Cafes, Hearts, Flashes And The Like.
1 Capítulo 1 - Bumps, blemishes and red cheeks.
Notas iniciais
- Eu escolhi a Miley para personagem principal pela quantidade de montagens dela e do Harry. É quase tipo hiley. hahahahaa Porém se vocês não gostam dela, ou qualquer coisa assim imagem quem vocês quiserem pois não irá influenciar em nada. Aqui a Miley não é famosa e nem canta. Tudo diferente e saído diretamente da minha caixola!
– Eu vou querer um cappuccino italiano, um macchiato, um médio e um cappuccino normal. Tudo pra viajem. – Eu disse ao atendente da Starbucks enquanto lia a listinha que o pessoal do meu estágio tinha feito. O macchiato em si era importante pois era para Heather, minha chefe ranzinza. Nós tínhamos tirado na sorte quem iria sair pra comprar o café daquela quarta-feira e como a sorte nunca esteve muito perto de mim, eu havia perdido. Eu batucava com as minhas unhas recentemente pintadas de preto enquanto espera que meu pedido ficasse pronto. Eu não sou o que chamam de pessoa paciente.
– Pronto, está tudo aqui. – O atendente me deu um sorriso doce, que me deixou um tanto quando surpresa porque a fila atrás de mim estava bem grande e nessas horas ele deveria estar de mau humor, como todos os outros funcionários pelos quais eu já havia sido atendida ali.
– Obrigada! – Disse pegando os copos de café e retribuindo o sorrindo. Virei-me em direção a saída da loja enquanto conferia o pedido distraída e quando fui empurrar a porta algo bateu bem no meio da minha testa, me fazendo cair pra trás e o café se esparramar a minha volta e na minha roupa. Eu sentia minha testa latejar e no meio da confusão que tinha se gerado ali, eu ouvi uma voz rouca um tanto quanto desesperada.
– Ai meu Deus! Eu sinto muito, eu não te vi! – Eu olhei pra cima ainda no chão e pude ver um garoto de cabelos cacheados e olhos incrivelmente verdes com a mão estendida na minha direção e uma expressão meio constrangida no rosto. Eu segurei sua mão e observei o contraste que a minha pele meio bronzeada fazia com a pele alva dele. Levantei-me do chão com a outra mão na testa rezando pra que aquela pancada não me rendesse um hematoma.
– Você deveria olhar por onde anda! – Eu disse meio mau humorada, talvez pelo fato de que a minha blusa estava totalmente manchada de café e eu ainda tinha que enfrentar o resto do dia com ela. Ele enrugou a testa e contraiu a boca em uma expressão contrariada.
– Não é como se você também estivesse olhando por onde anda. E eu já pedi desculpa!-Ele se justificou e me encarou com os olhos meio acusadores. Ok, talvez a culpa não fosse só dele.
– Olha só a minha blusa. – Passei a mão pela minha blusa branca soltando um gemido quando senti ela colar no meu corpo, tentando em vão salvar alguma coisa ali.
– Eu te compro outr....-Ele começou a dizer, mas não terminou a frase pois foi interrompido por um gritinho histérico que veio de uma das garotas que estava na fila um pouco atrás de nos.
– Meu Deus! É Harry styles!- Ela disse e veio meio afobada com um guardanapo na mão, que sinceramente eu não sei da onde havia surgido, na direção do garoto que havia me derrubado. Eu não estava entendendo nada e minha testa meio dolorida não ajudava nada para o meu processo de raciocínio. Ele assinou o guardanapo como se aquilo já fosse algo comum a ele e então a menina pediu uma foto, eu me afastei. No estado em que eu me encontrava certamente ficar longe de flashes era uma opção aconselhável.
E então eu notei que praticamente todos os pares de olhos presentes na loja estavam fitando a cena. Ótimo! Quem diabos era ele? Pensei o encarando enquanto a menina se afastava e ele voltava sua atenção para mim.
– Você precisa de ajuda? Eu posso te levar em algum lugar e podemos comprar outra blusa pra você, eu pago! Aliais, acho que você vai querer outro café também, não é? Eu posso dar um jeito nisso. Qual você vai querer? – Como se já não bastasse a minha tagarelice e confusão interna, ele começou a falar sem parar e eu já estava ficando confusa.
– Ei!- Eu disse agitando meus braços na frente dele como se pedisse um tempo. – Calma, eu estou bem, ok? – Eu disse a ele o fazendo parar de falar.
– Não, deixe-me te ajudar! Você não pode sair assim na rua. – Ele apontou pra minha camisa totalmente manchada e eu me dei por vencida. Eu estava mesmo uma droga e não me mataria aceitar a ajuda dele.
– Tudo bem então. – Eu dei de ombros e ele sorriu. E que sorriso! Oh meu Deus! Eu disse isso mesmo? Deve ter sido a batida!
– Meu carro está parado logo aqui na frente. Vamos? – Ele perguntou e eu deixei meus pensamentos de lado para encará-lo e assentir.
Saímos de lá ainda com todos nos encarando o que era realmente esquisito, a menina em particular que havia falado com ele a alguns minutos atrás parecia particularmente encantada com a simples presença dele ali. Ele me guiou até um carro grande preto com aparência de caro.
– Afinal, qual o seu nome? – Ele perguntou enquanto abria a porta do carro pra mim.
– Eu sou Letícia. – Disse meu nome e ele sorriu novamente pra mim e eu pude perceber as sua coninhas.
– Muito prazer, meu nome é Harry...-Ele estendeu a mão pra mim e então um flash da minha prima um pouco mais nova cantando uma música de uma boy band invadiu minha mente. Segurei sua mão e sorri. Então era ele.
– Harry Styles, da one direction, mas é claro!- Ele riu divertido quando eu disse isso.
– Finalmente!- Eu ri quando ele levantou as mãos pro céu como se tivesse agradecendo.
Nos finalmente entramos no carro e eu tomei o máximo de cuidado para não sujar o estofamento do banco dele, porque provavelmente aquilo valia mais do que eu podia ganhar com o meu estágio em um ano.
– E então pra onde vamos?- Ele perguntou assim que ligou o carro e me encarou. Olhei no relógio e eu ainda tinha uma hora de almoço. Sim, eu só havia saído pra comprar os cafés e o meu plano era passar o resto da minha hora vaga relaxando no terraço da revista na qual eu trabalhava, porém agora meu plano tinha ido por água a baixo.
– Bom, você pode me levar até o meu apartamento? – Eu perguntei. – Não é muito longe. Fica em Islington.
– Claro! – Ele então colocou o carro em movimento. Eu o observava de vez em quando. Sua expressão concentra enquanto dirigia o deixava mais bonito ainda. De perfil eu prestei atenção nos contornos do rosto dele. O nariz comprido e bem esculpido, a boca bem desenhada e o queixo marcante. A pele alva em contraste com os cabelos desgrenhados em cachos castanhos e os olhos verdes incrivelmente brilhantes e cheios de vida que agora encaravam a rua a sua frente um tanto quanto atentos. Ele era realmente muito bonito, além de me parecer uma boa pessoa. Desviei a minha atenção dele para a janela, porque achei que ficaria meio estranho se eu continuasse a encará-lo daquela forma.
– Então, o que está fazendo perdido por aqui? Não deveria, sei lá, estar em uma turnê ou em uma entrevista super importante? – Eu quebrei o silencio que havia se instalado no carro, se é claro eu não levasse em conta o rádio que ele havia ligada a alguns minutos atrás. Ele riu com o que eu disse e a risada dele era realmente contagiante, porque eu me peguei rindo junto com ele.
– Eu acabei de voltar de uma turnê. – Ele me olhou por um momento e depois voltou sua atenção a rua. – Agora eu e os meninos recebemos um tempo para descansar. E você? O que ta fazendo em Londres? Porque você não é daqui, é? Você tem sotaque. –Ele perguntou e eu me chutei mentalmente. Droga! Eu tinha trabalhado tanto para que meu inglês parecesse londrino, mas acho que não obtive tanto sucesso.
– Não, eu sou brasileira. – Expliquei a ele e senti um pouco de saudade da minha terra. Era ótimo estar em Londres e poder trabalhar no que eu gostava, porém ficar longe da minha família era doloroso também. Nos auges dos meus quase 18 anos, a minha vinda para Londres tinha sido uma grande mudança na minha vida. – Eu me mudei faz quase um ano, estou aqui porque consegui um estágio na revista Elle.
– Nossa que legal, eu sempre quis conhecer o Brasil! Dizem que lá se tem boas comidas e as melhores mulheres. – Ele começou animado. – Bom, quando as mulheres eu já sei que é verdade. – Ele piscou pra mim e eu me senti meio constrangida, mas no final acabei sorrindo também.
Paramos-nos na frente do meu prédio e eu o encarei.
– Quer subir?- Eu perguntei.
– Aham. – Ele somente me respondeu isso e depois nos descemos do carro. Nós não conversamos enquanto íamos até o meu pequeno apartamento no oitavo andar. Aquilo era meio estranho, eu devo admitir. Quais são as chances? Quero dizer, ele era uma estrela e podia simplesmente ter me dados uns trocados e ido embora ou talvez nem isso. Mas não, ele estava ali sendo prestativo e atencioso. Diante daquela situação mesmo sem conhecê-lo realmente, ele tinha ganhado o meu respeito. Quando paramos em frente a porta do 802, eu a abri meio desajeitada e depois dei espaço para que Harry pudesse adentrar o apartamento também. Ele entrou meio sem jeito e depois começou a observar tudo.
– Eu só vou trocar de roupa, fique a vontade! – Eu disse enquanto subia as escadas até o meu quarto. Enquanto me trocava sorri pra mim mesma no espelho me sentindo uma idiota por ter brigado com ele quando ele me derrubou, agora eu achava aquilo meio engraçado. Depois de me olhar umas três vezes no espelho e de ter penteado meu cabelo duas vezes, eu finalmente sai do quarto e desci as escadas dando de cara com Harry sentado no sofá.
– Pronto!- Assim que ele ouviu a minha voz se virou rapidamente na minha direção e então sorriu.
– Vamos então? – Ele perguntou e indicou a porta.
– Ah não, tudo bem. Obrigado por me ajudar, mas eu posso pedir um táxi. – Eu estava me sentindo meio mal por ter tirado ele do que quer que seja que iria fazer, aliais ele nem havia tomado o café que eu supus que ele iria comprar.
– Ei, eu não tenho nada pra fazer, posso te levar. – Harry falou rápido não se dando por vencido.
– Não, eu não quer....- Eu não terminei de falar porque Harry pegou a minha mão e me puxou até a porta.
– Vamos, eu estou te devendo por ter derrubado café em você!- Diante da insistência dele, eu acabei cedendo. Afinal, chamar um táxi certamente iria demorar e eu não estava assim com tempo para gastar.
Nos voltamos para o carro dele e fomos conversando sobre as turnês e os lugares que ele já havia conhecido enquanto eu contava algumas coisas sobre o Brasil e sobre o meu estágio. Fiquei surpresa como o tempo simplesmente passou rápido porque quando dei por mim ele estava parando o carro em frente ao prédio da Elle. Eu encarei o chão me sentindo meio triste, porque depois daquilo eu provavelmente nunca mais iria vê-lo.
– Hãmm...obrigada por me trazer e por ter me ajudado.- Eu disse a ele e sorri.
– Foi um prazer, quer dizer, menos a parte que eu derrubei café em você!- Ele fez uma expressão confusa e logo depois pareceu divertido com o que tinha dito o que me fez sorrir mais uma vez.
– Ah, ta tudo bem . – Eu balancei a cabeça. – Bom, eu tenho que ir ou a minha chefe vai me matar. – Eu me virei para sair do carro, mas senti a mão de Harry me impedir.
– Poxa, vai saindo assim? – Ele fez um bico um tanto quanto fofo. – Me passe seu número pelo menos, assim a gente não perde contato. – Eu não estava preparava pra aquilo. Demorei em reagir. Ele tinha mesmo pedido o meu número?
– Ok, claro!- Eu disse o meu número e ele anotou no seu celular, depois ele simplesmente tirou uma foto que me pegou novamente desprevenida e então riu arteiro, como uma criança.
– Nossa, deve ter ficado horrível.- Eu fiz careta.
– Não, ficou bom, na verdade ficou ótima! – Ele sorriu e eu me senti constrangida novamente, mas eu logo me recompus, pois eu me dei conta de que estava atrasada.
– Eu preciso ir.- Anunciei e novamente me virei para sair e novamente ele me impediu, mas dessa vez ele não disse nada, apenas me puxou e depositou um beijo na minha bochecha.
– Tchau! – Ele disse depois de me soltar e eu sei que fiquei vermelha porque ele riu avaliando a minha expressão. Sorri meio sem jeito e então finalmente sai do carro, me virando depois e acenando para ele que retribuiu enquanto acelerava com o carro e sumia pelas ruas de Londres. Eu entrei no prédio da revista tendo a certeza de duas coisas: a primeira era que eu me sentia estranhamente feliz por Harry ter pedido o meu número mesmo tendo a grande possibilidade de ele nunca nem sequer me ligar e ter feito aquilo somente por educação. E a segunda era que se eu não chegasse em cinco minutos na sala da Heather com o seu macchiato eu provavelmente receberia um sermão assustador como da última vez que esqueci de lhe trazer o café, isso se ela estivesse em um dia bom. Se ela estivesse de mau humor havia uma grande chance de eu acabar sendo despedida. E acrescendo uma última certeza: Eu não tinha um macchiato!
Notas finais
- BEIJOOOOOOOOOOOOS :*
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