Calm The Storm
33 O dilema do orgasmo
Notas iniciais
Havia se passado um mês.
Junho.
Começava a festas juninas. E com ela toda a bagunça que nós sempre fazíamos. Até que esse ano eu estava mais animada, por que bem.
Era diferente agora. Muito.
A mãe de Gajeel já estava organizando tudo junto com a família dela.
Esse ano eu dançaria quadrilha pela primeira vez com eles.
Todos os outros anos eu ficava de fora, porque queria. E acabava deixando o Rogue sem par, sempre.
Esse ano ensaiamos tudo bonitinho. E claro...
Como não podia faltar.
Eu e Gray seriamos os noivos.
Preciso dizer que eu estava com vergonha e toda ansiosa pra uma brincadeirinha de nada.
Ah precisava né.
E também que: Levy estava puta da vida comigo que eu ainda não tinha falado nada pro Gray.
Havia se passado três semanas da nossa conversa.
E eu confesso que evitei fazer isso metade das vezes. Sempre procurei uma desculpa nova.
Aconteceram mais duas vezes depois disso e nada.
Ele sabia que ele tinha percebido que eu estava me afastando na última vez que ficamos juntos. E aquilo me doeu. Havia... acabado tudo e eu desviei sem querer de um beijo dele.
Mas juro que foi sem querer!
E então ele suspirou e se levantou da cama dizendo que ia tomar banho.
Suspirei.
Eu estava fazendo tudo errado mesmo...
Naquela tarde eu iria pro último ensaio da festa junina, depois pra casa da Levy.
Assim que cheguei na rua. Vi eles sentado me esperando.
Me aproximei e todos me deram oi.
Gray se levantou e me beijou na bochecha o que foi.. muito estranho. E frio.
Não era um beijo na bochecha eu ele me dava as vezes, cheio de carinho. Era só um... beijo. Nem Natsu me beijava tão frio daquele jeito!
—Está melhor? – disse antes de começarmos – Seu machucado.
—Está. Doí pra dormir.
—Hm. – o abracei e percebi que ele não devolveu bem o abraço. – Gray tenho que fala com você. – disse de uma vez e me afastei
—Sobre?
Ah ele estava todo monossílaba agora.
—Umas coisas.
—Agora?
—Você quem sabe. Acho que pode esperar.
—Então ta.
Ele se virou indo pro meio do quintal, como se não fosse nada!
A música começou a tocar e naquele momento eu nunca odiei tanto ouvir o famoso toquinho de festa junina.
Eu combinei de dormir na casa do Gray.
Disse que ia me arrumar junto com a Meredy, mas nem era.
Era só pra fica lá mesmo.
Eu gostava de dormir com ele mesmo que fossemos pra não fazer nada.
E realmente.
Não aconteceu nada.
Nada... Nós nem dormimos agarrados como eu imaginei que ia ser.
De manhã depois do café fiquei sentada no quarto dele lendo a minha história pelo celular.
Levy aquela tarada me passou uma história que ela estava lendo por um site de fanfics faz uma semana.
Acabei me prendendo na história e quando vi...
Era um belo de um hentai.
Xinguei ela de tudo quanto podia enquanto ela ria igual uma idiota. Pior que agora eu queria saber o final e não conseguia pular aquelas partes por que realmente era... muito interessante... E dava altas ideias!!
Mas eu fazia de tudo pra ninguém saber que eu fazia isso.
Estava deitada na cama toda concentrada na história. Na verdade uma nova história.
Havia achado um capitulo único. Um conto sobre um ricaço que se encontra em uma baile de máscara com uma garota todas as sextas. Porém ele não fazia ideia que na verdade ela era uma garçonete que o servia todo dia na lanchonete que ele tomava café.
Ela estava sendo paquerada por outro cara quando ele chegou bem na hora! Suspirei de alívio e continuei a ler.
Eles finalmente estavam subindo pra suíte do hotel e eu não aguentava de ansiedade de ver o “shipp ficar junto”. Quando Gray abriu a porta.
Fechei o celular e coloquei debaixo da perna.
—Oi. – disse bem seria.
Ele me olhou como se pudesse sair raio laser do seus olhos.
—Que foi?
Gray Fullbuster
Ele não fazia nem um pouco o gênero ciumento.
Mas tudo mudou depois de conhecer Juvia. Ele sentia não só ciúmes, mas muitas reações da qual não estava acostumado.
E todas as vezes que a viu escondendo o celular, jurou que não ia fazer nada.
Por que é um saco esse tipo de coisa.
Privacidade.
Era o que ele pensava.
Repetidas vezes.
Mas não conseguia tirar isso da cabeça.
—O que está escondendo ai?
—Eu?
—Hm? – cruzou os braços
—Ah eu né...
Juvia já começava a se sentir perdida. O que ia falar agora??!
—Meu celular. Mas não estou escondendo. Só guardei.
“Pronto me entreguei.” Foi o que ela pensou.
—Faz isso sempre que eu chego. Ta escondendo algo?
—Eu?!E-e-eu não!
—Juvia...
—Não to.
—Deixa eu ver.
—Não.
—Juvia...
—Não! – ela se levantou e guardou o celular dentro da blusa – Pode parar.
—Há não é como se ai eu não fosse pegar... – Gray brincou, mas era verdade que esconder justo em seus peitos não seria nenhum empecilho para ele.
—Nem vem! – ela abraçou os seios tentou passar pro outro lado do quarto quando ele a pegou e jogou na cama, fazendo a gargalhar de cocegas até que pegou o celular e ainda apertou de leve os seios macios por cima da blusa.
—Agora vejamos...
—NÃO! Gray me da!!
Ele correu pra dentro do banheiro trancando a porta antes que ela pudesse empurrar, dando um tranco nas suas costas.
—Gray!!!
—Aeee ta sem senha!! – disse vitorioso
—GRAY!
Ele ria enquanto Juvia só ficava mais nervoso, desferindo socos na porta e pedindo pra que ele abrisse.
Desbloqueou a tela e, acreditava perfeitamente que iria pegar alguma conversa pelo celular com alguém, mas não.
Era um livro? Online.
Não, uma historia
Rolou a tela pra baixo enquanto recebia vários chutes na porta que faziam seu corpo ir pra frente.
—Quer parar?! Tô tentando ler!
—Eu vou te... grrr – ela rosnou e ele gargalhou
—Se quebrar a porta meu pai vai surtar.
Continuou rolando a tela até começar a ler...
E ele esperava tudo, mesmo isso.
Ana fechou os olhos. No curto caminho que seguia rumo ao seu sexo, beijos levas foram distribuídos na parte interna de suas coxas. Uma de suas mãos manteve-se no lençol e a outra logo pousou sobre as curtas madeixas escuras assim que o homem mergulhara em uma lambida sedenta contra a umidade delatora de seu delicioso prazer.
Hein?
O que ...
Ele tentava entender aquelas palavras, o contexto que estavam, mas não precisava de muito.
—VOCÊ LÊ PORNO! – disse o mais alto que podia.
—Não é pornô!!!!
—É hentai!!!É tudo igual! – suas gargalhadas e coavam pelo banheiro — Achei que você me traia... Você lê hentai. Graças a Deus!!!
—Para!!! Para de ler!
—Eu já descobri!
Continuou lendo espantado com a escolha de palavras e o jeito que a escrita fazia tudo parecer tão... tão real!
—Agora você espera ai que ta interessante...
—GRAY! Dá meu celular!
—Você quer ler? Tabom. Eu leio pra você.
—Não... não! Gray não!
—A mão presa ao lençol imediatamente uniu-se a segunda e empurrou o rosto dele contra si ao arfar deliciosamente alto...
Ele lia as palavras como se ensaiasse para uma peça. Dando ênfase e emoções nelas, se divertindo com a forma de ter aquelas palavras saindo da sua boca, e atiçando a sua imaginação. — ... surpreendida com o nível arrebatador de prazer que ele estremecera todo o corpo...
—AH! — Juvia sentia seu rosto queimar
—Ele circundou seu clitóris com a ponta da língua e pressionou em uma brincadeira infatigável, divertindo-se com as reações do corpo feminino, provocando encantadores suspiros... e gemidos...
—Gray! – ela bateu na porta de novo.
—Oooh — fingiu um gemido mas que ao ouvidos de Juvai saiu tão grosso e ao mesmo tempo tão sexy que fez seus pelos do corpo todo se arrepiarem provocando-lhe cócegas e um leve formigamento – Não pare...
—Seu idiota!!
—Amor. Tô lendo pra você...
—Não...
—Ta com vergonha? – ri e me levantei – Vou abrir a porta e você não me chuta...
—Não espera. Fica ai.
O que?
—Por que?
—Eu quero te fala uma coisa. Mais estou com vergonha. Fica ai.
Gray mal sabia que toda aquela coisa de ler pra ela, tinha instigado os mais impuros pensamentos da Lockser.
Ela sempre lia aqueles capítulo e se imaginava fazendo aquelas coisas. Involuntariamente.
Mesmo que se controla-se para não pensar naquilo. Pensa.
E ocmo pensava!
Mas evitar Gray tinha complicado tudo e a deixado completamente perdida, entre falar o que pensava e queria, e não falar.
Gray piscou algumas vezes tentando entender a mudança de comportamento de Juvia. Agora tímida e vergonhosa, ela segurava a porta pra que ele não saísse.
O que seria tão vergonhoso que ela preferia não flar olhando em seus olhos?
—Fala. – pediu
—Eu... Estou pra te falar uma coisa faz tempo.
—Você não ta me traindo mesmo ne.
—Gray! Não brinca.
—Desculpa.
—Quando... Quando nós fizemos pela primeira vez, foi muito bom, sério. Depois na outra vez, foi um pouco estranho você lembra...
Gray engoliu meio a seco tendo um pequeno flashback daquele dia.
Sabia que tinha ido com sede demais ao pote, e na hora de realmente realizar aquele ato, a textura da camisinha e a sua própria força fizeram a garota soltar um “ai” que com certeza não era bom. Mesmo parando imediatamente, com medo deter machucando-a demais, Juvia preferiu parar. Aquilo desmontou.
Nunca quis machucar ela assim, e mesmo que, fosse considerado normal, nas primeiras vezes, o corpo se acostumar, era difícil ouvir que realmente tinha a machucado.
—Eu lembro... – ele sussurrou alto o suficiente pra ela ouvir
—Eai depois eu percebi que... acho que a camisinha me dá alergia. E também que você ficou muito mais calmo comigo, o que foi uma coisa muito boa. De verdade, mas as vezes eu queria que não fosse tão carinhoso. Sabe? Quando a Levy me passou essas coisas, ficou despertando uma curiosidade em mim e eu só não sabia como dizer. Ás vezes queria que você fosse... vocês mesmo comigo, acho que... Sinto que você se segura comigo. Eu pensei até que... Não sei, na minha cabeça, passou que você não devia ser assim com as outras gartoas, por que eu te conheço. – ela sorriu – achei que fosse por minha causa. Deixei transparecer que sou uma porcelana pra você. – suspirou – Fiquei perdida sobre o que falar... Não sabia se ia parecer que não estava legal, também não sabia se ia dar a atender que quero algo mais agressivo por que não é isso, é só... Não sei. Eu acho que queria talvez, fazer outras coisas por que isso tudo é meio novo pra mim então... Eu nunca fiz nada, e queria fazer. Então...
Ela não conseguia escolher as palavras para tentar explicar o que acontecia.
Ele girava o celular nos dedos ansioso.
—Eu só sei que é isso.– ela bufou — E por mais que eu fique com vergonha, eu queria mesmo te dizer tudo isso. A minha vergonha, fez eu te evitar por que não sabia se falava sobre isso. Desculpa.
Respirou fundo soltando todo o ar que tinha nos seus pulmões.
Gray sentia se muito mal agora.
Ela tinha realmente percebido que ele ficava mais calmo com ela.
Ele não queria que ela pensasse que com as outras garotas era diferente.
—Acho que eu que tenho que pedir desculpas. Eu fui muito... não sei a palavra ao certo. Eu sempre quis que você pudesse se descobrir, mas não perguntei nada a você sobre, sobre como estavam as coisas. Eu não fazia ideia sobrea a camisinha de verdade. E na segunda vez simplesmente esqueci que não era tão fácil assim se acostumar e ah cara... – ele se levantou e abriu a porta olhando-a ajoelhada no chão com as bochechas todas vermelhas. – Vamos fazer um trato. – abaixou a sua altura. – Tem que me dizer da próxima vez esse tipo de coisa.
Eu nunca suspeitaria da camisinha, e confesso que não tentei nada... ah... diferente? Com você porque não queria que você se sentisse mal, com vergonha, ou que não quisesse isso, ou até mesmo que achasse que você era como as outras... Por que você sabe que não é. Nenhum um pouco. Também não perguntei então nós dois fomos... errados.
—Sim. – ela concordou – Fomos mesmo.
—A partir de hoje vamos falar um pro outro que quer que seja ta?
—Ta, pode deixar.
—Ah me sinto um adolescente... – senti no chão de novo ao seu lado bufando. Juvia riu alto e apoiou a cabeça no meu ombro — Sem entender nada disso. Olha – ele passou a mão pelos cabelos – Quero que saiba que eu desejo muito você. – ela corou fortemente nessa hora – Muito, não faz ideia. E quero muito fazer muitas coisas com você, eu acho que... só queria sua permissão. – ele sorriu e segurou sua mão – Eu tenho?
Juvia se perguntou em diferentes jeitos o que ele planejava fazer. Ou iria fazer.
Mas sabia que confiava nele.
Confiava nele de olhos fechados.
Ele nunca faria nada que ela não quisesse.
Nem nada que a machucasse.
Então...
—Tem. – sussurrou envergonhada vendo-o sorrir e beijar as costas da sua mão.
Gray pegou o celular e abriu novamente a tela.
—Continuando... Ana remexia seus quadris inquieta do prazer que sentia tendo a sua intimidade sugada....
—Ah chega!!!! – ela tapou sua boca rapidamente retirando a mão logo em seguida – Chega! Isso é muito vergonhoso!
—Isso não é vergonhoso. Isso é sexo oral.
—Disso eu sei seu idiota!
—E o que vem depois é um orgasmo.
—É o que?
—O que?
—O que isso ai?
—Isso o que?
—Isso ai que você disse !
—Orgasmo?
—É. O que é isso?
Sentiu como se uma estaca tivesse sido cravada em seu peito. Se lembrando da dor de saber que Juvia nunca tivera um orgasmo dentre as vezes que ficaram juntos.
Como ela mesmo dissera essa sensação de se segurar não percebia que isso estava prejudicando os dois.
—É uma sensação... Muito... De muito prazer, que faz você... gozar.
—Ah... Mulheres fazem isso também é?
—Mais é claro! É só que... É mais difícil que pros homens. Entendeu?
—Hmmm.
Gray nem precisava perguntar para saber que não.
E isso piorava mais a situação.
Ia fazer de tudo para que isso acontecesse! Era injusto!
—Não vai se preocupar com isso ne? – Juvia questionou séria como se lesse seus pensamentos.
—É logico que vou. É quase minha obrigação! Tem que pensar nas duas partes, as duas pessoas tem que estar satisfeitos nisso, se você está satisfeita e eu também. No caso mais você...
—Por que mais eu?!
—Porque consegue me deixar assim até se você piscar então só existem níveis do que mais me deixa com tesão. – ele confessou mordendo a língua depois.
—Até se eu piscar?
—É.
Juvia começou a rir.
—Bom saber.
—Pra que? – ele a encarou.
—Nada. Agora tchau por que eu vou chamar a Meredy pra gente se trocar. – ela o levou até a porta. — Anda sai.
—Deixa seu celular comigo.
—Não acredito que vai mesmo terminar de ler.
—Tava interessante...
Meredy trouxe a roupa e Juvia abriu a boca de espanto.
—Vou entrar nisso?Quer dizer olha pra mim!
—Ah deixa de bobagem. Não vejo nada gordo ai sua paronóica!
—Isso não é algo que uma noiva vista. Cadê a calda longa?!
—Veste!!!!
Juvia vestiu antes que visse o lado negro da garotinha rosa.
Um mini vestido branco, de alça larga, rodado cheio de babado embaixo que o deixava estilo aqueles vestidos redondos da monarquia, só que bem mais curto. Uma meia 7/8 branca de renda, véu na minha cabeça preso por uma tirinha que mais parecia uma coroa. Só o que não combinou nenhum pouco foi aquelas botas pretas por que não tinha outra.
—Vai essa ai. – Merdy disse – é festa junina a gente tem que fica brega mesmo.
Maquiagem forte de sempre nos olhos e um baton nude, cabelos com duas marias chiquinhas, pintinahs no rosto e estavam prontas.
Já ia sair pela porta quando Meredy a impediu dizendo que precisava ver se o Gray estava.
—Qual é o problema?
—O noivo não pode ver a noiva!UEE!
Essa história estava indo a sério demais...
Meia hora depois chega a festa junina.
A rua inteira iria assistir.
Passos ensaiados, tudo ensaiado.
Mas Juvia estava nervosa.
Como que pode até pra isso eu tinha que ficar ansiosa?!!
A música finalmente começou a tocar, dando início a brincadeira toda e Juvia saiu do seu esconderijo planejado e apareceu no tapete vermelho, morrendo de vergonha, mas sorridente com seu buque de flores artificiais roxas.
Gray ficou boquiaberto ao vê-la naquela roupa. Não conseguia tirar os olhos daquele par de meias, apertado nas suas coxas grossas... Como Meredy sabia de seu fetitiche?!!!
Iria tirar isso a limpo depois...
Seguiram todo o roteiro.
Gajeel, que era o padre começou a cerimonia.
Levy chegava na hora do cale-se para sempre e dizia que queria que parassem o casamento.
Juvia se irritava e dizia eu o noivo era dela, e a baixinha soltava a famosa frase.
—Mas eu quero o padre!
A rua inteira caiu na gargalhada e os atores que precisavam manter a compostura se seguranvam pra não rir da situação.
Quando acabou a apresentação Juvia foi pegar um espetinho de churrasco com umas das suas dezenas de fichas que fizera Gray e Natsu comprarem pra ela.
De longe Gajeel a chamou no portão.
Ela estava de costas e não sabia a surpresa e companhia que estava com o moreno naquelas hora.
Ao se virar caminhando em direção ao porto percebeu uma silhuenta conhecida, alta, magro, bem magro.
—Rogue... – parou de andar já próxima do portão.
O moreno estava diferente.
A sua aparência juvenil dera lugar a muita maturidade, mas toda a firmeza e força do seu corpo parecia ter murchado de algum jeito.
Mica entrou com ele dizendo pra apresentar ao pessoal enquanto ela e Gajeel se encaravam, nervosos pela situação de ter que apresentá-lo...
Como apresentar ele ao Lyon?
Ao Natsu??
—Rogue...
—Juvia? Nossa!
E piro de tudo...
Ao Gray!
—O que você está fazendo aqui?! – ela disse as palavras que havia apenas apensado, se arrependendo depois. Não queria que parecesse que a presença dele a incomodava, mas a deixava nervosa.
—Como você está diferente... – ele a mediu nada discreto e pigarreou –
—É o cabelo. – sorriu com vergonha fingindo não perceber seus olhares antes deu um passo e o abraçou na ponto do pé. Apertado.
Afinal era seu amigo depois de anos ali.
Sabia o quanto Rogue tinha feito por ela.
—Vim visitar meus pais. – ele a soltou do abraçou mas segurou sua mão — Passar uns seis meses. É o tempo que consegui acumular de folgas...
—Ah... Que bom!! Faz realmente, muito tempo...
—Então Ju – Gajeel se aproximou passando o braço pelos ombros da amiga — Nós temos que apresentar ele aquelas pessoas!
Gajeel não sabia disfarçar...
—Que pessoas? – Rogue questionou perdido.
—Meus amigos – ela tomou a frente antes que Gajeel se embolasse mais – Sabe – tossiu com a farinha do churrasco – Algumas coisas mudaram eee bem...
Isso não tá dando certo.
—Mas está tudo bem! Nós podemos explicar depois né. – cutucou Gajeel em busca de apoio;
—Sim, devo dizer sem brigas e essas coisas...
—Gajeel...
—Por que brigas?
—Vem te mostro. – disse andando no paralelepípedo com aquele salto toda torta.
No centro do quintal a mesa separada deles esperava. A medida que chegavam perto o sorriso de Rogue ia sumindo dos lábios ao perceber quem estava sentado entre eles.
Podia se passar anos, mas ele reconhecia aquele branquelo em qualquer lugar. Sabia que era ele. Alto, nariz fino. Só podia ser.
Do outro lado, o rosado se destacava como sempre pela cor dos cabelos, e agora estava mais diferente. Realmente um físico de dar inveja assim como seu irmão havia ficado com o passar dos anos. Revirou os olhos o que Juvia fazia com esses dois.
Um terceiro na roda da qual ele não conhecia também.
O cara parecia o mais tranquilo dali, cabelos escuros, também forte... O que esse pessoal daqui tomava?
Rogue esperava que viver na frente do PC, ia deixa-lo gordo e barrigudo como Gajeel sempre alertava, mas o seu efeito foi totalmente reverso. As noites sem dormir e má alimentação o deixaram magro, que ficar naquela roda dava nos nervos.
—Esse é Rogue gente meu amigo!!
Juvia anunciou correndo os olhos de Natsu a Gray para ver sua reação. Não precisava olhar pra Lyon pra sabe que ele estava com os olhos trêmulos e preocupados. Ao contrário de Natsu e Gray que exalavam total desconfiança e talvez raiva, da parte do Fullbuster?
Não.
Ciúmes.
— Esse é o Natsu, Lyon – mais difíceis primeiro pensou – Lucy. Levy você já tá enjoado dela e esse é o Gray!
—ROGUEEEE – LEVY gritou e se jogou nos braços dele quebrando a tensão do momento – aaaaaaaa que saudade.
Lucy deu um oi todo animado e Natsu a olhou mal encarrado.
Lyon permaneceu sentado. Juvia se sentiu no dever de ir pra perto dele como se protegesse seu flanco esquerdo já que Meredy estava no direito. Se rolasse algo, as duas na frente primeiro claro.
Gray era o perdido.
Primeiro aquela conversa toda de traição e agora Rogue bem na frente dele.
Juvia só conseguia sentir os pares de olhos tanto dele quanto de Rogue em cima dela e sabia que 1)Gray ia perceber esses olhares e iria ficar puto da cara como também 2) Ela estaria frita e empanada mais tarde se não explicasse de um vez a situação.
Ela teve que explicar tudo ao Rogue antes de se sentarem como bons e felizes amigos. Ele estava pálido de ver o Lyon no mesmo convívio que o de seus amigos de infância. Pensava em como Juvia reagia a isso, Levy e Gajeel... Como fora todo o processo de perdão?
Juvia resumiu a maioria das coisas.
Afinal, era algo muito extenso para se ficar contando assim... E o dia estava ótimo ela não queria estragá-lo revivendo nenhuma lembrança.
—Então, vocês são amigos agora? –a voz dele era pesada como se estivesse nervoso.
—Sim. – ela disse cem por cento certa do que estava dizendo.
—E você namora agora? E é o irmão dele?
Isso rogue tentava engolir.
Não o namoro.
Sempre deixaram claro que tudo não passou de uns beijinhos...
Mas o irmão do Lyon.
Afinal quanto tempo ele tinha dormido??
—Sim! – ela sorriu feliz
—Nossa – Rogue soltou um assovio — As coisa mudaram mesmo. É estranho ficar afastado, mas fico muito feliz por você. – ele sorriu — Você mudou muito. Está mais... alegre, segura e bonita também...
—Hm, obrigada. – Juvia sorriu sem graça
—Quanto tempo?
—O que?
—Namorando.
—Ah, bem – coçou a cabeça – Nós nos conhecemos há quase dois anos e namoramos por uns seis meses. Ai brigamos, ai voltamos. Pra mim parece que já foi anos.
—Se você o ama mesmo eu fico feliz. De verdade. Eu sai daqui com uma garotinha medrosa, e agora... – ele deu de ombros e sorriu – Eu fico mesmo feliz.
—É... – ela continuava sem graça – E você?
—O que?
—Ah... – Juvia ia perguntar sobre namoradas mas quer saber... Esquece. – Como foi lá?
—Ah claro! Foi ótimo! Está sendo na verdade.
Rogue contou a como estava no trabalho, como foi fazer faculdade. O tempo que ele ficou sem dinheiro nem pra comer e Lica ficava chorando pelos cantos querendo que ele voltasse.
Conversaram mais uma meia hora sobre outras coisas até cair de novo nesse assunto de casal quando ele me perguntou quem era Lucy.
Juvia suspeitou que ele estivesse interessado em Lucy.
Não olhava Rogue com pena, mas com uma certa... chateação... tristeza. Ele voltara de repente, e todos haviam crescido, até mesmo Levy, Gajeel tinha mais cara de irmão mais velho agora, ela namorando, as suas amigas que ela pudesse fazer como nos filmes, apresenta-la a ele, todas namoravam e Erza... puf...
Não precisava dizer.
—Ah? Lucy? Ela é nossa amiga também namorada do Natsu. E a outra é Meredy, namorada do Lyon. –acrescentou.
—Hmm que droga. – ele riu alto e ela também – Vou sair de fininho por que realmente estou sobrando.
—Ah, deixa disso... – não sabia o que dizer. — Vamos voltar com os outros. – sugeriu e se levantaram da calçada. Juvia limpou seu vestido batendo na bunda, percebendo que Rogue dera uma olhadinha e andaram de volta ao quintal.
Mas ela nem ligou só conseguia pensar que Meredy ia dar a maior bronca nela por ele estar sujo agora.
Próximo a rodinha onde os outros formavam, ela percebeu que Gray não estava lá. Deixou Rogue na companhia do irmão e Levy e foi na cozinha da casa beber água e ver se ele estava lá.
Gray se apoiava na pia com uma lata de refri na mão que ele adoraria trocar por algo alcóolico agora.
Se sentia um idiota de estar com ciúmes, mas estava. Tinha que admitir pra si mesmo ou ficaria pior.
Escutou alguém abrir a porta da geladeira. Juvia parou de costas olhando pra sala e depois pra cozinha com um copo de água na mão.
—Já te achei. – disse.
—Já.
—Você está bravo.
—Não, tô. — mentiu
—Não perguntei – cruzei os braços – Ciúmes?
—De quem? Seu amigo? – ele riu debochando — Não, por que?
—Ah sei. – ela mordeu os lábios esperando que ele continuasse.
—Só tá na cara que ele ainda sente algo por você.
Sabia... Pensou.
—Não tenho certeza. – disse sincera – Se quiser posso ir perguntar. – cruzou os braços tentando não rir.
Gray pousou a garrafa com força na pia e engoliu tudo o que tinha na boca.
Essa garota gostava de tirar com a sua cara.
Juvia queria rir. Pro que ele ficava tão fofo com ciúmes?!!
Se dissesse isso, ia ver ele realmente bravo então preferiu não falar.
—Engraçadinha. Faça isso então.
—Não importa pra mim. Não mais. – disse mas pareceu meio grosso. Não dizer a ele. Mas falar do Rogue desse jeito pensou – É só que passaram anos...
—Mas sente alguma coisa ainda?
—Sabia que iria chegar nisso! – ele bufou – Se queria saber por que não perguntou de uma vez Gray? – ele ficou quieto olhando pra dentro da lata de refri – Não, eu não sinto. Mesmo. Eu gostava dele, não amava. Nós... nos divertíamos junto. – ela corou levemente — E isso foi a seis ou sete anos... ou cinco... É muito tempo ta?
—Sei.
—É claro que é! – colocou a mão na cintura — Eu amo você e só tenho olhos pra você. – zombou saltitando até ele, jogando os braços no seu pescoço.
—Ah sei... – ele exalava raiva que chegava doer!
—A gente só se beijou, no banheiro....
—Ah você me poupe! – ela começou a rir tentando segurá-lo enquanto ele tentava afastá-la.
—Desculpa – riu alto ainda abraçando ele que desistiu de empurrar. Ia beber outro gole da garrafa quando ela a tirou da mão dele e pousou sob a pia lhe dando um beijo na boca.
Um beijo!
O beijo!
Juvia o beijou com toda a sua vontade e disposição, segurando sua nuca para permanecer próximo dela. Queria “provar” que falava a verdade.
E pela primeira vez isso aconteceu.
Ele não abriu a boca.
Nem um pouquinho.
Mas ela continuou passando seus lábios úmidos nos dele, até mesmo a ponta da minha língua até que ele desistiu e mordeu os dela, beijando-a de volta, com força. Fazendo a sua coluna inteira ficar gelada.
Gray estava surpreso mas imerso em desejo.
As suas mãos desceram pra sua cintura e ela desceu as suas pro cós da sua calça.
Juvia não imaginava que realmente estava cogitando a ideia de fazer isso. Muito menos ali.
Mas ela iria, por que queria...
Apenas por isso.
Provar de todas as experiências possíveis.
E então quando ele apertou sua bunda por debaixo do vestido, ela colocou sua mão direita dentro da sua calça e o tocou sem muita forçam movimentando sua mão, como achava que se fazia.
Se Gray estava surpreso antes, agora ele estava muito mais.
Quando suas bocas se separaram um pouco e ele suspirou alto, mas em nenhum momento pediu que ela parasse.
A mão dela era macia e quente envolta da sua parte.
Juvia o beijava no pescoço, colocando mais intensidade nos outros movimentos.
Viu de relance ele de olhos fechados com os lábios contraídos, a maça do rosto avermelhada, e suas mãos segurando forte na cintura e a outra a bancada da pia de mármore.
Gray prensava os lábios contra o ombro de Juvia pra não emitir nenhum som audível. Ela estava realmente fazendo aquilo bem e não queria parar por alguém escutá-los.
Ela sentiu que aquela parte estava realmente, ficando... mais dura e ereta, e quente, muito quente a medida que o acariciava e coloca mais intensidade nos movimentos de vai e vem.
Usou a outra mão pra acariciar e arranhar seu abdômen e a parte da sua pélvis que estava a mostra. Voltou a beijá-lo nos lábios, ouvindo soltar o que parecia um rosnadinho enquanto sua mão agarrava a nuca e alguns fios de cabelo com força, arrepiando a sua coluna.
Nunca achei que fosse me arrepiar por ter alguém puxando o meu cabelo...
No meio do beijo Gray se separou dela puxando os cabelos dela pra virar seu pescoço, colocando os lábios no seu pescoço, mas não beijava e assim, abafava os minúsculos sons que saiam da sua garganta.
Ela estava feliz que conseguia deixa-lo assim, tão de repente, como fora agora.
Juvia sentia que sua mão começava a ficar úmida e soube que “fazia certo” por essa reação...
Gray deu um riso baixo e apertou com mais força ainda o cabelo dela puxando-o pra trás e mordendo os lábios.
Como puxar o cabelo podia ser tão bom????????????????????
Mas não continuaram.
Alguém abriu a porta da cozinha e ela teve de tirar a mão rapidamente, e ao mesmo tempo tentando não ser brusca e machucá-lo.
Ficou do seu lado de frente pra pia, fingindo lavar o copo debaixo d’água que em vez de lavar, fazia encher a borda daquele líquido que antes estava na sua mão, ficando cada vez mais melecado envergonhando Juvia que sentia dó de quem fosse beber ali. Pegou uma bucha com sabão e esfregando com força.
—Espero não ter atrapalhado.
Era Rogue.
Juvia queria dar um tapa na própria cara. Continuou passando sabão sem tirar os olhos da pia, enquanto escutava ele mexer na geladeira.
Aquilo ia sair do copo!!!
Tinha que sair!!!
Olhou de canto de olho Gray com a mão direita parada na frente da sua calça, e a outra bebendo tudo o que restava do refrigerante.
—Não atrapalhou. – ele disse seco.
—Pronto! – disse em voz alta e se virei – Já lavei o copo! Quer mais alguma coisa? – perguntou a Gray.
—Não. E você?
—Quero espetinho de morango com chocolate! – Sorte que ela queria mesmo.
Então saíram pela porta dos fundos e Rogue pela outra.
Sem dizer mais nenhuma palavra.
Do lado de fora da cozinha Juvia soltou o ar dos pulmões e se virou para encarrar Gray.
—Quase. – sussurrou
Ele estava de olhos fechados parado na porta.
Fiz besteria?
Pensou.
Gray estava num pequeno transe tentando fazer todo aquele tesão sair dele ou iria jogar Juvia em qualquer lugar e amá-la como se não houvesse amanhã.
—Ah... Fiz algo que...
—Não. Não fez nada de errado... Eu só estou... – ele respirou abrindo os olhos – Me recuperando mesmo.
Juvia segurou o riso.
—Quando disse que era fácil vindo de você me deixar assim, não estava brincando.
—Eu sei disso. – ela disse convencida
—O que... — Ele riu balançando a cabeça. — Por que?
—Me... Deu vontade. Queria te surpreender. –
—E me fazer esquecer meu ciúmes?
—Também. Consegui? – perguntou se aproximando pra beijá-lo na bochecha mas ele pegou seu rosto nas mãos com força e se aproximou como se fosse beijar, mas empurrou de leve contra a parede e soltando.
—Vou pensar. – ele deu as costas cheio de marra.
Era exatamente esse Gray que eu queria pensou, lambendo os lábios que chegavam a salivar...
Começou a escurecer.
Acenderam a fogueira no meio da rua e as garotas arrumaram o som pra começar a tocar outras músicas que não fossem apenas de festa junina.
Dançaram até meus pés reclamarem do saltos e do calor do fogo que queimava alto no meio da rua. Juvia se rendeu logo a dor nos pés e foi se sentar no colo de Gray, dentro do carro.
—Cansei. – avisou se aconchegando nele. – Meus pés doem.
—Te faço uma massagem quando chegarmos.
—Hm... Hoje... Você vai ficar sozinho? – ela perguntou tentando parecer indiferente.
—Hm. Lyon vai pra casa da Meredy. De novo.
—Hmmmm — fiz um coro – Eles estão juntinhos então?
—Pelo jeito. Lyon não me conta nada! – Gray falou verdadeiramente frustrado.
—Por que não pergunta a ele?
—Ah... Sei não. Se ele não comenta, talvez não se sinta a vontade pra falar.
—Não vou puxar assunto.
—Ah... entendi.
—Por que quer saber se vou estar sozinho?
—Nada. – disse rápido demais talvez.
—Sei... Não tem problema ele deu de ombros – Qualquer coisa, — sussurrou no meu ouvido – Eu tampo sua boca.
Gray 1 x Juvia 1.
Ela ficou com aquela frase carregada de desejo no seu ouvido lhe instigando até a hora de irem embora. Lyon foi dirigindo e eu e Gray deitados no banco de trás.
Estavam ambos sonolentos, mas nada que impedisse ele de ficar fazendo carinho nela por baixo do meu vestido.
Gray só conseguia pensar coisas nas puras com Juvia, sua namorada... Era tão bom dize essas palavras.
Antes poderia a té se sentir meio tarado de pensar nisso, mas agora.
Ele queria pensar, e queria mais ainda por em prática tudo que pensava em fazer com ela.
Juvia tirou sua mão discretamente diversas vezes da parte interna das suas coxas, já uqe sabia muito bem onde ele queria tocar. Morria de medo da Meredy ou ele perceber, mas quem disse que Gray ligava pra isso?!
Quando menos esperava os dedos deles estavam de volta lá e começavam a subir.
Lyon os deixou na garagem e saiu com o carro. Juvia toda tímida, entrava tentando não fazer barulho, ficando descalça na cozinha e caminhando na ponta do pé.
Pela hora que era o Silver estava dormindo.
Era completamente e totalmente estranho saber que ele estava lá! Das outras vezes ele não estava. Por mais que já tivesse afastado essa ideia da cabeça de fazer esse tipo de coisa com ele lá... Não!
Sem chance!
Ele já tinha os visto uma vez, não queria que ele pensasse que estava desrespeitando a casa dele ou qualquer coisa do tipo.
Suspirou e largou seu corpo ajoelhado no começo da escada.
Ah como o queria hoje...
Muito.
Mas não! Não...
Se deu um beliscão e levantou da escada.
—Gray – sussurrou – Quero água.
Ele ainda estava na cozinha no escuro a encarrando.
—Ta parecendo um psicopata assim... – ainda sussurrava enquanto bebia o copo d’água. – O que você quer? –Ele sabia que ela ficava sem graça sendo encarrada desse jeito.
—Você.
—Não. – fez o gesto com os braços – Sem chance!
—Não disse que tinha poder pra replicar isso.
—Ah ta! – quase riu alto – Sem essa!
Ela queria rir muito.
Não por ser engraçado.
Mas pela empolgação.
Era tipo brincar de esconde esconde, a emoção de estar escondido e correndo perigo de ser achado fazia você rir igual um bobo!
E era assim que se sentia agora.
Na cara do perigo, podemos dizer.
Ela sentia como se enxergasse Gray como ele é, e agora? Ele não tinha mais aquela cara fofa e sorridente. Ele exalava testosterona, expressão séria meio rindo e aquela camisa social não a ajudava a se concentrar.
Nem a calça.
Olhou de novo...
Gray tinha uma bunda muito bonita....
Pigarreou.
Sem chance...
Que isso Juvia, isso lá são pensamentos de se ter...
—Gray... – começou sussurrando de novo
—Cadê a Juvia fogosa de hoje cedo? – ele riu deixando-a boquiaberta. Ela puxou um pano de prato do fogão e atirou na direção dele.
—Olha como você fala!
—Estou mentindo?
—Quer parar?
—Ficou com vergonha por causa do meu pai? – não respondeu – Ele tem o sono mais pesado do mundo acredite. – fez que não várias vezes encostada na pia. -Vergonha? -sem resposta, só percebia as bochechas dela cada vez mais vermelhas — Quer que eu tire sua vergonha?
—Essa cozinha tá escura.
—Ah, vai se fazer de difícil mesmo?
—Tá frio... – cruzou os braços tentando mudar de assunto a todo custo – fecha ai a janela.
—Okay Lockser. Vai ser do meu jeito então.
LOCKSER?!
Ela deu um pulinho pra fugir da cozinha quando ele agarrou sua cintura puxando-a pra perto de si.
Juvia teve que deixar por que suas duas mãos estavam abafando suas gargalhadas e gritos que com certeza estaria dando agora. As mãos dele a apertavam onde alcançavam, e os dentes mordicavam seus ombros e costas até que ele a virou e tirou a mão dela da boca, a beijando.
Ela tinha consciência que poderia muito bem se soltar dali se quisesse.
Afinal, tinha todas as suas aulas de anos de luta, mas a verdade era que ela realmente não queria sair dali.
Suas mãos agarravam com força os fios azulados, e ela correspondia desabotoando os botões da camisa dele.
Gray a empurrou na parede do lado do armário de repente com força a fazendo arfar. Ambos escutaram que metade das colheres penduradas no armário caíram todas no chão fazendo o maior barulho.
—Gray... – Juvia sussurrou assustada – Nós vamos acor-
—Xiu.
Seus lábios foram parar no pescoço exposto da azulada. Quentes e molhados, mordendo e chupando o espaço, o que deixaria marcas mais tarde, porém ela não ligava. Não agora.
As alças do vestido desceram de seus ombros rapidamente dando lugar ao sutiã cinza de renda. Gray lambeu os lábios discretamente.
Era a cena que não se cansaria de ver. Mordeu e beijo a volta dos seios grandes, apertando-os ainda por cima da peça, só pra deixá-la com vontade de tirá-los. Juvia sentia que sua mente parecia não responder mais. A sensação de entrega e deleite vinham preenchendo-a por completo.
Ele afastou de leve o sutiã e adentrou a língua no mamilo enrijecido com fervor, descendo suas mãos até o lado da sua calcinha e a abaixou até os pés, lambeando e mordendo suas coxas.
Juvia era toda gostosa.
Não tinha dúvidas.
O gosto da sua pele, era doce, com sabor de creme e suor e o deixava mais excitado. Ela segurou seus ombros e ele parou olhando pra cima apoiado em seu ventre.
—Quer que eu pare?
Juvia mordeu os lábios controlando a sua respiração.
Aquela era uma pergunta difícil...Ela fez que não várias vezes e sorriu.
Gray suspeitou que ela estivesse tensa por estar na cozinha então subiu suas mãos pelas coxas e erguendo para seu colo e segurando suas costas saiu da cozinha ainda aos beijos.
Juvia beijava seu pescoço enquanto subiam a escada.
Gray forçou o corpo dos dois contra a porta do quarto que não abriu de primeira e acabou fazendo um barulho como se forçasse a entrada.
Os dois seguraram a risada e Gray girou a maçaneta abrindo a porta e fechando de novo ao apoia-la na porta pra descansar os braços e também tirar sua camisa.
Colocou-a no chão devagar e voltou a se abaixar, beijando primeiro suas coxas, devagar, pela parte interna delas, depois a outra coxa...
Juvia sentia uma ansiedade gigantesca, queria tanto que ele a fizesse sua logo. Seu corpo parecia entrar em combustão, ela só percebeu como estava suada quando passou a mão por sua nuca sentindo a extremamente molhada. A azulada mal sabia que o que estava por vir estava escrito na fanfic de mais cedo.
Gray beijou um pouco mais acima das coxas, chegando próximo a sua virinha e finalmente onde realmente queria beijar.
Juvia gemeu alto e logo levou a mão na boca, sentindo novamente a necessidade de gemer vindo cada vez mais forte.
Recebia chupadas e lambidas naquela parte, extremamente sensível.
Não sabia o que fazer. Estava inquieta, segurando o ombros dele com uma mãos e a outra na sua boca abafando os seus sons que Gray estava se deliciando de ouvir.
Sua mente parecia estar nublada, não conseguia pensar em nada, nem no que deveria fazer. Aquela sensação era fora do que já havia sentido.
Ele relaxava e intensificava seus movimentos, sentindo a respiração acelerada da garota, as suas pernas bambeavam e seu corpo suava com cheiro de creme de morango.
As meias da sua perna grudavam nela, mas Gray não queria tirá-las, ela estava linda desse jeito.
Juvia só conseguia sentir tudo e não fazer nada.
Não sabia, apenas se segurava pra não cair conforme suas pernas ficavam lentas e bambas e também procurava não gemer tanto, como estava. Mordia seus lábios, na tentativa de abafar aqueles sons, mas sempre ele fazia alguma coisa que a fazia soltar sem querer um gemido alto.
Sorriu satifeita com a intensidade dos toques, percebendo que a conversa de mais cedo sobre ele ser muito calmo, tinha surtido efeito.
Mas ela devia saber que viria mais, que tinha provocado Gray no ponto certo para ele esquercer todo seu cavaleirismo.
Quando seu corpo começou a tremer e a sensação se alternava em quente e fria. Gray parou seus movimentos, beijando suas coxas, e subindo para o seu ventre.
Juvia se perguntou porque ele parara agora, queria tanto que continuasse...
Suas mãos agarraram a parte de trás da suas coxas enlaçando-a novmaente em seu colo dando dois passos para a pequena estante onde ficava o computador. Ouviu o barulho da seu cinto caindo no chão e a ereção forte tocou sua coxa. Gray a segurou mais firme no colo, descendo um pouco para arrumá-la onde queria.
Em questão de segundos Juvia sentiu-se fora da mesa do computador e sua costas voltaram a se chocar contra a parede do quarto, ao mesmo tempo que ele a penetrou forte uma vez, e outra, fazendo-a soltar um gritinho.
Juvia sentia que aquilo doia um pouco, mas não era de um jeito ruim, nenhum um pouco. Era tão bom, que ela mal raciocinava a dor.
Outra estocada e suas unhas cravaram em seus ombros, gemendo de novo.
—Estou sendo muito gentil ainda?
A voz rouca susurrando em seu ouvido questionou.
“Cafajeste... Cafajeste” ela pensou sorrindo com a situação.
Pensou em responder, quando ele a virou sentando de volta na mesa do computador, escutando alguns cadernos caírem no chão forrado pelo tapete. A mão dele fez uma volta em seu cabelo, forçando sua raiz, puxando-o pra trás dando total acesso ao seu pescoço.
Ficaram assim por um tempo que mal podiam contar, entretidos demais para se preocupar com isso.
E então, quando Juvia se sentiu de novo próximo daquela sensação, ele relaxou seus movimentos, fazendo-a ficar tonta e gemer desconexamente seu nome baixinho.
Aquela lentidão repentina pegara mesmo até ele de surpresa que abafou seu gemido no pescoço suado da azulada.
O ritmo ficou um pouco mais forte de novo até ambos não aguentarem mais. Gray segurando-a no pescoço enquanto a beijava usou seus dedão, apertando contra seus lábios para ela não gemer tão alto, por mais que quisesse ouvir e ouvir muito, sabia que agora estava audível o suficiente para ultrapassar os cômodos da casa.
Ele a segurava pela cintura com uma mão,mantendo a outra em seus lábios enquanto a trazia pra mais fundo sua pelvis formigava cada vez mais, e ela cada vez ficava masi apertada recebendo sua intimidade, ele se entregou se derramadndo dentro dela, arfando cada vez mais forte jogando a cabeça pra trás num sorriso.
Juvia não sabia o que sentia primeiro. A sensação dele a esquentava ao mesmo tempo que seu ventre e a intimidade quente se inchavam cada vez mais, até que como se algo a estourasse, toda aquela sensaçã ode inchaço se esvaiu de seu corpo, devagar e numa intensidade que ela mal podai controlar seu corpo.
Sorte que ele a segurava pela cintura, ou teria caído de costas na mesa.
“Então essa era a sensação de fazer com quemm realmente amamos?” Gray pensou por um segundo enquanto admirava a garota com o rosto suado, olhos fechados e ofegante a sua frente.
Se sentia derrubada.
Ele a ergueu com o restante de suas forças e rumaram a cama se deitando nela.
—O que ... foi isso?
Ela sussurrou deitada de bruços com o sorriso nos lábios.
—Isso? – Gray recuperou seu folego e sussurrou em seu ouvido – É um orgasmo.
Fale com o autor