Caçadores de relíquias
16 A ajuda vem do chefe
Notas iniciais
Após a brilhante vista do sol se pondo, a qual seria a última de Sidney, o grande momento finalmente havia chegado. Confesso que esse não é um dos meus momentos favoritos da história, visto que preciso dizer que não há felicidade alguma entre nossos amigos, principalmente Sidney. Mas é meu dever como narrador que sou relatar os fatos e é exatamente isso o que irei fazer.
Sidney foi ao museu e lá cumpriu sua missão como o prometido. Cada relíquia que via era uma aventura recordada dos tempos em que ainda acreditava ficar vivo por muito tempo. Por volta das seis da tarde, o expediente de Sidney havia acabado e novamente como prometido, se dirigiu até a agência onde foi trancado dentro da “caixa” fortificada. Apenas para constar, Beto e Roberta não o deixaram sozinhos nem mesmo por um segundo, desde quando acordou nesse dia até o momento em que estavam na agência. Eles tentavam conversar e animar Sidney de alguma forma, mas parecia que nada poderia quebrar aquele gelo, até que alguém apareceu...
“Parabéns pra você! Nesta data querida! Muitas felicidades! Muitos anos de vida!”, cantavam todos a partir do momento que o chefe deles entrou pela porta segurando um bolo que por sinal parecia muito apetitoso.
– Puxa, gente! Vocês se lembraram!
– Claro Sidney! – disse Beto que dessa vez via seu amigo um pouco mais animado – Você realmente achou que esqueceríamos seu aniversário?
– Muito obrigado por tudo, pessoal – disse Sidney um pouco emocionado – Eu gostaria de estar ai com vocês e poder comer um pedaço desse bolo, mas...
Beto olhou para seu chefe.
– Chefe, não existe mesmo alguma forma de reverter isso?
– Me desculpe, mas não sei o que mais poderia fazer para ajuda-los. Mesmo procurando duas vezes uma resposta entre os quatro cantos do mundo, infelizmente descobri que nem mesmo um terço dele pode continuar inteiro, apesar de algo me dizer que essa parte dele teria algo que a tornasse diferente... Enfim, quem sabe se vocês dois se juntarem ao seu resto e a essa "diferença", não consigam encontrar uma resposta no futuro?
Com essas palavras e com um pedaço de bolo em suas mãos, o chefe os desejou boa sorte e deixou a sala.
– Espere, chefe! Do que adianta encontrarmos uma resposta no futuro? – disse Sidney um pouco confuso.
E então beto teve uma ideia.
– Já sei! Vamos pensar um pouco no que o chefe nos disse.
Beto retirou de seu bolso um pequeno caderno e um lápis e então começou a escrever. Roberta e Sidney não entendiam muito bem o porquê de seu amigo estar fazendo isso, mas logo tudo seria esclarecido.
– O chefe disse ter procurado duas vezes nos quatro cantos do mundo...
– Sim, Beto. – disse Roberta – Você acha que ele queria dizer outra coisa, como uma charada?
– Exatamente! – respondeu Beto – Vamos ver... Duas vezes os quatro cantos do mundo... Só pode ser oito. Também disse que um terço dele não é a mesma coisa que um inteiro, logo, um terço de oito seria... 2,66... e assim por diante.
– Então é isso? – perguntou Sidney – A senha é 2,66... e assim por diante?
– Não exatamente! – disse Roberta – A senha é de apenas três dígitos.
– Mas a charada ainda não acabou! – interrompeu Beto – Vamos continuar.
Beto continuava escrevendo sem eu caderno.
– Ele também disse para que nós dois nos juntássemos ao resto e a alguma “diferença”... O que será que será que ele quis dizer? – disse Roberta.
Então Beto disse que o resto só poderia ser dois, já que se tentarem dividir oito por três a fim de se obter o resto, o mesmo seria o número dois. Logo, os dois juntos seriam o dois do número decimal e o dois do resto. Porém ainda havia um último enigma a ser resolvido.
– Isso! – gritou Beto – Já sei a resposta!
– Então diga de uma vez, Beto! – gritou Sidney um pouco impaciente.
– Na verdade, vou fazer muito mais do que isso.
Beto se dirigiu até a porta de onde Sidney estava trancado, a qual continha o aparelho para se digitar a senha possibilitando que nosso amigo ficasse livre. O gênio aventureiro se aproximou da porta e digitou: 227. Rapidamente a porta se abriu e muito mais rápido ainda Sidney pulou em cima de seu amigo lhe dando um grande abraço.
– Como você sabia a resposta? – disse Roberta espantada.
– Um mágico nunca revela seus segredos! – respondeu ele – Mas como eu não sou um mágico eu vou dizer a vocês. O chefe disse haver algo diferente nessa parte, a qual seria um terço de oito. No final do número 2,66... e assim por diante, ele termina com o número sete, logo, esse seria o “algo diferente” que o chefe disse.
Todos naquela sala reconheciam que Beto era realmente um gênio e Sidney não entendia uma única palavra dita pelo parceiro de aventuras.
– E agora? – perguntou Sidney.
– Nós temos um plano, se lembram? – disse Roberta rindo.
– Sim e nós vamos segui-lo! – disse Beto confiante.
– Esperem, só mais uma coisa! – disse Sidney chamando a atenção de seus amigos, os quais o olhavam atentamente – Eu posso comer um pedaço desse bolo antes?
– Pegue um pedaço e coma pelo caminho! – gritou Beto de uma forma bem engraçada.
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