Butterfly Fly Away
1 Unico
’’You tucked me in, Turn out the light. Kept me safe, and sound at night. Little girls depend on things like that’\'
-Boa noite borboletinha. – Ele beijou a testa da pequena garota deitada na cama.
-Boa noite papai. – A garota falou com sua voz fininha, típica de garotinhas de três anos. Depois sorriu abertamente.
Ele retribuiu o sorriso, e puxou o cobertor da garota mais pra cima. Antes de ir embora, ele acendeu o abajur ao lado da cama, fazendo o quarto ser iluminado por uma luz roxa.
Foi até a porta, e antes de fechá-la, olhou mais uma vez para a filha. Sorriu bobo e sussurrou:
-Durma bem, minha borboletinha. – Mais a garota já estava no mais belo sonho.
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\'\'Brushed my teeth, and combed my hair. Had to drive me everywhere, you were always there when I looked back.\'\'
-Se acalme borboletinha, assim não consigo arrumar seu cabelo. – Disse o pai da pequena garota de seis anos.
Ela não conseguia ficar quieta para ele arrumar os encaracolados cabelos castanhos. Hoje seria seu primeiro dia na escolinha, e ela estava nervosa.
-Deu papai, vamos. – Ela falou quando seu pai mal acabou de prender as chuquinhas.
-Calma borboletinha, tem que escovar o dente antes de irmos. Quer chegar lá com bafo de bacon? – Ele riu ao ver a careta da filha. – Vamos, eu te ajudo.
Eles foram até o banheiro, e o pai dela escovou os dentinhos brancos dela. Depois, foram até o carro a caminho da escolinha.
Quando ela desembarcou, a professora já estava a sua espera na porta. Quando viu a moça, a pequena voltou a olhar para trás, vendo assim seu pai, olhando escorado da porta.
-Papai... – Ela o chamou. Não sabia se queria tanto assim ir para uma escolinha.
-Que foi borboletinha? – Ele perguntou já adivinhando o que houve. Sorriu abertamente, passando confiança a ela.
–Vai dar tudo certo, pequena. Eu vou esperar você aqui, até acabar as suas aulas. Vá, e faça muitos amiguinhos ok. – Ele andou até a garotinha, e a beijou na testa.
A menina sorriu e foi andando confiante até a professora, que quando a viu, saudou-a alegre, entregado um pirulito a pequena.
A garotinha pegou-o sem excitar, entrando no colégio. Passou a manhã toda, brincando, e fazendo amigos. E como prometido, seu pai a esperou até acabar as aulas. Quando o viu lá, seus olhinhos brilharam e ela correu até ele.
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\'\'You had to do it all alone. Make a live and make a home. Must of been as hard as it could´ve be\'\'
-Papai, porque o senhor ta chorando? – A pequena garotinha, com seus sete aninhos mal completados, afagou o braço do pai.
Ele estava com a mão apoiada no joelho, e tampava o rosto com a outra, tentando entender porque que aquilo acontecerá logo com ele.
Ao ver a filha, enxugou as lágrimas, pois tinha que criá-la, e não poderia perder as esperanças.
-Lembra pequena, quando eu disse que as pessoas boas, vão pro céu quando acaba sua missão na terra? – Ele falou colocando a garotinha em seu colo.
-Sim. – Ela respondeu assentindo com a cabeça.
-Lembra, quando eu disse que sua mamãe ficaria boa e logo sairia daquele hospital? – Ele perguntou outra vez, tirando uma mexa de cabelo dos olhos da garota.
Ela assentiu, já com os olhinhos cheios de lágrimas.
-Papai, a missão da mamãe... Já acabou? – Ela falou baixinho, deixando uma lágrima escorrer dos claros olhos azuis.
Ele desmoronou por dentro. Sua filha era a coisa mais importante para ele.
-Sim pequena, a missão da sua mamãe já acabou. – A voz falhou na ultima palavra.
- Mais ela agora, ta no céu não é? Você disse que as pessoas viram estrelinhas que nos protegem... Como eu vou saber qual estrela ela vai ser? – A menina levantou o rosto, mostrando os olhinhos cheios de lágrimas, mais esperançosos.
O pai então, falou a mesma coisa que ele ouviu quando a sua mãe morreu.
-A estrela que mais brilhar, será a sua mãe. Ela olhará por você, em qualquer momento, e quando você precisar, é só olhar pro céu, e verá ela ao seu lado. – A garotinha sorriu, mostrando a janelinha nos dentes.
Ele só precisava disso, sua filha feliz já o fazia feliz.
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\'\'And when I couldn´t sleep at night, scared things wouldn´t turn out right. You were there to hold my hand, and sing to me.\'\'
-Papai, eu não consigo dormir. – Ela falou a porta do quarto dele.
Ela já não era uma garotinha. Ela agora era uma adolescente. Nos auge dos seus dezesseis anos, ela não era pequena.
Seu cabelo era grande, brilhante e levemente ondulado. Suas curvas já eram bem marcadas, e seus olhos azuis eram tão claros quanto os do pai.
Ele olhou para a direção da voz da filha, e a encontrou usando uma blusa antiga dele, com um short preto de pijama, e um travesseiro em mãos. Ele sorriu e a chamou com o dedo.
-Vem cá borboletinha. – Ela sorriu e foi andando em direção a ele.
Quando já estava deitada ao seu lado, ele a abraçou. Era uma noite chuvosa e nem ele conseguia dormir.
-Preocupada com ele? – Ela já sabia a quem o pai se referia, e sim,ela estava mal por ele.
-Acha que ele pode morrer? – Perguntou ao pai.
-Não pense nisso borboletinha. Ele é forte, eu sei. É só ele fazer o tratamento direitinho. – Ele afagou o braço dela carinhosamente.
-Eu o amo tanto papai, não sei o que seria de mim se também o perdesse. – O pai entendeu o que ela falou, e suspirou.
- Quer que eu cante pra você dormir? – Ele perguntou. Fazia tanto tempo que ele não cantava para ela.
-Papai, eu não tenho mais idade pra isso. – Eles riram. – Mais eu quero sim. Só isso me faz dormir melhor.
Então ele começou a cantar. Poucos minutos depois, ela dormia profundamente em seus braços. Ele sorriu e se aconchegou, dormindo também.
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Quatro anos depois...
A mão dela suava. A sua testa já estava marcada de tanto que ficou enrugada. Ela andavam de um lado para o outro, batendo seu salto no chão e arrastando o vestido no mesmo.
Seu pai, encostado na porta ria da filha. Ele usava um smoking preto, com uma camisa braça. Básico, mais lindo nele.
-Filha, assim você vai gastar o salto demais. – Ele riu, fazendo o efeito esperado. Sua filha parou e o olhou numa careta.
-Papai, eu estou tão nervosa. – Ela choramingou, batendo o salto no chão.
Ele riu da cena. Nem parecia que ela tinha vinte anos e que estava prestes a se casar. Ele andou até ela, e a abraçou.
-Vai sair tudo certo, borboletinha. – Ela sorriu ao ouvir o velho apelido. – Você vai se casar com o homem que ama, e isso é o que vale. – Ele se afastou um pouco e beijou-lhe a testa.
-Miles, é a sua hora. – O cunhado dela, Joe, a chamou. – Boa sorte. – E piscou antes de sair. Ela sorriu.
Vamos? – Seu pai ofereceu-lhe o braço e ela aceitou depois de dar um suspiro longo.
Eles entraram, ao som da marcha nupcial. Ao entregar a filha ao genro, ele falou:
-Cuide bem da minha borboletinha. – E beijou a cabeça dela.
Tudo ocorreu bem, como ele previra. A festa corria na mesma coisa. Quando ele viu sua filha subir ao palco a falar algo para o cantor. Logo, ela já estava falando ao microfone.
- Desculpem interromper a diversão. Mais eu preciso falar uma coisinha. – Ela sorriu abertamente. Olhou na direção do pai e continuou a falar. – Quando a minha mãe morreu, eu era pequena. Tinha mal completado sete anos. Foi difícil, e eu mal sabia direito o que era.
Seu sorriso diminuiu um pouco, mais nada que alguém que não seja o pai dela e o marido percebesse.
- Eu me lembro de ter pegado meu pai chorando. Isso é raro, porque Billy Ray é duro na queda. – Todos riram. – Mais, eu me lembro sempre de uma coisa que ele falou. Quando eu perguntei como saberia qual estrelinha seria minha mãe. Ele disse: ‘’ A estrela que mais brilhar, será a sua mãe. Ela olhará por você, em qualquer momento, e quando você precisar, é só olhar pro céu, e verá ela ao seu lado’’.
Os olhos dela encheram-se de água, assim como os do pai.
– E na mesma noite, eu fiz isso. Eu olhei pro céu e pedi que meu pai ficasse bem, eu pedi a estrela que mais brilhou pra mim, que se ela fosse minha mãe, fizesse meu pai superar. E ele superou. – Ela falou e pegou o violão de um dos integrantes da banda. – Papai, sobe aqui. – Ela o chamou e ele foi. — Isso é pra você.
Ela falou e começou a tocar.
‘’You tucked me in
Turn out the light
Kept me safe
And sound at night
Little girls depend on things like that
Brushed my teeth
And combed my hair
Had to drive me everywhere
You were always there when I looked back
You had to do it all alone
Make a live
And make a home
Must of been as hard as it could´ve be
And when I couldn´t sleep at night
Scared things wouldn´t turn out right
You were there to hold my hand
And sing to me
Caterpillar in the tree
How you wonder who you\'ll be
Can\'t go far
But you can always dream
Wish you may and wish you might
Don\'t you worry
Hold on tight
I Promise you
There will come a day
Butterfly fly away
Butterfly fly away (Butterfly fly away)
Got you\'re wings
Now you can stay
Take those dreams
And you can make them all come true
Butterfly fly away (Butterfly fly away)
You\'ve been waiting for this day
All along you know just what to do
Butterfly,
Butterfly,
Butterfly,
Butterfly fly away’’
Eles cantaram e no fim, se abraçaram. Todos os aplaudiram. Quando eles conseguiram se livrar um pouco da multidão, foram para a varanda abraçados.
-Hoje é o dia mais feliz da minha vida papai. – Ela falou suspirando, enquanto sentia a brisa pelos cabelos.
-Com certeza borboletinha.
-Papai, olhe lá. – Ela apontou para o céu e ele olhou. De longe, uma estrela brilhava mais que as outras, piscando exatamente para eles. Eles sorriram e se olharam.
-Eu disse que ela estava olhando por nós. – Após isso, beijou a testa da filha e eles ficaram ali.
O amor deles, sempre os manteve juntos. E é isso, que os fazem ser assim. Mesmo sem a mãe, ela sobreviveu... Pois tinha seu pai. Ele a amava acima de tudo, até da própria vida. E ela o amava, mais do que qualquer coisa. Ele a manteve em pé, e ela o manteve vivo. Um depende do outro, e isso já basta pra eles.
FIM.
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