Cafes, Hearts, Flashes And The Like.
3 Capítulo 3 - Pajamas, hot dogs and racing heart.
Notas iniciais
Eu fiquei congelada no lugar por um momento. Ok, o que eu faço agora? E sem nem pensar direito fiz a única coisa que me pareceu uma boa saída.
- Eu já volto! – Ele não teve tempo de responder por que no segundo seguinte eu estava correndo escada acima. Entrei no meu quarto e revirei o meu guarda-roupa inteiro. Eu precisava de algo casual, mas que também não parecesse que eu estava me arrumando pra ele. Ai.Meu.Deus!
Depois de me descabelar e bagunçar todo o meu quarto eu finalmente me sentia melhor para encará-lo. Pelo menos agora meu cabelo não estava parecendo um ninho de rato.
Desci as escadas lentamente torcendo para que ele ainda estivesse ali e não tivesse se assustado com o meu estado repentino de desespero.
Primeiramente eu não o vi, ele não estava sentado no sofá como da ultima vez que esteve aqui. Passei meus olhos pela sala e o encontrei de pé observando uma foto minha com John e Leah.
- Foi no meu aniversário. – Ele voltou sua atenção para mim assim que ouviu minha voz.
- O que?
- A foto. Foi tirada no meu aniversário. – Eu expliquei e me aproximei um pouco mais dele.
- Ah. É uma bela foto. – Ele parou por um minuto. – Olha, desculpe aparecer assim, eu deveria ter ligado, mas é que eu tava passando por aqui e....
- Não, tudo bem! – Eu o interrompi. – Então...o que veio fazer aqui?
- Bom, eu sei que é meio estranho, mas que tal se a gente sair pra fazer alguma coisa?
Ok. Talvez eu não estivesse mesmo esperando por isso. Quero dizer, ele estava mesmo aqui? Não é muito provável. O mais estranho é que eu mesmo não entendendo o porquê dele ter acabado na minha porta em um sábado a tarde quando a cidade tinha muito mais a oferecer para ele, me peguei com vontade de aceitar o convite, mesmo sabendo que poderia estar cometendo um erro. Não que eu não gostasse da companhia dele, mas ele era uma estrela da música, né? O que ele poderia querer com uma garota como eu?
- Aonde vamos?- Passei por cima dos meus pensamentos e sorri pra ele.
- Ainda estou trabalhando nisso! – Ele soltou uma gargalhada gostosa e no segundo seguinte nos estávamos saindo do meu apartamento.
O London Eye foi construído para a celebração do milênio, mas seus atrativos superaram o prazo inicialmente planejado, e eu devo dizer que eu me sentia no topo do mundo. Eu não estava nem perto disso, porém ali olhando as luzes da cidade começar a se acender, o sol começar a se esconder e a noite nascer, uma sensação tão boa cresceu no meu peito que eu sorri totalmente emocionada. Mesmo estando na cidade há um tempo eu nunca tinha ido até lá, a culpa provavelmente era de John e Leah que quando resolveram me levar para um tour na cidade logo que eu havia chego de viajem deixaram essa parte de fora.
- Aqui é tão lindo!- Eu me virei para Harry que estava sentando um pouco atrás de mim.
- É sim. Eu tinha me esquecido como era subir aqui, faz tanto tempo que eu não faço isso. — Ele se levantou e ficou do meu lado. – Tem coisas assim lá no Brasil?
- Tem o pão de açúcar e é lindo também, mas aqui, bom, me parece meio mágico. – Eu meio que ri do que eu própria havia acabado de falar. Eu me senti uma tola e logo depois minhas bochechas estavam quentes. Harry não disse nada depois disso, eu não sei se ele me achou totalmente estranha ou se só estava admirando a paisagem.
- Você está com fome? – Perguntei assim que descemos. Eu sei que eu deveria o deixar fazer essa perguntar e blá blá blá, mas eu estava morrendo de fome e não estávamos muito longe do meu “restaurante” favorito em Londres.
- Sim, um pouco. – Ele concordou com a cabeça e seus cachos balançaram com o movimento. – Algo em mente?
- Na verdade sim. Vem! – Eu peguei a mão dele e o guiei até um parque ali perto. Eu costumava ir até lá assim que saia da revista e me sentia cansada demais do ambiente de trabalho ou simplesmente quando precisava parar um pouco e esquecer-me da correria dos meus dias. Passar um tempo ali era relaxante e foi assim que achei uma iguaria deliciosa. Harry parecia curioso enquanto eu o guiava pelo parque até o trailer parado bem perto do lago. Eu parei ali na frente e ele me encarou confuso.
- Bem vindo ao meu restaurante favorito! – Eu apontei para o trailer a nossa frente.
- Sério?- Eu não sei dizer se ele estava surpreso ou incrédulo, mas ele sorriu, então acho que estava tudo bem.
- Oi, Lú! – Eu me pendurei no balcão do trailer e dei um largo sorriso para a senhora que estava atendendo uma garota que aparentava ter uns 12 anos. Ela encarou o Harry por um tempo, mas pareceu envergonhada demais para pedir um autografo ou uma foto. Eu não sei se fiquei confortável com isso, mas deixei passar e me concentrei em aproveitar aquele momento. Lúcia parecia feliz em me ver também porque sorriu pra mim de um jeito doce.
- Oi querida! – Ela colocou sua mão com luva sobre a minha. – O que vai querer hoje?
- Então, eu trouxe um amigo para experimentar o melhor cachorro quente da cidade. — Puxei Harry para perto e ele acenou para a senhora a nossa frente meio sem graça.
- Ah! Olá querido!- Ela fez a mesma coisa que havia feito comigo a uns segundos atrás e segurou a mão dele e sorriu docemente. Eu a adorava, ela me lembrava a minha avó. – Irei caprichar então! – Ela se virou e começou a preparar o meu pedido.
- Você faz muito isso? – Harry parecia divertido com a idéia.
- Bom, só quando eu to com preguiça de preparar alguma coisa pra comer ou quando eu preciso relaxar um pouco. – Eu sorri olhando naqueles olhos incrivelmente verdes. – Isso é um problema? – Mordi o lábio me perguntando se eu tinha feito errado em tê-lo trazido até aqui, afinal ele deveria estar acostumado com tudo do bom e do melhor e um trailer de cachorros-quentes não parecia nem perto disso.
- Não, é que eu não conheço muitas garotas que fazem esse tipo de coisa sem se preocupar com quantas calorias estão ingerindo. – Ele coçou a cabeça e bagunçou seus cachos. Espera, ele estava em chamando de gorda?
-Hey, está me chamando de gorda na cara dura?- Eu arregalei um pouco os meus olhos para ele e fingi estar totalmente apavorada com a idéia.
- Ee-u....-ele gaguejou e eu ri da cara dele.
- Ei calma! – Eu coloquei minha mão sobre o ombro dele e depois o empurrei enquanto ria da cara de espanto que ele havia feito. – Eu estava só brincando.
- Você poderia ser atriz! – Sua expressão se suavizou e então ele riu.
- Pronto queridos, está aqui. – Lúcia nos entregou os cachorros quentes.
- Quando é Lu? – Eu abri minha bolsa com a intenção de procurar minha carteira enquanto equilibrava o meu lanche na outra mão.
- Não, tudo bem, eu pago. – Harry me impediu segurando minha mão e estendeu o dinheiro na direção de Lú.
- Não, esse é uma cortesia. – Luce se afastou um pouco e rejeitou com um gesto carinhoso o dinheiro que ele estendia a ela. – Vocês formam um belo casal, parabéns querida! – Ela parecia animada com a idéia. Harry que guardava o dinheiro novamente no bolso me encarou meio sem jeito e eu por minha vez encarei Lúcia sentindo minhas bochechas queimarem de vergonha.
- Não, Lú...ahmm, não somos um casal! – Eu expliquei enquanto dava um meio sorriso sem graça.
- Ah! Mas que pena, formaria um belo par!- Ela sorriu novamente.
- Obrigado pelos cachorros-quentes, nos vemos depois! – Eu puxei Harry de lá antes que aquela conversa ficasse mais estranha ainda.
Eu não olhei para Harry, mas eu podia dizer que ele havia ficado tão sem jeito quanto eu. Nós nos sentamos em um banco que havia perto dali e então começamos a comer.
- Isso é bom mesmo! – Eu olhei para ele e ri porque ele fazia uma cara de puro prazer.
- Eu disse! – Sorri convencida. Ele deu mais uma mordida no seu lanche e concordou com a cabeça.
- Você trata aquela senhora como se fosse da sua família.
- Ela me lembra a minha avó. – Eu olhei para frente, o lago estava refletindo as luzes dos postes a nossa volta.
- Você sente falta de casa, não é? – A voz dele era mais cautelosa agora.
- Sinto, mas vale à pena. – Sorri fraco e virei para ele. Logo em seguida eu soltei uma gargalhada.
- O que foi? – ele franziu a testa pra mim.
- Você ta todo sujo! – Ele passou a mão pelo rosto, mas não adiantou de nada, pois ele continuava com molho bem no canto da boca.
- Não, aqui. – Eu fiz um gesto com a mão a passando pelo meu próprio rosto, indicando o lugar que ele deveria limpar. Ele fez mais uma tentativa, limpou todos os lugares menos o que estava realmente sujo. – Deixa, eu faço isso! – Peguei um guardanapo que eu estava segurando e me aproximei dele e então passei sobre o molho que estava bem em cima da onde se formavam suas covinhas quando ele sorria. Ele me olhou nos olhos e eu me perdi por um momento, me esquecendo até do que estava fazendo. Eu nunca tinha visto olhos tão bonitos como os dele. Ali naquela imensidão verde havia um brilho próprio que eu nunca tinha visto em outros olhos antes, dava-me a sensação de que era uma fonte inesgotável de luz e que nunca se apagaria. Encarando ele daquele jeito, de bem perto, naquele exato momento me dei conta de que nunca me esqueceria daqueles olhos e eu me peguei entendendo que eu não queria mesmo esquecer. Harry segurou minha mão que ainda estava no mesmo lugar onde antes havia uma pequena mancha de molho que eu tinha acabado de limpar e então ele se aproximou um pouco. Desviei meus olhos do dele somente para encarar outra parte tão hipnotizante quanto. Seus lábios bem desenhados e tão convidativos. Eu poderia me perder ali e não me importaria nem um pouco com isso.
CLICK CLICK CLICK
Eu me senti meio desconcertada pela segunda vez em menos de uma hora quando desviei minha atenção do rosto dele e procurei da onde vinha o barulho.
- Droga! – Harry se levantou meio irritado.
- O que foi? – Eu o encarei confusa pela atitude repentina dele.
- Acho que temos companhia. – Ele balançou a cabeça e me parecia meio chateado.
- O que?
- Paparazzi. – Ele não precisou dizer mais nada, estava tudo explicado. Entendia agora porque ele parecia chateado.
- Vamos embora então. – Eu peguei a mão dele, mas ele a soltou e eu me senti meio mal com isso. Nós não dissemos nada enquanto íamos até o carro dele. Nós não dissemos nada enquanto pegávamos o caminho até o meu apartamento. Aquilo era realmente estranho.
- Você ta bem?- Eu não agüentei e quebrei o silencio.
- Olha, me desculpa por isso. – Ele finalmente me olhou. – Eu não queria estragar o nosso passeio, mas é que eu não quero expor você. – Ele parecia até mais velho enquanto me explicava sério sobre o que havia acontecido a algum tempo atrás no parque.
- Tudo bem, eu não me importo.
- Não, você não ta entendo. – Ele balançou a cabeça. – Eu só não quero que as pessoas saibam de tudo que acontece na minha vida. – Ele parecia meio frustrado. – Eu odeio paparazzi! Eu só quero ser normal!
- Eles só estão fazendo o trabalho deles, como você faz o seu quando sobe no palco. Você não deveria ficar tão chateado. Você escolheu isso. – Eu sei que eu poderia estar parecendo meio chata, mas mesmo assim estava dizendo o que eu pensava.
- Do que está falando? – Ele tirou sua atenção da rua por um momento para me encarar com seus olhos verdes.
- Harry, você é bom no que faz e tem uma carreira junto com seus amigos. Você podia ser normal, mas você abriu mão disso quando escolheu ser músico, abriu mão da normalidade, sua vida não é mais assim. Então eu não entendo o porquê de você ficar tão chateado quando há assédio sobre você. – Ele não disse nada, apenas ficou me encarando e logo depois olhou para frente novamente. Eu senti meio mal por ter dito isso a ele, talvez eu tivesse sido dura demais. Quem era eu para dizer aquilo tudo a ele. Ah droga! Eu queria me chutar agora.
Ele parou o carro na frente do meu prédio e eu me virei para ele.
- Olha, eu sinto muito por ter dito isso, eu.....
- Não! Tudo bem.- Ele me encarou. – Você está certa. – Eu fiquei surpresa quando ele disse isso. – É que nunca ninguém tinha falado assim comigo, mas você tem razão. Eu deveria estar acostumado com isso, mas às vezes é difícil. – Ele segurou a minha mão e sorriu fraco. – Obrigada. – Ok, por essa eu realmente não esperava. Ele agradeceu por eu ter dado uma bronca nele??
- Deve ser meio chato mesmo. Olha, eu não devia ter falado com você daquele jeito, não era da minha conta.
- Eu mereci. – Eu sorri para ele. Eu me virei para sair do carro, mas me surpreendi quando ele desceu do carro junto comigo.
- O que está fazendo? – Perguntei surpresa por ele ter feito isso.
- Bom, eu te busquei em casa, não foi? Tenho que te levar de volta até lá. Certificar-me de que você chegará bem. – Eu poderia dizer a ele que eu não corria grandes perigos indo da calçada enfrente ao meu prédio até a porta do meu apartamento, mas o jeito que ele disse aquilo me pareceu tão doce que eu não tive coragem, eu até gostei em ter companhia para entrar no elevador, que era mais um dos meus medos idiotas. Harry não parecia chateado com o que eu tinha dito para ele no carro e meu coração pareceu mais leve quando percebeu isso. Como ele havia dito lá em baixo a poucos minutos, ele me levou até a minha porta.
- Está entregue! – Ele abriu um sorriso.
- Sã e salva! – Eu brinquei e sorri pra ele também. – Obrigado por hoje, fazia algum tempo que eu não em divertia assim.
Ele pareia feliz com o que eu havia dito, e pela segunda vez no dia eu me peguei presa nos olhos dele. Naquele momento eles estavam brilhando. Ele não disse nada, apenas se aproximou e eu não me mexi, embora eu achasse que devesse. Senti meu coração bater rápido no meu peito e me chutei mentalmente quando senti minhas pernas tremeram enquanto ele dava mais um passo na minha direção ficando a poucos centímetros de mim, tão perto que eu podia sentir sua respiração bater contra a pele do meu rosto. Senti uma de suas mãos passar por minha cintura e me puxar para mais perto, isso tudo sem desviar seus olhos dos meus e mesmo sentindo minhas bochechas queimarem pela maldita vergonha algo dentro de mim não deixou que eu quebrasse o contato visual com ele. Assim, lentamente ele se inclinou e eu achei que iria ter um troço pois seu cheiro fez com que eu me sentisse meio tonta e meu coração acelerou mais ainda no meu peito. Encarei sua boca extremamente convidativa pra mim naquele momento como eu havia feito no parque. E então eu fechei meus olhos por instinto.
- OH MEU DEUS! – Eu me assustei e Harry se afastou de mim como se tivesse levado um choque. Na porta do 802 John estava parado com os cabelos bagunçados e somente de cueca, havia também um cara ao seu lado que aparentava ter uns 19 ou 20 anos segurando uma jaqueta preta sobre os braços. Eu ergui minhas sobrancelhas para o meu amigo. — Oi, Lê! – Ele riu meio sem graça e eu ri da cara que ele fez.
— Olá, John e olá amigo do John! – Eu disse meio debochada e ele fez careta pra mim enquanto o rapaz ao seu lado parecia totalmente sem graça.
- Lê, esse é o Troy. Troy, essa é a minha amiga Letícia. – Troy estendeu a mão pra mim e eu a apertei logo depois dele ter soltado um oi meio baixo e constrangido. Eu queria rir da situação, mas não o fiz. – Bom, eu te vejo depois, baby!- John deu um selinho no rapaz que saiu de lá meio constrangido. Então aí sim eu soltei uma gargalhada.
- Muito engraçado! – John fez cara feia pra mim e então encarou um ponto atrás de mim. – Oláááá....-Ele acenou totalmente gay para Harry e então piscou pra ele.
- John, esse é o....
- Harry styles!- John me interrompeu e sorriu travesso. Levantei minha sobrancelha para ele novamente encarei ele e Harry. – Eu sei bem quem ele é! – Ele foi até Harry sem se importar com os trajes em que estava e estendeu a mão para ele.- Eu sou John. – Era impressão minha ou John estava meio que dando em cima do Harry?
- Muito prazer John! – Harry riu do jeito que meu amigo se apresentou a ele.
- Acredite, o prazer é todo meu! – John se afastou dele e piscou novamente, e depois o olhou de cima a baixo. Harry gargalhou.
- Ta, já chega, John! – Eu empurrei meu amigo para dentro do apartamento. – Vai colocar uma roupa descente!
- Tchu Harry! – John fez um gesto para ele como se dissesse: “me liga” e então desapareceu pela porta do meu apartamento.
- Desculpa por isso. Ele estava brincando!Eu acho... – Harry riu quando franzi minha testa confusa.
- Tudo bem, eu gostei dele, ele é engraçado!- Eu não sabia o que dizer a ele, pois me senti envergonhada com o que estávamos prestes a fazer antes que John nos interrompesse.
- Sabe, acho melhor eu entrar e ver o estrago que John causou no meu apartamento. — E mesmo que eu tivesse dito aquilo brincando, meio que para quebrar o clima meio tenso que havia se instalado, eu realmente esperava que todas as minhas coisas estivessem inteiras quando eu entrasse em casa.
- Ah claro, eu também tenho que ir! – Ele se aproximou novamente de mim, e mesmo que eu soubesse que não aconteceria nada demais, isso não impediu que meu coração acelerasse. Ele enlaçou seus braços em minha cintura e me puxou para um abraço apertado, eu respirei fundo sentindo o cheiro dele entrar em meu sistema. Depois ele depositou um leve beijo em meu rosto e então me soltou.
- Tchau. – Eu acenei enquanto ele se diria até o elevador e ele retribuía.
- Até mais! – E então ele se foi. Suspirei e entrei no meu apartamento totalmente feliz e com um sorriso no rosto, mas isso não durou muito.
-JOOOOOOOOOOOOHN!- Eu gritei enraveicida. Eu ia matar John!
Notas finais
Beijos e até a próxima.
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