C.A.O.S - American
3 Capitulo 3 -
Notas iniciais
Capitulo 3 –
Lá estava ele, parado observando as árvores das margens do rio. Provavelmente eles estavam em algum lugar muito distante das grandes cidades. John estava tentando entender tudo o que Madison disse, quer dizer, de um dia para o outro você entender que o mundo está acabando e que você está noivo e mal se lembra da pessoa que você deveria amar é algo difícil de entender.
– Você tem certeza de que não se lembra de mim...?- Madison insistia em fazer ele lembrar, ela o amava desde os 16 anos de idade.
– Sinto muito...Na verdade eu me lembro de juntar dinheiro, de ir em lojas de alianças. Mas de mais nada.
– Puxa! O tempo passou rápido, devem ser umas cinco horas da tarde. – Madison queria sair daquela conversa horrível.
Naquele momento, John queria fugir daquele pesadelo, os dois estavam sozinhos ali no navio, o sol estava quase se pondo, e os pássaros começaram a ir para os seus ninhos. John percebeu que Madison havia ficado muito decepcionada, como se nada tivesse sentido para ela. (isso para John era normal, pois nada fazia sentido para ele desde que acordou). O som das folhas caindo no rio eram as únicas coisas que se ouvia, enfim, ela olhou para ele, e ele para ela. John estava encantado com os olhos dela, eram castanhos e quando se olhava contra a luz ficavam verdes. Foi o momento mais feliz que teve desde que acordou. Os dois se aproximaram dos lábios um do outro, quando ouviram sirenes e a voz do capitão gritando. John e Madison se levantaram, Madison subiu as escadas e foi ver o que estava acontecendo, John desceu e foi para a ponta do navio. Olhando bem de longe se via uma enorme Elevação na água, e via as árvores se mexerem com aquela elevação. Ele não quis esperar para ver o que era, voltou pelo convés onde achou a escada que Madison e ele quase se beijaram. Subiu ela e se chocou ao ver a fumaça vinda de trás do navio, eles estavam encurralados, de um lado a tal fumaça e do outro a elevação que para eles era algo novo. John se virou e entrou na porta para as cabines, lá ele viu que algo realmente estava errado naquela hora, olhou todos colocando colete salva vidas e Madison e Dale discutindo com o Capitão, John se aproximou para entender tudo.
– Nós também não sabemos o que é, talvez seja apenas uma onda que veio do mar, o nosso radar apenas diz que está aumentando- argumentou o Capitão num estado muito nervoso- Vamos esperar e ver o que acontece.
– Ok- disse Madison sem ter muito que responder.
– O que está acontecendo? Por que aquela fumaça sempre vem a essa hora? E o que é aquilo que está aumentando de tamanho?- John fez tantas perguntas que Madison não foi capaz de responder tudo.
Madison foi para a cabine de controle do navio junto com Dale. John começou a pensar, que se algo desse errado, e o navio naufragasse em meio a esse rio remoto e com correntezas rápidas, eles não teriama mínima chance de sobreviver. Ele correu para a cabine sete, abriu a porta, foi para as malas, tentou pegar o mais importante de tudo que eles tinham e colocar nas malas. Depois saiu pelo corredor, onde pelo menos tinha umas 15 pessoas. Ele foi andando e tropeçou com suas malas. Quando se virou, tinha um cara tentando ajudar ele a levantar. John se apoiou no braço Desse homem e se levantou, pegou suas malas e agradeceu o tal homem:
– ah, obrigado por me ajudar.- disse John impaciente por querer sair daquele navio vivo.
– Não foi nada, prazer, meu nome é Nicholas, mas pode me chamar de Nick.- Ele parecia calmo apesar de todos saberem que o navio poderia afundar.
– John, prazer. Está sozinho? – Apresentou-se John
–Na verdade sim, consegui embarcar pois sou amigo do cara que construiu esse navio. – dizia Nicholas sem aparentar nenhum nervosismo.
– Entendo... Se você quiser pode vir comigo e com meus amigos. Vai ser legal ter mais um que tá na mesma que a gente. – Disse John abrindo um sorriso sarcástico.
– Ia ser ótimo, mas prefiro esperar mais um pouco, tenho que resolver umas coisas minhas. – disse Nick dando um breve sorriso.
John achou estranho mas concordou com a cabeça, virou-se e subiu as escadas para encontrar Madison e Dale.No caminho ele tentava se acalmar, e pensar em algum plano caso o navio afundasse.
Quando chegou viu Madison olhando um mapa, e discutindo com Dale e com o Capitão qual a melhor rota.
– Devemos todos descer agora e sair correndo ao máximo pela floresta, depois que sobrevivermos nós vemos o que faremos, o que acham? – dizia Madison com ar de sabedoria. (pelo visto ela era assim sempre, inteligente, cuidadosa, e parecia uma mãe)
–Não vou abandonar meu navio, está louca moça se acha que eu faria isso!- disse o Capitão como se o navio dele fosse mais importante que a própria vida.
John acabou se intrometendo :
– Então fique, Madison e eu...- John foi interrompido:
– e EU – disse Dale
– Claro, e você, vamos pela floresta, é melhor do que ser destroçado por aquela onda gigante que vem vindo e depois caso não morrermos, a fumaça nos intoxicar. – Madison o olhava com admiração, como se ele tivesse lembrado de quem era.
– Ok, se tem tanta certeza do que faz, por que não vira o líder aqui?- disse o Capitão ironizando ele – Pois pelo que eu saiba você não lembra nem o nome da sua namoradinha.
Isso ferveu o sangue de John, mas Dale interrompeu:
– Ótimo, vamos pela floresta junto com a chapéuzinho vermelho e a fumaça preta que mata todo mundo. – disse Dale ironizando.
– Está tudo bem Dale, nós vamos sobreviver. – dizia John com muita certeza do que fazia.
– Bom, acho que não tenho outra escolha se não ir com vocês e evacuar o navio. Vocês estão loucos... Mas aposto que é desse tipo de loucura que faz vocês sobreviverem. – O capitão finalmente aceitou a proposta de tentar a sorte na floresta.
– Deixe que eu converso com todos – disse John.
O Capitão aceitou.
Estava um verdadeiro caos no refeitório, todos estavam nas mesas gritando, discutindo, querendo sobreviver.
– ATENÇÃO! – berrou John e Dale ao mesmo tempo.
Ninguém se quer olhou para eles até que Madison assoviou muito forte e todos se calaram e olharam para eles.
– De nada! – disse Madison sendo irônica.
– Obrigado... -retrucou John, começando seu discurso- Vejam... Eu não sei qual a história de vocês, o que fizeram para subir aqui, as dificuldades, as mortes. Mas acredite você não é o único, estamos prestes a afundar, uma onda gigante vem abater o navio, e a fumaça que só Deus sabe o que é, também está vindo matar a gente. Nós temos duas opções. Ficamos aqui no navio, e rezamos para a onda não afundar o navio, o que achamos difícil, ou saímos daqui, tentamos a sorte na floresta, vamos pegar todos os mantimentos, e correremos muito e achamos algum lugar para passar a noite. Quem quiser ficar, pode ficar aqui, eu, minha namo... meus amigos quer dizer, o Capitão e todos os que trabalham aqui vamos tentar a sorte lá fora. Quem quiser ir, esteja pronto na porta de saída de emergência daqui a 5 min. E os que não quiserem... boa sorte- John estava curioso com o que todos estavam pensando.
Os três saíram, foram pro corredor, pegaram as malas e ficaram na saída de emergência. Naquele momento John ouviu barulho de alguém vindo, era Nicholas.
– Está perdido Nicholas? – Disse John brincando com Nicholas.
– Eu fiquei pensando, e acho que as minhas chances de sobreviver vão ser maiores, se ficar com vocês.- ele falou abrindo um sorriso.
–Desculpe interromper, mas... quem é você ? – disse Madison.
– Querida, esse é Nicholas, ele me ajudou uma hora atrás mais ou menos. – John só percebeu agora que chamou Madison de querida.
– Ótimo, mais um pra morrer com a gente – Disse Dale dando risada.
Logo perceberam que o Capitão e todos os outros tripulantes estavam vindo:
– Espero que estejam certo sobre ir lá fora seus loucos. – disse o Capitão.
– Eu também espero,Capitão...- Disse John.
Devia ser umas 19:00 horas, quando perceberam o navio se mexer mais rápido. John estava apreensivo. Mas falou uma última vez:
–Olha, não sei como faremos, mas é melhor todos correrem muito rápido, a fumaça é fatal se inalada, não se percam, e poderá acontecer de tudo. Tomem cuidado.
Madison estava admirada por John, ele parecia um líder ou algo do tipo, ela tinha certeza que o amava muito.
O barulho da onda destruindo tudo foi aumentando, e cada vez que se aproximava, a fumaça provavelmente também vinha. Eles teriam pouco tempo pra saírem do navio:
–Acho que é agora pessoal.-Disse John angustiado. – Capitão abra a porta.
O capitão finalmente abriu a porta e a luz da noite entrou.
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