Cacos de Neve
1 Capítulo Único
Notas iniciais
Aquilo se tornara algo insuportável.
Ambos eram os mais próximos dentro da Teikou, por que uma simples arrumação se dera início a uma fútil discussão? Seijuurou encontrava-se ao depósito escolar a companhia de Midorima e Nijimura. As três presenças foram designadas a arrumação do local, e isso incluía em deixá-los em situações no mínimo agradáveis, já que quando chegaram ali, estava o verdadeiros caos na terra.
Nenhum dos adolescentes ousou protestar tendo o fato daquele serviço ter vindo como pedido da própria boca e direção maior do diretor da escola. Todavia, àquela altura da briguinha inútil entre Akashi e Shintarou, ver fogo no mar virara uma opção para os dois que haviam perdido o foco de tudo.
Shuuzou apertava o cabo da vassoura a qual estava em sua posse, acabando por sentir imensa vontade em quebrá-la. E na cabeça de cada um deles!
Quanta infantilidade a quem deveria ser melhores amigos, nunca ouvira nem vira desentendimentos entre os dois. No entanto, tinha motivo, que pelo menos para o vice-capitão, fazia valer cada palavra trocada com o esverdeado, assim como vice-versa.
Eles estavam no final de toda a organização que realizavam, e nisso, quando o ruivo se prontificava em levar uma caixa para um canto, sem querer acabou por esbarrar no item da sorte de Midorima. E esse era pequeno enfeite de natal, os típicos globos de neve. Adivinha? Mais sujeira.
O esverdeado não se exaltara somente pela perda do item, mas também pelo fato daquilo ter gerado mais bagunça. Sinceramente. Paciência e a santa resistência para algo como aquilo durava com tempo limite.
E tinha um segundo fato, o vice-capitão nem ao menos se desculpara, apenas dizendo que ele não deveria ter levado algo quebrável para onde iam sabendo o que fariam. De certo modo ele tinha razão, porém, a falta de educação não se justificava.
A ver de Nijimura? Dois idiotas discutindo por besteira. Ambos errados, ponto final.
— Oe, Oe. Ou vocês se acertam logo ou eu vou ter que dar meu jeito, hm? — O moreno excedeu a própria paciência em segundos, se aproximando com a vassoura quase que levantada pra cima deles.
Detalhe que não os assustara ou botaram medo, todavia, deixava qualquer um apreensivo com essa posição suas palavras. O capitão era muito bem capaz de fazer aquilo, sabiam.
— Deveríamos estar em casa a essa altura. Eu lhe adverti sobre seu item, Midorima. — Akashi não recuou, mantendo-se neutro diante de tudo, encarando o esverdeado arrumar os óculos em irritação. Ele ainda estava em sã consciência, sabia.
Não eram tolos como Haizaki e Aomine que se alteravam por imensa besteira. Apenas estavam colocando os detalhes em seus devidos lugares, porém, não notando que estavam sendo infantis.
— Só estou esperando a educação que eu sei a qual sua família lhe deu, Akashi. Desde quando tem tal petulância diante de algo que tem culpa? — Shintarou de maneira nenhuma se calou, olhando de forma superior ao ruivo — por mera questão de alturas, mas também ao fato de estar irritado com tudo.
Nijimura sentiu uma veia de forma perigosa pulsar a revelar seu ódio a sua testa. Sua pressão subia só de ver uma cena de estupidez acontecendo. Desde quando ambos eram imbecis daquela maneira?!
Talvez ficar no mesmo ambiente que aqueles outros dois desmiolados ocasionassem em a perda da razão em alguns momentos. Aquilo era mais exaustivo que limpar aquele deposito outra vez. E pareciam que estavam ignorando a fala do moreno.
Seus olhares trocados não eram amigáveis, e aquilo tornava tudo ainda mais raro. E ainda mais sem sentido ao se olhar como tudo dera início. O chão do deposito havia sido varrido pelos três, e não tinha sujeiras sequer — a não ser do globo perto as caixas -, se encontravam no centro vazio do lugar, discutindo. Belo tarde após as aulas. Até parecia que nenhum deles tinha mais o que fazer da vida.
— Certo. — Shuuzou suspirou em irritação, batendo o cabo de vassoura primeiro ao ombro do esverdeado, depois a dar um tapa as costas do ruivo, empurrando ambos um a mais próximo do outro. — Deem as mãos. — Ordenou com cara e tom de poucos amigos. A primeira reação dos dois "enfezados" fora olhar para o capitão de maneira descrente, e até mesmo ligeiramente surpresa.
— Não acho que seja necessário, Nijimura-san. Estou indo. — Akashi sibilou a ignorar as palavras do maior, pretendendo virar-se para a saída e andar até a mesma. Porém, logo recebeu um aperto ao ombro, que atraíra até mesmo os olhos esmeraldas do rapaz de óculos diante da certa "gentileza" do moreno.
— Você vai fazer o que mandei. E agora. Os dois. — Manteve o menor no lugar, fazendo este ter um olhar incomodado e um pouco acuado para si. — Não me façam repetir ou ter de pensar em como fazê-los pagar por assisti-los nesse joguinho de crianças. — Ditou por fim.
Em um momento de consciência, Midorima tomou a mão de Seijuurou a sua, recebendo os orbes vermelhos como única reação.
Qual era o sentido daquilo? Qual era a dificuldade em pedir um mero perdão por ter quebrado um item importante? E qual era a dificuldade de aceitar a culpa de levar coisas que tinha fragilidade para atividades como a limpeza de um local?
Eram perguntas que não tinham como serem respondidas ali de imediato, restando apenas um olhar avaliativo de Nijimura a eles, notando aquela tensão aumentar por certo lado com o fator do contato físico breve. Nenhum dos dois parecia gostar, e tinham motivos óbvios. Algo totalmente forçado de uma força de fora a qual não tinham capacidade de protestar.
Jogo sujo? Jogo sujo. No entanto, Shuuzou não tinha uma feição satisfeita, pelo contrário. Não estava gostando nenhum pouco da cara de aversão pelo companheiro alheio que eles demonstravam ao olhar. Só pediam para que piorassem.
Eles estavam descendo um nível jamais pensado. O clima que estavam somente decaía, assim como aparentemente suas mentalidades e maturidades, resultando num novo barulho em incômodo e impaciência do capitão.
— Só vão sair quando um pedir as devidas desculpas e o outro aceitá-las e pensar antes de trouxer algo do tipo para no meio de uma organização. — O maior deu de costas a largar a vassoura ao chão, sendo notável que seu tom deixava mais que palpável que falava serio. Não precisava vigiá-los. Nessa parte, sabia, eles eram cientes das consequências e eram espertos. — Em suma, as pazes. — Rumou para a saída, abrindo a porta do deposito e fechando-a após sair.
Sorriu de canto. Agora precisava ir atrás de outro imbecil infantil inconsequente para colocá-lo na linha.
Akashi prosseguia encarando o esverdeado depois de ter seguido brevemente com o olhar a saída de Nijimura, deixando-os sozinhos. Sério mesmo? Tamanha confiança em saber que fariam o certo? Não era a toa que era o capitão...
O ruivo sorriu de canto, atraindo um olhar incomodado de Shintarou, que prosseguia sustentando o contato de mãos entre eles. Uma conexão. O que exatamente significava? Queria parar de se indagar sobre aquilo e ir embora. Mas pelo visto, não seria possível. Não naquele minuto.
Passou-se meia-hora.
Uma bendita meia-hora com as mãos dadas com aquele ser orgulhoso. Era besteira pensar somente por um lado, afinal, estamos falando de Midorima e Akashi. Ambos não cederam naquele meio tempo, mas estavam já inquietos para darem o fora dali.
Simples palavras, por que elas não saíam? Com o passar daquele breve tempo igualmente, ambos acabaram por sentar ao chão do local, prosseguindo com as mãos unidas. E até mesmo sem notar, seus dedos estavam entrelaçados para manter o contato firme.
Mantiveram um silêncio completo naquele total de tempo, e estavam virados um de costas para o outro, tendo as mesmas a se encostarem.
Aquilo podia se chamar sensatez. Obediência. Burrice. Talvez todos esses detalhes se encaixassem diante da situação que eles próprios criaram e estavam se mantendo. Sorte deles que a escola ficava aberta para tal limpeza dos alunos durante algumas horas, porque aquilo estava tomando tempo demais, e de forma desnecessária já que tinham praticamente acabado tudo.
— Midorima. — Seijuurou chamou num tom baixo, apertando levemente a mão dele no processo.
O silêncio se fez ali uma segunda vez, e os movimentos foram praticamente contados. Bastou Shintarou virar-se para encarar a figura de cabelos ruivos, que o mesmo estava com o rosto tão perto, que selava seus lábios. E era proposital.
O maior encarava aquilo surpreso, de fato, notando a naturalidade do mais novo com tudo. Não era para menos. Os lábios emitiram um pequeno estalo ao se separarem, restando os narizes a se roçarem e os olhos em uma visão fixa um ao outro.
— Espera que eu aceite esse pedido? — Midorima questionou ao saber o que ele tinha feito muito bem ali. Após conhecer mais o vice-capitão o qual possuía, adquiriu o conhecimento de que ele era muito bom com palavras como todos viam. No entanto, ele era ainda melhor com ações como aquelas.
— Não. — Akashi recusou-se com um repuxar de lábios a já se mostrar de forma fraca. — Espero que isso seja algo que perdure como ou mais do tempo o qual perdemos. — Dito isto, a palma quente do contato de meia-hora tocou a lateral da face de Midorima, iniciando-se ali um ósculo com mais contato e retribuição.
Sentiu as mãos grandes de o esverdeado lhe tocar a cintura, tendo suas bocas emitindo o som molhado do beijo o qual suas línguas se afagavam de maneira calma e proveitosa.
Onde fora parar aquela tensão que sentiam? O perdão dissipou-se de maneira a ser recebido com aqueles atos. Não precisavam mais de um melodrama.
Separaram-se, ao menor notar a face levemente rubra do companheiro, rindo baixinho disso. Ainda era novo para ambos, mesmo que já tivessem ocorrido algumas outras vezes. Seus dedos pequenos e esguios foram um pouco mais acima do rosto de Midorima, tocando sua armação, tirando seus óculos lentamente.
— Oe, Akashi... — O mais velho reclamou. Agora além da face envergonhada que demonstrou, ficaria privado de boa parte da visão? Ele estava bem levado naquela tarde. — O que pretende?
— Pode tentar não adivinhar? — Seijuurou brincou um pouco, deixando o objeto de auxílio a uma vista correta um pouco afastado deles ao chão, voltando-se para o maior.
As mãos do vice-capitão tocaram seu peito, subindo apenas pequenos centímetros a desfazer a gravata a blusa social azul escolar, retirando-a. Riu baixo pelo modo o qual Shintarou permanecia envergonhado, tentando disfarçar, tratando de beijá-lo demoradamente, mas sem ousar aprofundar.
Notou que ele tinha uma das mãos a apertar seu quadril de maneira fraca, entrando com os compridos dedos por sua blusa branca. O contato era quente, emitindo a necessidade que ambos encobriam a não ser quando podiam ficar a sós pelo tato.
As bocas tiveram o aparte de contato quando as mãos de Shintarou subiram com as peças superiores de roupas do ruivo, a despi-lo sem maiores delongas. Seus dedos tocavam agora a tez alva desnuda, sentindo os músculos mínimos do corpo um pouco magro ao dedilhar por sua pele lentamente, encarando os olhos rubros.
Sua boca capturou com pouca pressão o pescoço do menor, sendo possível sentir sua excitação conforme as mãos dele tomarem um rumo definitivo a calça de Midorima. Desafivelou o cinto entre um ofegar e um aperto, sentindo-o fazer uma pequena trilha de beijos por sua clavícula, subindo até a orelha.
Arrepiou-se ao ter a sensação de seus lábios tocarem o lóbulo, tendo-o entre os mesmos a sugá-lo e puxá-lo enquanto seus dedos tinham o pequeno atrapalhado trabalho de retirar o cinto e desabotoar a calça, massageando o volume mal formado ali contido por mais uma peça.
Recebeu para o deleite de ambos o som levemente rouco da boca do canceriano, prosseguindo com tal estímulo, sentindo uma das mãos dele repentinamente tocarem sua bunda, apertando uma banda com força.
De momento, seus dedos colocaram pressão a carícia à ereção que realizava, como consequência, mais um apalpar a região traseira, sendo que desta vez, teve o corpo levantado, ficando um pouco maior que o esverdeado ao estar de joelhos. Seijuurou esboçou sua confusão momentânea, já que tinha intenções contrarias da forma que o maior lhe deixou.
Todavia, suas dúvidas foram sanadas quando sentiu a boca e língua úmida entrarem em contato direto com seu mamilo direito, sentindo certos dedos com faixas estimularem o esquerdo. O tronco de Akashi curvou-se com o toque aos botões que o mais velho tratava de deixá-los sensíveis, lhe causando uma excitação que era expressa através dos sons baixos de seus lábios.
Seus dedos enrolavam as madeixas verdes de Shintarou, dando leve puxares ao sentir sua pele ser sugada. Midorima separou-se do estímulo que proporcionava ao menor, fitando a face ligeiramente rubra dele antes de desafivelar seu cinto de forma ágil, tendo ambas as mãos a abaixarem as peças inferiores até seus joelhos, obtendo a visão do ruivo com uma semi ereção.
Pegou-se enrubescendo, levando a mão esquerda ao membro do vice-capitão, iniciando lentos movimentos de vai e vem. A ponta das faixas aos dígitos se tornavam levemente viscosas conforme despertava mais o pênis de Seijuurou, tendo pré-gozo a glande, dando um elixir de seu deleite em pequenos gemidos do mesmo.
Akashi ofegava, tentando não deixar o que se ocorria ali de forma tão evidente por mera consciência. Ainda estava de tarde e outros alunos arrumavam fora dali a fazerem diversos serviços. Um deslize e sabia que encrencaria ambos. Contudo, não era capaz e muito menos deixou de exibir o prazer sentido, tendo um cessar lento ao notar que o maior parou com a masturbação.
Recebeu o toque em suas coxas, logo a soltar o corpo do maior ao poder fitá-lo melhor. Podia notar em como estava à ereção dele ainda sob a peça íntima, e parecia já mais formado devido às caricias anteriores que praticou, assim como o próprio prazer de tocar a si. Tocou seus lábios com a ponta dos dedos, sorrindo a ele ao abaixar-se e sentar-se ao colo de Shintarou, assim, ficando com o próprio falo e coxas a roçarem a sua ereção encoberta e a pulsar.
O que não demorou muito em ficar somente a tal posição, tendo o vice-capitão a abaixar a cueca clara do mais velho, liberando seu membro. Tocou-o com uma leve expressão de receio, começando uma lenta masturbação ao unir seus lábios a trocarem um beijo com mais fervor.
Não havia nada o qual os auxiliasse ali, e mesmo quando estavam com algo, preparados, doía mesmo que minimamente. Seijuurou ignorou os pensamentos, tomando pequena distância do corpo de Midorima, curvando-se diante dele até o rosto ficar à altura de sua cintura, tendo os lábios a cederem espaço e a língua se expor a lamber a glande viscosa, colocando-a a boca.
Podia distinguir a própria respiração mais dificultada pelo o que fazia a do esverdeado, que se tornava em momentos ofegante de forma disfarçada, como também seus sons de prazer quase imperceptíveis. O ruivo era atento a todos eles, até mesmo a quando sua cabeça cedeu, permitindo ter em sua cavidade úmida metade e um pouco mais do pênis do maior a continuar o oral.
Shintarou tinha uma das mãos às madeixas ruivas, deixando-o ter o controle do que realizava, tornando suas sucções com o passar do tempo, cada vez mais altas, assim como o ritmo e pressão. Fora então que sua mão desceu para a lateral do rosto do menor, acariciando-o e a subi-lo, indicando para que parasse.
Estava ciente das condições que teriam, e seria uma primeira vez sem qualquer auxílio. Precisaria ser um pouco mais cuidadoso. O membro estava de certa forma com boa parte coberto em saliva de Akashi, mesmo assim, sabia que não seria o bastante.
— Midorima. — O vice-capitão atraiu sua atenção com o simples chamado, suficiente para este tomar uma posição ajoelhada em cima de suas pernas, encaixando o pênis a própria entrada, descendo com o corpo de forma lenta, sussurrando a ele palavras aparentemente desconexas de momento.
E com tal distração, as mãos a sustentarem o corpo de Seijuurou tardaram em realizar tal feito pela parte do maior. Akashi descia de forma lenta, esboçando um leve desconforto as feições em somente a glande e mais ligeira parte do pênis estar dentro. No entanto, o mais velho ainda tentando fazê-lo ir com mais calma, parou seus movimentos a segurá-lo ali, sabendo que aquilo não era de total conforto para o mesmo.
O menor suspirou com aquilo, levando as mãos para o pescoço de Shintarou, buscando um apoio ao sentir os dedos compridos marcarem levemente a pele a sua cintura ao controlá-lo a descer em seu membro.
Após um tempo e paciência de ambos para um conforto maior, o vice-capitão estava com as coxas encostadas as de Midorima, sentado em seu colo a recebê-lo por completo em si.
Os olhos rubros se encontravam com os verdes que lhe fitavam por trás de um rubor que também compartilhava a face, acompanhado de um sorriso simples e suave a já estar acostumado a sua maneira. Ainda era incômodo, mas não sentia dor.
Notou que os dedos apertavam seu quadril, acompanhando seu breve rebolar que teve às pernas do maior, sentindo o roçar em suas paredes internas, a espessura por completo em sua cavidade, tendo um mover limitado pelo canal apertado.
Seijuurou ergueu o corpo lentamente, sentindo boa parte de o pênis sair, mas parando ali, retornando as suas pernas a estalar o som das peles em contato.
Os movimentos se tornaram de forma gradativa, num ritmo proveitoso a cada mover e detalhe, em maiores proporções, já a com ambos os adolescentes tendo ora seus lábios entreabertos a ofegar e gemer em prazer, ora conectados, abafando tais sons a repercutirem pelo local e voltarem para seus sentidos inebriados pelo prazer.
As estocadas se tornaram ritmadas, e a boca de Midorima se encontrava ao pescoço do ruivo, controlando-se ao fato de não existir marcas com o que tinham, roçando os lábios em sua tez a arrepiá-lo, podendo escutar com cada vez mais nitidez a cada vez que o corpo subia e descia em si, o prazer se multiplicando ao rosto do mais novo.
Eram acostumados a fazerem, mas não era como se o corpo de Akashi fosse aguentar tanto o do maior, acabando por darem intervalos razoavelmente compridos entre cada vez que realizavam. Contudo, não tornava menos proveitoso, e sim, o fato do tempo passado, tornar melhor a próxima vez, as quais faziam com mais vontade em sanar suas necessidades.
Seu membro tinha constante movimento contra Seijuurou, sentindo ser apertado a cada investida mais forte, notando-o a se contrair, apertando suas madeixas com mais pressão a arquear o corpo a jogar a cabeça para trás. Uma de suas mãos passou para o membro do ruivo, resolvendo estimulá-lo em uma masturbação conforme o ritmo das estocadas.
O pulsar em seus dedos e palma a sentir fora inevitável. Era palpável como estava pulsante, assim como o pré-gozo à glande denuncia boa parte do prazer sentido, percebendo que a resistência dele não duraria muito mais caso permanecessem de tal maneira.
Segurou seu membro a botar mais pressão, porém, quase não movendo a mão que realizava a masturbação, tendo a outra a apertar o quadril de Seijuurou em um gesto para parar, que fora acatado em um ato abrupto de prazer a ambos.
Midorima empurrou com cuidado o corpo de Akashi em cima das roupas que o mesmo tirou, deitando-o a elas, erguendo suas pernas até à altura de seu peito com os joelhos, voltando a se enterrar em uma única e longa investida ao mais novo. Tratou de retomar conforme pararam, todavia, sem estimulá-lo, a notar mais às suas expressões que eram transfiguradas em segundos, trazendo um novo ápice ao ar.
Seijuurou mordia o lábio conforme recebia as estocadas de Shintarou, tendo suas mãos a segurarem as pernas e manter a posição. Sentia-se cada vez mais invadido, estocado conforme o calor dos corpos ditavam. Permitiu que o ruivo tivesse suas mãos livres, recebendo estas ao redor do rosto de imediato, tendo suas pernas acima dos ombros, indo em maior ritmo.
Seus lábios trocaram um ósculo com fervor, onde suas línguas já emitiam um som molhado e alto, assim como o esverdeado batia sua cintura e testículos de encontro às nádegas de Akashi.
Recebia seus gemidos contra a própria boca, sentindo-o se perder em meio ao beijo e buscar breve fôlego. As respirações estavam ofegantes, e a mão de Seijuurou já se masturbava a demonstrar estar perto do próprio ápice. Shintarou estava em mesmas condições, e ter sua cintura a das ultimas estocadas, fora seu limite.
Jorrou em jatos quentes dentro do ruivo, tendo o prazer a lhe escapar em som por seus lábios igualmente, parando os movimentos de forma lenta enquanto ofegava sobre o mais novo. Akashi terminou por gozar a própria mão e barriga, respirando de maneira pesada enquanto jogava o rosto para o lado em cima das próprias roupas, tentando restabelecer alguma força.
Teve Shintarou a se retirar de si com calma, sentindo-se incomodado interiormente por tê-lo feito dentro, acabando por virar-se de lado, buscando levantar-se do chão.
O maior mantinha um contato visual limitado agora que tinha uma posição afastada, sentindo os finos dedos tocarem sua palma.
— Aqui. — Akashi lhe estendeu os óculos, num fitar simples em felicidade a vê-lo daquela maneira.
— Por que os tira? — Midorima resolvera indagar, colocando ao rosto, voltando a ter sua visão nítida e em condições de contato. Não era uma primeira vez que o menor fazia aquilo.
— Você fica melhor assim. — E não se referia ao fato dele ficar mais bonito com ou sem a armação ao rosto, e sim, suas atitudes. “Ele não se detém”. — Até mesmo fez isso. — O ruivo apontou e tocou o próprio pescoço, indicando uma marca pequena, porém, visível, avermelhada, tendo um sorriso em humor.
Um evidente chupão.
— Evidentemente, a culpa é sua. — O canceriano tentou ignorar a mera provocação, subindo os óculos costumeiramente ao nariz. Não iria ceder a ele novamente.
Seijuurou riu baixinho, apesar de estar um pouco cansado e sujo.
Após se recuperarem, trataram-se de se limpar, logo a estarem completamente vestidos, tratando-se de sair dali. Porém, Akashi parou próxima à porta, olhando para os cacos reunidos do pequeno globo quebrado em uma pá.
— O que foi, Akashi? — Shintarou já do lado de fora, questionou ao comportamento estranho do menor, notando este terminar de fechar a porta, lhe encarando.
— Nada. — Ditou simplesmente, sorrindo a ele, tomando passo a seu lado para pegarem os pertences e irem para suas casas.
Esperava que fosse para alguém... Na verdade. Ninguém precisava.
Às vezes, nem sempre se dá para confiar fielmente em tudo o que seu horóscopo te diz. Midorima descobriu isso da melhor forma aquele dia. Quem diria que a quebra de seu item, acabando em cacos de neve trariam sua verdadeira sorte. E algo muito prazeroso junto desta também.
Quem sabe, abrir mão da sorte e encarar isso como algo bom uma vez e outra não fosse o ideal.
Afinal, a vida não é feita somente dela.
Fale com o autor