CEW - APOTRON
1 O primeiro passo para o desconhecido
Já era por volta das 01:35, um quarto tomado pela escuridão era iluminado apenas por um monitor LCD, quase colado a ele estava o rosto de uma jovem, a mesma estava a digitar sem parar em seu velho computador, a mesa estava coberta por diversas folhas rabiscadas e bebidas energéticas com xícaras de café.
— EUREKA!!!!!
A garota dava um enorme grito esticando seus braços para cima, uma comemoração tão grande que a fez cair da cadeira no chão.
— Owch! Talvez o café tenha me tornado uma mutante superforte... Mas não tenho tempo para isso. Finalmente descobri o enigma... Preciso anotar isso.
Estava acabando de falar, quando levantou, jogou tudo de cima da mesa e se pôs a escrever em uma folha de papel. Em letras enormes: "UMA COORDENADA GEOGRAFICA".
—Aquela mensagem estranha que recebi com uma enorme equação... Argh. Sou péssima em matemática. — Levantando seu braço direito em protesto ela grita — MANDA ESCRITO NO RODAPÉ A SOLUÇÃO DE PONTA CABEÇA!!! SEU ENIGMÁTICO DE MERDA!
Acabado seu folego gritando, ela se rasteja até a cama a poucos metros do computador e se deita para enfim, dormir.
A jovem agora em um sono profundo feito pedra é Olivia, uma garota de 20 anos freelancer que faz pequenos furos para um blog de noticias paranormais e afins chamado inNormal. Na ultima semana ela recebeu um e-mail de um de seus colegas de trabalho contendo uma mensagem enigmática, o rapaz se identificava sempre como Alter no site inNormal e sempre onde ele estava, se tornava uma grande noticia, Olivia sabia bem disso e não podia perder essa chance para ganhar popularidade no site. Ela passou diversas noites olhando para a mensagem e tentando decifrar aquela mensagem, ela não pediu ajuda a ninguém pois temia roubarem sua matéria.
~PRIIIIIIIIIIIIIIIIII
—AN?!QUE?!
Com um enorme pulo de sua cama, Olivia desperta. Já era 12:00 do Sábado, estranho é ela não ter ideia de como seu celular tinha um despertador para aquele horário sendo que ela não programou ele.
— Que seja, preciso av-
Antes de terminar sua frase, ele olhou para o monitor de seu computador e nele havia um ícone de nova mensagem, uma nova mensagem do Alter.
—Mas que porr-
Correu até seu computador e abriu ela. Um frio enorme passou pela sua espinha. Na mensagem parabenizava ela por ter completado o primeiro enigma. Seus batimentos cardíacos aumentavam conforme lia a mensagem, a cada palavra ela tremia, não sabia se era emoção ou medo. Após passar o baque, ela pega o celular e liga para seu melhor amigo, Henrique.
— Henrique... Fodeu.
—Erm... Tá, Olivia, bom dia para você...
—FODEU!!!!!
—EXPLICA LOGO OQUE ROLOU!
—VEM AQUI!!!!!
—Idiota...
Após uma hora finalmente o rapaz estava ali.
—Tá bom, agora começa.
—EU ACHO QUE VOU FICAR RICA! MAS ESTÃO ME OLHANDO! MAS ESTOU COM MEDO AHHHHH!
—...Tá.
Mais algumas horas tentando conversar e finalmente Henrique entendeu oque ela queria dizer. Ele já conhecia Olivia a um bom tempo, então entendia a agitação da garota. Ambos eram membro do mesmo time de noticias e ele mesmo ajudava ela em outra noticias mais simples.
— Então está me falando que vai no tal lugar que é em outro país, sozinha, tentar fazer uma matéria grande, tudo isso porque o Alter lhe enviou um e-mail?
— EXATAMENTE!
— Okay, já preparou o seu testamento? Coloca meu nome lá.
— NÃO! Você vai vir junto!
— Como assim não colo- Espera. Eu vou oque?!
— JUNTO!
— Só pode estar brincando, você é doida? Não tenho dinheiro para ir para a Itália. Estamos desempregados lembra? Não dá para comprar uma passagem de ônibus nem para o estado ao lado.
— Sobre isso...- Olivia levanta seu smartphone no campo de visão de Henrique, revelando duas passagens de avião para Itália. — Hehe.
— Por deus... De onde você tirou dinheiro para isso?
— O Alter que enviou.
— Quem esse cara é?!
— Chega de perguntas!
— Chega nada.
— E também depositou uma enorme quantia na minha conta. E falou para enviar a de um acompanhante.
— QUE?!
—AGORA VAMOS AS COMPRAS! Precisamos de coisas para a viagem. Saímos na próxima semana, vem! — Olivia coloca seu casaco e abre a porta enquanto espera Henrique.
—Você só me quebra desse jeito... Okay... To precisando de dinheiro mesmo...
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