Notas iniciais
Hei galera!!! Aqui está o primeiro capítulo da fic, espero que gostem!

x POV AUTOR x

O despertador toca e Ylana lentamente acorda, sonolenta. “Ir pra escola é uma porcaria!” pensa ela. Com treze anos ela já cuidava da própria vida: cozinhava, limpava, lavava roupa, etc., enquanto sua mãe vivia vadiando por aí. Ylana só tinha amigos virtuais, com os quais ela conversava quando tinha tempo. Hoje é a mesma coisa, mas só com uma diferença: sua mãe havia sido presa. Gine Drunk(Gine Bebum), como era conhecida, vivia passando trotes, batendo carteiras e, pouco antes de ser presa, começou a usar drogas. Nunca deu carinho para sua filha, fazendo com que essa pouco se importe com ela.
Pensando no quanto é sozinha, Ylana ri debochadamente de si mesma. “Não é a toa que sou ateia”, pensa, “Tudo que tinha de ruim pra acontecer aconteceu, mesmo vovó rezando tanto. Não vale a pena acreditar em algo com tanto fervor e continuar sendo um retardado mesmo quando nada mudou.” Olhando pela janela, ela vê uma pequena garotinha brincando na rua, rindo muito e com uma boneca de pano em mãos. Apenas sendo criança.
O tempo passa muito rápido e Ylana percebe que já está na hora de sair. Olhando-se no espelho, decide amarrar seus longos e belos cabelos platinados. Seus olhos verde-esmeralda se destacam em seu rosto, juntamente com seu nariz fino e pouco longo, sua boca rosada em formato de coração e sua pintinha na bochecha esquerda. Ylana se considera normal pois, durante quase toda a vida, foi ensinada em casa pelo pai, motoqueiro e de quem herdou seus olhos.
Percebendo que está perdendo tempo escolhendo a roupa, coloca sua boa e velha calça jeans, um all*star preto, uma camiseta cor grafite e a jaqueta de couro preta que seu pai lhe deu de aniversário, pouco antes de cair na estrada. Satisfeita com sua aparência, pega sua mochila cinza escura com vários botons de bandas, games e animes e sai. Vai a pé para a escola sozinha, como todo dia, e escutando sua banda preferida no MP3. Cantarolou junto com seu verso preferido da música:

“ SAMETIMES I FEEL LIKE I DON’T HAVE A PARTNER/SOMETIMES I FEEL LIKE MY ONLY FRIEND/IS THE CITY I LIVE IN, THE CITY OF ANGELS/LONELY AS I AM, TOGETHER WE CRY”.


O verso que canta não é lá tão verdadeiro: ela não chora, não mais. Já chorou muito durante sua vida por causa de sua mãe viciada em drogas e álcool lhe bater sem motivo, prometendo a si mesma que não iria mais chorar, sendo por dor física ou psicológica.
Chega no portão da escola pouco antes de o sinal tocar. Sendo solitária e calada, é tachada de idiota pelos alunos e sempre quer mesmo é que suas línguas sejam cortadas fora ou que alguém passe a tesoura em suas cordas vocais. Mal entra na sala e uma garota, que mais parece o Coringa de tanta maquiagem no rosto, começa a debochar dela em voz alta para toda a sala ouvir:
— Nossa, sua jaqueta já não estragou de tanto que entrou em contato com você, Ylana?!?! KIAKIAKIAKIAKIA!!!!
Logo todos começam a rir de Ylana pelo simples motivo de que Bárbara, a garota mais pintada que um quadro, quer que a outra se sinta mal. Surpreende-se ao ver que a platinada continua com a expressão vazia, sem raiva, sem tristeza, nem mesmo um pouco de incômodo. Enraivecida, vai para cima da garota com mais algumas palavras afiadas, todas insultando a ela ou a sua mãe. Ylana continua com a mesma expressão, somente crispa um pouco a boca em sinal de reprovação às palavras da outra. Satisfeita com esse pequeno resultado, Bárbara chama a mãe da outra de viciada idiota, vadia e prostituta barata. Ylana franze um pouco a testa. Faz questão de passar a faca no pescoço de Bárbara quando tiver chance.
— Ora, ora! Então você sabe como fazer alguma expressão?
Ylana ri debochada para Bárbara, a primeira demonstração de seu humor em cinco meses. Chega mais perto da outra e fala em seu ouvido:
-Não posso mentir que você tem razão: minha mãe é mesmo uma viciada idiota. Mas tem uma coisa beeeem pequenininha que você esqueceu.
Bárbara estremece de medo. Ela nunca tinha ouvido um A da Ylana. Sempre imaginou a garota com uma voz fraca e cômica, porém, percebe que a outra tem a voz mais grossa que a de sua mãe, modelo ambulante que recebe mixaria, e mais firme que a de seu pai, um sargento muito durão e autoritário. Com a voz trêmula, pergunta:
-O-O quê?
Ylana sorri soturnamente.
-Eu aprendi a matar alguém nesses últimos delitos de minha mãe. Sei como torturar, estripar, tirar órgãos e tudo o mais e ainda manter a pessoa viva. Também sei como matar alguém depressa sem deixar vestígios e esconder um cadáver tão bem que só iriam encontrá-lo depois de ter virado uma ossada inútil de alguém inútil. Se não quer ter esse destino, é melhor calar essa boca melada de batom e ir cuidar da sua vidinha de merda, me deixando viver em paz.
Se afasta de Bárbara lentamente, desejando fazer TUDO o que tinha dito com a mesma, lenta e dolorosamente. Se deliciando com a expressão apavorada da outra, Ylana vai para sua carteira nos fundos e se senta, sem se importar com o burburinho ao redor especulando sobre sua personalidade pouquíssima conhecida.
Seu dia passa normalmente. Ninguém sabe e nem se importa com o fato de ela não comer nada até chegar em casa, mas todos notam quando, na hora do almoço, Ylana vai para o refeitório e fala com a “tia” da cantina como se fossem próximas. Espantados, curiosos e descrentes quanto a ação da garota, muitos alunos, mais meninos que meninas, se aproximam e ficam pasmos ao ver o que ela tem em mãos: um pedaço de carne crua de tamanho razoável e uma posta enorme de peixe(cru também). As meninas começam a rir e os garotos fazem apostas de qual ela vai comer primeiro, mas ela não está nem aí pra eles. Ela sai, com todos em sua cola, rindo, caçoando e falando coisas sem sentido algum para qualquer garota, menos para Ylana. Ela conversa demais com garotos nas redes sociais, sabe tudo quanto é sentido de suas palavras sem nexo algum. Deixando escapar um pequeno e imperceptível sorriso de canto, ela vai até o gramado de frente para o portão. Todos estranham, mas ninguém para de debochar.
Se surpreendem ao vê-la assoviando e fazendo um “PSSSSTPSSSSSSTPSSSST” com a boca para chamar um cão e um gato de rua, tão magros que quase não se agüentavam nas patas. Ficam pasmos com o quanto estavam enganados em relação a garota cujo o nome era lembrado apenas pelos delitos da mãe inconseqüente e que era completamente humilhada por pessoas da laia de Bárbara.
Ylana alimenta os animais, os acaricia e, para mais espanto geral, dá um belo sorriso de dentes brancos e perfeitos. Garotas com inveja de sua beleza entram novamente na escola, jurando fazê-la a pessoa mais sofrida do mundo, enquanto garotos encantados e cheios de desejo se amontoavam em volta. Seu sorriso murcha ao ver a platéia masculina ao seu redor, a olhando com malícia e desejos impuros estampados em suas expressões e nas “barracas armadas”. Se levantando, a garota percebe que a temperatura subiu um pouco então tira a jaqueta e a carrega pendurada nos ombros, como sempre fez.
Ondas de assovios e cantadas sujas vieram em sua direção pois, com a camiseta justa do jeito que era, podia-se notar sua cintura fina, seu busto avantajado e seu largo quadril, dando-lhe as formas mais desejadas em todas, porem naturais nela, que dês de criança lutava, atirava e fazia mais exercícios que qualquer maromba que toma vitaminas.
O resto do dia foi dedicado a ignorar qualquer cantada, convite para encontros, piscadela, sorrisinho pervertido e/ou bilhetinho que chegasse via idiota em sua carteira. Ninguém nunca se limitou nem mesmo a lhe dizer um “Oi!”, ela não está acostumada com isso, com esse tipo de atenção, com QUALQUER TIPO de atenção que não seja paterna.
Já em casa, depois de uma terça-feira estranha e totalmente desconfortante no colégio, Ylana joga sua mochila no sofá e vai para o quintal praticar tiro ao alvo com facas. Sempre acertou no centro do alvo, no entanto, se sente desconfortável. Parece que há alguém a observando e ela não gosta nada disso! “Deixa de ser besta, Ylana!!!”,pensa com um arrepio em sua coluna. “ É só uma impressão falsa, só isso. Se for mesmo alguém, deve ser um STALKER idiota que te seguiu da escola até aqui!!!Se for isso mesmo, posso acabar com isso logo!!!”
Vasculhando os arredores da casa, a garota vai pensando em cada rosto de cada garoto pervertido que a rodeou naquela manhã. Não encontrando nada, ela entra em casa e vai para o banheiro tomar um banho frio. Tem estado muito calor em sua cidade e ela anda com a cabeça cheia ultimamente. Depois do banho, coloca uma camiseta grande e larga com a ilustração do símbolo do Slipkinot que pertencera a seu pai e um short jeans escuro. Sempre com fones de ouvido e a música no volume máximo, vai para a sala, para de frente a uma estante cheia de livros. Analisa bem cada título e pega um de contos de Edgar Allan Poe. Nunca compreendeu esse gosto por livros de terror que tem, a imagem de alguém sendo torturado e/ou morto de forma brutal aparece em sua mente e, de uma maneira estranha, a deixa confortavelmente a vontade.
Olhando para o relógio, percebe que já é um pouco tarde para cozinhar alguma coisa, então decide pedir uma pizza. Pega o telefone e liga para a pizzaria. NINGUÉM ATENDE.
— Que estranho...
Liga para uma lanchonete que faz entrega. NADA!
— Que merda ta acontecendo aqui?
Irritada, coloca uma velha calça jeans cinza escura (SIM, ELA AMA JEANS*-* Assim como eu^^), um moletom qualquer, calça seus all*stars, tranca a casa e vai ela mesma para a pizzaria. Chegando lá, ela vê que está tudo abandonado: as portas abertas, mas não tem ninguém nas mesas, no caixa e nem na cozinha. Dá meia-volta e vai para a lanchonete. A MESMA COISA!!! Não há ninguém nas ruas, nas lanchonetes, nos restaurantes e, por incrível que pareça, nem mesmo nas boates!!! ESTÁ TUDO DESERTO!!!

Notas finais
Então, o que acharam?
Gostaram=Reviews
Odiaram=Reviews
Indiferentes=Reviews
Estão sendo mortos pelo Jeff, Laughing Jack ou Slender=Reviews
Vão se acostumando, vou pedir reviews em todos os capítulos porque, fala sério, na outra só uma pessoa mandou!!!
Beijos e facadas e até a próxima!!! :3