Cabelos cor de lua

5 Capítulo 5: O chá


Notas iniciais
Olá, Pessoinhas! Mais um capítulo fresquinho pra vocês. Fiquem à vontade para comentar ou me mandar mensagens com sugestões ou críticas! Beijinhos de luz ♥

Depois da cena vergonhosa perto da lareira na sala comunal, eu tentava evitar Malfoy ao máximo.

— Queria ter dado um soco no Malfoy, mas fiquei com medo de que ele berrasse e acordasse o Lincon. — Eu disse a Alvo enquanto comíamos o almoço.

— Eu saí correndo logo depois que você saiu, mas o Malfoy ficou paralisado na lareira, achei que ele tivesse petrificado, mas não esperei para ver a resposta. — Disse Alvo de boca cheia.

— Bom, amanhã é sábado, eu estou ansiosa por saber sobre minha família. Fiquei muito feliz por seu pai me convidar para um chá, eu nunca tomei chá com ninguém, deve ser fascinante! — Eu disse animada.

— Papai adora chamar as pessoas para tomar chá, adora conversar, chega a ser esquisito.

— Que bom que temos a tarde livre hoje, vou colher algumas flores, não quero chegar lá de mãos vazias.

— Não esquenta com isso, Anne. Vamos ficar na sala comunal essa tarde? Está meio frio. — Perguntou ele, mas aí eu lembrei que havia uma grande chance do Malfoy estar lá.

— N-não, não, coloque um cachecol, vamos sentar em algum lugar longe do barulho. Provavelmente, Malfoy vai fazer uma algazarra na sala comunal, não quero estar lá para ver. — Eu disse.

— É, você está certa. Te encontro no banquinho perto do lago, certo?

— Certo!

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Alvo estava virando um bom amigo, os dias passavam rápido em Hogwarts. Eu nunca imaginei ter um amigo e Alvo superava minhas expectativas.

Eu estava voltando para a sala comunal para buscar um cachecol quentinho e me deparei com Malfoy e Dominique. Eles pareciam bem próximos e Malfoy passava a mão em sua cintura desenhada. Eu senti algo muito estranho, meus cabelos ficaram pretos e eu estava muito esquisita. Com a cabeça baixa, eu tentei esconder o rosto para passar pelo corredor, acho que ele não me reconheceu pois meus cabelos estavam muito escuros, procurei a parede mais escondida dali e me escorei. Por que eu estava sentindo tantas coisas? Senti mais coisas em um Mês em Hogwarts do que em 12 anos no orfanato. Parecia tristeza misturada com ódio e sei lá o quê! Mas por que estar triste por ver o Malfoy com a Dominique? Muitas perguntas ecoavam na minha cabeça. Eu estava respirando o ar gelado para me recompor, meus cabelos estavam tentando voltar ao branco perolado, mas estava difícil.

— Pensando na morte da bezerra, Anne? — Fui tirada dos meus pensamentos pela voz animada de Tiago.

— Ah, olá, Tiago. Não...ou sim. Bom, eu não sei. — Eu ainda estava confusa e meus cabelos estavam escuros.

— Seus cabelos denunciam você, Anne. Aconteceu alguma coisa? — Perguntou ele.

— Só estou sentindo coisas estranhas, o vazio criado pelo orfanato está sendo preenchido por emoções e isso está me deixando desconfortável. — Eu disse aflita e mordendo o lábio inferior.

— Ei, está tudo bem! Você vai se dar muito bem aqui, já está sendo brilhante. Você já tem admiradores, teve gente que viu você enfrentar o Malfoy no corredor aquele dia, te acharam o máximo, ninguém consegue irritar o Malfoy como você irrita.

Eu dei uma risadinha.

— É, aquela fuinha ainda vai ter o que merece. Obrigada, Tiago. Já estou me sentindo melhor. — Eu disse agradecida.

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Subi até o dormitório e coloquei uma capa para me aquecer, como eu só tinha dinheiro bruxo, eu e Hagrid tínhamos parado em uma loja de roupas para comprar algumas, já que eu só tinha algumas peças, mas bem, era uma loja de roupas de bruxo, vamos assim dizer, então, só tinha comprado roupas como capas e casacos longos e alguns vestidos muito bonitos e atípicos. Pois bem, vesti minha capa e corri até o banquinho perto do lago.

— Alvo? — Eu disse calmamente, sabia que ele não gostava de sustos.

— Ah, Anne. Gostei da capa.

— Obrigada! Eu achei fascinante.

— E aí, saiu antes da algazarra do Scorpius começar?

— Por sorte, sim. Ahn, Alvo? Scorpius tem algo com a Dominique? — Perguntei como se não quisesse saber da resposta, talvez eu realmente não queira.

— Ah, é um saco isso! Os dois ficam se esfregando até nas festas que papai costuma dar lá em casa ou quando vamos à toca ou na casa das conchas, é terrível. Mas por quê?

— Nada. Eu vi os dois no corredor. — Eu disse, senti meus cabelos começarem a escurecer, mas tentei disfarçar mudando de assunto. — Estou tão empolgada por ir na sua casa amanhã! Eu já te disse que nunca fui a casa de alguém?

— Contou, umas cinco vezes, mas agora você vai e vai ouvir meu pai falar por horas!

Eu mal podia esperar. Alvo e eu ficamos conversando a tarde inteira, ele me falou sobre o mundo bruxo e eu falei um pouco sobre o que eu conhecia do mundo dos "trouxas", que era como eles chamavam quem não era bruxo. Foi uma tarde fria e agradável, terminamos nosso dever da semana e estudamos um pouco para a próxima, já que amanhã iriámos tomar chá na casa dos Potter.

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Chegando no salão comunal da Sonserina nos deparamos com a festinha ridícula do Scorpius.

— Olha só, os perdedores chegaram! — Disse Malfoy irritante e em um tom glorioso.

— Não enche! — Falei rolando os olhos e puxando alvo para subirmos as escadas, já estava tarde e eu queria muito deitar e dormir para o outro dia chegar logo.

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A casa dos Potter era adorável. Achei que casas assim só existissem nos livros e na minha imaginação. Fui acolhida pela Sra. Potter, que pegou minha capa e pendurou perto da porta.

— Olá, Anne. Seja bem-vinda! Harry está na sala esperando vocês, o chá está quentinho. — Disse ela em um tom doce.

— Obrigada, Sra. Potter!

— Oh, Anne. Pode me chamar de Gina.

— Tudo bem. — Disse eu, meio envergonhada, fazendo meus cabelos ficarem cor de cobre.

— Veja só, Harry. Uma metamorfomaga! Que saudade da Tonks... — Disse ela dirigindo-se ao Sr. Potter.

— Venha cá, Anne, Alvo. Como vocês estão? Está tudo bem? Estão se adaptando bem?

— Sim, papai, mas parece que Scorpius não quer nos deixar em paz. — Disse Alvo.

— Os Malfoy tem o dom de irritar as pessoas, mas tem um grande coração, ele só é meio congelado. — Disse o Sr. Potter dando um risadinha. — Posso falar com Draco, se quiser.

— Não, isso só ia piorar as coisas. — Alvo disse desanimado.

— E você, Anne? — Perguntou Gina.

— Também sou atormentada pelo Malfoy.

— É, mas a Anne não deixa ele se safar tão fácil. — Disse Alvo.

— Aprender a lidar com os Malfoy não é fácil, Anne. — Disse o Sr. Potter.

— Sim, estou percebendo, Sr. Potter.

— Por favor, Anne. Chame-me de Harry. Só Harry.