Caindo em Tentação

11 CAPITULO 12 - MERDA


Subi as escadas de casa com dificuldade, carregando o meu Ipod. Entrei no quarto e Dudu estava dormindo. Ainda eram 18:00h, então ele provavelmente estava só cochilando. Pedi uma sacola para Joana, ela me ajudou a enrolar a sacola no meu braço e eu fui tomar banho. Enchi a banheira e fiquei deitada lá, pensando na vida. E uma cena veio na minha cabeça, como um filme.

- Foi tudo culpa minha Duda. Eu sabia que a Mary ia fazer algo contra você, eu não devia ter ficado longe de você nem um segundo, eu tinha que ter te protegido dela. Duda, por favor, fica boa logo, eu não consigo mais viver sem você. Eu não consigo ficar um segundo longe de você, por isso que eu to aqui, sozinho. Nossos pais e o Emilio foram pra casa, mas eu to aqui. E eu não vou deixar você sozinha nunca mais, isso é uma promessa. – ele beijou meu rosto. – Eu te amo.

Eu estava totalmente dopada pelos remédios, mas eu me lembrei direitinho de cada palavra que ele disse, e ao me lembrar disso, eu percebi o quanto eu tinha sido injusta com o Dudu. É claro que ele não tinha nada a vê com o que a Mary fez, e eu o acusei. Como se não bastasse eu namorar o melhor amigo dele, eu o acusei de ter sido o culpado pela minha situação.

- PARABÉNS MARIA EDUARDA, SUA BURRA! – gritei.

- Duda? – era a voz do Dudu. Droga, acordei ele.

- OI? – gritei de dentro do banheiro.

- Nada não, era só pra saber se era você. – resmungou ele.

Terminei meu banho de 1 hora e meia, escovei os dentes e saí do banheiro. Dudu estava sentado na cama, com o notebook no colo. Eu fui até a minha mala – eu ainda não tinha um guarda-roupa -, peguei uma roupa qualquer e fui até o banheiro me vestir. Eduardo nem se quer tirou os olhos do notebook. Ele definitivamente, me odeia agora.

Quando saí, ele também não me olhou. Me sentei na minha cama, peguei o meu notebook e abri meu Orkut e o meu MSN.

Me assustei quando vi um depoimento do Pedro.

“O que você fez? Matou as promessas e você. Aqui dentro de mim, não existe mais nada seu. Escolhi seguir outra direção, apagar da minha memória. Você ERA pra mim, algo insubstituível.”

Que idiota! Será que ele se acha tão criativo assim que pensou que eu não ia saber que aquilo era uma letra de música? Será que ele é tão idiota que pensa que eu não conheço a banda Nx zero? Eu fui obrigada a rir. Eduardo me lançou um olhar curioso, mas não me perguntou nada.

Eu rejeitei o depoimento, fui até o Orkut dele e criei um depoimento para ele também.

“Não precisava me mandar um trecho de uma música do Nx zero, eu já sou fã deles. Beijinhos.”

Comecei a rir de novo. Como eu adoro ser irônica. Novamente Eduardo me lançou um olhar curioso, mas não falou nada.

Uma janela abriu no MSN, era o Emilio.

- emilio surita (: diz:

Irmãzinha, tudo bem?

- duda ;* diz:

Tudo bem sim irmãozão e com você?

- emilio surita (: diz:

Tudo bem. Você pode vir aqui no meu quarto pra gente conversar?

- duda ;* diz:

Claro, estou indo :)

Deixei o MSN ausente e fui até o quarto do Emilio. Eduardo ficou me encarando mas não falou nada. Bati na porta do quarto do Emilio.

Eu rejeitei o depoimento, fui até o Orkut dele e criei um depoimento para ele também.

“Não precisava me mandar um trecho de uma música do Nx zero, eu já sou fã deles. Beijinhos.”

Comecei a rir de novo. Como eu adoro ser irônica. Novamente Eduardo me lançou um olhar curioso, mas não falou nada.

Uma janela abriu no MSN, era o Emilio.

- emilio surita (: diz:

Irmãzinha, tudo bem?

- duda ;* diz:

Tudo bem sim irmãozão e com você?

- emilio surita (: diz:

Tudo bem. Você pode vir aqui no meu quarto pra gente conversar?

- duda ;* diz:

Claro, estou indo :)

Deixei o MSN ausente e fui até o quarto do Emilio. Eduardo ficou me encarando mas não falou nada. Bati na porta do quarto do Emilio.

- ENTRA! – gritou ele.

- O que você quer conversar, irmãozão? – entrei no quarto e me sentei na cama ele.

- Só quero que você leia isso. – e colocou o notebook no meu colo.

- dudu Surita diz:

Mano, me ajuda... eu tô perdido

- emilio surita (: diz:

Como assim mano? Que foi?

- dudu Surita diz:

A Duda... cê acredita que ela tá achando que eu mandei a Mary empurrar ela da escada????

- emilio surita (: diz:

E não mandou?

- dudu Surita diz:

Nooooooossa mano! Até parece que eu ia faze isso. Eu terminei com a Mary mano. E depois eu nunca mais falei com ela.

- emilio surita (: diz:

Conversa com a Duda então

- dudu Surita diz:

Eu não vou conversar com ela... cansei de ir atrás mano, deixa ela acreditar no que ela quiser

- emilio surita (: diz:

Então pra que você me pede pra te ajudar? Eu te dou um conselho e você não segue

- dudu Surita diz:

Eu sou orgulhoso mano... e ela pelo jeito é mais orgulhosa ainda

- emilio surita (: diz:

E o que eu posso fazer pra ajudar?

- dudu Surita diz:

Sei lá mano... chama ela pra ir dormir no seu quarto. Eu não aguento mais ficar no mesmo quarto que ela e ficar sem conversar com ela

- emilio surita (: diz:

Tudo bem... já vou chamar.

- dudu Surita diz:

Valeu mano

- Nossa. – foi a única coisa que eu consegui dizer.

- Continua achando que ele foi o culpado? – Emilio me fuzilou com os olhos.

- Eu já tinha sacado que ele não tinha culpa, mas... – Emilio me interrompeu.

- Tá esperando o que pra falar com ele então Duda? – ele cruzou os braços.

- Boa pergunta. – abaixei a cabeça. – Ele deve tá me odiando.

- Duda – ele levantou meu rosto -, o Eduardo te ama. Por favor, vai lá falar com ele.

- Emilio, talvez seja melhor deixar do jeito que tá. – e comecei a chorar.

- Tá doida? – ele riu. – Você vai lá falar com ele agora.

- Por favor, irmãozão, tenta me entender. – eu continuava chorando.

- Duda – ele enxugou minhas lágrimas – Vai lá logo se entender com o Dudu.

- Mano, eu amo ele. – falei na lata.

- Disso eu já sei faz tempo. – ele revirou os olhos.

Então Emilio, você tem que me ajudar poxa. – falei tentando controlar o choro. – Eu amo o Dudu, mas ele é meu irmão, nunca vai poder ser mais que isso.

- Eu sei que é errado o que eu vou te dizer agora – ele levantou meu rosto novamente -, mas se vocês se amam de verdade, eu apoio vocês dois. E prometo que nunca vou contar nada para nossos pais se vocês namorarem escondido. – e ele sorriu.

- SÉRIO? – gritei. – Ai Emilio, você é o melhor irmão do mundo.

Pulei em cima dele e o abracei. Ele caiu de costas na cama e eu em cima dele. E como eu sou sempre muito sortuda – tô ironizando – Dudu entrou no quarto.

- Pelo jeito eu tô sempre no lugar errado, na hora errada. – resmungou ele.

- Mano, não é nada do que você tá pensando. – Emilio se levantou rápido e foi até ele.

- Eu não tô pensando nada mano. – ele disse grosseiramente, e depois me fuzilou com os olhos. – Bom ver que você tá feliz.

Eu abaixei a cabeça, me sentindo a pior pessoa do mundo. Eduardo ia sair do quarto, mas antes disse.

- Err... já ia me esquecendo. – ele fez uma pausa. – Vim chamar vocês dois para jantar. – e ele se foi.

Eu comecei a chorar. DROGA!

- Calma Duda. – Emilio disse me abraçando com cuidado. – Vamos jantar e depois você conversa com ele tá?

- Tá bom. – enxuguei as lágrimas. E nós dois fomos juntos para a sala de jantar.

Durante o jantar, Dudu não disse nada. Anne e Emilio me perguntavam o tempo inteiro como eu estava me sentindo, eu dizia que estava bem, que só sentia muita dor de cabeça, e eles me deram um remédio depois do jantar que ia aliviar a dor. Dudu foi o primeiro a terminar de comer, aliás, fingir que comeu, porque metade da comida ficou no prato. Comi o mais rápido que pude e subi para falar com ele antes que ele resolvesse dormir. Cheguei até a porta do quarto e bati.

- ENTRA! – gritou ele.

Quando eu abri a porta ele disse:

- Ah, é você? – ele me olhou com uma cara desprezível. – Você não precisa bater na porta. — e voltou a olhar para o notebook.