Checou se os videos de Juvia e Levy estavam ali, e infelizmente, estavam.

Entrou no sistema operacional do computador a fim de pagar tudo do seu hd, pra não restar absolutamente nada.

A gritaria no celular era hilária.

Sting xingava Hisui de todos os nomes possível dizendo que sabia que era um vírus, e culpada era ela por querer abrir, e que ela lhe daria um computador novo.

—Agora que eu passei todos os arquivos!Perdi tudo por culpa sua!!

—Você que é burro! – ela rebatia – Por que não fez uma cópia?!

“Cópia...” Rogue arregalou os olhos.

—Eu tenho a porra da cópia no pen drive mas preciso de um computador sua vadia burra!

“Pen Drive?!!”

—O que?Pen drive? – questionou Natsu

—Natsu? — Rogue tentou chamar a voz baixa pra Sting não perceber o telefone – Natsu!

—O que...

—Pega a porra desse pen drive!

—Eu não consigo!

—Pega logo!Se vira!

—Pen drive?! — Hisui gritou – Como assim?E o nosso acordo?!

—Que acordo?!! – Natsu e Rogue pensaram na mesma hora

—Que se foda, acha mesmo que eu arriscaria perder tudo um dia? Como agora!

—Onde está?

—Pra que você quer saber?

Hisui engoliu seco.

Rogue continuava a apagar e procurar pela senha pasta por pasta enquanto os outros discutiam.

—Porque sim, disse que só ficariam no arquivo do seu computador!E se alguém achar?

—Ninguém vai achar. – Sting retirou de dentro da blusa um colar de linha preso nele um pen drive azul. – Viu?

Hisui não sabia o que fazer. Dirigiu um olhar de desesperado a Natsu que retribuiu da mesma forma.

O rosado andou discretamente até a janela e olhou a distância até embaixo.

Se conseguissem pegar o pen drive...

Descer todas as escadas, passar pela sala até o jardim e a garagem demoraria demais. Aquele método era bem mais rápido e não era tão alto...

Ok. Era sim.

—Hisui... – sussurrou.

A garota estava pálida olhando o pen drive balançar a sua frente.

“Vamos Hisui...Pegue isso...” Ela dizia mentalmente a si mesma,

Lembrou se da noite que tentara em vão, impedir Gajeel. Não podia simplesmente atacar Sting acabaria da mesma maneira.

—Hisui... — Natsu chamou de novo.

Mas alguma coisa tinha de ser feita.

Ela olhou as unhas cumpridas na sua mão e respirou fundo.

Assim que Sting se curvou apertando as teclas do teclado a fim de fazê-lo pegar, ela lançou as unhas no seu pescoço puxando o fio do colar sentindo o estalar. O processo fez alguns arranhões aparecerem na nuca do loiro, mas ela nem ligava. O empurrou contra o guarda roupa e correu na direção de Natsu.

—Pula!

—O que?! – ela parou no mesmo lugar não acreditando que teria que fazer aquilo.

O rosado abraçou a pela cintura contra sua vontade e jogou o corpo pra trás sentindo as pernas passarem pelo parapeito da janela.

Hisui soltou um grito desesperado assim que viu a grama abaixo se aproximar cada vez mais deles e se agarrou ao rosado enquanto caiam. O corpo dele foi o primeiro a se chocar o telhado ouvindo o barulho das telhas quebrando.

Sting gritava enfurecido.

Sentia tanta raiva do modo como as coisas estavam acontecendo. Como todos estavam se voltando contra ele! Como tudo dava errado.

Sua raiva era tanta que o fazia pensar seriamente em acabar com Natsu de uma vez por todas. Como aquele garoto conseguia irritá-lo tanto?!

Perdia o controle da sua consciência.

Abriu a gaveta do escritório, a que era trancada com chave, tirando uma pistola do seu pai. Ele nunca tinha pensado em usar aquilo, seu pai cheio de orgulho dizia que era uma muito cara, que nunca era pra ele usar pois poderia se machucar e quebrar. Que era apenas de enfeite...

Sting nem ligava.

Era uma desert eagle.50, arma muito bonita para ficar de enfeite, Natsu deveria se se sentir honrado.

Natsu empurrou Hisui rolando pelo telhado até caírem no gramado.

—Seu louco – ela gritou com o braço todo cortado das telhas.

—Tá com pen drive?!!

Ela fez que sim suada e ofegante.

Ele a levantou e começou a correr o mais rápido que podia junto com ela. Ouviram um barulho que parecia ser um rojão.

—Meu deus ele tá atirando mesmo?!! – Hisui se abaixou atrás de uma caçamba de lixo.

—Atirando?! – gritou Natsu.

Aquele cara.

Era louco.

Lyon era um anjinho ainda perto do que ele podia fazer.

Pra sua infelicidade no primeiro disparo o récuo da arma foi tanto que feriu a curva do polegar de Sting fazendo o soltar a arma do chão.

—Droga! – choramingou.

Ainda não desistiria. Desceu as escadas a fim de ir atrás deles a mão livre.

—Não da pra se esconder – Natsu saiu de detrás da caçamba — Só corre.

Alguns onibus passavam pela avenida naquele minuto. Eles nem faziam ideia pra onde ia, mas Natsu balançou os braços torcendo pro veiculo parar.

Assim que as portas se abriram ele e Hisui se sentaram no degrau do onibus ofegantes.

—Estão brincando de que jovens? – o motorista perguntou risonho

—Policia e ladrão... – Hisui disse ofegante.

~~

Rogue finalmente apagar as fotos, na verdade tudo.

O computador de Sting agora era só um objeto em desuso eterno.

Mas nada da senha.

A ligação de Natsu tinha caido depois dele ouvir algo muito pesado caindo o que começou a lhe dar um preocupação imensa já que Natsu não atendia mais o telefone.

Começou a roer as unhas de preocupação.

—Eai? – se assustou com a voz do irmão chegando no porão.

—Eai eu? Como ela tá?

—Estranhamente... feliz. – Gajeel se sentou no sofá — Acordou do desmaiou dizendo que preferia ter batido mais ainda nela. A mãe dela vai encaminhar ela pro psicologo. – disse com pesar

—Devia colocar ela no boxe isso sim. – Rogue bufou caindo na cadeira de novo.

—Ela não sabe de nada sobre a noite passada, mas Levy acha que ela deve contar... Na verdade, ainda temos outro problema.

—Que foi agora?!

—A possibilidade dela estar grávida óbvio. Foi um estupro, sem camisinha, ela já é uma mocinha ou você não sabe?

—Que inferno. – Rogue socou a parede – Tenho certeza que não... Tenho certeza absoluta! Mas compre um teste...

—Resolveremos depois. Conseguiram algo?

—Destruí tudo já. – Gajeel olhou surpreso pro irmão – Mas não descobrimos a senha ainda. E Natsu sumiu de repente. Ah, adivinha? – riu malicioso – Tem mais alguém do nosso lado.

—Quem?!

—Hisui.

—Hisui?!!Não confia nela. – o moreno cruzou os braços — Aquela vagabundinha...

—São águas passadas, sinto que ela está sendo sincera.

Depois de quase uma hora ouviram a campainha tocar desesperadamente no andar de cima. Gajeel foi atender e voltou minutos depois com Hisui e Natsu ofegantes de tanto correr.

—O que aconteceu? – questionou Rogue vendo os dois totalmente exaustos.

—Onibûs errado... pen drive... tiro... conseguimos...

—An?!

Hisui sentou no degrau da escada enquanto Natsu se preocupava em explicar o que acontecera em todos os detalhes pra Rogue e Gajeel. A garota observou sua coxa e segurou apertando um pouco forte. Havia caindo em cima de uma telha quebrada, abrindo um corte superficial em sua coxa que passara totalmente despercebidos pelos garotos, até Gajeel olhar pra ela.

—Sua perna. O que aconteceu?

—Você ta sangrando?!! – gritou Natsu interrompendo a calmaria da situação –Ai meu Deus!Por que você não disse?

—Não é nada.

—Foi na coxa sua burra! – gritou de vota – Gajeel cadê sua mãe?!

—Ela está trabalhando. — continuava calmo — Por que não a deixa morrer?

Hisui gargalhou alto.

—Seria bem mais fácil. – concordou fazendo Natsu ficaram mais desesperado.

—Não ninguém vai morrer aqui!

—Meu Deus... – Rogue olhou o sangue sentindo que ia desmaiar. Tinha fobia de olhar aquele líquido vermelho vivo.

—Pelo visto não pegou na femural. – Gajeel observou – Além do mais é uma lesão superficial, não está saindo tanto sangue. Se isso foi do tiro, você teve muita muita sorte. Apesar que hemorragia nem sempre são visíveis, pode estar oculta pela sua posição. Mas está parecendo um arranhão bem feio. Aposto que foi das telhas. Da pra fazer um curativo, se ficar grave te levamos pro médico.

Os três olharam pra o moreno.

—O que foi? A gente aprende certas coisas com uma mãe médica sabe?

—Você devia seguir isso. – Hisui encorajou

—Quer ser a cobaia?Posso te dissecar se quiser.

—Eu também te odeio Gajeel. – ela riu.

O moreno revirou os olhos, mas o garoto bonzinho dentro de si, como sempre, gritava pra fazer logo um curativo nela. A ergueu do chão pela cintura fazendo a se sentar no sofá

—Vá pegar umas gazes, e algodões Natsu.

—Tá, tá...

—Cadê o pen drive? – pediu Rogue.

Hisui colocou os dedos dentro do seu sutiã e puxou a correntinha de linha entregando a Rogue que não pode evitar um sorrisinho malicioso.

Conectou o pen drive no computador torcendo pra não ter um vírus embutido ali junto com os arquivos.

Por sorte, Sting era burro.

O pen drive continha o mesmo conteúdo do computador em pequena quantidade. Havia um arquivo salvado como notas.

Finalmente.

Login: Eucliffe_09

Senha:SmAug1509

—Tem razão era uma senha idiota mesmo... – comentou com Hisui

Ele abriu outra aba entrando no site com o usuario dele.

Usando mais outro programa, conseguiu em segundos derrubar o servidor.

—Pronto. – anunciou. – Fiz “ele mesmo” derrubar o site.

Um coro de alívio foi dado na sala.

Natsu caiu de joelho segurando o algodão nas mãos. Ainda passava mal de ver o sangue na perna de Hisui.

—Mas temos que fugir dele agora.

—Como assim? – perguntou Gajeel concentrado no curativo.

—Ele tem um arma. –Natsu respondeu — Ele vai matar nos dois.

—Ah vai... – Rogue zombou

—É serio!

—Damos um jeito nisso também.

—E se ele chamar a polícia? – Hisui perguntou – Tipo hackear é crime?

—Quem liga?! – Rogue riu – Estupro também é, porte de armas ilegal, afinal ele é um moleque, comerciar drogas, tentar te matar... – suspirou – estamos bem, foi só um computador. E agora, vem a parte divertida!!

—Divertida? – Hisui questionou

—Sim. — Rogue andou pelo porão e pegou um machado no canto.

—Vocês vão matar ela mesmo?! –questionou Natsu

—Ta maluco! Não é isso.

—É pra quebrar o computador.

Hisui quase desmaiou de alívio e Gajeel começou a gargalhar da cara dela.

Foram maretadas atrás de maretadas no coitado do computador.

Rogue explicou que precisavam apagar qualquer tipo de evidências. Só não colocou fogo pois chamaria atenção, nem usou um programa pra destruí-lo porque querendo ou não... Aquilo era bem mais divertido.

No fim das contas, todo mundo queria acertar o pobre do computador.

~~

Lyon estava na quadra da rua tentando acertar a bola de basquete na cesta.

“Finalmente paz” Pensou.

Depois que saiu da escola quase chutado por Gajeel após ter encostado num fio de cabelo de Juvia — mesmo que ele tivesse tentado ajudar dessa vez – passou a tarde toda na quadra tentando esfriar a cabeça.

Acertou outra cesta.

Eles vão te odiar pra sempre aceite isso.

Esperou a tarde inteira alguma daquelas cenas de filme acontecer com ele. A policia bater na sua porta: Senhor Vastia? Temos uma denuncia ao senhor por estupro poderia nos acompanhar?

Ou a SWAT entrar pela sua janela o levando preso sem nem questionar nada.

Óbvio que nada aconteceu. O que o deixava irritado.

O silêncio do lado deles não significava boa coisa. Não mesmo.

Pensava no que deveria fazer.

Simplesmente permanecer no seu covarde silencio e nunca mais olhar pra eles ou ir até lá...

Ir até lá o que Lyon?! – jogou a bola com toda força no chão – Pedir desculpas? Você é mesmo um idiota... – sussurrou pra si mesmo.

Ouviu o portão da quadra bater com força e já se preparou pra ser mais uma surra do seu dia.

Mas era Sting, que por sinal vinha como um touro bufando de raiva e chorando.

—O que...

Lyon nem teve a chance de terminar sua frase quando o loiro soltou um grito de raiva.

—Destruíram tudo. – falou apertando o rosto nas mãos – O computador... O site...

—Como?

—Acabei de checar. Chequei tudo dez vezes. Sumiu...

—Talvez, isso tenha sido uma boa coisa.

—Boa coisa?!! Meu dinheiro...!

—Sting... Olha acabou. Depois de tudo? Chega. – Lyon foi pegar sua bola de novo — Natsu não aceitaria o site você sabe, os garotos não pagavam mais, você sabe... Sem contar que poderíamos ser descobertos. Ao menos foi por eles. Não foi sei lá, o pai de alguém.

—Isso não dá cadeia!!

—Mas estupro dá.

—Eu quero que você se foda Lyon, to pensando em mim! No dinheiro que eu perdi...

—Você é psicopata. – Lyon riu nervosamente – E o que quer fazer agora? Matar eles por raiva? Sabe que se tentar fazer isso os amiguinhos do Gajeel vão virar atrás de você, e sabe disso. Só acabou. Chega de se ferrar.

—Natsu sempre esteve do lado deles. Sempre soube!

—Ele fez certo. Ao menos não está fodido como a gente.

—Você é um bosta!Seu cuzão de merda agora você desejava ter ficado com eles! Só pra não levar culpa junto! Eu não tenho culpa de você ter estuprado ela!

—Eu sou o único culpado disso, não precisa me lembrar.

—Então vai ser assim?...

—Vai pra casa Sting. Esqueça isso. – Lyon tentou fazer uma cesta jogando a bola totalmente distante da cesta.

—E você?...

—Quem se importa?Vou pra casa do meu pai uns tempos, conseguir um emprego e me mudar.

Sting deu as costas pisando forte.

—Deixa eles em paz, vai ser melhor.

Lyon não contou quanto tempo ficou ainda ali parado na quadra tentando pensar em como esqueceria tudo aquilo, toda aquela noite. Se ele não tivesse sido tão imbecil, tão irracional e não dado ouvidos os que se diziam amigos, podia ter tomado coragem de dizer que também gostava dela, e tudo estaria bem agora. Como será que ela estava? Como se sentia? Como teria passado a noite? Será que teria pesadelos? E ele, como iria lidar com os novos pesadelos?Como iria lidar com outras meninas tendo sempre aquelas imagens ruins na sua cabeça?

Ele não tinha ideia, mas Juvia se fazia aquelas mesmas perguntas deitada no escuro do seu quarto.

Notas finais
Algumas coisinhas... Sobre a parte de hackear o computador e tudo mais. Agradeço ao meu amigo que entende e manja disso!Espero que eu tenha escrito tudo o certo haha Algum entendedor de PC lendo, me corrijam ♥ Esse capítulo foi só pra concluir afinal eu tinha que explicar como acabou o site e tudo mais, o próximo já voltamos com o tempo atual e o lindo do Gray. Até mais ♥