Notas iniciais
Belle-

Capitulo 6

John pouco se importava com o preço que teria de pagar. A única coisa em que ele conseguia pensar era em salvar o seu melhor amigo.

– Vamos logo! Nos leve até lá! — o desespero era evidente na voz de Madison.

Desamarraram o soldado com pressa e ele os guiou por entre as árvores da floresta.

Madison convenceu a todos de que precisavam ficar para cuidar do acampamento, e eles concordaram. Exeto o capitão.

John carregava Dale. Seus ombros estavam doendo, sua cabeça latejando, e as juntas dos dedos brancas, devido a tamanha força.

Ele não aguentaria por muito tempo, mas precisava fazer isso. Mantinha o pensamento concentrado no seu objetivo. Desistir não era uma opção.

Andaram por poucos minutos quando avistaram muros de concreto erguidos. Chutando baixo, eles tinham 5 metros, concluiu John. Ele não entendia o porque deles, certamente não protegeriam contra a fumaça preta mutante. Se ela quisesse, passaria por cima deles.

O soldado foi na frente, comprimentou outros soldados, e estes os deixaram entrar.

A cidade não era muito grande. Parecia ser uma cidade como qualquer outra, antes do apocalipse. Pessoas, carros, prédios, outdoors. Todos levando vidas normais, trabalhando, indo para a escola. John notou que em todas as roupas, só haviam 6 cores presentes, mas afastou esse pensamento. Não era hora de ser curioso, precisavam salvar Dale.

O soldado caminhou em direção a um carro que tinha as portas traseiras abertas. Parecia ser um táxi. E parecia estar abandonado.

O soldado tomou

conta da direção e John sentou-se no banco do passageiro. Madison, o capitão e Dale se acomodaram no banco de trás. John abriu a janela e colocou a cabeça para fora, como se fosse um cachorro. Havia tempos que não se sentia assim, ele estava realmente feliz por se lembrar de Madison. E se não se lembrava, faria novas memórias a partir de agora. Por um momento, se esqueceu completamente de Dale, até que olhou pelo retrovisor para o amigo. Ele estava pálido, com manchas vermelhas por todo o corpo. Seus olhos estavam inchados, e ele tinha olheiras enormes. John estava com medo de perder uma das pessoas mais importantes para ele.

Não demorou para avistarem um hospital. Desceram do carro, carregando Dale e entraram no hospital pedindo por ajuda. Uma enfermeira baixa, gorda e de pele morena os atendeu com simpatia. Ela colocou Dale em uma maca e o encaminhou para um quarto no fim do corredor.

John olhou em volta. Parecia um hospital comum, como todos os que já tinha visto. Tinha até cheiro de h ospital.

Madison o abraçou e ele devolveu o gesto. Ficou feliz por ela ter tomado essa iniciativa, ele precisava dela agora mais do que nunca.

A enfermeira voltou e disse:

– Seu amigo está em boas mãos...

Todos respiraram aliviados em um som de "ufa", mas a moça os interrompeu:

– Mas eu nem terminei de falar ainda! Bom, como eu dizia, seu amigo está em boas mãos POR ENQUANTO — ela mudou o tom de voz para dar entonação a essa parte -

como o soldado já

deve ter informado vocês, tudo aqui tem um preço

– Ah, claro. Nós compreendemos. Quanto é? Nós não temos muito dinheiro aqui com a gente agora, mas se a senhora nos permitir, temos uma mochila em um acampamento próximo daqui que provavelmente deve pagar tud... — Mad tentava controlar a situação, como sempre, ao ser interrompida:

– Não, a senhora não compreendeu. Nosso preço não é dinheiro. Precisamos de algo muito mais valioso do que isso. Hoje, o dinheiro pouco importa. Nós precisamos de favores. Um favor por um favor. Não quer que a gente salve seu amigo? Terá que fazer algo por nós! — a enfermeira parecia ter muita convicção, mas o que ela dizia não fazia sentido.

– E o que, exatamente, a senhora quer de nós? — John estava começando a ficar assustado, mas torceu para não demonstrar em sua voz.

– Bom, nossos líderes querem restaurar o planeta. Querem que tudo volte a ser como era e que a população se multiplique, querem nos salvar — os olhos dela ficaram brilhantes ao dizer a última frase.

– O que a senhora quer dizer com isso? — Mad perguntou, mas John tinha certeza absoluta de que ela sabia do que se tratava.

– Bom, serei mais direta. Um de vocês terá que ficar. Para sempre.

Todos se entreolharam. Era o único jeito de salvar o Dale, mas não sabiam o que fazer depois. A enfermeira concluiu:

– Darei um tempo para vocês se decidirem. Volto em alguns minutos.

John foi o primeiro a se voluntariar:

– Eu que dei a ideia de vir até aqui, eu sou o responsável.

: por isso, eu devo ficar. 4

– Se você ficar eu fico também! — Mad parecia determinada.

– Não, meu amor. Você precisa sobreviver! — John protestou.

– Do que adianta sobreviver se eu não vou viver? Eu não vivo sem você!

– Pare de ser burra e se salve, Madison! Faço isso porque te amo!

– Gente! Parem com isso. Sou eu quem devo ficar. Um solado vive para proteger os outros, e garantir o bem estar deles. — O soldado disse

Notas finais
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