Caçadores de relíquias
6 Procurando pistas
Beto pega um mapa do mundo que já estava jogado e esquecido em uma caixa velha há algum tempo e então começam a pesquisar. Também buscaram informações entre os dois países em que foram surpreendidos por um ladrão misterioso onde em um dos casos a relíquia havia caído nas mãos dele, porém era a única coisa que sabiam até aquele ponto.
– Esqueça Sidney, nunca saberemos onde aquele ladrão vai atacar de novo.
– Não diga isso ainda Beto. Vamos procurar só mais um pouco e depois paramos por hoje.
Depois do pedido inegável de seu amigo, Beto acabou cedendo e recomeçou as pesquisas. E nada do que fizeram havia sido em vão, pois depois de um bom tempo procurando por pistas, Sidney acaba percebendo que as duas tentativas de roubo feitas pelo ladrão não estava relacionado aos países, mas sim as antiguidades.
– Agora sou eu quem te elogio Sidney. Eu nunca pensei que uma pessoa tão...
– “Tão” o que Beto? Me diz logo, diz! – disse Sidney já adivinhando a futura resposta.
– ...Uma pessoa tão inteligente como você descobriria uma coisa tão simples como essa, que aliás nem chega ao seu nível. Era isso que eu ia dizer – diz Beto com um leve riso.
– É isso mesmo Beto – responde Sidney tentando acreditar nas palavras de seu amigo.
Após alguns segundos sem se falarem devido ao acontecimento anterior, Beto tenta retomar a conversa.
– Então quer dizer que esse ladrão misterioso não está interessado nos países, mas sim nas antiguidades mais raras do mundo... Interessante!
– Muito bem. – afirma Sidney já esquecendo qualquer desavença – No entanto, ainda temos que descobrir o outro lado da moeda: quando ele irá atacar novamente?
– Na verdade eu diria que já descobri. Ele irá atacar mais precisamente ao anoitecer, mais ou menos no horário que tentou roubar o museu.
– Como você sabe isso Beto! – disse Sidney impressionado, mas nem tanto por saber que Beto era muito inteligente.
– É que durante as suas “visitas” eu estive reparando seu comportamento, e percebi que ele só apareceu durante à noite, quando a lua atinge o ponto mais alto no céu.
Sidney achava tudo muito estranho. Para ele, um ladrão cheio de “frescuras” por assim dizer.
– Há, há! E não me diga também que precisa ser lua cheia, Beto?
– Você também percebeu isso? Isso também foi uma das minhas descobertas. Aquela noite no museu, a lua cheia atingiu o ponto mais alto à meia noite. Para tentar roubar o Colar de Anúbis ele nos contou uma história falsa para nos assustarmos e irmos embora, pois já estava anoitecendo.
– Mas o que esse ladrão teria a ver com a lua cheia atingindo o ponto mais alto do céu? – pergunta Sidney intrigado.
– Isso eu não vou saber responder por enquanto. Provavelmente vamos saber isso outro dia, mas por enquanto pegue na estante o livro de antiguidades mais raras do mundo.
Sidney foi até a estante, pegou o livro e o entregou para Beto. Após alguns minutos investigando, Sidney percebeu que as antiguidades estavam em perfeita ordem de acordo com os roubos do ladrão, assim como também viu que seu próximo ataque seria no México.
– A antiguidade mais rara do México é a Flor de Lótus que até o momento está congelada e armazenada em um lugar com temperatura abaixo de 7°C. Dizem que essa beleza rara possui um veneno mortal. Além de existir há mais de quinhentos mil anos atrás, só existe uma no mundo – disse Beto lendo o livro.
– Está pensando o mesmo que eu, Beto?
– Sim!
– Vamos fazer um boneco de neve! – gritou Sidney.
Beto ficou por alguns segundos com a boca aberta.
– Claro, Sidney. Podemos fazer isso depois que impedirmos o ladrão de roubar a relíquia.
– Sim, sim. Trabalho em primeiro lugar – disse rindo.
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