C.S.I Buenos Aires
34 Contando Estrelas
Notas iniciais
Leon Pov's
Acordei com o celular tocando, olhei a hora no relógio do criado mudo e marcava exatamente 4:00 da manhã, ótimo quem porra seria a essa hora no celular? Procurei pelo aparelho o achando jogado em qualquer lugar do chão, peguei e vi o nome "Federico" piscando no visor, ah claro só podia ser esse cara.
– Que é peste? Você sabe que horas são? Quatro da madruga Federico, QUATRO DA MADRUGA. — Alterei o tom de voz, esse homem só pode ter merda na cabeça pra me ligar a essa hora.
– Leon cara acha que ligaria se não fosse sério? Ludmila desmaiou e eu não sei o que fazer, por favor preciso da sua ajuda. — Escutei a voz embargada dele no outro lado da linha, não podia ser ele estava chorando, segurei o riso.
– Daqui a 10 minutos eu chego por ai, tá bom. Tchau. — Só depois que desliguei vi que Violetta me olhava já sentada na cama.
– O que aconteceu amor? — Perguntou transmitindo certo medo nos olhos, sorri a reconfortando.
– Nada grave demais, apenas a Ludmila que desmaiou e o Fede.. — Antes que pudesse terminar Violetta deu um pulo da cama se vestindo e me olhando.
– Tá esperando o que? Um convite formal pra se levantar e ir se vestir? Vai logo Leon a loira precisa da gente e rápido. — Bufei, mas levantei e me vesti, logo estávamos indo em direção a casa de Federico, como eu esperava em dez minutos conseguimos chegar a casa do Federico onde estacionei de qualquer jeito e saí do carro.
[...]
– Federico pega vinagre logo, Leon pega um pano molhado com água quente, repetindo água quente. — Tagarelava Violetta de um modo rápido onde eu não conseguia entender muita coisa, eu e Federico nos entreolhamos como se perguntasse "Que porra que ela falou?". — ANDEM LOGO! — Me assustei e saí em direção ao quarto de Federico onde no banheiro, liguei o chuveiro e coloquei na água quente, enquanto esperava a água esquentar fui procurar um pano qualquer, o que não consegui, logo avistei uma camiseta sobre a cama.
– Vai você mesmo. — Disse pegando a camiseta e voltando pro banheiro onde a água já estava na temperatura perfeita, molhei a camisa por alguns segundos e quando vi que já estava bom voltei pra sala, onde encontrei Ludmila já acordada mas ainda deitada no sofá com Violetta ao seu lado esquerdo e Federico no direito.
– Até que enfim, achei que tinha morrido lá dentro. — Disse Federico todo sério, apenas lhe mostrei o dedo do meio, recebendo um olhar desaprovador vindo de Violetta, peguei o celular no bolso do casaco e olhei a hora, dez pras cinco da manhã, sorri com a ideia que surgiu em minha mente, nossa cara como eu sou um gênio.
– Loira já está melhor não é? Ótimo, italiano cuida bem dela e Vilu vamos? Já tá na hora e eu to com sono. — Violetta me olhou como quem diz "Você é tão insensível" mas mesmo assim levantou se despedindo do pessoal, saindo logo em seguida.
– Leon, você é tão insensível! — Disse ela quando entramos no carro, segurei o riso por ter pensado a mesma coisa. — Você só pensa em dormir, e se tivesse acontecido algo mais sério? E se acontecer algo mais sério? — Revirei os olhos e não a respondi.
Ultimamente, tenho perdido o sono
Sonhando com as coisas que poderíamos ter sido
– Então é isso? Vai me ignorar? — Dizia ela, a olhei e fiz sinal negativo com a cabeça. — O que foi? O gato comeu sua língua?
– Violetta mulher você fala demais eu einh. — Ela me olhou de uma forma bem divertida, mas eu sabia que ela tava brava.
– Você é um idiota sabia? — Apenas ri com o comentário. De longe eu já podia ver as ondas do mar se quebrando quando estava perto da areia, eu tinha mais 5 minutos antes de dar cinco horas, acelerei o carro subindo uma ladeira. — Onde estamos indo?
– Você confia em mim? — Perguntei, ela soltou uma risada que eu calculei sendo irônica.
– Devo confiar? — Ela perguntei, balancei a cabeça em sinal positivo e ela riu novamente.
Mas amor, tenho rezado muito
Sentado, sem ficar mais contando dólares
Contaremos estrelas
Sim, contaremos estrelas
Estacionei de qualquer jeito na rua e saí abrindo a porta pra Violetta que me olhava de uma forma estranha, o vento frio bateu em seu rosto fazendo alguns cabelos irem para o rosto, eu sorri com a cena, e tirei os cabelos do rosto dela, colando alguns fios atrás da orelha, ela me olhava e sorria. Peguei na mão dela a puxando até umas pedras altas onde tinha a vista perfeita do mar mesmo no escuro, escalei um pouco com ela e me sentei no alto de uma pedra, havia algumas estrelas no céu já que estava no fim da noite, e o sol estava prestes a sair, Violetta sentou ao meu lado e ficou me olhando.
– O que viemos fazer aqui? — Perguntou sem tirar os olhos de mim, olhei pra ela fazendo com que nossos olhares se encontrassem.
Vejo esta vida como uma videira que balança
Balanço meu coração além do limite
E meu rosto está dando sinais
Procure e você há de encontrar
– Violetta, você sabe que não sou bom com palavras né? — Disse e ela riu pelo nariz fazendo sinal positivo. — Então, te trouxe aqui pra mostrar pra você como vejo minha vida ao seu lado. — Ela continuava sem me entender, puxei ela com cuidado para mais perto, passando o braço por sua cintura, a mesma se aconchegou em meu peito e me olhou de lado.
Velho, mas não sou tão velho
Jovem, mas não sou tão ousado
Não acredito que o mundo esteja vendido
Apenas estou fazendo o que me mandaram
Apontei para o horizonte a nossa frente onde alguns raios de sol já saiam iluminando toda a cidade e também o mar, ela sorriu aos meus braços e me olhou.
– Violetta, você é pra mim como as ondas são pro mar, como os raios são pro sol. — Vi os olhos dela se encherem de lágrimas.
Sinto algo tão bom
Fazendo a coisa errada
Sinto algo tão errado
Fazendo a coisa certa
– Você é a minha outra metade, a parte que faltava em mim, nunca percebi isso, mas porra Violetta o que sinto por você é algo tão grande, algo que nunca achei que um dia sentiria por alguém. — Ela deu uma risadinha e continuava a me olhar segurando as lágrimas.
Sinto o amor e sinto ele queimar
Ao longo deste rio, em cada curva
Esperança é uma palavra de nove letras
Ganhe esse dinheiro, veja-o queimar
´- Cara, eu nunca tive tanta certeza dos meus sentimentos em relação a você Violetta, e.. Sinto que dessa vez será as mais sinceras palavras que vou falar em toda minha vida, Violetta Castillo eu te amo tanto, mas tanto. — Ela já não segurava mais as lágrimas, uma teimosa caia sobre seu rosto, passei meu dedão pelo local e acariciando depois.
– Leon Vargas, eu amo você demais seu idiota. — Ri e a beijei, eu sentia que agora mais que nunca estaríamos sempre ligados, conectados de alguma forma, eu amava essa mulher, não importa o que falarem, eu amo ela com todas as minhas forças, e eu sei o quanto isso é gay, mas o que é de uma vida sem nenhum momento gay não é?
Mas amor, tenho, tenho rezado muito
Setando, sem ficar mais contando dólares
Contaremos estrelas
Fale com o autor