By Your Side
1 No need to work it out, its so familiar.
Notas iniciais
Ponto de vista Maria Joaquina.
O despertador tocou exatamente as 05h20min levantei cambaleando e fui até a janela. Cocei os olhos e lá vinha ele, caminhava até o clube de futebol. Entrou lá e sumiu da minha vista. Preciso explicar tudo, afinal você não entendeu, Desde o dia em que eu iria viajar para o sitio da família e acabamos nos atrasando eu fiquei olhando a janela e o vi passar, Nunca soube seu nome, nada sobre ele. Eu contei que acordava ás cinco horas da manhã para minha melhor amiga, Alícia e ela disse que eu devia esta dormindo, ela estava certa, mais eu prefiro ficar admirando ele a essa hora. Balancei a cabeça e fui para o banheiro.
-Mari! – Alícia me esperava em frente a minha casa para irmos juntos a escola.
-Huum? Oi! – Eu havia me distraído com meus sapatos.
-Vai à festa do bairro? – Alícia me perguntou a olhei e ela sorriu.
-Que festa? – Perguntei confusa.
-A festa a fantasia do bairro Maria Joaquina Medsen! – Ela revirou os olhos.
-Acho que vou, vai fantasiada? – Eu olhei para o chão.
-Claro! – Ela riu irônica.
-Quando vai ser?
-Sexta-feira.
-Idiota, devia ter me avisado antes. – Alícia riu.
-Desculpa! – Ela revirou os olhos enquanto nos entravamos na escola.
Sexta feira. 26/12
-Vamos logo lerda! – Eu dei dedo para Alícia que riu e me deu língua.
-To indo, Tiana! – Ela fechou a cara enquanto íamos em direção a praça.
Alícia se fantasiou de princesa Tiana e eu de rainha de copas. Caminhávamos devagar, pois Alícia tinha dificuldade com o sapato alto. Comecei a rir vendo ela quase cair. Chegamos à praça principal e Alícia logo se agarrava com Paulo seu namorado. Bufei olhando os dois se beijarem, beijarem não! Se engolir!
Fui para a pista de dança que tocava Cher Lloyd. Comecei a dançar automaticamente, alguns olhares chegaram a me secar. Ri sozinha enquanto tocava uma musica romântica. Todos os casais se formavam enquanto um garoto fantasiado de algo não identificado por mim me convidava para dançar. Olhei para o lado e peguei sua mãe enquanto dançávamos. O garoto me “abraçava”, apertava na cintura enquanto minha mão permanecia em seu ombro.
A musica não demorou muito e acabou logo, o menino me deu apenas um sorriso e sumiu entre aquele bando de pessoas. Abri a boca sem fala alguma. Peguei um copo de vodka da bandeja de um garçom. O primeiro gole desceu queimando, e no segundo eu já havia me acostumado. Depois de tomar três copos, não sei. Tudo a minha frente girava e minhas pernas doíam por causa dos sapatos altos e do tempo que eu havia dançado. Andei me segurando na parede até a esquina. Ouvi passos atrás de mim, e me virei bruscamente encontrando aquele mesmo garoto, dessa vez sem o casaco, o mesmo que estava em suas mãos. Ele sorriu se aproximando.
-Eu já te vi em algum lugar – Eu disse, estava completamente bêbada.
-Eu sei... A gente dançou no inicio da festa lembra? – Sorri. Meus olhos pesavam então eu os mantive fechados.
-Claro. – Sorri me sentando no chão.
-Esta tudo bem? – Ele perguntou. Eu abri os olhos no mesmo instante. Vendo o mesmo garoto abaixado na minha frente. Eu balancei a cabeça positivamente. – A propósito, qual seu nome?
-Maria Joaquina. – As palavras saíram devagar demais, me arrependeria amanhã. – E o seu?
-Daniel. – Ele disse e se sentou ao meu lado.
-Daniel... Eu sou uma garota de quinze anos bêbada... Então não espere eu ter assunto para conversa com você ou ser legal como costumo ser. – A ultima parte do “ser legal” era mentira, nunca fui uma garota legal apenas Alícia me aguentava. Ouvi seu riso abafado.
-Não vou esperar isso. – Ele disse e eu encostei minha cabeça no seu ombro, sim sou mimada e folgada.
-Melhor eu ir pra minha casa, tomar um banho gelado.
-Não! Seus pais não vão gostar de te ver bêbada. – Ele disse me segurando.
-E você se importa... Tem ideia melhor pra eu ficar, hum sóbria? – Perguntei me embaralhando nas palavras.
-Tenho – Ele sorriu se levantando e depois me fazendo ficar em pé. Ele me empurrou fortemente na parede. – Posso princesa? – Perguntou no meu ouvido.
-Pode o que? Sou rainha de copas. – Meu lado sóbrio até havia despertado um pouco
-Você e tão... – Ele mordeu o lábio olhando nos meus olhos.
-Tão o que? –olhei pro lado.
-Deixa rainha de copas. – Ele sorriu maroto. Revirei os olhos. Senti algo sobre os meus lábios, abri a boca, algo que piorou a situação e o garoto me beijava. O que a de errado em ficar com alguém? Coloquei minhas mãos na sua nuca e puxava os cabelos de lá, conforme eu fazia isso mais eu ia sendo esmagada entre a parede e ele. A nossa falta de romantismo era engraçada, eu nunca fiz o tipo melosa, mais sou romântica, ninguém sabe dessa minha parte. Ele parou de me beijar rapidamente. Olhei para ele que respirava pesadamente e sorri.
-Ta tarde... Melhor eu ir procurar a Alícia. – Arrumei uma desculpa de fugir dele que assentiu com a cabeça. Peguei meus sapatos que estavam jogados no chão, Os meus cabelos caiam sobre meus ombros. O penteado havia se desfeito totalmente.
Voltei a praça em que algumas pessoas dançavam... Diferentes de antes eles estavam animadas demais. Caminhei por toda a praça e a achei no banco da praça que havia sido colocado atrás de uma árvore.
-Tava sumida – Alícia sorriu.
-Não... eu... – Me embaralhei nas palavras e Paulo ao lado de Alícia riu.
-Não fala nada... – Ele fez cara de tédio.
-Vou pra casa. – Sorri me virando e tirei o sapato e fui andando para casa, Meus pais me esperavam enquanto assistiam a um filme. Acenei para eles enquanto ia para o meu quarto.
Ouvi o barulho da chuva era exatamente 05h00min fui para o banheiro e troquei de roupa. Corri até a porta da minha casa e esperei ele passar ‘Ele vem hoje?’ A chuva começava a diminuir e faltava exatamente três minutos para ele chegar. Me lembrei do garoto de ontem, não sei por que, mais depois de ontem eu precisava falar com ele. Olhei para o relógio mais uma vez marcavam dois minutos mordi o lábio, as horas pareciam mais horas.
Me distrai com as plantas e vi ele correr pela rua por causa da forte chuva, mais rapidamente parou. Abri a boca, ele me olhava e eu o conhecia. Caminhei até a calçada o garoto se aproximava completamente molhado, Dei mais três passos para frente e ele sorriu.
-A garota bêbada de ontem... Por que não esta dormindo? – Ele sorriu. Ele era ele?
-Acordei com a chuva. – Sorri estávamos completamente molhados.
-Melhor você entrar... eu tenho um treino. – Apontou com a cabeça para o clube. –Tchau. – Ele sorriu e se virou. Não, eu não podia fazer isso. Fechei os olhos.
-DANIEL! – Gritei, algum vizinho acordou? Ele sorriu e voltou até mim.
-Vai ficar doente. – Ele disse sorrindo. Sorriso que eu vou me lembrar para sempre.
E se aproximou do mesmo jeito de ontem, sem a parede. Daniel colocou e me beijou, beijo que eu não relutei.
Epílogo.
-Petúnia! – Maria Joaquina advertiu vendo a menina de quatro anos mexer nas revistas que ficavam ao lado do sofá do seu pequeno apartamento em que ela morava com a filha, Petúnia.
-Mamãe, o papai? – A menina perguntou inocentemente a mãe. Maria Joaquina simplesmente olhou para a garota e sorriu. Ela se levantou do sofá e se sentou no chão onde a menina brincava com algumas bonecas.
-Não sei querida. – Suspirou. Obvio que ela sabia só não queria contar a filha.
-Não? – A garotinha sorriu triste.
-Não. – Maria Joaquina disse, sentiu seu coração sendo esmagado ao ver a carinha da sua pequena. Petúnia correu até o quarto de sua mãe que achou bastante estranho. A Garotinha entrou lá e viu tudo bagunçado exceto a cama. Ela olhou para a Maria Joaquina que sorriu amarelo.
-Mamãe não e mais organizada? – Ela riu.
-Nunca fui Petúnia. – Maria Joaquina sorriu e pegou ela no colo. – Quer sair?
-Quero ir ao jardim. – Havia um pequeno jardim embaixo do prédio. Petúnia era fascinada pelas flores principalmente uma a “petúnia” a flor que tinha o mesmo nome que o seu.
-Claro. – Maria Joaquina sorriu e a colocou no chão a menina pegou um casaco no seu quarto e voltou. Saíram de casa com Petúnia tagarelando sobre a escola. Quando chegou ao jardim pequeno a garotinha largou a mão de sua mãe e foi admirar as flores. Maria Joaquina sorriu, Petúnia era sua pequena, sua razão de continuar.
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