Cabelos cor de lua

4 Capítulo 4: A caminho das respostas


Notas iniciais
Olá, pessoinhas! Mais um capítulo quentinho pra vocês! Espero que gostem... Beijinhos de luz ♥

Um novo dia em Hogwarts, eu mal podia esperar para absorver todo o conhecimento e ensinamentos desse lugar incrível e então, ser quem eu realmente sou. Nossa primeira aula seria Transfiguração, eu estava tão ansiosa, que quase não senti quando meus joelhos encontraram o chão gelado do castelo, meus livros se espalharam pelo chão, junto com o resto da minha dignidade. Levantei furiosa, meus cabelos ardiam em um vermelho vivo, podia sentir o calor emanando.

— MAS QUE DIABOS? — Eu gritei.

— Tem que olhar por onde anda, French. — A voz irritante do Malfoy ecoou pelos meus ouvidos.

Em um surto de raiva, corri e o empurrei, pude jurar que seus cabelos colados na cabeça se descolaram.

— Pois não é que os cabelos se mexem, achei que já tinham perdido a vida. — Sorri maliciosamente, eu estava muito irritada.

— Como ousa me empurrar, French? Pirou? — Disse ele incrédulo.

— Mas eu não te empurrei, você devia olhar mais por onde anda. — Peguei os meus materiais espalhados no chão e saí caminhando majestosamente.

— Isso não vai ficar assim, French. — Pude ouvir o Malfoy urrando ao fundo.

Segui para a aula, dividíamos a sala com a Lufa-Lufa, foi muito bom não ouvir a voz do Malfoy a manhã inteira e a aula estava estupenda! Nem em cem mil anos tive uma aula tão interessante quanto essa.

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Eu e Alvo estávamos sentados em um banquinho perto do lago.

— Preciso saber sobre meus pais, Alvo. Todo mundo sabe das coisas, menos eu.

— Sabe, meu pai contou que também não sabia sobre os pais dele quando veio para Hogwarts, na verdade, ele não fazia ideia. — Disse Alvo pensativo.

— Entendo perfeitamente pelo que ele passou, eu preciso achar algo que me explique alguma coisa.

— Por que não pergunta ao Hagrid?

— Bom, quando o questionei sobre o assunto, ele disse não ser a melhor pessoa para me falar sobre.

— Podemos perguntar ao meu pai, ele deve saber alguma coisa.

— Seria fascinante, Alvo! Faria isso por mim?

— C-claro, sem problemas. Enviarei uma coruja à ele, já que somos proibidos de usar celulares. Esse objeto é muito interessante, você tinha um celular? — Disse ele envergonhado

— Ah, não, eu não tinha dinheiro para comprar um celular no orfanato, mas Alvo, muito obrigada, isso é muito importante para mim, muito mesmo. — Disse eu, querendo dar um abraço, mas eu não conseguia, nunca me abraçaram por nada, eu não sei bem como fazer um negócio desses.

— E aí, seus manés? O que estão fazendo aqui? — Disse Tiago, nos dando um susto.

— Meu Deus, Tiago. Tente chegar como uma pessoa normal da próxima vez, pude sentir meu coração querer sair pelas orelhas! — Disse Alvo ofegante.

— Calma aí, maninho. E aí, Anne, soube que quase fez Scorpius perder as estribeiras — Disse Tiago em um tom brincalhão e sugestivo.

— Nada que ele não tenha merecido. — Eu disse indiferente.

— Isso é verdade, mas devo admitir, nunca vi ele falar tanto em alguém como fala de você, ele sabe até a cor dos seus olhos. Disse algo como "Aquela menina metida...com aqueles olhos grandes e escuros..." — Falou ele em um tom muito mais sugestivo.

Eu corei, minhas bochechas estavam aparentemente vermelhas e meu cabelo cor de cobre apareceu.

— HAHAHA. Está com vergonha, Anne? HAHAHA. — Disse Tiago rindo alto, pude ouvir risadinhas vindas de Alvo também.

Bati com o livro no ombro dele e meus cabelos viraram um vermelho vivo.

— Ei ei ei, calma. Eu só estava tirando com a sua cara. — Disse Tiago.

— Olha, só quero que Malfoy pare de ser um idiota. — Eu disse, fazendo meus cabelos voltarem ao normal.

— Ele não vai parar, Scorpius é um idiota de carteirinha. — Disse Alvo.

— Realmente. — Concordou Tiago.

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Alvo enviou uma coruja ao Sr. Potter, pedindo alguma informação sobre meus pais e segundo ele, a reposta chegaria ainda essa noite, pois seu pai era muito afobado para responder as cartas, mas já estava tarde e o monitor da Sonserina, Lincon, nos mandou para a cama. Deitei desanimada e dormi.

— Anne?— Ouvi um sussurro me arrancar do meu sono.

— Meu Deus! Alvo? — Eu disse assutada.

— Shhhi, vai acordar alguém, vem comigo!

Levantei meio tonta e o segui muito quieta, descemos até o salão comunal e fomos para perto da lareira.

— Meu Deus, menino! Que diabos? Por que me arrancou da cama? — Eu disse confusa.

— A carta do papai chegou.

Meu estômago revirou de ansiedade.

— Vamos, abra! — Eu disse à ele.

"Albus,

Fico tão feliz por você ter sido corajoso e ter entrado para a Sonserina! Eu e sua mãe estamos orgulhosos."

— Ele já disse isso em três cartas, pode pular essa parte. — Disse Alvo.

Eu dei uma risadinha e continuei.

"...É uma história trágica, os French foram esquecidos e quase ninguém fala deles por vergonha, por que não marcamos um chá aqui em casa? Traga Anne French, contaremos o que sabemos sobre o assunto! Enviarei uma carta a Minerva solicitando a saída de vocês no sábado.

Com amor, papai."

— Eu sabia que papai te ajudaria. E... — Alvo ia continuar, mas fomos desconectados de nossa conversa por uma voz muito bem conhecida e irritante.

— Ora ora, o que temos aqui? Estão namorando em frente à lareira, Potter? — Questionou Malfoy.

— Não é da sua conta. — Disse eu, fervilhando.

— Vai ser, se eu acordar o Lincon, ele vai adorar castigar os recém chegados. — Disse ele maquiavélico.

— Você não ousaria. — Eu disse cética.

— LIN...- Ele ia começar a berrar, quando eu tapei a boca dele com as minhas mãos.

Naquele momento eu senti um frio na barriga, eu estava próxima demais e podia sentir um cheiro amadeirado exalando de Malfoy, céus, que perfume incrível. Olhei nos olhos castanhos esverdeados que estavam acima de mim, eu podia sentir a pele fria dele tocar o meu braço quente, pois eu estava em frente a lareira. Senti uma explosão de coisas estranhas no meu estômago e tudo parecia girar. Voltei ao meu Eu racional e corri escada acima, entrei no quarto e me escondi debaixo das cobertas apavorada. MAS QUE DIABOS TINHA ACABADO DE ACONTECER? Olhei meus cabelos e o tom de rosa estava lá, deixando-me confusa e aflita.