CREEPYWORL: O Mundo do Terror

3 Vingancinha. Conhecendo e Decidindo


Notas iniciais
Hei, pessoinhas! Como tem passado? The Rake tem lhes contado boas histórias antes de dormir? Bem, desculpem por ter demorado tanto. Eu não avisei, mas fui pro Nordeste e fiquei por lá durante uma semana e minha intelejumentice me fez esquecer o pen-drive em casa, bem aqui, no Sudeste! Depois disso, o PPP ficou pior e passou a ter mais um P, virando o grande problema do Pai Paranóico Possessivo Preocupado! Espero que me entendam. Boa leitura e Boa noite! ;)

Ylana acorda de manhã com dor de cabeça. O despertador tocando e seu cansaço somados lhe dão a sensação terrível de estar doente. Ela se assusta. ”COMO POSSO FICAR DOENTE ENQUANTO ESTOU NA CASA DO LEO?!? ISSO SERIA, ALÉM DE MUITO ABUSO DE BOA VONTADE, UM TREMENDO PESO PARA ELE!”

Após se trocar, vai ao banheiro e escova os dentes e os cabelos. Decide deixá-los soltos. Sua franja caindo no olho sempre lhe deu um ar misterioso e ela gosta disso e não iria mudar de jeito nenhum. Deixa a cascata de cabelos lisos caírem sobre suas costas, chegando logo no meio da coxa. Nunca entendeu essa de seu cabelo crescer tão rapidamente a ponto de ser quase impossível domar seu comprimento.

Vai até a cozinha e se depara com Leo fazendo o café da manhã. O mesmo está com a franja presa e com o rosto concentrado enquanto tenta não queimar os ovos. A garota chega de mansinho atrás do mesmo e...

–BUU!

–AAAAAHHHH!!!

–HÁHÁHÁHÁHÁHÁHÁHÁHÁHÁHÁHÁHÁHÁHÁ!!!

Leo toma um susto e pula pra cima do balcão da cozinha, fazendo Ylana rir descontroladamente. O rapaz ruboriza, não só por ter dado um showzinho de isteria na frente da garota, como também por vê-la rindo daquele jeito, a deixando com um rosto mais bonito, radiante.

–Nossa! Nunca ri tanto na minha vida!

–AH, CALA A BOCA!!!

–Calma, garoto, não seja leviano! (piadinha sem graça mas, fazer o quê?)

–Unf...-ele infla as bochechas.

–Sabe o que umas garotas otakus, que nem eu, falam e fazem quando vêem alguém fazendo uma carinha dessas?

–O quê?

Ela vai até ele e aperta suas bochechas levemente, sorrindo.

–KAWAII!

Ele ruboriza ainda mais com o toque da garota. É claro que ele sabe o que garotas otakus fazem, ele também é um otaku! Só que o toque da garota é tão leve e suave e seu sorriso, somado às bochechas levemente coradas, dá um ar de menina fofa a ela.

–Hei, acho melhor você comer. Que eu saiba você trabalha, e já são cinco pras sete!

–O QUÊ?-diz, se levantando rapidamente. -AHHH, ta! Hoje eu não trabalho. É meu primeiro dia de férias.

Ela se levanta, olhando-o com dúvida.

–Então por que está acordado? Deveria aproveitar e dormir mais um pouco!

–É que eu vim preparar seu café. Você é tão pequena. –Dá leves tapinhas na cabeça da garota.

–Pra você! Sou mais alta que muita gente na minha escola E na minha família!

–Falou a baixinha de vinte anos que sempre reprova na escola!

–Eu tenho quinze!

–‘-‘

–Bem, não precisava ter feito isso! Eu trouxe dinheiro, poderia comprar alguma coisa no caminho!

–E você ACHA que eu ia deixar você sair daqui sem comer alguma coisa? Eu posso até ser rude e idiota, mas é melhor saber que, quando eu gosto de alguém, eu gosto MESMO!!!

–Ta, ta!!!

Ela se senta e começa a comer os ovos e bacon. Sente o gosto delicioso da combinação e se surpreende por Leo saber fazê-los tão bem. Em sua mente, ela achava que ele tinha uma empregada para fazer tudo.

–Leo, posso te fazer duas perguntas?

–Hm... Claro, por que não?

–Você vive nessa casa sozinho?

–Sim, nunca precisei de ninguém pra fazer as coisas por mim. Qual a outra pergunta?

–Não tem uma terceira.

–Como assim? Você não disse que eram DUAS perguntas?

–Sim: a pergunta que eu fiz para receber permissão e a que eu fiz agora há pouco.

–Você é bem específica, não é?

–Sim.

Terminando tudo, Ylana retira os pratos e os lava, mesmo com os protestos de Leo. Sempre que ele vai ao seu lado para pedir que deixe tudo com ele, ela lhe lança um olhar frio e cruel e ele recua. Terminando tudo e deixando os pratos brilhando, ela pega a mochila e vai pra escola, não sem antes ser surpreendida por Leo, que a puxa para junto do peito e lhe dá um beijo carinhoso na testa, agradecendo por ter sido tão companheira dele à noite.

Como todos os dias, ela vai a pé para a escola ouvindo Rise Against, uma banda bem malucona que ela encontrou e passou a gostar. Sempre cantarolando junto, entra na escola e recebe olhares maliciosos dos garotos e percebe os interesseiros que as garotas lançam. Logo entra na sala e vai para sua carteira. Ouvindo a conversa de Bárbara na noite anterior, ficou sabendo que coisas macabras a assustam, então imprimiu uma foto de Jeff pelo computador de Leo e fez a capa perfeita de seu caderno com esta. Assim que a rebocada entra na sala e se dirige para sua carteira, ela esconde seu sorriso maldoso com a mão e olha pela janela.

–O que é isso na sua carteira?-pergunta o Coringa Versão Feminina.

–Eu acho que é um caderno novo e exclusivo que eu comprei pela internet.

–Ah, é? Posso ver?

–À vontade. — seu sorriso maldoso quis aumentar, mas ela segurou-o.

Bárbara pegou o caderno e, pensando que veria uma capa tonta e cheia de caveirinhas desenhadas sem capricho, vira-o e se depara com o sorriso macabro de Jeff The Killer. Ela grita e cai, assustada.

–QUE MERDA DE CADERNO É ESSE?!

Ylana vai em sua direção com um sorriso sarcástico e maldoso no rosto, sem se preocupar com os outros vendo, e diz:

–É um caderno exclusivo pra quem não é mesquinho, medroso e muito filho da puta! Acho que você só não se encaixa no último termo.

–É CLARO! Minha mãe é uma mulher muito respeitosa!

–É claro que sim. Mas eu acho que você não se encaixa porque É a puta! Que eu saiba, você enganou Leo Slinder, dormiu com ele e o xingou pelas costas. Ele ficou sabendo disso, ta? Sabia que ele é um amigo bem próximo meu? E eu NUNCA perdoaria qualquer um que o fizesse ficar chateado daquele jeito! Lembra daquilo que eu te disse ontem? Sobre torturar cruelmente alguém? Acho que você ta merecendo, pelo menos, METADE daquilo!

Ylana se afasta da outra, contente por ter deixado-a com medo e quebrado a cara do pessoal da classe. As aulas se passam normalmente até a terceira, de biologia, onde a professora escolhe duplas para fazerem deveres estranhos e cabulosos para a maioria. Ylana foi selecionada para fazer dupla com um garoto gótico que sempre a havia paquerado sem ninguém saber. Para ele, não importava se ela é ou não do mesmo estilo que ele: seu jeito misterioso, seus olhares penetrantes e seu estilo meio largado a fazem ser uma pessoa muito atraente para ele.

As duplas são formadas e ela se dirige para o banco perto dele no balcão de análises da classe. Eles se cumprimentam com um olhar e um aceno de cabeça e começam a fazer o dever.

–Hm, por favor, pode me emprestar uma caneta?-pergunta ele, envergonhado.

–Claro. Aliás, acho que não sei seu nome.

–É Allan.

A garota o analisa. De estatura pouco menor que a de Leo, cabelos negros e compridos, pele pálida, olhos grandes e azuis como safiras e todo vestido com roupas escuras e com alguns enfeites em cor vermelho sangue. Para Ylana, ele até é bonito e meio autentico: sendo diferente de todos e quase tão isolado dos outros quanto ela, daria uma ótima companhia mas, se tentasse qualquer gracinha, iria perder seu "quinto membro" pelas afiadas lâminas de uma tesoura de poda!

–Bem, turma, acho que vamos ter que mudar um pouco nosso jeito de ter aulas!-fala a professora, depois de um tempo- O diretor conversou comigo e chegamos a um acordo: já que ainda estão no primeiro ano, vamos dar a vocês uma espécie de companhia escolar. Olhem para sua dupla e cumprimentem seu parceiro permanente de biologia para o resto do ensino médio!

Ylana sorri para seu novo colega, que ruboriza e dá um sorriso tímido, ficando meio fofinho. A garota volta com seus pensamentos para Jeff. Ela está pensando em sua proposta dês de que acordara e já havia chegado a uma conclusão: “ Eu vou aceitar!”

Notas finais
Então, o que acharam? Bom? Ruim? Normal? Mereço facadas? REVIEWS, PLEASE!!! Até o próximo cap. ^^
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.