C.S.I Buenos Aires
21 A transa
Notas iniciais
Violetta Pov's
– Você cheira a chocolate e morango — Ele falou com um sorriso.
– Você já provou essa combinação? — Eu o provoquei e ele acabou dando uma risadinha, assim como eu. A boca dele se aproximou da minha e então ele deu uma mordida em meu lábio inferior que me fez gemer baixinho, o seu toque quente havia me arrepiado da cabeça aos pés. Ele passou a língua pelo meu lábio e voltou a separar nossas bocas. Eu quis protestar, mas me contive.
– Parece ser gostosa.
Eu sei que ele queria brincar, mas eu queria muito mais daquela boca. Eu ri de seu comentário e lhe beijei os lábios com vontade. Meu braço escorreu pelo seu ombro e eu segurei seus cabelos com força, o guiando e ele fazia o mesmo. Era incrível o quão sincronizados estávamos. Era incrível como fazíamos os movimentos certos na hora certa, era como se fossemos encaixes de um quebra-cabeça. Nossos corpos estavam colados e eu pude sentir a excitação dele quando a região pélvica se encostou à minha coxa. Meu Deus, o que era aquilo? O volume era indescritivelmente grande. Não que eu já tenha sentido muitos, mas esse cara com certeza tem algo a mais, considere então bem dotado, para não usar de super.
Eu tinha desejo dele, eu o queria para mim e queria agora. Quebrei o beijo e pedi:
– Estacionamento. — Falei sorrindo.
– Você leu meus pensamentos.- Ele disse malicioso, e me puxou sobre aquela multidão. Chegamos ao estacionamento e ele me guiou até a limusine em que eu vim..
Ele tinha as chaves da limusine, abriu a porta e fez menção para que eu entrasse. Eu sorri e entrei. O Coringa entrou e sentou-se ao meu lado, fechando a porta. Eu olhei para ele com um sorriso malicioso e ele fez o mesmo, nós caímos na gargalhada por nada e só paramos de rir quando ele de repente virou o meu rosto para ele e me beijou. Ele estava com uma das mãos na minha cintura e a outra no meu pescoço, puxando um pouco do meu cabelo enquanto eu já passava a mão pelo seu tronco, por debaixo do paletó roxo berrante. Aproveitando o lugar onde minhas mãos já exploravam, retirei seu paletó e joguei-o no chão, ainda sem partir o beijo. O Coringa abria o zíper do meu macacão de couro com agressividade e agora se deparava com meu tronco já nu. Parecia satisfeito com o que via quando esboçou um leve sorriso ao observar meus seios. Ele seguiu por beijos pelo meu colo e passou sua língua quente pelos meus seios, um de cada vez, me fazendo arrepiar. Desceu com mais beijos, retirando o resto do macacão até chegar a tirar minhas botas e beijar meus tornozelos de uma maneira que eu julguei extremamente sexy. Eu já estava apenas de calcinha em sua frente e ele ainda estava com a roupa quase toda vestida, exceto pelo paletó que jazia embolado no chão da limusine.
– Vamos dar um jeito nessas roupas — Eu sussurrei, levantando meu tronco e tirando sua roupa na maior velocidade possível. Em pouco tempo, ele também só estava de boxers e então voltou a me prensar no banco, deitando seu corpo sobre o meu e beijando minha boca com vontade. Mordi seu lábio inferior, apenas de sentir seu corpo sobre o meu já me sentia extremamente excitada e eu não via a hora de sentir todo aquele volume dentro de mim, não aturaria quaisquer provocações, queria sexo bruto. Ele pareceu perceber minha inquietação e também parecia querer o mesmo. Eu tomei a iniciativa e tirei suas boxers com a ponta dos pés, jogando-as para baixo. Sua ereção era incrível e o meu tato aguçado não deixou aquele volume passar despercebido, meu corpo tremeu ao sentir o seu membro roçar na parte interior da minha coxa.
O Coringa interrompeu o beijo, encostando nossas testas. Eu deixei meus olhos fechados, sentindo a respiração ofegante dele se chocar fortemente com a minha e suas mãos tirarem minha calcinha cautelosamente. Eu o ajudei, levantando um pouco o meu corpo, nossas testas se desencostaram e ele parou para tentar observar o meu corpo nu e suado mesmo com a pouca claridade que invadia aquele carro. Eu abri os olhos, deixando-os baixos e encarando apenas o sorriso pervertido do Coringa antes dele se posicionar em cima de mim, a camisinha já vestida, deixou seu membro devidamente colocado na entrada da minha vagina. Aos poucos senti a glande penetrar e minha respiração simplesmente parou, até que ele o fez completamente, vagarosa e torturantemente, investia com força e velocidade. A sensação era simplesmente indescritível, nunca havia sentido nada como isso antes e eu devia admitir que esse cara era realmente muito bom. Eu gostava de sua agressividade e parecia que o meu corpo também. O Coringa mantinha a velocidade incrível e às vezes não dava pra ocultar o prazer que eu sentia com gemidos sussurrados, minha voz se manifestava involuntariamente; porém eu ainda conseguia me controlar para não dizer o nome dele. Ele teve que dar o melhor de si, tenho certeza que sim, mas o resultado foi gratificante: ambos tivemos o orgasmo e ao mesmo tempo.
Não é fácil levar uma mulher ao orgasmo — principalmente sem antes provocá-la insistentemente — apenas com a penetração. Meu orgasmo durou alguns segundos, meus órgãos se reviravam dentro de mim e a sensação era de prazer extremo misturado com dor, um pouco masoquista sim, admito.
O Coringa caiu cansado sobre o meu corpo, me dando um selinho demorado antes de se aconchegar ao meu lado, seus olhos fechados e seus cabelos suados grudando na testa. O banco era pequeno para nós dois, mas eu me enrosquei nele de modo que coubemos os dois de ladinho.
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