C.S.I Buenos Aires
31 O que é Amar?
Notas iniciais
*leiam notas finais*
– Bom, sei que o que temos é complicado, mas eu quero algo a mais e estou disposto a fazer de tudo pra fazer com que você seja a mulher mais feliz desse mundo, e não via um momento mais especial do que esse, eu não tenho dúvidas de que te amo, e quero perguntar se aceitaria algo a mais, você aceitaria namorar comigo?– Disse ele abrindo a caixa com o colar, a ruiva sorriu com lágrimas nos olhos.
– Eu.. eu.. — Ela aplaudiu. — Estou muito emocionada, a Violetta vai amar a surpresa.
O homem sorriu, sim ele iria pedir sua amada em namoro, era estranho pra ele sentir o que está sentindo agora, acho que ele está descobrindo o amor, como é amar, se apaixonar ter alguém por quem solta suspiros, ele se sentia assim com Violetta, ela mexia com ele de uma forma inexplicável, de um modo com qual nem ele mesmo acreditava que seria capaz, ele estava amando.
–= Enquanto isso.. =-
Violetta P.O.V
Estava como sempre rindo com o Federico, ele é um completo babacão caramba amo ele demais, ele até que tirou o Leon da minha cabeça, a o Leon.. ele é tão.. perfeito, incrível o cara que eu.. amo? Sim, acho que é isso, mas vamos parar de falar disso que eu to muito romântica ultimamente o que não é bom.
– Então? Quando que a mocinha vai falar pro Vargas que está loucamente louca por ele? — Dizia o italiano, é boa pergunta.
– Hm, do que está falando? Não sou loucamente louca por ele tá! — O mesmo levantou uma sobrancelha com aquela cara de " Ah, fala sério!" — Tá bom, tá bom quem sabe um pouquinho assim. — Estreitei meus dedos deixando um pequeno espaço entre eles fazendo o italiano a minha frente gargalhar.
– Não, que tal um poucão assim. — E nisso abriu os braços como se quisesse um abraço, não me contive e ri também.
– Ai Federico, deixa de coisa, e respondendo a sua pergunta: Quando for no momento certo as coisas se acertaram, não é? — Ele apenas acenou com a cabeça enquanto tomava um gole de seu cappuccino, sorri involuntariamente, eu estava apaixonada por o cara que eu nunca pensei que me apaixonaria, e que cara! Ai nossa to muito tarada. Ri dos meus pensamentos mais uma vez, Federico chamou o garçom e pagou a conta, claro eu briguei pra pagar mas quando se está com Federico nunca se ganha uma guerra, a não ser que você esteja competindo no vídeo-game aquele joguinho dos macacos "Donk Kong" ou algo assim, ele é péssimo e sempre perde pra quem quer que seja, até mesmo pra uma criança e eu não estou mentindo! Tá bom, só um pouco.
– Bom, vamos voltar ao trabalho que a vida não está aqui pra nos olhar, a vida ensina e só! — Ele disse e eu ri.
– Muito filosofo da sua parte meu querido amigo. — Dei dois tapinhas nas costas dele e ele riu também, entramos no elevador e começamos a falar da última música do Enrique Iglesias que eu sou fã, mas isso não é segredo pra quem me conhece mal começamos a conversar e o elevador já tinha parado no nosso andar, saímos e cada um seguiu rumo a sua sala, assim que entrei em minha sala me joguei na cadeira giratória afinal eu não tinha mais pesquisas pra hoje, mas como nem tudo é um mar de rosas tenho que ficar no meu querido trabalho.
–= Algumas horas depois =-
Estava anoitecendo e o Vargas nem deu as caras por aqui, ótimo depois de ter uma noite comigo nem aparece, não manda um torpedo, uma ligação, N-A-D-A, não eu não estou brava, mas poxa né ele devia pensar um pouco em mim, eu já havia saído do prédio da C.S.I e estava indo comer alguma coisa em alguma lanchonete, sabe aqueles adolescentes que passeiam pela rua e quando vê uma pedrinha sai chutando? Prazer eu nesse momento, nem tinha percebido mas já estava dentro da lanchonete sentada numa mesa no lado de fora olhando para o nada e pensando em tudo, até que do outro lado da calçada vejo uma cena bizarra o Vargas e uma ruiva rindo de alguma coisa e na mão da ruiva um buquê de flores e uma caixa de chocolate, eu não acredito nisso que cafajeste, EU TE ODEIO LEON VARGAS. Me levantei e atravessei a rua chegando perto deles, mas ao invés de cumprimenta-los eu passei direto com passos fortes no chão, e bom acho que ele me viu pois no momento seguinte escutei o "Violetta? Violetta espera vem aqui." Mas não olhei pra trás e continuei meus passos sem perceber eu já chorava, minha visão estava embaçada e as luzes fortes dos farois de carro não ajudavam muito, quando ia atravessar a rua fui interrompida por mãos em meu braço me puxando e no momento seguinte um carro passou por onde eu estava a um segundo atrás, Oh meu Deus eu iria morrer se não fosse pelo.. Me viro e olha quem encontro..
– O que quer Vargas? — Perguntei seca desviando o olhar dele para a ruiva logo atrás do mesmo.
– Violetta você quase ia ser atrope... — Não o deixei terminar, não queria muito contato.
– E dai? Se eu fosse atropelada seria mais fácil pra você não é? Afinal, dormiu comigo ontem e hoje está ai com essa ruiva oxigenada e agora está aqui me salvando de um quase acidente, ah Vargas me poupe né! — Me soltei do seu braço que ainda me segurava.
– O que? Não, não é nada disso que está pensando e.. — O cortei novamente.
– Você não sabe o que eu to pensando, e cara pensei que você tinha realmente mudado por mim, você ao menos sabe o que é amar? Não né? E nunca saberá, agora aproveite seus momentos com essa ai. — Apontei para aquele ser ruivo. E a mirei. — E a propósito querida, não caia muito na conversa desse homem, ele não é verdadeiro. — Dito isso me retirei sem olhar pra trás em passos grandes e rápidos.
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