Calm The Storm

7 And it feels like I am just too close to love you ♪


Notas iniciais
Hey! Deixei um cap programado aqui. Demorei um tequinho né? Queria agradecer os comentários do cap passado ! Uhuul, me deixaram feliz obg :3 Esse capítulo só foi pra causar uns ciuminhos e anteceder o próximo que, na minha opinião, promete e,eu ia dizer umas coisinhas mas vou deixar pro próximo :3 Espero de verdade que vocês gostem. Então é isso, começarei a postar toda a terça,se der tudo certo, e boa leitura !

Levy McGarden

Eu nunca ia querer ser uma daquelas cômodas, alvo de seus chutes e socos. Então ficava na minha.

Eram 20:00 quando fui pra casa da Juvia achando que ela já podia ter chegado do trabalho.

Claro que eu queria saber tudo o que acontecera em primeira mão.

–Ela não chegou ainda. – Rebecca me atendeu daquele jeito seco que ela sempre fazia. E ainda mais agora devia estar puta porque Juvia saiu.

–Sem problemas eu espero... – entrei quase dando uma ombrada nela.

Pelo jeito Gildarts e Cana estavam na cozinha.

–Posso subir? – tive de pedir mesmo que não quisesse.

–Não, ela não gosta que vão ao quarto dela.

–Tá ok, vou subir. –anunciei subindo os degraus.

Isso vai.

Me chamem de desaforada por estar na casa dos outros assim. Mas não eram os outros, era Juvia. E eu não suportava olhar pra cara da Rebecca me lembrando por cada coisa que já havíamos passado com ela.

“Não gosta que vão no quarto dela”.

Não gosta que você vá.

Um dia eu despejaria todas as mil verdades na cara dela, mas não hoje.

Abri a porta e me sentei na cama. Fiquei no celular e se passou meia hora,e nada dela.

Agora eu podia começar a me preocupar pensando que:

1)Gray era um estuprador.

2)Ela tinha encontrado um estuprador no caminho de volta...

Mas sendo mais sensata com as minhas hipóteses.

1)Ela devia estar com ele até agora...

2)Ou no trânsito terrível que era São Paulo naquela hora.

Suspirei.

Procurei qualquer coisa pra me distrair.

Sim,eu era muito fuxiqueira.

Abri o guarda-roupa dela.

Lembro-me de tempos atrás ela me contara ter um parte pra “Acessórios que ela não usa mais”. E realmente aquilo estava bem exposto. Na parte esquerda do guarda-roupa: croppeds,vestidos curtos,shorts,regatas de alças finas e qualquer coisa com decote, e uma nécessaire prateada trancada com uma senha que eu sabia,claro,com batons escuros em especial vermelho,delineador e brincos grandes. Do lado direito, calças, muitas blusas de manga cumprida,blusas de todos os jeitos fechadas, dois ou três colares e brincos pequenos.

Eu via aquela divisão de um outro jeito.

Pré-Festa de Formatura dos Terceiros.

Pós-Festa de Formatura dos Terceiros.

Eu preferia quando os dois lados do guarda-roupa eram unidos numa tremenda bagunça de roupas amontoadas.

Fechei a porta antes que tudo aquilo me trouxesse más lembranças ouvindo a porta de lá debaixo abrir.

Corri pra mesa do computador e sentei na cadeira pra fazer uma leve encenação de que eu estava lendo um livro esse tempo todo enquanto ela não chegava... Mas tudo foi por água abaixo quando escutei uma leve discussão dela e da mãe, até mesmo Bicks. Tentei não dar atenção começando a ler a capa de trás do livro quando um estrondo dentro do quarto me fez pular da cadeira. Ela chutara a porta,com a força que eu sabia que ela tinha,estourando umas das dobradiças.

O livro caiu da minha mão quando eu vi a expressão de choro dela.

Os olhos e bochechas vermelhos.

–Ju...

Ela fechou a porta na mesma força que a abriu enquanto Rebecca gritava algo lá embaixo sobre não bater as coisas.

Eu já pensava em mil maneiras diferentes de matar Fullbuster, enfatizando arrancar as bolas e os olhos azuis escuros quase pretos e queimar tudo junto.

–O que aconteceu... – minha voz foi abafada por outro chute desferido agora na cômoda fazendo tudo nela cair no chão. Ela se sentou encostada na porta a cabeça entre os joelhos.

Contei até três mentalmente e engoli seco me preparando pra uma das crises agressivas dela.

–Não quero mais ver ele. – foi só o que ela disse antes de arrancar um colar que eu não lembrava de ter visto do pescoço e atacar no chão.

–Que ele fez?

Minha voz nunca saíra tão baixo.

Foda-se eu falo mesmo, morria de medo da Juvia nos momentos fúrias dela. Nunca queria ser uma das suas cômodas que ela chutava e socava. Então eu ficava na minha falando o necessário ou nem isso.

–O que ele vai fazer não é diferente! Chega, chega – ela gritou duas vezes – -Eu sinto tudo igual senti antes... e desmoronou tudo,eu não quero gostar de ninguém!Porque ele tem me escolher? Porque quer falar comigo?!Porque ele me trata bem?!

E foi naquele último porque que eu entendi tudo.

Mas que claro, ela nunca iria admitir, nunca iria me falar.

Ela estava a um passo de gostar dele.

–Posso falar? – levantei a mão.

Ela sacudiu os pés tirando as sapatilhas e a blusa.

E fez que sim.

Pensei um pouco no que ia falar, afinal eu não queria apanhar.

Juvia odiava dizer que ela estava brava. Ela devia ter alguma cisma com essa palavra porque os sinônimos dela tudo bem, mas brava não podia.

–Tá... Aborrecida. Porque ele demonstrou ser um... cara legal e gostar de ... te tratar bem – corrigi logo antes que ela percebesse – e você... – Alguém tem um sinônimo pra gostar? – está tendo afetos por ele por conta dele te tratar bem?

Ela pareceu pensar no que eu falei.

Com toda a minha troca de palavras, ela não perceberia que eu perguntara que ela gosta dele...

–Tá dizendo que gosto dele? – ela falou com a voz de choro.

Porra!

Mas foi você que disse!!

–Lógico que não. – menti – Digo que, você está confusa e ... Ah quer saber – me levantei – Você deve estar pelo menos dez por cento começando a gostar dele, e eu sei que você não quer isso porque ta com medo de se relacionar de novo porque não consegue confiar em gente como ele. E eu sei disso Juvia. Você mesma acabou de dizer que esta sentindo as mesmas coisas que antes.

–Não é! – ela gritou contra a almofada

–Nega mesmo dizem que ajuda a diminuiu os sentimentos. –dei de ombros — Mas deixa eu te falar... Se isso está te fazendo mal chega de andar com ele.

–Gosto de conversar com ele!

–Então se permita conhecer ele!Cadê a porra da sua promessa?!

–Eu quero que ela se foda.

–Sua irritação não vai resolver nada! — bufei – Olha pra mim. – ajoelhei na sua frente – Juvia.

–Vai embora.

Como eu queria dar um murro...

–Se você não sair da porta não tem como.

Ela se mexeu pro lado e eu abri a porta saindo.

Desci as escadas quase caindo e abri a porta da sala.

No quintal escutei a porta abrir e ela me gritar.

–Achei que era pra eu ir embora!

Ela correu até mim e me abraçou.

Respirei fundo.

–Eu... Não sei... Não sei o que fazer... Levy por favor... Não vá.

–Eu sei, vamos encher sua banheira de muita água gelada e conversar mocinha.

Gray Fulbuster

Aquele não era o caminho da minha casa.

Mas era o melhor que eu devia fazer. Pensei em ir a casa do Natsu mas antes disso eu queria e precisava ficar sozinho.

Andei até a praça perto de casa e me sentei num dos balanços.

Mesmo de noite algumas crianças ainda brincavam por ali.

Suspirei pesadamente. Eu me apaixonara duas vezes na vida. Uma delas era a minha afilhada, e a outra, era minha ex-namorada... Se é que chegou a ser namorada. Mas eu havia realmente, gostado dela. E eu nunca pensei que gostaria de alguém de novo, mas infelizmente, ou felizmente, Juvia começava a me fazer mudar de idéia.

E isso era uma burrada sem tamanho.

Ouvi uma voz conhecida levando meus pensamentos pra longe.

–Gray!

A garotinha pulou nos meus braços me fazendo cair de costas do balanço deixando as pernas penduradas no assento.

–Eai – sorri afagando suas costas ainda deitado no chão – O que faz aqui ainda essa hora?

–Brincando ué, estávamos no meio de um esconde-esconde, mas fiquei cansada... e vi você com essa cara de triste.

–Eu?Não eu to ótimo.

–Não parece, você brigou com a sua namorada?

Suspirei.

–Já disse que não tenho namorada Ur...

–Então, brigou com sua amiga?

–Não briguei com ninguém, só estou pensando numas coisas.

Ela saiu do meu colo se sentando ao meu lado.

–Minha mãe diz que quando a Carol ta olhando pro nada desse jeito é porque está apaixonada.

Por pouco não me engasguei com a própria saliva.

Sabia o quão esperta Ur era. Só não esperava uma dessas.

–Ah é?

–É... Talvez você esteja apaixonado também, o que não é bom porque você disse que só gostaria de mim.

Dei risada alto.

–Mas é verdade, só gosto de você.

–Sem contar também que a Carol fica sem comer de tanto que passa o dia no celular, e sai bastante de casa...

–É ela pode estar apaixonada também... Faz sentido.

Falando em celular, eu já havia checado ele mais de duas vezes,mais uma agora. Juvia não mandara ainda uma mensagem. O que começava a me preocupar.

–Bem, acho que está na hora de você ir pra casa Ur. – olhei a hora

–E você também padrinho...

–Pode deixar que eu vou. – ela se levantou dando um tchauzinho e saiu.

~~

Toquei a campainha no portão, e vi Natsu abrir a porta da casa segurando um caderno na mão e caneta atrás da orelha. Nerd como sempre.

–Eai nudista.

–Ainda com essa porra?

Ele abriu o portão e eu entrei.

Depois de cumprimentar os tios do Natsu e ir pro quarto dele onde ele estava terminando de estudar pra alguma coisa.

–Pra você vir aqui... – ele brincou enquanto juntava uns livros grandes do chão e guardava na estante – Que houve?

Sentei no chão e fiquei quieto por um tempo brincando com a cruz entre os dedos.

–Se lembra de que eu falei que estava conversando com Juvia não?

–Lembro.

–Sai com ela hoje... e acredita se eu disser que estou talvez,só talvez,é uma mera hipótese – ele ergueu uma sobrancelha- de que eu possa,talvez,estar gostando dela?

–Eu diria que acredito, mas só cinqüenta por cento.

Tentei entender o porque, mas desisti.

–Por que você não fica muito tempo com alguém. Acredito que goste dela, mas,não que vão ficar juntos... ou que você namore com ela,porque você não consegue.

–Tá posso dizer que estou ofendido... – Qual é? Eu sou tão cafajeste assim?

–Mas é verdade – Natsu riu – Apesar que desde que conheceu ela... Ah não você ficou com a Melissa – Bufei – Quase acreditei... Pense bem no que vai fazer Gray. Não vá despertar sentimentos nela se não real intenção de corresponder.

–Achei que vir aqui eu ficaria melhor, mas você me pirou.

–Eu disse a verdade é diferente...

–Poderia não dizer?

–Hmmmm, não.

Idiota.

–A onde vocês foram?

–Numa sorveteria... e depois na feria de artesanato...

–Ah!A sorveteria!Eu já fui lá com ela. Cara aqueles sorvetes são uma delícia...

Tá... Ok...

Acho que esse formigamento dentro de mim e na minha mão certeza que eram ciúmes e acertar um murro na cara do Natsu... Mas claro que eu não tenho ciúmes... Não é possível...

Juvia Lockser

Já estava tarde demais pra Levy ir embora. Então dei um dos meus pijamas pra ela e jogamos o colchão da cama no chão e nos deitamos.

Eu já havia falado tanto sobre Gray que só queria deitar e dormir.

Claro que ela tentou colocar na minha cabeça que talvez ele fosse diferente, mas que eu também devia esperar saber o que ele realmente queria e todas aquelas coisas... Mas, eu não estava nem um pouco a fim de passar por tudo de novo... Não estava disposta a tentar, nem um pouco.

Eu torcia pra estar sonhando...

Estava descalça em algum lugar... Sentia grama tocar a sola dos meus pés, pela força que meu corpo fazia eu devia estar numa subida.

A grama logo virou lama e cai, desejando com toda a força acordar. Eu odiava pesadelos.

“Juvia” Uma voz ao fundo me chamou. Não consegui reconhecer de imediato aquela voz... Continuei caída, sentindo muito tontura.

Outra vez meu nome e olhei pra cima.

Os cabelos de cor cinza estavam molhados de chuva, pingando no meu rosto enquanto eu o olhava.

“Senti saudades...”

Os dedos dedilharam meu queixo, estavam gelados.

Usava a mesma roupa da última vez que eu me lembrara. Uma camisa vermelha e calça jeans preta surrada.

“Sentiu minha falta também?”

Estou sonhando... Certeza que eu estava.

Mas seu toque era tão concreto que eu não conseguia mais saber o que era real o que era pesadelo.

As duas mãos dele entornaram minha cintura e só ai eu percebi que usava um vestido de laço,o mesmo vestido de laço e reunindo todas as forças,gritei. E logo as duas mãos dele taparam a minha boca.

“Ah seja uma boa menina vai?”

Meu corpo travara, não conseguia me mexer, me defender... De novo... De novo!

Os rostos começaram a alternar e ora era ele perto de mim, ora era Gray...

Era tudo muito rápido, mas na vez que vi Gray na minha frente de novo eu o abracei com toda a força...

“Me ajuda”

Foi só o que eu disse.

Como se fosse fumaça as mãos dele se afastaram de mim dando lugar a um abraço confortável do Gray.

Juvia!

Juvia!

–Juvia!! – Levy me sacudiu

Abri os olhos me sentando ofegante.

Minhas pernas soavam, braços, costas, e as lágrimas que saiam eu mal podia controlar mais.

–Levy... – consegui dizer olhando em volta. Chovia forte lá fora o que me fez lembrar do pesadelo. – Ele?!Ele ta aqui!

–Não, Juvia... – ela se aproximou e me abraçou pelo pescoço – Não tem ninguém aqui. Está tudo bem...

–Mas... eu juro que...

–Você estava sonhando... – ela me soltou pegando uma toalha atrás da porta e passou a me secar. Meu Deus, como eu soava tanto. – Estou aqui, não vai te acontecer nada.

Respirei fundo.

Levy desceu pra cozinha pra pegar água gelada enquanto eu ajeitava os lençóis da cama. Meu celular apitou e eu percebi que não olhara ele desde que chegara...

Peguei na palma da mão e olhei uma das mensagens.


:Espero que você esteja bem, não me avisou que chegou...De verdade estou preocupado. _Fullbuster Pica de Mel

Suspirei.

Coitado...

Quer saber que nada de preocupado, ele não devia estar nem ai. Nem me ligou.

Chequei as chamadas.

Duas chamadas perdidas de Fullbuster Pica de Mel.

Caralho.

Abri a caixa de mensagens e enviei qualquer coisa do tipo “Meu celular estava sem bateria e depois peguei no sono”.

Encostei na cama com ele nas mãos. E assim que Levy chegou contei a ela o que tinha acontecido.

–Ele deve ter ficado preocupado mesmo. – deitei a cabeça no colo dela depois de beber quase a garrafa inteira. – Quer falar sobre seu sonho?

Pensei bem.

Desde que meu pesadelos começaram, também descobri que além do motivo deles ser Ele, eles também aconteciam apenas quando chovia. E eu adorava dormir com chuva... mas sempre acordava na madrugada gritando com minha mãe e Bicks em volta de mim.

Mas nunca aparecera uma terceira pessoa no sonho.

E a primeira que apareceu foi Gray... Eu não conseguia unir as duas coisas.

–Sabe o que acho? – Levy falou depois de eu resumir o sonho – Talvez... Só talvez, Gray tenha aparecido nos seus sonhos por dois motivos, ele é amigo do Sting, o que automaticamente ligamos a aquele traste ou... por você se sentir bem como ele,mesmo não querendo admitir que sente, seu lado ruim esteja o afastando.

–Que? – olhei pra ela totalmente confusa

–Ai – ela respirou – O que eu quero dizer é que é como se “Leon do subconsciente” – ela fez aspas — colocasse Gray no seu pesadelo pra que ele se torne algo ruim pra você, pra que seu subconsciente entenda que ele é a ameaça. Mas, você pediu ajuda pra ele... Então também pode significar que Gray mesmo que você não admita – ela repetiu – te faz bem e te conforta, o que fez Leon subconsciente sumir.

Refleti sobre aquilo sem dizer nada.

Eu não queria admitir mesmo... Mas, aquilo fazia sentido... E muito.

–Você devia ser psicóloga. – anunciei.

–Não serviria, eu só gosto de ouvir o problemas que eu quero ouvir, mesmo que me paguem se eu não achar legal eu não gosto de falar.

–Você é má.

–Devo ter ficado mesmo. – ela riu

–Sorte que meus problemas são legais pra você.

–Os melhores que eu já pude escutar. Agora vai dormir que amanhã você vai pra escola querendo ou não.

~~

No intervalo fui pra biblioteca atrás de silêncio pra ler mais de Marés da Guerra.

Me sentei no meu canto mais escondido da biblioteca. Era o mais silencioso possível, iluminado pela janela,a noite não era tão bom por falta da iluminação,mas ainda sim era bom. Atrás da última prateleira de livros havia um espaçinho que só pessoas magras conseguiam se enfiar ali.

Eu tinha que fazer um esforço da porra pra passar ali já que não era nem um pouco magra o suficiente pra passar ali. Eu usava 42 de calça... Tipo... Era quase um sacrifício passar... Mas eu dava um jeito.

Assim que passei pelo espaço quase derrubando a prateleira vi alguém no mesmo espaço.

Jurava que ninguém conhecia aquilo.

Quando me sentei no chão vi alguns fios loiros no reflexo da luz com um fone de ouvido na cabeça escrevendo num caderno.

Me sentei devagarzinho pra não atrapalhar Lucy mas esbarrei o pé na prateleira e ela me olhou.

–Desculpa...

–Foi nada – sorriu – Sua bunda é grande eu entendo como é passar ai.

Fiquei vermelha e nem consegui responder.

Ainda bem que Lucy era uma pessoa que compreendia a arte do silêncio.

Todas as vezes que eu queria ler sempre que alguém estava perto de mim, a pessoa resolvia conversar...E conversar.

Li o bastante no intervalo pra me deixar tão curiosa a ponto de não querer voltar pra sala.

–Vamos Juvia? – Lucy empurrou a prateleira – O sinal já bateu

–Mas... Mas agora que a Jaina foi teletransportada pra sabe Deus onde...

–Eu já li esse livro. – ela riu – Quase infartei. Achei que ela tinha morrido.

Começamos a falar sobre o livro enquanto Lucy tomava cuidado pra não me dar os spoiler do fim do livro.

–O que acha da Jaina e do Kalecgos¹?

–Hm, — pensei – acho que ela gosta dele às vezes e não admiti... Até porque ela não deve querer se apaixonar depois do Arthas... – minha voz foi sumindo

–Isso é verdade – Lucy concordou enquanto eu refletia que acabara de falar – Sem contar que ele a trata tão bem não acha?Só em livros mesmo... Acho que ele entende o lado dela e quer cuidar...

–Vou pra sala. – a interrompi dando um beijo no rosto e sai.

Acho que ela gosta dele as vezes e não admiti...

Acho que ele entende o lado dela e quer cuidar...

Kalecgos...

Gray...

Dei um tapa na minha cara.

–Para... – fechei os olhos.

–Que se tem?! — Gajeel me deu um susto cutucando minha cintura com os indicadores.

–Gray parece Kalecgos...

–Que?!

–Nada.

Gajeel cruzou os braços.

–Que ta fazendo aqui? – disse por fim

–O que você está fazendo aqui? – ele riu – Está no meu campus calculadora, vaza.

Revirei os olhos.

–Juvia diz logo, ta com uma cara estranha.

Conectei os fones de ouvido no celular e coloquei no aleatório.

–Tchau Gajeel. – coloquei os fones.

Meu aleatório devia estar de sacanagem comigo...

Começaram a cair todas as música apaixonadinhas que eu podia ter até que desisti e coloquei “Too Close”... Que também não era lá animada pra essas horas... Mas gostava... Ou não.

Desisti de ir pra aula já perdera os primeiros quinze minutos. E fiquei sentada no pátio enquanto a música ainda rolava.

And it feels like I am just too close to love you

(Isso me dá a impressão que estou muito perto de amar você)

–Fala sério...

Meu celular apitou.

Fullbuster Pica de Mel

:Tá tão ruim assim na faculdade?

Olhei pros lados tipo naquelas filmes de perseguição.

No portão, do outro lado ele estava sentado na praça e me mandou oi.

Senti meu rosto se avermelhar. Parecia ter um enxame de borboletas no meu estômago que eu torcia pra elas estarem com fome e não apaixonadas.

:Que ta fazendo aqui?

:Um amigo quer um colar daqueles da feira,vim procurar e preciso ir no shopping.

:Ah sim...

Mordi os dedos.

:Queria te chamar,mas seu tempo é corrido já que tem que ir trabalhar assim que sair daí né.

:É,entro ás 13:30.

:Hm,quem sabe de noite?

Meu coração acelerou...

E agora?!!

Sim ou não!!

:Preciso ver,posso responder depois?

Digitei quase tremendo.

:Claro (:

Olhei na direção do portão, ele se levantava me jogando um tchau e virou a rua.

I can't lie no more, I can't hide no more

(Eu não posso mentir mais, eu não posso esconder mais)

Got to be true to myself

(Tenho que ser verdadeiro comigo mesmo)

And it feels like I am just too close to love you

(Isso me dá a impressão que estou muito perto de amar você)

–Juvia.

Gritei pulando do banco. Tapei a boca me virando pra trás.

Mas um desses eu enfartava.

Natsu se sentou sorridente.

Percebi que ele usava um cachecol. Tentei não perguntar por que ele não sentia calor, porque eu também usava manga no calor....

–Quer sair hoje?

O QUE?!

–Sair?

–É,comigo,só nós dois.

Puta merda!

–Ma-ma-mas...

–Queria achar algo pra Lucy sabe? O aniversário dela é semana que vem, assim que acabar as nossas aulas,mesmo que eu vá ficar um tempinho ainda porque me transferi e tudo mais... Mas quero achar algo pra ela.

Ufa...

–Ah ta...

–Acha que é errado dar um presente a ela? Nós nos conhecemos tem pouco tempo.

–Olha, eu ganhei um presente em dois dias. – soltei e logo me arrependi

–De quem?! – ele me olhou confuso

Certeza que Gray falara sobre mim pra ele... Então...

–Um cara ai que eu estou saindo – sorri

Natsu coçou a cabeça.

–Ah,bem...

–Acho que se você gosta da Lucy não tem problema presenteá-la.

–E-eu ?! N-não eu n-não go-gosto dela.

–To vendo que não. –dei risada

–Bem, então acha que eu compro?

–Sim, e porque precisa que eu vá?Companhia?

–Também, acho que pode perguntar a Levy o que ela gostaria e me ajuda a escolher.

–Ok.

–Se importa de andar de moto?

Ah me importo...

Gray Fullbuster

:Gray não poderei ir,arranjei um compromisso de última hora. 18:40

Fiz um beicinho e fechei a mensagem mandando um ok.

Qual é, desde a hora que eu a chamei? Ultima hora...

Ultima hora uma ova...

E além do mais porque eu estou me importando tanto?! Sem contar que eu ainda não esqueci que ela saiu com Natsu e me levou pro mesmo lugar...

Voltei a olhar a papelada dentro do escritório. Tinha tanta quantidade de pedidos pra analisar, estoque pra repor que bem capaz que nem iria ai shopping mesmo.

Apesar que, se ela fosse eu iria mesmo.

Balancei a cabeça.

“Achei que já tivesse descartado essa possibilidade”. Disse a mim mesmo.

A possibilidade de gostar... gostar dela...sentir ciúmes de alguém...

Duas mãos pousaram nos meus ombros fazendo uma leve massagem.

–Está tão tenso...

–Porque será? – continuei a olhar os papéis espalhados em cima da mesa.

–Está trabalhando demais... – senti Melissa ficar na ponta dos pés ao se aproximar do meu ouvido – E aproveitando de menos...

Suspirei.

–Eu realmente tenho que terminar isso. Hoje.

–Você está chato, ultimamente...

Cocei a cabeça.

É sempre coincidência quando você mais precisa ficar sozinho pra pensar sempre algo vem no meio do caminho.

Comecei a pegar os papeis e bagunçar tudo de novo enfiando dentro da pasta.

–Vou terminar em casa. – anunciei saindo pela porta.

Claro que ela veio atrás ainda murmurando alguma coisa.

Eu morava praticamente na oficina.

O bairro onde ficava situada a parte de trás das casas eram praticamente colocas uma na outra. Era pra ser um condomínio de casas que deu errado. Meu pai investiu tanto na oficina que foi como se comprássemos duas casas, a nossa e da frente. Nos fundos da oficina, depois do estoque abria-se uma portinha e lá estava eu na minha cozinha.

Coloquei a pasta em cima da mesa.

–É aquela garota?

Ouvi mais uma vez a voz de Melissa atrás de mim.

–Ah? – aquela garota... Juvia. – Porque acha que ela tem algo a ver com você querer atenção justo quando eu preciso, trabalhar.

–Acha que eu estou falando só de hoje?! Quando você não tem nada pra fazer também nem... Nem olha pra mim.

Impressionante que quando essas brigas de casal começam, você sempre lembra do que o outro fez de ruim,e nunca de bom... Mesmo que nós não fossemos casal nenhum, lá estava ela apontando tudo o que eu fizera na semana.

A verdade era que uma voz no fundo da alma queria dizer “não estou a fim de dar carinho que não seja a ela” mas eu me recusa a pensar isso. Até porque as únicas coisas que eu queria ali era não fazer Melissa chorar e tirar Juvia da cabeça.

–Você é um insensível.

Suspirei pela milésima vez naquele dia.

–Ok. – levantei as mãos como se me rendesse – O que quer? – quase soltei um apelidinho de casal no final, mas... Não consigo.

–An?

–Disse que quer atenção, e que eu não ligo pra você. Então, escolha algo pra fazer hoje, depois – fiz uma pausa – depois que eu acabar aqui...

Ela cruzou os braços.

–Eu...eu qu-quero ir no cinema. – ergui uma sobrancelha. Só isso?

–Ok... Eu passo pra te pegar depois.

–Tá... – ela sorriu

Dei um selinho de leve e ela saiu pela porta da cozinha.

Acho que eu ficaria maluco ainda...

Pra completar a minha felicidade a maioria dos contratos feitos na Silver pareciam querer me provocar mais ainda.

“Reparo Fiat Azul 2014”

“Acabamento Palio Azul”

“Reforma da Lataria Uno Azul”

“Checap Básico Fox Azul”

Azul...

Azul...

Azul!!

–Aaaaaah!! – amassei um dos contratos e depois olhei o estrago – Puta merda...

Comecei a tentar desamassar quando Melissa mandou mensagem avisando que estava pronta.

Peguei as chaves do carro e sai.

Fui ouvindo música daqui a casa dela.

Quando estacionei fiquei passeando pelas redes sociais quando uma foto... E fez querer jogar o celular do outro lado da rua.

Natsu abraçado pelo pescoço com Juvia sorridentes com dois copos do Starbucks na mão.

–Gray! – Melissa entrou pela porta me assustando apoiando dos joelhos no banco dela e as mãos no meu pra me dar um beijo na bochecha – Que você ta...

–Nada. – bloqueei o celular. – Eai, o que vamos ver?

–Ainda estou pensando...

E eu estou pensando que não queria ir mais a droga de shopping nenhum correndo risco de encontrar com aquelas dois...

Natsu filho da...

–Estou pensando outra coisa também. – ela deitou no meu ombro. Já sabia o que era...

Juvia Lockser

18:00 horas

Quando meu expediente acabou fui ao vestiário feminino trocar minha calça branca por uma preta e no lugar da blusa da empresa, vesti uma regata florida. Procurei dentro da meu nécessaire o meu colar e percebi... Que eu tinha o quebrado.

Se arrependimento matasse.

Será que alguém sabia concertar... Mas a feira de artesanato tinha acabado hoje de manhã. O jeito era eu mesma tentar dar um jeito depois.

Coloquei outro colar que era um pouco mais cumprido que o outro e ficava caindo dentro da minha regata solta.

–Que ótimo. – o tirei de dentro dela e do sutiã pela décima vez quando Natsu parou de moto do lado da empresa.

Me estendeu o capacete.

Porque todo mundo tinha que andar de moto...

–Eu...Eu achei que... Íamos de metrô.

–Ué, você não me disse que queria ir de metrô.

É mesmo eu não disse.

–Vai me dizer que você tem medo de-

–Não. – peguei o capacete e subi.

Senhor me ajude...

Assim que percebi que a moto desligou definitivamente depois de entrar no estacionamento do shopping, suspirei e abri os olhos.

Eu estava viva...

Ai meu Deus, eu estava viva!!

Olhei minhas mãos agarradas com tanta força no Natsu que corei de vergonha e larguei dele descendo logo da moto.

–Desculpa...

–Ué porque – ele riu alto – Eu que tenho que pedir desculpas se soubesse que tinha medo, mas viu não foi nada. Apesar que você ficou dizendo que ia morrer.

–Eu disse?!

–Disse. – ele riu

Que vergonha...

Nós andamos por todas as lojas atrás dos itens que eu anotara no meu caderninho.

1.Blusa tamanho M
2.Livros ( Nicholas Sparks, Jojo moyes)

–Não temos tanta opção. – eu e Natsu analisamos a lista super gigante.

–Não mesmo... – concordei enquanto sugava o canudo tomando café.

–Uma foto! – Natsu me puxou.

Dei risada e tiramos uma foto.

Bem uma meia hora de caminhada, e achamos apenas um livro da Jojo Moyes que Levy dissera que ela já tinha aquele.

As blusas...

–Muito piriguete... Muito rosa...

–Não é a cara da Lucy – completei

–Apesar que ela usa umas roupas bem curtinhas, mas não gosto disso. – ele cruzou os braços

–Se vai começar um relacionamento com ela não comece querendo mudá-la Natsu,você tem que gostar dela como ela é.

Ele pareceu refletir.

–Tá. É você tem razão...

–Eu sei. – olhei outra blusa

–Hmmm, você boa com conselhos, eu podia te alugar pra decidir o que fazer com a minha vida. – Gargalhei quase corando de vergonha

–Não acho que será uma boa hein.

–Apesar que Gray...

–O que?! – me virei.

–Nada, estava pensando alto.

No fim, Natsu já queria desistir do presente até que fomos a uma loja de artigos diversos e ele bateu os olhos num mini caderno/agenda de capa dura marrom com uma paisagem da Torre Eifel.

–Luce gosta de escrever acho que ela vai gostar! – ele disse sorridente

–Hm concordo, é bem a cara dela.

–Mas é muito simples... Queria dar algo mais... – na mesma hora enquanto Natsu falava, eu e ele estendemos a mão ao mesmo tempo pra pegar o caderno e esbarramos a mão uma na outra – Foi mal. – ele pegou o caderno.

Teria sido uma situação normal, se quando eu levantasse junto com ele Gray não estivesse parado ao nosso lado com uma cara de quem podia virar o Super –Homem e fuzilar nós dois com raio laser.

–Gray! – Natsu exclamou todo alegre e eu com a maior cara de quem fui pega tentando roubar algo, ou pior que isso traindo alguém...

–Eai... – ele e Natsu se cumprimentaram.

Ele estava com aquela menina da recepção... Filho da mãe! “Ah não ela não é nada Juvia” “Ah ela age assim com todo mundo”

Filho da mãe!

–Oi Melissa! – Natsu lhe beijou no rosto – Eai o que estão fazendo aqui?

–Eu que pergunto. – as sobrancelhas de Gray se levantaram ironicamente e eu fechei a cara. E eu lá devia satisfações aquele canalha?!

–Oi. – disse seco e ele me lançou um sorriso amarelo que me faria querer dar um murro na cara dele.

Melissa permanecia quieta me medindo dos pés a cabeça diversas vezes achando que eu não percebera.

–Nós...

–Viemos no cinema. – disse interrompendo Natsu que me olhou com uma cara...

–É...? – ele ficou todo confuso – Ah é! E vocês?

–Também.

–Bem, é melhor irmos Natsu – coloquei meu braço dentro do dele e ele caiu na encenação colocando a mão em cima da minha. – Tchau Gray. – sorri

Ele parecia ferver de raiva, mas disse tchau dando as costas junto com a garota.

Assim que ele saiu da nossa vista desatei numa gargalhada.

–Ficou louca?! – Natsu me deu um peteleco na testa – Gray me mata!Juro que me mata se desconfiar que eu to saindo com você!Porque não disse a verda-

–Porque ele me enganou! – bati os pés – Agora eu vou enganar ele também. – cruzei os braços.

–Ai mulheres... Vai me usar contra ele. Justo eu!

–Não posso usar outro. – dei risada – Ele nunca cairia se fosse o Gajeel.

–Engraçadinha.

–Vamos logo comprar o presente da Lucy ainda quero dar uma última volta pra que ele nos veja de mãos dadas... – ri de novo

–Tá maluca?!

Eu dava risada por fora, mas por dentro eu queria... gritar,de tanta raiva. E parece que Natsu percebeu isso.

Depois de sairmos da loja, ele ainda comprou uma camiseta baby look do Rise Against banda preferida da Lucy e juntou num presente só.

–Porque ele te enganou? – ele perguntou cutucando minha mão com o dedão e só então percebi que meu braço ainda estava grudado com ele

–Disse que... Ela não era nada, e está saindo com ela...

–Ciúmes?

–Nem fodendo Natsu, Juvia não gosta do... dele.

–Hm, okay se você diz.

Respirei fundo.

Senti ele me puxar pro lado contrário onde estávamos indo e se sentar nas cadeiras fofas da praça de alimentação, sentei na sua frente.

–Eu sei que – ele coçou a cabeça – deve ser difícil pra você gostar de alguém, ou começar a gostar, mas...

–Eu não quero tentar.

–Hm... Isso é ruim.

–Não é, eu estou me protegendo de sofrer de novo.

–De um modo um tanto errado. Está se protegendo e se trancando ao mesmo tempo. E se for mais fácil do que você pensa?

Eu nunca falava dessas coisas com outra pessoa.

Ainda mais uma daquelas pessoas.

Natsu mantinha um olhar compreensivo me olhando e eu comecei a ficar com vergonha e abaixei a cabeça.

Fácil nada...

–Não gosto de falar disso.

–Ok. – ele se levantou – vamos pra casa dar uma última volta a tempo dele nos ver de mão dada. – ele estendeu a mão e eu demorei a pegá-la. Só quando ele estendeu o braço daquela vez percebi uma pulseira daquelas de artesanato no seu pulso.

–Gostei. – toquei a ponta da âncora.

–Eu que fiz...

Meus olhos se arregalaram. Travei no mesmo lugar.

–Que foi?

Abri a bolsa jogando tudo pra fora até achar o colar azul.

–Concerta!- estendi pra ele – Por favor, por favor.

–Claro, não está tão ruim assim. – ele analisou a peça – É linda quem te deu?

–Hmm Gray... — sussurrei

~~

Tive de pedir pro Natsu me deixar na esquina e não na frente de casa só pra minha mãe não ter um leve surto de doidice àquela hora da noite.

Nós não encontramos Gray e Melissa de novo no shopping pra... minha frustração talvez.

Depois que cheguei em casa,por sorte minha mãe dormia. Quem me esperava no sofá era Cana assistindo American Next Top Model.

–Gosto da morena. – me joguei no sofá com ela depois de tomar banho pegando o finalzinho do reality.

–Acho que ela ganha. Onde estava?

–Sai com Natsu pra comprar um presente pra Lucy.

–Ah, pena, achei que ele era seu boy. – ela riu

–Não...

–Quem te deu o colar então?

–Foi, foi o Gray...

–Ultimamente tem muitos homens na sua vida... E não me contou de nenhum.

Dei risada. Talvez estivesse na hora de eu contar algumas coisas pra Cana. Ela sempre me contava tudo e eu nunca falava muito sobre mim...

Então me ajeitei no seu colo enquanto falava sobre literalmente, a primeira vez que vi o Natsu, naquela festa idiota e quando vi pela primeira vez Gray.

Narrador

Gray...

–Gray? – Melissa chamou.

Ele virou os olhos do teto pra ela.

–Oi...

Preferiu ficar quieta.

Ele ainda estava do mesmo que antes, e ela já não entendia mais essa distância todo entre eles, mas do que já estava.

Melissa ainda se lembrava da primeira noite sozinha até mais tarde na oficina que ele deixara bem claro não ser uma boa idéia se envolver assim, ainda mais por ela ser do mesmo local de trabalho que ele. Mas ela insistiu, tomada de carência. E agora cobrava dele o que ele não poderia dar.

Desde o início teve esperanças de que em algum momento, pudesse gostar dela. Ela era legal, um pouco ciumenta, mas legal, bonita... Porém... Gray era realmente, desapegado... se assim pode dizer. E ela também sabia disso, recordando-se da época que uma garota ligo a semana inteira na oficina atrás dele, e quando resolveu aparecer lá ele apenas disse que se lembrava de ter dito que não queria nada.

“O que faz de tão especial com elas?” Melissa brincou

“Sei lá” ele deu de ombros “Eu não faço nada ué, só...Sou eu.”

“Talvez seja justamente por isso...”

“Ah!” ele ergueu os olhos do papel como se tivesse esquecido algo muito importante “E acho que fora o primeiro orgasmo dela também”

Melissa caíra na gargalhada.

“isso que dá sair com meninas virgens...” provocou

“Eu?!Nunca fiz isso na vida... Não sou tão imbecil assim”

Ela se sentou na cama se cobrindo e pegando suas roupas.

–Gray... Me leva pra casa. – pediu

Ele estranhou a mudança de humor dela de repente. Mas entendeu e se levantou junto.

~~

Assim que chegara em casa se largou deitado na cama de casal.

Pegou o celular e quando o desbloqueio a foto do casal ainda estava lá.

Cerrou os punhos e ligou pra Natsu que atendeu no primeiro toque.

–Nudista.

–Cabeça de fósforo... – devolveu usando o apelido de infância que Natsu odiava

–Ei! – ele fez uma pausa – Faz anos que não me chama assim... – caiu na risada.

–Hm, é verdade...

–Tá com uma voz desanimada – Natsu notara mas já pretendia tocar naquela assunto mesmo – O que aconteceu?

–O que aconteceu foi meu melhor amigo sair com a...

Gray travara...

Raciocinou de novo sendo interrompido por Natsu.

–Com? – ele o encorajou – Com o que? Uma garota gata demais e sol-te-i-ra – disse pausadamente e antes que Gray se revoltasse completou – Está com ciúmes?

–Você está mesmo fazendo isso? Tá saindo com ela?!

–Não. Você que é bocó e acredita em tudo, Juvia só queria te provocar. Fomos atrás de um presente pra Lucy, é aniversário dela no próximo sábado. Maaas, ao contrário de você que está ai todo cheio de ciúmes, mas dormindo com a Melissa.

–Cala a boca.

–É verdade oras, fala Gray você tem ciúmes da Juvia.

Fechou os olhos como se aquilo fosse diminuir sua raiva.

–Tenho mesmo.

Gray se sentia sensações mais estranhas possíveis... Ciúmes?De alguém?!

Do outro lado da linha Natsu dava um sorriso vitorioso.

–Agora já posso começar a acreditar que você gosta dela.

–Ciúmes não sinal de estar gostando de alguém.

–Claro que não se for ciúmes da sua mãe,i rmã,agora outra mulher,é sim.

–Natsu...

–Por que simplesmente não fala pra ela?

–Porque eu tomei um fora, se esqueceu? E,e para com isso! Não tem o que eu falar pra ela,até porque não tem nada pra falar!

–Você estava sendo um imbecil por isso levou um fora.

–Obrigado.

–Você pode mudar isso agora... Olha eu estou te encorajando mesmo sabendo...

Fez uma pausa.

Por pouco não soltara o que tanto tinha de esconder.

Que Juvia tinha sérios problemas com homens.

–Sabendo... – Gray continuou

–Sabendo... que será difícil porque... Ela... já te dera um fora é ,isso ai.

–Às vezes eu acho que você esconde alguma coisa de mim.

–Impressão sua. – mentiu – Decida ai o que fazer, estou empolgado com essa relação de vocês dois — Gray riu – A propósito ela me mostrou o presente que você deu.

–O que?! – aquilo fez Gray se sentar na cama rapidamente dando até vertigem

–Um colar... Faz tempo que não dá presentes a uma garota,ou acha que eu não percebo. – Natsu provocou rindo alto

–Aaaaaaa Natsu para!

–Que eu fiz?!!

Juvia Lockser

–Juvia! – Lucy apareceu sorridente na minha frente assim que sai da sala de aula – Quero te convidar pra minha festa de aniversário!

Ela me estendeu um envelope pequeno preto com detalhe vermelho.

A festa seria no próximo sábado à noite,e seria a fantasia... Que delícia...

–Você vai né?

–Bem...

–Ela vai! – Levy me abraçou e Gajeel apoiou o cotovelo na minha cabeça.

Que beleza...

Passei o resto do dia me imaginando na minha fantasia de princesa que era única que usara na vida e a última vez foi aos 8 anos.

–Levy eu nem tenho fantasia.

–E isso é problema?!Vamos às lojas atrás de uma, ficaria linda de mulher gato,ou de chapeuzinho vermelho.

–Engraçadinha.

De todas as perguntas sobre a festa,local,fantasia,o que eu realmente me perguntei mesmo sem querer era se Natsu levaria Gray...

Notas finais
¹ Jaina e Kalecgos : personagens do Marés da Guerra ( ainda lembram u.u kk) Tô ansiosa pra postar o próximo hehe Ae.. Uma coisa. Fiz uma pequena,burradinha... No capítulo que o Gray andou pelado na rua (pausa pra rir pacas) eu escrevi sei lá porque Rogue no capítulo .-. Sabe quando vc ta pensando num nome e acaba escrevendo? Então... Sorry. O Rogue não apareceu na fic ok? Não. Esqueçam ele... Por enquanto (aquela carinha) Eu só percebi porque li no pc e me perguntei o que ele estava fazendo ali? Erro justificado! Até a nossa festa a fantasia :3 Beijoos! ♥ ♥