Céu Acinzentado

1 Capítulo 1: Réquiem


Notas iniciais
Esta é só uma prévia minha, mas para os poucos que lerem: aproveitem o suspense :D

Não haviam muitas lembranças ou sentimentos em mim assim que acordei, além da dor. O vermelho turvo de meu sangue claramente manchou o pavimento.

Despertei em desespero, procurando um possível automóvel que possivelmente iria me atropelar: No havia nada. Minto. Havia um céu caracterstico, que gelou meu olhar assim que me deparei com o cinza, e com as cinzas que pairavam sobre o ar. Onde eu poderia estar? Ou mais importante: Quem sou eu?

Passo a mão sobre minha cabeça, e posso sentir meus cabelos, quase longos.

Respiro fundo, examino minha shilhueta e concluo que sou um homem. Julgando por meu tamanho, devo ter pouco mais de 18 anos. Estou vestido com roupas escuras, meio mal-tratadas, meus tênis parecem gastos.

Me espanto: Ao olhar para trás e encarar meus pés, encontro à uns 10 metros de mim uma pessoa caída no meio da rua, assim como eu estava.

Sob uma neblina densa e medonha, me ergo e caminho até o corpo. É uma menina, de cabelos longos e escuros, usando um vestido branco que tinha sua saia quase até os joelhos, estava descalça. Apesar de aparentar ferida e farroupilha, a garota exalava uma fragrância de rosas.

Me aproximo e tento tocá-la para possivelmente a despertar, mas sinto uma dor intensa na cabeça, e me lembro que havia sangue onde eu estava deitado. Uma fisgada em meu cérebro me deixou muito tonto, e pude ver a garota acordando. Ela se assustou um pouco quando me viu, mas logo fez uma expressão de compaixão, o que eu não entendi. Minha visão se tornou escura. Fechei os olhos. Havia desmaiado.

Abro os olhos e estou em um banheiro público, deitado sobre uma pia. A sujeira de um banheiro público tradicional não podia ser comparada à daquele lugar: as paredes e o chão pareciam escurecidos, ou até manchados com sangue. Me olho no espelho e vejo pela possível primeira vez o meu rosto, um rosto normal. Para um cara de talvez 18 anos, meu corte de cabelo era pouco tradicional, desfiado para os lados, como de um velho. Ajeito meu cabelo com a mão, me viro, e tremendo de medo, abro a porta do banheiro e encaro a paisagem de uma cidade fantasma, coberta por foligem, neblina e tensão.

Olho para cima e vejo uma placa turística: "WELCOME TO SILENT HILL" .

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Notas finais
Parece pequeno, vou escrever mais. =.=