Cálice de Fogo

2 A Copa Mundial de Quadribol


Notas iniciais
Boa noite pra todos!!! Olha, sei que eu demoro com as atualizações, mas se saírem parecidas com este capítulo, vão valer muito apena!!! Este é, com toda a certeza, o maior capítulo que eu já escrevi em uma fanfic e deu muito trabalho!!! “EU QUERO APLAUSOS!!!” Kkkkkkkkk Bom, não vou enrolar muito, só agradecer a quem deu um voto de confiança pra minha história: MUITO OBRIGADA!!! Converso com vcs de novo (e melhor) nas notas finais!!!!!!!

Em algum lugar da Grã-Bretanha…

Houve um tempo em que Sakura odiava o que fazia, odiava os dons que tinha, mas agora…

A garota de cabelos rosa passou agachada pela pequena barraca montada e observou o espaço se estender mais e mais, sabia que as improváveis proporções internas eram fruto de feitiço, mas não pôde deixar de soltar um suspiro maravilhada.

— Eu amo magia – murmurou feliz.

Por fora poderia parecer uma pequena barraca velha, mas por dentro estava mais para um apartamento antigo de Londres, com direito a três quartos, dois banheiros, uma cozinha e até uma sala com um sofá de três lugares e duas poltronas, tudo em estilo vintage.

Era a primeira vez que Sakura viajava com a família Uzumaki para tão longe, normalmente só ficava na casa dos pais do melhor amigo. Agora estava em algum lugar da Grã-Bretanha para a Copa Mundial de Quadribol a convite do senhor Uzumaki.

Sakura nunca tinha visto tantos bruxos reunidos antes, claro que já havia lido sobre a porcentagem da população bruxa e da sociedade mágica como um todo, mas nunca havia lhe passado pela cabeça a quantidade existente de bruxos no mundo, sem falar nos bruxos estrangeiros.

— Mãe, eu vou me encontrar com os meus amigos – Karin a informou.

— Não vai muito longe – Kushina a avisou.

— Relaxa – a ruiva revirou os olhos. – Eu vou aparatar.

— “Eu vou aparatar” – Naruto imitou a irmã com um tom de voz engraçado depois que ela se foi. – Ela não é insuportável?

Sakura segurou a risada. Karin sabia ser bem insuportável às vezes. Ainda se surpreendia com ela sendo da Sonserina enquanto que os pais e o irmão eram todos da Grifinória. Karin havia puxado a mãe em questão de aparência enquanto que Naruto era a cópia fiel do pai. Tanto Kushina quanto Karin eram ruivas e com muitas sardas, já Minato e Naruto eram loiros de olhos azuis.

— Para de imitar sua irmã pelas costas – a mãe o repreendeu.

— Tá bom – ele concordou. – Quer ir lá fora? – o amigo chamou.

Sakura concordou com a cabeça e o seguiu.

— Não vão longe – a mãe deu o mesmo aviso aos dois.

— Sim – Naruto respondeu.

Eles já tinham passado por uma grande área com barracas onde a bandeira da Bulgária, vermelha, verde e branca, tremulava à brisa, isso tinha sido assim que haviam chegado, depois de despencarem no chão após tocar no que chamavam de Chave de Portal, foi a primeira vez deles viajando por aquele método.

As barracas dos torcedores da Bulgária não estavam tão enfeitadas, mas todas exibiam um pôster sem exceção: um rosto carrancudo, com sobrancelhas na medida e um olhar negro que parecia entrar dentro da alma de quem o via. A foto se mexia, é claro, mas apenas para piscar e franzir a testa enquanto cruzava os braços.

— Ele é bonito – disse Sakura.

— Ele é, né? – o amigo disse empolgado. – E é ótimo jogador também, mal acabou de fazer dezoito anos e já é o melhor apanhador do mundo, você vai ver só hoje a noite…

Sakura tinha lido sobre ele e os outros jogadores do time da Bulgária, assim como também tinha lido sobre o time do Brasil, gostava de estar preparada para situações e depois que recebeu o convite do pai do amigo não teve como segurar a ansiedade. Gostava do Quadribol em Hogwarts, tinha jogado como batedora até o quarto ano, mas depois, devido a carga de matérias que havia escolhido para estudar, teve que abrir mão de jogar, mas isso não a impedia de assistir e torcer pela sua casa.

— É melhor a gente voltar – Sakura murmurou.

O amigo se arrepiou.

— É uma daquelas sensações de novo? – ele perguntou curioso, seguindo atrás dela.

— Não, eu só quero ver onde estão os torcedores brasileiros – a amiga respondeu tranquila.

Não foi difícil encontrá-los, não muito longe de onde caminhavam escutaram gritos e cantorias, às vezes em harmonia, às vezes uma completa bagunça.

— Então aqueles são os torcedores brasileiros – Sakura os admirou.

— É – concordou Naruto. – Com certeza são eles.

As cores verde e amarela eram evidentes, mas o que mais a espantou foi a alegria em que eles estavam.

— Povo animado – um bruxo comentou indo em direção até eles.

— Vai ser do Brasil – disse um bruxo ao lado dele com a voz enrolada já que a boca estava cheia de comida. – Eles acabaram com a Coreia nas semifinais.

— Mas a Bulgária tem o Sasuke Uchiha – apontou outro.

— O Uchiha é só um jogador, o Brasil tem sete – disse o outro um tanto alterado.

— E aí, quem você acha que ganha? – Naruto perguntou baixinho para a amiga.

— O Brasil – ela respondeu igualmente baixo.

— Vou apostar neles – disse o amigo.

Havia apostas ali?

. . .

— Vocês demoraram – a mãe falou assim que eles entraram.

— Vocês ainda não acenderam a fogueira? – Naruto retorquiu.

— Seu pai está se divertindo com os fósforos – sua mãe lançou um olhar carinhoso para o pai.

O mais velho não estava tendo o menor sucesso em acender a fogueira, mas não era por falta de tentativas. Fósforos partidos estavam espalhados pelos chão, mas ele parecia estar se divertindo como nunca.

— Deixa eu te ajudar senhor Uzumaki – Sakura foi até ele e o ensinou como usar a caixinha cheia daqueles fósforos.

Finalmente eles acenderam a fogueira, embora fosse demorar um tempinho até conseguirem cozinhar alguma coisa, havia muitas coisas a compartilhar. Na orla da floresta, no alto do campo, havia ali uma área livre com um pequeno letreiro enfiado no chão em que se lia “Uzumaki”, bem ao lado de uma espécie de rua que dava acesso ao Campo de Quadribol por onde funcionários do Ministério corriam para cima e para baixo, cumprimentando cordialmente o senhor Uzumaki ao passar.

Depois que os bruxos passavam, o senhor Uzumaki falava quem eram, o cargo deles e em qual departamento trabalhavam: o Chefe da Seção de Ligação com os Duendes, Comissão de Feitiços Experimentais, um Obliviador do Esquadrão de Reversão de Feitiços Acidentais, dois Inomináveis do Departamento de Mistérios…

Karin havia voltado em meio a esse tempo e finalmente a fogueira havia ficado pronta; cada um pegou um espetinho com ovos e salsichas preparados pela senhora Uzumaki. Sakura apreciou o sabor do seu.

À medida que a tarde avançava, a atmosfera de excitação foi se adensando como uma nuvem palpável sobre o acampamento, o próprio ar parado de verão parecia estar vibrando de excitação.

Enquanto o senhor e a senhora Uzumaki iam na frente, Karin, Naruto e Sakura seguiam logo atrás, em direção ao campo onde aconteceria a grande Final da Copa Mundial de Quadribol. O senhor Uzumaki tinha conseguido entradas com direito à primeira fila do camarote.

Ambulantes aparatavam a cada metro, trazendo bandejas e empurrando carrinhos cheios de extraordinárias mercadorias: havia rosetas luminosas e leques coloridos – verdes e amarelas para o Brasil, vermelhas para a Bulgária – que gritavam os nomes dos jogadores; bandeiras dos dois países que tocavam os hinos nacionais quando eram agitadas; também havia miniaturas de Firebolts que realmente voavam e figurinhas colecionáveis dos jogadores famosos, que andavam se exibindo nas palmas das mãos.

— Guardei o meu dinheiro o verão todo só para o dia de hoje – disse Naruto a Sakura, enquanto eles caminhavam entre os vendedores e compravam lembranças.

Naruto já tinha comprada uma roseta verde e um chapéu enfeitado, também havia comprado um boneco colecionável de Sasuke Uchiha, o apanhador búlgaro, enquanto pensava que todos estavam distraídos demais para perceber (Sakura havia percebido, mas se absteu de comentar algo); o brinquedo andava para frente e para trás na mão do amigo, amarrando a cara para o que quer que fosse.

— Eu quero isso – Sakura apontou para algo no meio do carrinho atulhado de coisas que pareciam binóculos de latão, só que eram cheios de botões estranhos.

— E o que é isso? – Naruto perguntou confuso.

— Onióculos – respondeu o vendedor diligentemente. – Você pode gravar, rever o lance, passar ele em câmera lenta e ver uma retrospectiva lance a lance se precisar.

É claro que Sakura já sabia de tudo isso.

— É uma pechincha: 10 galeões – informou o vendedor.

Naruto ficou animado com o objeto e também comprou um junto da amiga.

Os onióculos de cada um fazia par com o outro.

Então, eles ouviram um gongo grave e ensurdecedor, bater em algum lugar além da floresta e, na mesma hora, lanternas verdes, amarelas e vermelhas se acenderam entre as árvores, iluminando o caminho até o campo.

— Está na hora! – exclamou o senhor Uzumaki. – Vamos! – ele liderou o caminho em uma empolgação contagiante.

. . .

O senhor Uzumaki ia na frente e, agarrados às compras, todos o acompanharam para a floresta seguindo o caminho iluminado pelas lanternas. Em volta deles, ouviam a algazarra: gritos, gargalhadas e trechos de canções de milhares de pessoas. A atmosfera era tão contagiante que Sakura e Naruto não conseguiam parar de sorrir.

Não precisaram caminhar muito até emergirem à sombra de um gigantesco estádio e aguardaram na fila.

— Lugares de primeira! – exclamou a bruxa do ministério quando verificou as entradas deles. – Suba direto, Minato, o mais alto possível!

As escadas de acesso ao estádio estavam forradas com carpetes púrpura berrante. Eles subiram com o resto da multidão, que aos poucos foi se dispersando pelas porta à direita e à esquerda que levavam às arquibancadas. Sakura seguiu atrás dos pais de Naruto, enquanto que o melhor amigo e a irmã dele vinham logo em seguida, quando finalmente chegaram no alto da escada onde havia um pequeno camarote, armado no ponto mais alto do estádio e situado exatamente entre as duas balizas de ouro. Umas vinte cadeiras douradas e púrpura tinham sido distribuídas em duas filas. Eles se sentaram na primeira fila, conforme informavam as entradas. Mais de cem mil bruxos e bruxas iam ocupando os lugares que se erguiam em vários níveis em torno do campo.

Tudo estava banhado por uma misteriosa claridade dourada que parecia se irradiar do próprio estádio. Do alto, o campo parecia ser feito de veludo. De cada lado havia três aros de gol, a quinze metros de altura; do lado oposto havia uma tela gigantesca. Palavras corriam pela tela sem parar como se uma mão invisível igualmente gigante as escrevesse e em seguida as apagasse; a tela dava informativo sobre os países e os times competidores, mostrando os melhores momento do torneio e, é claro, anúncios dos vários patrocinadores no campo: havia desde vassouras às métodos de viagem, limpadores multiuso à bebidas para toda família (ou não).

— Minato, vejo que não recusou meu convite – um bruxo velho e risonho o cumprimentou.

— Se eu recusasse pode ter certeza que eu estaria doente ou sendo substituído – o senhor Uzumaki o cumprimentou de volta alegremente. – Crianças, deixe-me lhes apresentar o senhor Hashirama Senju, ele é chefe do Departamento de Esportes e Jogos Mágicos, e, é claro, graças a ele que conseguimos entradas tão boas.

Sakura e Naruto trocaram um olhar surpreso ao reconhecer o sobrenome do bruxo.

— Senhor não que me faz parecer velho – o bruxo os cumprimentou e fez um gesto com a mão significando que as entradas não foram nada. – Ora Minato, achava que tinha apenas dois filhos, de onde veio essa jovem de cabelos rosa?

— Essa é Sakura Haruno – o senhor Uzumaki a apresentou –, ela é uma amiga da família, e estes são meus filhos: Karin, a mais velha, e, Naruto, o mais novo – apontou para os dois. – Claro que já conhece minha esposa, Kushina.

— Como vai Hashirama? – ela o cumprimentou.

— Ah Kushina, é sempre muito bom revê-la, mas me digam, o nome dessa jovenzinha não me é estranho… – o bruxo colocou a mão no queixo e inclinou a cabeça a avaliando. – Onde será que eu já ouvi?

Sakura estava coçando para perguntar, tanto que não aguentou:

— Por acaso é parente da professora Tsunade Senju?

— Oh! – ele bateu uma palma como se lembrasse. – É claro, ela é minha filha.

A informação surpreendeu tanto Sakura quanto Naruto. Nunca tinha lhes passado pela cabeça o fato da professora ter família fora da escola.

— E agora eu sei de onde reconheço seu nome, por acaso não foi uma dos poucos bruxos que tiveram autorização para usar certo artefato mágico relacionado ao controle de tempo?

Sakura travou no lugar, o que foi resposta suficiente para o bruxo.

— Fico satisfeito em conhecê-la, parece que será uma bruxa brilhante no futuro – ele a olhou com admiração.

— Muito obrigada pelo elogio – Sakura sentiu o rosto corar. Sendo parente de sua professora ou não, Hashirama Senju era um dos bruxos mais poderosos do mundo e receber um elogio dele não era pouca coisa.

— Ah, aí vêm meus filhos – o Senju mais velho fez um gesto com as mãos, pedindo para que os filhos se aproximasse. – Este é Tobirama, meu filho mais velho, ele trabalha no Departamento de Execução das Leis da Magia; Tsunade minha filha do meio, mas obviamente já a conhecem, Professora e Diretora em Hogwarts; e este é Nawaki, meu filho mais novo, ele vai ser o narrador da partida hoje, sabem – disse com orgulho –, é claro que ele também já foi...

— O maior apanhador que o time da Inglaterra já teve – Naruto disse completamente empolgado reconhecendo o bruxo. – Eu sou seu fã.

— Que bom ouvir isso – Nawaki retribuiu o gesto igualmente empolgado.

Enquanto os dois conversavam sobre jogadas e partidas daquele campeonato, Sakura ouviu Hashirama perguntar ao senhor Uzumaki:

— Quer arriscar uma apostinha, Minato? Tobi está responsável pela averiguação.

— Hum… Um galeão pela vitória do Brasil? – o senhor Uzumaki respondeu incerto.

— Um galeão? Isso lá é aposta? – se indignou o bruxo mais velho.

— Eu posso apostar? – Sakura perguntou ao bruxo.

Então Tobirama se manifestou e informou sobre as regras:

— O mínimo para apostar são vinte e cinco galeões, menores de idade têm que ter autorização de seus responsáveis, fornecido pelos patrocinadores, o ganhador terá direito a um jantar na mesma tenda em que estarão os jogadores dos dois times finais, independente de quem vencer, mas os jogadores não são obrigados a comparecer se não quiserem; o vencedor da aposta terá que tirar uma foto para o profeta diário, terá direito a jantar com entrada, prato principal e sobremesa; também haverá festividades no local, o ganhador ficará a vontade se quiser participar. O prêmio total é de vinte e cinco mil galeões.

Ele era sério de um jeito que lembrava muito a professora Tsunade, o mais diferente entre os irmãos era Nawaki, parecia que este havia puxado mais ao pai com o jeito descontraído e alegre.

— Quero apostar vinte e cinco galeões que o time do Brasil vence – disse Naruto empolgado, pronto para pegar o dinheiro no bolso.

— Ah não, nem você, nem sua irmã estão autorizados a apostar – Kushina negou.

— Mas mãe! – Naruto protestou.

— Eu não ligo para quem vai ganhar, só quero assistir o jogo – disse Karin indiferente.

— Regras são regras – informou Tobirama, pronto para se afastar.

— Eu aposto cem galeões que o time do Brasil vence, mas será Sasuke Uchiha quem captura o pomo – disse Sakura para ele.

— O quê? – Naruto virou surpreso para a amiga. – Por que é que o Uchiha pegaria o pomo com o time dele perdendo? Isso não faz sentido!

Sakura deu de ombros.

— Sakura, querida, não acho que deveria… – Kushina tentou intervir, mas Minato a impediu.

— Tem certeza de que quer apostar? – Minato perguntou para ela.

— Sim – Sakura respondeu com total convicção.

— Eu autorizo ela a apostar – o senhor Uzumaki disse.

E assim foi feito.

. . .

Com todos já em seus lugares, Nawaki puxou a varinha, apontando-a para a própria garganta e disse “Sonorus”, sua voz então reverberou por todo estádio, sobrepondo-se e ecoando em cada canto das arquibancadas.

— Senhoras e senhores, bem-vindos! Bem-vindos à final da Copa Mundial de Quadribol!

Os espectadores gritaram e bateram palmas. Milhares de bandeiras se agitaram ao mesmo tempo e cantorias desconexas eram ouvidas aqui e ali em em meio às arquibancadas. A gigantesca tela apagou a última mensagem de algum patrocinador e passou a informar:

BRASIL: 0 X BULGÁRIA: 0

— E agora, senhora e senhores, vamos dar as boas-vindas ao time de quadribol do Brasil! Apresentando, por ordem de entrada, Barbosa! Nogueira! Mendes! Silva! Oliveira! Almeida! Eeeeee… Santos!

Sete borrões verdes e amarelos entraram velozes no campo, cada um tinha o nome bordado em dourado nas costas.

— E agora vamos saudar o time de quadribol da Bulgária! – berrou Nawaki. – Apresentando Dimitrov! – um vulto vermelho montado em uma vassoura, que voava tão veloz que parecia um borrão, disparou pelo campo sob o aplauso frenético dos torcedores da Bulgária.

— Inanova!

Um segundo jogador de vermelho passou zunindo.

— Zograf! Levski! Vulchanov! Volkov! Eeeeeee… Uchiha!

— É ele! É ele! – berrou Naruto, acompanhando o Uchiha com o onióculos; Sakura focalizou rapidamente nele.

Sasuke Uchiha era magro, mas musculoso, de pele clara e límpida, tinha um perfil bonito com o nariz levemente adunco, sobrancelhas grossas que combinavam com o maxilar definido e o cabelo que dava um certo charme em sua testa. Ele já tinha uma leve barba. Era difícil de acreditar que tinha apenas dezoito anos.

A árbitra da partida era uma bruxa chamada Yukimaru, todos observaram com atenção ela montar sua vassoura e abrir uma caixa com um pontapé. Quatro bolsas se projetaram no ar: a goles vermelhas, os dois balanços e por um brevíssimo instante antes que desaparecesse de vista, o pomo de ouro. Com um silvo forte e curto do apito, Yukimaru saiu pelos ares acompanhando as bolas.

— COOOOOOOOMEÇOU A PARTIDA! – berrou Nawaki. – É Silva! Mendes! Oliveira! Dimitrov! De volta a Silva! Mendes! Levski! Oliveira!...

Era quadribol como Naruto e Sakura nunca viram ninguém jogar antes. A velocidade dos jogadores era incrível, os artilheiros jogavam a bola um para o outro tão depressa que Nawaki só tinha tempo de identificá-los.

— GOL DE MENDES! – berrou Nawaki e o estádio estremeceu com o rugido de vivas e aplausos. – Dez a zero para o Brasil!

Tanto Naruto quanto Sakura entendiam o suficiente de quadribol para saber que os artilheiros brasileiros eram fantásticos. Deslocavam-sem em harmonia, parecendo ler o que ia nas mentes uns dos outros, pela maneira que se posicionavam.

Em dez minutos o Brasil marcou mais duas vezes, elevando sua vantagem para trinta a zero, provocando uma onda de gritos e aplausos de seus torcedores de verde e amarelo.

A partida se tornou mais rápida, porém mais brutal. Volkov e Vulchanov, os batedores búlgaros, atiravam os balanços com tanta força nos artilheiros brasileiros e estavam começando a impedi-los de executar alguns dos seus melhores movimentos; dua vezes eles foram obrigados a dispersar e então, finalmente, Ivanova conseguiu passar eles, driblar o goleiro Nogueira e marcar o primeiro gol da Bulgária, levando seus torcedores a loucura.

— Dimitrov! Levski! Dimitrov! Ivanova! UOU! – berrou Nawaki. Cem mil bruxos e bruxas prenderam a respiração quando os dois apanhadores, Uchiha e Santos, mergulharam no meio dos artilheiros, tão velozes, que pareciam ter pulado sem nada para ampará-los…

Naruto acompanhou a descida deles com o onióculos, tentando encontrar o pomo…

— Eles vão colidir desse jeito! – Karin gritou ao lado de Naruto.

Ela estava parcialmente certa, já que no último segundo, Sasuke Uchiha se recuperou do mergulho e se afastou em círculos; Santos, no entanto, bateu no chão com um baque surdo que pôde ser ouvido no estádio inteiro. Um enorme gemido em conjunto dos torcedores logo foi ouvido em seguida.

— Era uma finta do Uchiha – disse Naruto incrédulo, sequer tinha percebido.

— Tempo! – berrou Nawaki. – Os medibruxos vão entrar em campo para examinar Santos!

— Ele está bem, só levou um encontrão – disse Minato tranquilizando mais a esposa do que as crianças –, e era isso que o Uchiha pretendia, naturalmente…

Ficou claro, quando Naruto apertou os botões de “repetição” e de “lance por lance” no onióculos, que o Uchiha não vira pomo algum, só estava obrigando Santos a imitá-lo. Naruto jamais vira alguém voar daquele jeito, o Uchiha nem parecia estar usando uma vassoura, deslocava-se pelos ares com tanta facilidade que parecia ter nascido para fazer aquilo. Voltando para o momento presente, enquanto os medibruxos faziam seu trabalho lá embaixo, os olhos do Uchiha corriam para lá e para cá por todo o campo, usando o tempo em que Santos era examinado para procurar pelo pomo sem interferência.

Santos se levantou finalmente, sob vivas calorosas dos torcedores, montou na vassoura e deu um impulso para o alto. Quando Yukimura tornou a soar o apito, os artilheiros entraram em ação com uma destreza que não se comparava a nada que Naruto ou Sakura tivesse visto até então.

Decorridos quinze minutos de velocidade e fúria, o Brasil acumulara uma vantagem de mais dez gols. Agora liderava por cento e trinta pontos a dez e a partida estava começando a ficar mais desleal.

Quando Silva disparou em direção às balizas mais uma vez, segurando firmemente a goles embaixo do braço, o goleiro búlgaro, Zograf, correu ao encontro da jogadora. O que aconteceu foi tão rápido que subiu um grito de raiva da torcida brasileira e o silvo longo e agudo do apito de Yukimura informou que alguém cometeu uma falta.

— E Yukimura repreende o goleiro búlgaro pelo jogo bruto… ele usou os cotovelos! – informou Nawaki aos espectadores. – E confirmado! É pênalti a favor do Brasil! E Mendes toma a goles…!

A partida agora atingira um nível de ferocidade que ultrapassava tudo o que Naruto e Sakura já tinham visto. Os batedores dos dois lados jogavam sem piedade, principalmente Volkov e Vulchanov, que pareciam nem ligar se os seus bastões estavam fazendo contato com balanços ou com gente, quando giravam violentamente no ar. Dimitrov disparou um balaço em cima de Oliveira, que segurava a goles, e quase a derrubou da vassoura.

— FALTA! – informou Nawaki depois de ouvir o apito da juíza. – Dimitrov esfola Oliveira! O jogador saiu com intenção de dar um encontrão!

E o jogo continuou. A goles trocava de mãos com a velocidade de um beija-flor…

— Levski – Dimitrov – Oliveira – Mendes – Silva – Ivanova – Olivera de novo – E É GOL DE OLIVEIRA!

A gritaria da torcida brasileira foi ensurdecedora, mas a partida recomeçou imediatamente; agora Levski estava em posse da goles, então Dimitrov…

O batedor brasileiro Almeida levantou com violência o bastão contra um balaço que passava e o arremessou com toda a força contra o Uchiha, que não se abaixou rápido o suficiente e o balaço atingiu o rosto dele em cheio.

Imediatamente um lamento subiu em conjunto da multidão; o nariz do Uchiha parecia quebrado, saía sangue para todo lado, Yukimura apitou.

— E é pênalti a favor da Bulgária! – berrou Nawaki.

— Não devia ser tempo? – Karin perguntou vidrada no jogo. – Ele não pode jogar assim, olha só para o rosto dele…

Tanto Sakura quanto Naruto sentiam o mesmo, o Uchiha era o jogador mais fascinante em campo.

— Olha o Santos! – gritou Sakura.

O apanhador brasileiro mergulhou repentinamente.

— Ele viu o pomo! – berrou Naruto. – Ele viu!

Metade da multidão parecia ter compreendido o que estava acontecendo, a torcida brasileira se levantou como uma grande onda verde, animando o apanhador, mas o Uchiha voava na cola dele. Como conseguia enxergar onde ia, era impossível de dizer, mas ele conseguiu se emparelhar com Santos e os dois disparavam em direção ao chão…

— Eles vão bater! – guinchou Karin.

— Não vão! – berrou Naruto.

— O Santos vai! – gritou Sakura.

E a garota de cabelos rosa tinha razão, pela segunda vez naquele jogo, Santos bateu no chão com um tremendo impacto e sequer conseguiu mover um braço depois disso.

— ELE PEGOU! – bradou Nawaki. – O UCHIHA PEGOU O POMO! TEEEEEEERMINOU O JOGO.

O Uchiha, em suas vestes vermelhas do time e com o rosto ensanguentado, começou a levantar voo suavemente, o punho erguido lá no alto, um brilho dourado na mão: o pomo de ouro.

O placar piscou por cima da multidão:

BRASIL: 180 X BULGÁRIA: 160

Os torcedores não pareciam ter percebido o que tinha acontecido. Então lentamente, o rugido da torcida do Brasil foi se avolumando e explodiu em alegria.

— VITÓOOOOORIA DO BRASIIIIIIIIL! – gritou Nawaki. – O UCHIHA CAPTURA O POMO! MAS QUEM VENCE É O BRASIL! Pela barbas de Merlin! Acho que nenhum de nós esperava uma coisa dessas!

— Por que foi que ele agarrou o pomo? – berrou Naruto, ao mesmo tempo em pulava e aplaudia junto com a multidão. – Ele encerrou a partida quando o Brasil estava na frente por pouco.

— Ele sabia que o time não ia conseguir se recuperar – respondeu Sakura para o amigo aos gritos. Tinha mais também, mas aquele não era o momento de se discutir as variáveis, Sakura olhou para o técnico do time da Bulgária e ele parecia estar feliz pelo resultado, aquela Copa não era para a Bulgária vencer e sim para mostrar o novo talento do time e sua promessa do futuro: Sasuke Uchiha.

— Ele foi valente, não foi? – comentou Karin sonhadora, se esticando a frente para ver o Uchiha pousar e um enxame de medibruxos avançar no apanhador. – Mas ele está pavoroso com aquela cara ensanguentada…

E enquanto o time brasileiro dava a volta olímpica, o camarote de honra foi magicamente iluminado por uma luz branca para que todos os espectadores nas arquibancadas pudessem ver o seu interior. Dois bruxos entraram no camarote com uma imensa taça de ouro, que foi entregue a Hashirama Senju.

— Vamos aplaudir com vontade os elegantes perdedores: Bulgária! – gritou Nawaki.

Um a um, os búlgaros se acomodaram nas filas de cadeiras do camarote, e o chefe do Departamento de Esportes e Jogos Mágicos os cumprimentou com um aperto de mão.

Depois foi a vez do time brasileiro que recebeu a taça com orgulho e a ergueu no ar. A multidão abaixo fez ouvir sua aprovação.

Quando o time brasileiro deixou o camarote para dar mais uma volta olímpica, montado nas vassouras, finalmente Nawaki apontou a varinha para a própria garganta e murmurou “Quietus”.

— Vão comentar isso durante anos – disse ele rouco – uma reviravolta realmente inesperada… pena que não durou mais.

— Pera aí – Naruto se virou surpreso para amiga –, você ganhou a aposta!

. . .

Sakura tinha ganhado mesmo. Ela e mais quatro bruxos, então o prêmio de vinte e cinco mil galeões foi repartido igualmente em cinco mil galeões para cada.

Como era menor de idade e, segundo as regras, precisava estar acompanhada de algum responsável, o senhor Uzumaki a acompanhou com uma satisfação plena.

— Imagina só, jantar na mesma tenda que os jogadores – ele bradou sonhador, não sem antes fazer uma cara de cachorrinho abandonado para a esposa e prometer que os dois estariam de volta até a meia noite.

— Ah mãe, se tivesse me deixado apostar – Naruto lamuriou vendo os dois partir.

— E você por um acaso teria feito a mesma aposta que a Sakura? – a mãe retorquiu. – Porque eu me lembro muito bem de você dizer que a aposta dela não fazia sentido.

Naruto se sentiu envergonhado com aquilo. Sabia das habilidades da amiga e dificilmente ela errava em alguma previsão, mas ainda sim ousava desafiá-la às vezes.

Sakura reconheceu Temari e Shikamaru quando chegou no lugar reservado para tirar as fotos para o Profeta Diário.

— Oi! – Temari acenou de longe.

— Oi! – Sakura a abraçou. Sabia que amiga viria, mas não achava que fossem se encontrar em meio a tantas pessoas.

As duas dividiam o dormitório em Hogwarts.

— Quem acertou, foi você ou o Shikamaru? – perguntou Sakura se posicionando para a câmera.

Não conheciam os outros dois bruxos que também haviam vencido a aposta, uma bruxa de aparência alegre e um bruxo de aparência séria, eles pareciam um casal, ambos estavam nas cores verde e amarelo do Brasil.

— Ele – Temari revirou os olhos apontando para o namorado. – Só fui no embalo.

— Com quem você veio? – Shikamaru a questionou.

— Com a família do Naruto, o senhor Uzumaki é o meu responsável – Sakura os informou.

De fato o senhor Uzumaki acompanhava atrás da equipe do Profeta Diário, ele conversava animadamente com outros dois adultos: uma mulher que parecia a mãe de Shikamaru e o homem que lembrava demais um dos irmãos de Temari.

Depois das fotos, eles foram direcionados para uma enorme tenda branca em um pomar. Uma legião de garçons vestidos de branco estavam espalhados para lá e para cá, servindo tanto os jogadores, quanto os patrocinadores e os convidados; uma banda de paletós dourados tocava ao fundo, uma melodia embalante. Bruxos estavam sentados a uma pequena distância sob uma árvore, uma nuvem azulada de fumaça de cachimbos se elevava do local.

A entrada da tenda revelava fitas em amarelo e verde presas por todo o comprimento acima e nos postes de sustentação que estavam enfeitados com guirlandas e balões nas mesmas cores; mesas quase tão grandes quanto as que ficavam no Salão Principal em Hogwarts estavam distribuídas em filas e mais filas de cadeiras douradas.

Fora da tenda, abelhas e borboletas pairavam preguiçosamente sobre a grama e a sebe.

Claramente a tenda estava dividida entre o time do Brasil e o time da Bulgária, no meio estavam os patrocinadores, e foi no meio em que eles, os vencedores da aposta e seus convidados, foram colocados.

O jantar estava saboroso, sem sombra de dúvidas. Pela divisão não proposital, o lado do time vendedor estava extremamente barulhento em comparação ao time perdedor, se era por terem vencido ou pela questão cultural deles, não se sabia ao certo, talvez uma junção das duas coisas fosse mais plausível.

— Ah, fico feliz de não estar de serviço – murmurou o senhor Uzumaki ao lado de Sakura. – Eu não iria gostar nem um pouco de ter que dizer aos brasileiros que eles precisam parar de comemorar.

— Pode ter certeza que essa comemoração não vai acabar tão cedo – disse o bruxo que tinha se apresentado como Zabuza Momochi, um dos ganhadores do prêmio de vinte e cinco mil galeões.

— Não vejo a hora de estar no nosso país depois de amanhã – disse a esposa dele, Haku, completamente animada –, vamos comemorar a semana inteira. É da nossa cultura, sabem?

E assim os adultos foram conversando sobre as diferenças das culturas não só dos países, mas dos continentes também. Os mais jovens ficaram só observando, Sakura especialmente, tomava notas, respondiam apenas se perguntavam algo diretamente a eles.

Depois que foi servida a sobremesa, os brasileiros afastaram as mesas e pediram para a banda tocar uma música em particular.

— Como se dança isso? – Sakura perguntou curiosa, os vendo.

— Assim! – Haku puxou a jovem e a guiou. Sakura ficou surpresa com o gesto, mas acompanhou os passos da bruxa mais velha.

A melodia era alegre.

Depois que a primeira música acabou, foi-se seguindo cantigas, quadrilhas e parlendas uma atrás da outra. Sakura dançou com os bruxos brasileiros, com o senhor Uzumaki, com os amigos, com os pais dos amigos. A atmosfera era extremamente contagiante.

Sakura não sabia quais eram os passos exatamente, então só acompanhava e imitava.

Em uma das vezes foi formada uma roda de dança com seis pessoas, divididos em dois trios: um bruxo no meio e duas bruxas de cada lado e vice versa, o bruxo ou bruxa no meio se revezava dançando com os outros dois e então um dos trios passava por debaixo dos braços do outro trio e seguiam dançando com um trio de outra roda.

Sakura estava tão compenetrada em não errar os passos, que não percebeu os amigos tencionarem na última rodada. A jovem de cabelos rosa trocou de lugar com a bruxa do meio do outro trio e dançou com os dois bruxos dando as mãos e voltas em torno deles como havi aprendido, quando a música encerrou e ela estava de volta ao trio com Shikamaru e Temari. Sakura olhou para a banda, batendo palmas juntos com todos os bruxos que estavam na tenda. Ela estava ofegante quando sentiu uma mão no ombro dela: era o senhor Uzumaki.

— É quase meia noite – lamentou ele.

Sakura ainda não havia recuperado o fôlego, então só acenou a cabeça para ele, mostrando que havia o ouvido e curvou levemente a cabeça em respeito para os bruxos com quem dançou, um a um, na última rodada, e, por último, acenou para os amigos.

— Vejo vocês em Hogwarts – se despediu deles.

Também se despediu dos bruxos brasileiros, que havia conhecido naquele dia, antes de partir e dos pais dos amigos; tinha sido interessante conhecê-los, a mãe de Shikamaru era tão animada e jovem que se Sakura não soubesse poderia pensar que ela era na verdade a irmã mais velha dele. O pai de Temari era tão sério que Sakura só reconhecia a amiga em alguns poucos traços dele, ela devia ter puxado mais a mãe.

Conforme ela e o senhor Uzumaki andavam pelo acampamento ficava claro que as comemorações não cessariam de modo algum naquela noite, principalmente por parte dos brasileiros.

— Se divertiu? – o senhor Uzumaki perguntou para ela.

— Sim! – Sakura respondeu animada, um sorriso feliz no rosto. – Muito obrigada por me convidar.

— Ah, que isso, eu que agradeço, você é da família – disse ele. – Isso não é só pelo fato de você ter me levado para conhecer jogadores tão formidáveis – riu. – Que jeito para encerrar uma viagem – ele jogou as mãos para o alto, um sorriso de orelha a orelha.

Continua...

Notas finais
Gostaram? Espero MUITO que sim!!! ♦ Olha, a gente não ganha a Copa na vida real, mas na minha fanfic a gente ganha sim: é do BRASIL!!!! ♦ Eu provavelmente vou demorar com as atualizações pq eu tô fazendo muita pesquisa, a fanfic é baseada em Cálice de Fogo, mas eles vão cursar o sexto ano, fora cenas de lembranças e flashbacks que precisam de contexto, basicamente tô relendo os livros de Harry Potter (eles são beeeeeem longos) mas tá sendo uma experiência muito bacana, revisitar esse universo é mágico… ♦ Eu sou péssima para escrever cenas de jogos e esportes, então essas cenas aí de cima foram escritas com as minhas palavras muito com base no que acontece no livro; ♦ Os sobrenomes dos jogadores brasileiros eu tirei de "Super Onze", era um anime de futebol com jogadas especiais q passava na RedeTV, alguém aí é dessa época? Bom, o episódio em que tem o time do Brasil lá nunca passou pela RedeTV, mas eu sabia que tinha, inclusive me deu uma baita nostalgia, kkkkkk, entõa joguei no meu querido amigo Google e pronto, temos os jogadores; Os jogadores Búlgaros eu mantive iguais os do livro, só mudei o Uchiha, claro; ♦ Coisas que vcs vão precisar lembrar (e eu também) é que a Karin é um ano mais velha que o Naruto e ela é da Sonserina; o Naruto e a Sakura são da Grifinória, inclusive a Temari divide o quarto com a Sakura; o Shikamaru é da Corvinal e é namorado da Temari; ♦ Sobre as danças aí no final: também foram uma dificuldade para escrever, eu me baseei em “Enrolados” (inclusive escrevi com a música tocando), e também de “Anne with an E” “Enrolados” Só a música: https://www.youtube.com/watch?v=d6o9u0a3GJ8 A cena do filme: https://www.youtube.com/watch?v=SJvmZHz4c-E “Anne with an E”: Anne & Gilbert Dancing Scene 3x05: https://www.youtube.com/watch?v=ic8wc9X_qHM ♦ Alguma chance da Sakura ter percebido que dançou com o Sasuke? SIM, O PRIMEIRO “ENCONTRO” DO CASAL VEIO AÍ!!! PS: lembrando apenas que sou eu mesma quem escreve e também revisa, então se tiver algum erro, paciência! Bom, por enquanto é isso, beijinhos e até o próximo ❤️❤️❤️