Burning Red
3 A Luta Acaba Mal
Notas iniciais
Anteriormente em "Burning Red"
– Meu nome é Connor Stoll. Sou filho de Hermes. E você?
– Sou Amélia Stryder. Não sei de quem sou filha.
– Ótimo. — Ele disse, e percebendo o ponto gigantesco de exclamação em minha testa continuou. — Enquanto você não souber que é seu pai e/ou mãe olimpiano, você ficará hospedada no melhor chalé do Acampamento Meio-Sangue: o chalé de Hermes.
– Hermes não é o deus dos ladrões? — Perguntei.
– Ele é sim. E também é... — E então olhou para o vidro. — Ô-Ou, temos companhia. E pior, de um monstro.
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Parei o carro bruscamente e olhei para onde Connor olhava. Lá, parado olhando diretamente para nós, estava uma criatura tão horrenda que eu não sabia distinguir que metade ela era. Se era metade morcego e metade tubarão... eu não sabia o que era. — C-Connor... O quê é aquela coisa?
– É uma benevolente ou Erínias. Essa deve ser Alecto, a inominável. Elas são conhecidas por punirem as almas julgadas por Hades e Perséfone.
Essa criatura estranha tinha um nome? Qual é o problema desse cara chamado Hades?! Agora, olhando mais de perto, pude perceber que a criatura possuía asas de morcego e cabelos de serpente. Sua boca arreganhada mostrava seus dentes pontiagudos e amarelados.
Ela correu até nós, sua boca soltando grunhidos e espuma. Connor tirou de sua mochila de couro marrom dois anéis de prata e entregou um à mim.
– Mas que cargas d'água eu vou fazer com esse anel de prata, Connor? — Perguntei, e ele respondeu com um simples gesto de colocar o anel no dedo e girar o mesmo, que em segundos transformou-se em uma espada de algo que já li na internet sobre ser bronze celestial.
Fiz o mesmo gesto e apareceu uma espada parecida com a dele. Tinha uma espécie de porco na guarda da espada com algo que parecia ser um escudo na boca sangrenta. Ela era leve e se encaixava perfeitamente em minha mão.
– Vamos. Temos que matar uma fúria. — Mal reconheci minha própria voz. Da onde veio essa coragem toda? Acho que depois que eu soube que era uma semideusa, uma coragem e força surgiu dentro do meu coração como se eu soubesse aonde era o meu lugar.
Corri em direção ao monstro e me abaixei quando ela fez surgir uma espada gigante de ferro estígio e quando arrancou minha cabeça fora. Girei rapidamente e olhei para Connor. Ele lutava muito bem, se desviando dos golpes que a Erínia tentava golpear. Ele possuía agilidade, movendo-se com tamanha destreza que faria Agripina Yakovlevna VaGganova* sentir muita inveja.
– Connor, atrás de você! — Gritei, chamando atenção do dragão que guarda a árvore de Thalia, Peleu. Ele grunhiu, o quê chamou a atenção de alguns semideuses que passavam por perto. Eles olharam a cena, e nem sequer pensaram duas vezes. Correram em nossas direções com espadas, escudos e lanças nas mãos, lançando seus melhores xingamentos e gritos de guerras.
Por um único segundo fui distraída e quando dei por mim mesma, fui jogada do outro lado da estrada, perto do Acampamento. As últimas coisas que eu ouvi foi alguns berros de frustação e Connor gritando meu nome, correndo até o meu lado e me colocando em seus braços me levando para dentro do Acampamento.
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*Bailarina Soviética. Nasceu e estudou em St. Petersburg, dançou por 19 anos no Kirov Ballet, onde seu brilhante trabalho de pés e saltos deram à ela o título
" Rainha das Variações ". Em 1921, começou a ensinar na Escola Coreográfica de Leningrado ( hoje, Escola do Ballet Imperial ), e em 1934, tornou- se diretora. Seu sistema de ensino, com grande influência soviética, é
baseado em muitas análises dentro de escolas de técnica clássica e importância da coordenação de todo o corpo, enfatizando a força das costas. Seus fundamentos foram publicados com o nome de: Classic Dance, em 1934.
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